Prólogo

No reino de Powys há algumas ilhas, que habitam pessoas de diferentes tipos, como: Sereianos, nobres, animales, voadores, piratas e fadas. Os seis reinos vivem cada um em sua devida ilha, a onde constroem suas histórias e vidas.

Os sereianos vivem nos mares, sem um local fixo ontem habituam. Existem diversas aldeias espalhadas entre os oceanos, e embaixo de outras ilhas, mas nem um ser teve a coragem de os invadir. Seus cabelos coloridos e olhos penetrantes chamam atenção, mas suas principais características são as caudas brilhantes e escamosas. São conhecidos pela sua persuasão e beleza extravagante, que encanta qualquer criatura. São muito fortes em personalidade e tendem a brincar com os estrangeiros, os indicando caminhos errados ou seduzindo-os para que seus navios afundassem.

Os animales vivem em uma ilha extensa, por mais que sua população seja mediana. São rígidos porém amigáveis, uma alma aventureira de natureza, mesmo que prefiram o agradável do que ao útil. Cada espécie é descendente de um animal, a onde herda gostos, partes do corpo, custumes e modos de vida. Um exemplo seriam as cobras, que possuem presas e línguas afiadas, escamas brilhantes e hipnotizantes misturadas com a pele comum e uma sede por dominação de território. São traiçoeiras e seduzentes.

Os voadores possuem asas belas e grandes que o permitem voar pelos céus, dado porque o nome. São discretos e guerreiros por natureza, vivem nas nuvens e podem ser muito gentils quando querem. São certos sobre a justiça e sobre o que é certo, odeiam injustiças e tendem a ser super protetores com quem amam. Eles são quase invisíveis pelos demais, já que suas aparições em terra são poucas. Em boa parte de sua população, tendem a ser mosculosos e altos, sendo até maiores e mais fortes que o normal.

As fadas são seres de aura delicada e simples. Possuem aromas de flores e asas frágeis. São líderes natas, que lutam por suas ideias individuais e suas crenças próprias. Tendem a ter um temperamento forte, assim como suas personalidades. Seu tamanho pode variar de espécie para espécie, podendo ser minúsculas ou em um tamanho normal. Mesmo com sua personalidade doce e aparência fofa, não se engane, você não quer ver uma fada irritada.

Os piratas vivem em uma ilha extensa e possuem a maior população. Vivem na miséria, sua ilha não existe economia justa e muito menos política correta. São conhecidos por serem agressivos e roubadores de carteiras, pegam tudo aquilo que vêem, são fanáticos por ouro e jóias. Também são mestres na luta com espadas, caracterizados por roupas antigas e sujas pela precariedade, mas com acessórios de grande valor. Tendem a conhecer os mares melhor que qualquer outra criatura, mas, sendo enganados por sereianos com uma frequência grande.

E, por fim, os nobres. Os nobres são aqueles encarregados de impedir guerras e manter as terras em paz. Seu território é pequeno, a onde um castelo grande e valioso guarda a família real, que contribuem para que vivam em harmonia. São ambiciosos e exibicionistas, gostam de ostentar e acumular riquezas. Podem ser grosseiros e ríspidos, determinados a terem tudo o que querem. Causam muitas brigas e são um dos motivos da precariedade entre os piratas.

Agora, conhecendo todas as seis ilhas, acho que já podem imaginar como as coisas ocorrem por aqui. Deve se perguntar como sabemos o que somos, já que inicialmente nascemos como humanos padronizados, sem algo de especial para nós agregar. O lance é o seguinte, quando completamos os nossos doze anos, ou seja, quando estamos no sétimo ano do colegial, recebemos um pingente em nossos bolsos e aos poucos nossas características começam a aparecer. Se somos sereias, talvez seus olhos comessem a brilhar e um desejo súbito de água cresça em você, e por aí vai.

Até que este dia chegue, as crianças vivem na ilha dos pais, onde aprendem o básico para a própria sobrevivência e mais algumas coisinhas. Ah sim, como os pingentes aparecem? Bom, isso é um mistério para nós até os dias atuais, devo dizer.

- Hoje vamos ganhar os nossos pingentes! Será que vamos ser da mesma ilha? - Sirius perguntava, olhando para as nuvens, que pra ele, tinham formas de animais.

- Eu espero que sim. Nunca vou achar um melhor amigo como você - Remus responde, olhando uma nuvem que se parece com um lobo. - Olhe! Aquela se parece com um lobo!

- Mas, se nos separarmos, eu jamais irei te esquecer. - Sirius diz, se virando para Remus, vendo suas sardinhas espalhadas por suas bochechas e seu nariz. - Parece um lobo rugindo! - Sirius diz, imitando um lobo, fazendo Remus rir.

Parecia um sonho, de tão inreal. Dois garotos deitados na grama verde, olhando para o céu azul com nuvens.
Remus era um garoto de cabelo loiro escuro, com um corte meio bagunçado, como o do Percy Jackson. Ele possuí sardas pelas bochechas e nariz, seus olhos são redondos e grandes, seu sorriso cura qualquer tristeza, e á uma pequena fenda entre seus dois dentes da frente. Ele é magro, adora livros, chocolate, e suéters feitos pela sua avó. Já ia me esquecendo, seus olhos eram cor de mel.

Sirius tinha um cabelo comprido até o ombro, negros como a sombra, quase azulados. Seus olhos são médios, e da cor de uma tempestade. Seus cílios são grandes. Seu sorriso é encantador, seus lábios são rosados. Seu maxilar é marcado e sua pele bem clara, quase como uma folha de papel. Ele ama jaquetas de couro, o cabelo dele, e claro, Remus. Ambos cresceram juntos, quase como irmãos. Eles compartilharam segredos, aventuras, e isso faz eles serem quem são, amigos para toda a vida.

- Garotos! Eu fiz cookies! - A mãe de Remus diz, e ambos vão correndo para casa. Eles concordavam e discordavam de muitas coisas, mas cookies é algo que ninguém deve discutir. Sirius e Remus se sentam na bancada, cada um pegando um cookie.

- Não comam tudo, o lanche de vocês será esse. - Ela diz, daqui duas horas eles teriam que ir á escola. Lá era ensinado o básico, como se defender, matemática, linguagem.. e plantas. Aqui, nas ilhas, a tantas plantas venenosas, e algumas que podem te ajudar no momento mais complicado.

- Tudo bem. Qual pingente você acha que vamos tirar? - Sirius pergunta. O garoto já era de casa, basicamente.

- Bom, eu não sei, mas tenho certeza que não seram piratas. Quem sabe vocês seram animales que nem nós? - Ela diz. A mãe de Remus era metade esquilo, e seu marido também. Eles tinham rabos enormes, orelhas de um esquilo. E claro, o vício em nozes.

- Eles são ruins? - Remus pergunta, curioso. Os piratas não eram muito falados, e quem tocava no assunto, não recebia uma resposta muito educada.

- Eles são imundos pobres e nojentos que roubam e matam. Seu pai perdeu seu tio por um pirata. - A mãe de Remus diz.

- Enfim, preciso que vocês vão na sra.Wills, ela me disse que tinha leite de cabra fresco. Busquem e vão para a escola, o lanche de vocês estão aqui - Ela diz, colcoando dois pacotes na frente dos garotos. Logo ela subiu para o segundo andar, a onde cuidaria do pai de Remus, que está com o fucinho machucado.

Os garotos terminam de comer, e logo saem para buscar o leite. Eles descem a colina rolando, chegando ao solo rindo. Assim eles andaram pelo campo, que tinha inúmeras flores.

- As flores são tão cheirosas! - Sirius diz, se jogando no meio de varios lírios, e quase desaparecendo. Remus ri, fazendo Sirius rir também.

- Vem, não podemos demorar muito - Remus diz, dando sua mão como apoio para Sirius levantar. Sirius se levanta, com uma flor em seu cabelo.

- Quer que eu tire? - Remus pergunta.

- Não, eu gosto dela. - Sirius diz, com um leve sorriso. Até que a flor caiu.

- Aqui, eu te ajudo - Remus diz, pegando a flor e colocando novamente no cabelo de Sirius. Ambos sorriem e voltam a sua caminhada.

- É melhor pegar um buquê, você sabe que a Sra.Wills não gosta muito de mim - Sirius diz.

- Claro! Você deixou três bezerros dela fugirem! -Remus diz, rindo. - Ela gosta de flores coloridas, melhor pegarmos aquelas - Ele diz, apontado para a frente, que tinha uma diversidade.

- Vamos então! - Sirius diz, correndo pelas flores como em um filme. Logo Remus o acompanha, e assim eles chegaram próximo a fazenda da Sra.Wills.

Ofegantes, eles vão diminuindo o ritmo até chegarem até a porteira de madeira da casa.

- Oh Sra.Wills! - Remus gritou, batendo palmas. Em alguns minutos a porta da casa foi aberta, a onde uma senhora grisalha segurando seu vestido apareceu.

- Sua mãe te mandou aqui para buscar o leite, não é garoto? Já irei pegar - Ela diz, entrando novamente.

- Ela parece uma bruxa - Sirius diz, levando um tapa de Remus. - Que foi? Eu disse a verdade.

- Aqui, garoto. Você aqui denovo, moleque? - Ela diz, olhando para Sirius. A mesma entrega uma sacola de couro com uma jarra de leite.

- É bom te ver também, Sra.Wills. Já te disse que está linda hoje? - Sirius diz, com um sorriso no rosto.

- Saiam já daqui, andem - Ela diz, expulsando os garotos.

- Ingrata. - Sirius reclama, enquanto ambos voltavam para casa. Dessa vez, o caminho foi tranquilo, já que não podiam correr, ou se jogar nas flores. Assim, chegaram até em casa novamente, deixando a jarra de leite na geladeira.

Remus e Sirius voltaram para a casa dos Lupin logo em seguida, pegando seus lanches e novilhas, partindo para a escola.

- Você acha que ganhará qual pingente?

- Ah, talvez de sereia? Eu daria um ótimo Sereiano. Olhe para o meu cabelo! Sou encantador! - Sirius diz, fazendo Remus rir. Assim ou dois seguiram seu caminho até a escola, que era um pouco longe.

Suas vestes eram de couro e lá, nada com costuras por máquinas, tudo feito a mão. Sua escola não exigiam uniformes, mas meninas deviam ir de vestidos e meninos de shorts. Suas bolsas eram de lado, de couro também. Eram pesadas, mas era o único modelo que existia.

- Você fez o dever da Sra.Willows? - Sirius pergunta, dando um pulo para alcançar uma manga em uma árvore.

- Fiz. - Remus responde. Sirius da a primeira mordida na marga, arrancando um pedaço da casca, e cuspindo-a em seguida.

- Você poderia me passar as respostas, Moon? - Sirius diz, fazendo um olhar de peixe morto. Ou cachorro pidão, tanto faz. Remus revira os olhos. Ele sabia que passaria.

- Vamos moon! Por favorzinho! -Sirius diz, indo até a frente de Remus, que quase caiu em cima do mesmo. Remus vai agora a direita, e sirius também, tampando a passagem.

- Tá tá! eu te passo depois - Remus diz, rendendo-se. Um sorriso se forma nos lábios de Sirius.

- Sabia que eu te amo?

- Sim.

- Nem pra dizer que me ama também? Isso machuca! - Sirius reclama, como se tivesse levado uma facada.

- Quer que eu diga que sou loucamente apaixonado em você? - Remus provocou, com as sombrancelhas levantadas.

- Todos são apaixonados por mim, olhe a minha beleza!

- Todos vírgula, eu não sou.

- Você não é todos, Remus. - Sirius diz, tirando um sorriso de Remus.

Após mais alguns minutos, Remus e Sirius chegaram a escola. A estrutura era feita de madeira rústica, com várias flores e animais em volta. Alguns outros alunos já chegaram pelo local. Os dois eram uma dupla imbatível, faziam tudo um pelo outro, o que irritava os outros. Sirius espancou um menino por fazer bullying com Remus, levou suspenção de três dias.

Após entrarem na escola, foram até o pátio, a onde seria entregado os pingentes. Os pingentes surgiam no bolso de cada aluno. Eles eram dados pelo destino, e não pela corte, ninguém sabia o destino do outro, e isso tornava tudo mais difícil. Remus e Sirius se sentaram a baixo de uma árvore, que tinha em média duzentos anos, ou até mais.

- Hey, amiguinho! - Remus diz, pegando um mini sapo em suas mãos. Ele era verde, com um cogumelo em suas costas. Remus acaricia o topo de sua cabeça, e o pequeno sapo inclina sua cabeça, como sinal de felicidade.

- Nunca vi um desses.

- Parece ter nascido a pouco tempo.

- Ele tem sardinhas que nem você, olhe! - Sirius diz, apontando a algumas manchinhas no rosto do sapo. Remus sorriu pela percepção de Sirius.

- Alunos! Por favor silêncio. Agora, cada um de vocês ganhará um pingente, qual definirá seu futuro, e a qual ilha pertende. O Sr. Dumblodore terá o prazer de instrui-los. - A diretora falava, enquanto o Sr. Dumblodore aparecia ao seu lado.

- Diretamente da corte da Realeza, venho vós informar sobre as normas, e claro, conhecer o futuro herdeiro das ilhas. Como já sabem, cada um ganhará um pingente dentro de 24h, cuja a cor dirá a qual ilha pertence. Temos as seguintes cores: Dourado - Que indica a realeza -, Prata - Que indica a ilha dos piratas -, Branco - Que indica a ilha dos céus, Rosa - A ilha das fadas, Azul escuro - O mar, e, Amarelo - a ilha dos Animales. Comigo, uma tropa da realeza iram proucurar o próximo herdeiro do trono, e levá-lo até o palácio. Caso não acharmos, o indevido terá até 10h para ir por vontade própria, ou a tropa levará a força. Aos outros, teram o mesmo prazo para irem a suas ilhas, ou seram banidos da ilha de Animales. Estão devidamente avisados. - O senhor de barba diz. Remus e Sirius se olham, com medo do que poderia vir.

- Os pingentes podem começar a aparecer por volta de... - O velho diz, olhando para um relógio velho em seu pulso. - Agora.

Remus colocou suas mãos nos bolsos de sua calça, e achou o pingente. Pegou o objeto com as suas mãos, e retirou do bolso: Era prata.

- Eu.. eu sou um pirata? - Remus diz. Sabia o que viria pela frente: Expulso da família.

- E tá tudo bem! se você é um, eu também devo ser! - Sirius diz, tentando tranquilizar o amigo. Ele sabia que Remus não era terrível como os piratas que as pessoas diziam. Remus era.. Remus. E isso deixava ele ainda melhor.

Sirius colou suas mãos nos bolsos de suas calças, mas não achou nada. Proucurou pela mochila, mas nada.

- Você não ganhou um?

- Não. - Sirius afirma, confuso. -Bom, ele disse que pode aparecer em 24h, então...

- É, 24 horas... - Remus diz. Ele estava apavorado, como chegaria em casa sendo um pirata? Alguns alunos comemoravam por terem conseguido o mesmo, Sirius olhava, com inveja.

- Bom, acho melhor irmos para casa. - Sirius diz, vendo os alunos saírem pelos portões.

- Não terá aula hoje?

- Aparentemente, não. - Sirius diz, pegando na mão de Remus até a saída.

- Qual pingente ganhou, garoto? - Um homem alto, vestido com uniforme da tropa parou Sirius.

- Nenhum. - Sirius afirmou, e o homem pede para que Sirius abra suas mãos. O homem acha estranho, mas deixa Sirius sair. Depois de parar Remus, ambos começam a caminhar devolta até a casa de Remus.

- Estou com medo.

- Olha, de qualquer jeito você vai estar longe deles.

- É, mas eu gostaria de ao menos saber que eles me amam! - Remus diz, pegando os cookies que eram para o lanche.

- Eu não sou muita coisa, mas, eu te amo. - Sirius diz. Pegando os cookies dele, que estavam na mochila.

- Eu também te amo, star.

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