4⚡CHAPTER TWENTY: HARRY E OS HARRISONS
Chapter Twenty; Harry e os Harrisons
Cada dia que passava, DeVoe estava mais perto de conseguir realizar seu grande plano. O Esclarecimento estava mais próximo do que todos esperavam. Jane estava decidida a vencer o Pensador e honrar a vida de todos que morreram em prol do grande plano. O Time Flash pensava da mesma forma. Eles dariam de tudo para derrotar o Pensador.
— Ontem a noite, eu, Cisco e Harry ficamos acordados testando todos os tipos de algoritmos que pensamos envolvendo a tecnologia de satélites que o DeVoe roubou. — Disse Caitlin.
— Achamos que o DeVoe planeja posicionar cada um dos cinco satélites em locais extremamente calculados ao redor do mundo. — Disse Cisco.
— E quando os computadores quânticos em cada satélite se comunicarem... — Disse Harry.
— Ele vai usar esta rede para emitir vários pulsos de matéria escura. — Completou Cisco.
— Que vão reiniciar o córtex pré-frontal de cada homem, mulher e criança na Terra.
— Temos que dar um jeito nisso. — Afirmou Joe. — Não podemos deixar ele lançar esses satélites.
— Sim, mas como vamos encontrá-lo? — Perguntou Jane. — Não conseguimos detectar a energia da dimensão compacta do DeVoe há dias.
— E, com os poderes gravitacionais da Null, ele pode lançar os satélites de qualquer lugar, a qualquer momento. — Disse Caitlin.
Jane estava extremamente pensativa.
— Está pensando no que, querida?
— Acho que podemos derrubar os satélites.
— Só tem um probleminha. — Disse Cisco. — O DeVoe tem os poderes do Kilgore. Ele pode derrubar qualquer tecnologia que usemos contra ele.
— Então não usaremos tecnologia. — A loira disse. — Nós usamos alguma arma feita de matéria orgânica. Como uma... É... — Não sabia o que dizer. — Como uma... Quer saber? Não importa. Vamos nos separar e descobrir o que conseguirmos.
— West-Allen. — Harry a chamou. — Por que o DeVoe não está agindo?
— Eu não sei e, na verdade, isso não importa muito.
— Claro que importa!
— Harry, já consultamos todos os cientistas que conhecemos.
— Se eu tivesse minha inteligência, eu poderia descobrir isso fácil! — O homem ficou alguns segundos pensando. — Espere, se tem alguém que vai saber como me ajudar, sou eu.
— Não sei se entendi. Você vai conversar com você mesmo? Isso não faz... — E então entendeu a ideia. — Harry, não me diga que você está considerando chamar...
— O Conselho de Wells.
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Harry transmitiu uma mensagem pelo multiverso. Especificamente, para os Wells que o ajudaram da última vez. Demoraram menos de duas horas para responderem e comparecerem, de forma holográfica, à uma reunião.
— Tenho que dizer que achei sua mensagem, para dizer o mínimo, intrigante. — Disse Wolfgang Wells. Os cabelos do sósia estavam ainda mais brancos e lambidos. Além de suas unhas perfeitas. — Mas, antes, tenho uma pergunta para você, Harry Wells. Diga-me como o seu chapéu de pensamento "hipotético" lida com o acoplamento indutivo ressonante de transferência de matéria escura?
— Ele...
Harry estava, aos poucos, perdendo sua inteligência. Não sabia responder.
— O acoplamento indutivo ressonante é... — Jane tentou ajudar.
— Não me lembro de estar falando com você, mocinha. Ah, espere. É mesmo! Eu não estava! Estou falando com o Harrison. Vamos, me responda.
— É... O acoplamento...
Wolfgang começou a dar risadas.
— Você não sabe! Eu sabia que você não sabia. O que significa que o seu amplificador de inteligência não funcionou direito e transformou um Wells, que possuía um intelecto formidável, em um idiota.
— Não foi isso que aconteceu. — Jane defendeu seu parceiro.
— Não, West-Allen. — Harry disse-a. — Foi, exatamente, o que aconteceu.
— Pobre Harry...
— Wells. — Jane disse, chamando Wolfgang. — Você vai nos ajudar ou não?!
— Não.
— Por que não?!
— O Conselho de Wells é um conselho de intelectos superiores que aceita desafios de outros que também tem intelecto superior. Se chama "Conselho de Wells" e não "Conselho dos Idiotas"!
— Olhe bem para ele. — Jane disse-o. — Vai mesmo negar que ele é um de vocês?! Vai abandonar um dos seus porque ele não cumpriu uma exigência intelectual arbitrária?!
— Oh, então você entende o que vou fazer. Auf Wiedershen! — E desligou seu holograma.
Aquele era um jeito de dizer "tchau" na Terra 12, ao visto.
— Ele está certo. — Disse Harry frustrado. — Sou um idiota.
— Você não é um idiota!
— West-Allen, por favor, vamos encarar os fatos. Perdi a maior parte da ciência e da matemática. Linguagem será a próxima, e não podemos fazer nada!
— Muito pelo contrário. Fomos nós que criamos aquele conselho de idiotas para inicio de conversa. Logo, se eles não vão ajudar, temos mais uma opção. Um novo conselho. Um conselho mais inteligente. Um conselho melhor.
— Pessoal, é a Caitlin. — Disse ela pelos microfones. — Me encontrem no córtex. — Todos se direcionaram à sala. — Nós estivemos encarando isso de maneira errada. — Caitlin os explicou. — Sabemos que precisamos de um projétil não-tecnológico para parar os satélites do DeVoe. Estivemos procurando por um objeto, quando precisamos, na verdade, procurar uma pessoa. Amunet.
Caitlin não poderia estar falando sério. Ela não poderia estar pensando em considerar a dona do maior esquema criminoso de Central City para impedir o Esclarecimento.
— Amunet Black?! — Barry a questionou. — Espere, é ironia?
— Eu sei que ela não é a ideal escolha, mas os poderes psíquicos dos fragmentos de metal dela não são apenas mortais, como são completamente imunes aos poderes do DeVoe.
— Como assim não é ideal? — Jane perguntou. — Caitlin, ela te sequestrou. Ela tentou vender o Barry para o mercado de escravos meta. E ela manipulou a Melanie, transformando ela no Murmur. Ela é muito pior do que a "escolha não ideal".
— É, não podemos nos juntar à Amunet. — Afirmou Joe. — Ela é uma criminosa.
— O Snart era criminoso, a Nevasca é criminosa. Trabalhamos com eles.
— Olhe, mesmo que a gente perdoe a Amunet, o que te faz pensar que ela vai querer nos ajudar?
— Todo mundo pode mudar, Barry. Até a Amunet Black. Eu entrei em contato com o Norvok há pouco tempo, e depois das negociações fracassadas em Iron Heights, ela fugiu. Entretanto, descobri uma coisa. O nome verdadeiro dela é Leslie Jocoy. Ela era uma aeromoça antes do acelerador de partículas. Posso usar isso para localiza-la.
— Certo, Caitlin. — Disse Jane. — Tente encontrá-la.
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— Harry, eu te apresento... O novo Conselho de Wells. — Disse Jane.
Hologramas apareceram. Três Wells, especificamente. Um deles era francês, com um bigode curto em formato quadricular. Usava também uma boina e uma cartola. O outro era bem descolado, com óculos escuros e um casaco. Já o último era conhecido. Lothario Wells, da Terra 47. Por algum motivo, ele havia abandonado o antigo conselho.
— Lothario Wells? — Harry o questionou. — Por que você...
— Ah, eles me rejeitaram. — O homem respondeu. — Pois é, cara.
— West-Allen... Você criou um conselho dos Wells rejeitados?
— A quem você está chamando de rejeitado, cara? — O Wells descolado o perguntou. — Permita-me que eu me apresente. Sunny Wells, da Terra 24. Me chamam assim por causa da minha personalidade animada, sacou?
— Sabe, eu acho que esse nome combina com ele. — Afirmou Jane.
— Olá! — O outro o disse. — Bonjour! Então, sou Harrison H.P Wells da Terra 25. Então, preciso dizer, que me sinto comovido por ver todos nós unidos por nosso rostos e corações. Enfim, para começar essa reunião, irei ler um dos meus poemas: "Eu nunca te conheci. Eu nunca te provei. Eu nunca te cheirei. Até isso mudar. E, agora, estou apaixonado em seu olhar."
Harry nunca sentiu tanta vergonha alheia em sua vida. Ver a si mesmo lendo um poema como aquele era tortura. Como se já não bastasse ter que ver a si mesmo como um ciborgue que come pessoas queimadas, agora tinha de ver a si mesmo francês que escreve poemas ruins.
— West-Allen, eu me recuso.
— Harry, se quiser ajuda precisa compartilhar.
— Não com esses... — E os olhou. — Rejeitados. — Cochichou.
— Vai lá, cara. — Sunny Wells disse. — Manda o papo.
— Certo... — Harry coçou sua testa. — Eu estou perdendo a minha inteligência. E, sendo Wells, vocês sabem como nossa inteligência é importante, então eu peço a ajuda de vocês para eu recuperá-la para eu poder ajudar minha equipe.
— Oh, é claro, Harry. — H.P Wells disse se emocionando e limpando suas lágrimas. — Vamos ajudá-lo, pessoal. Vamos ajudar você. Abra seu coração. Abriremos sua mente.
— Beleza, vamos nessa. — Disse Sunny Wells.
— Vamos lá. — Disse Lothario.
Enquanto isso, Caitlin procurava Amunet. Segundo suas pesquisas sobre Leslie Jocoy, o nome verdadeiro da criminosa, ela já havia trabalhado em muitos lugares. Um deles era um mercado ao sudoeste da cidade. Valia a pena investigar o local. Jane decidiu ir com sua amiga, enquanto Harry ficava com o novo conselho. O mercado, aparentemente, era bem comum. Um pouco sujo, mas era por conta da falta de investimento. Procuravam qualquer coisa que os desse pistas sobre onde estava Leslie, ou, Amunet. Duas pessoas entraram no loca. Estavam com roupas extremamente elegantes. Andaram até uma parte de trás do caixa e abriram uma escotilha secreta. Jane e Caitlin os seguiram. Estavam em um submundo. Uma grande festa cheia de pessoas ricas. No centro, estava uma mulher de boné branco e um vestido elegante.
— Sou Jane West-Allen, da CCPD! — Jane exclamou em voz alta mostrando seu distintivo. — Todos para fora daqui.
Não demorou muito para todos saírem do local e irem embora. Apenas a mulher de boné e vestido ficou ali. Certamente, era Amunet.
— Caity. — Amunet disse. — Não me espanta que seu pequeno e astuto cérebro tenha descoberto meu segredinho. O que faz aqui?
— Sabia que estava viva.
— Ninguém pode me matar. Agora, sou apenas uma loira americana de classe média tentando levar uma vida honesta. Além disso, sabem o que dizem? "Uma zebra nunca muda suas listras."
Amunet retirou, de seus aposentos locais, uma bolsa cheia de fragmentos metálicos, cacos.
— Flash. — Chamou Jane pelo microfone, pois se ela aparecesse como Fúria Escarlate, ficaria mais do que óbvio a identidade da heroína.
Barry chegou ao local em super velocidade usando seu uniforme poucos segundos depois.
— Oh, Flash. — Disse Amunet surpresa. — Você realmente combate todo crime na cidade, mas hoje não.
A meta formou uma luva de cacos metálicos e os arremessou contra o velocista, que desviou e, quando se agruparam em forma de bumerangue, os pegou e jogou ao chão.
— Não estou aqui para lutar. — A meta se surpreendeu. — Precisamos de sua ajuda.
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— Olhem só. — Disse Amunet observando o local onde Barry e Jane deixavam seus uniformes. — Um esconderijo para uniformes.
— Com licença? — Disse Jane, chamando sua atenção. — Perdão, mas você não parece muito preocupada com o DeVoe lançar satélites no espaço que vão reiniciar nossos cérebros.
— Não, minha querida. Eu acho isso trágico. Um professor tentar transformar todo mundo em pessoas idiotas é preocupante. É brilhante, mas trágico.
— Vai nos ajudar ou não? — Questionou Barry.
— Bom... Por um lado, eu sou mais ditadora do que uma integrante de equipe. Mas, por outro, o professor DeVoe imbecializar o mundo seria ruim para os negócios. Então, eu ajudo. Infelizmente, há um porém. Na vida, aprendi que o maior nem sempre é o melhor, mas neste caso... — Ela disse apontando para sua bolsa de cacos.
— Precisa de mais fragmentos metálicos para abater algo poderoso como um satélite. — Disse Jane. Logo depois, ela concordou com sua cabeça. — Onde conseguiu esses?
— No avião que eu estava no dia em que o acelerador de partículas explodiu. Estavam no compartimento de caga, a a caminho de uma base militar.
— Que, convenientemente, nunca chegou ao destino. — Disse Cisco.
— Normalmente, eu iria até minha base de operações para pegar meus equipamentos, mas um indivíduo os roubou semana passada.
— Podemos ir lá investigar. — Sugeriu Barry. — Vou pegar meu kit de perícia.
— Eu iria também, mas tenho uma... Uma... Reunião com... O Harry. — Disse Jane.
Na verdade, ela estava certa. Todos eram o Harry. A garota correu até o Laboratório de Velocidade onde estavam. O conselho de rejeitados estava lá.
— Senhoras e senhores, apertem os cintos! — Disse Sunny Wells. — Vamos lá, Harry! Comece a falar, vai. — E comeu um X-Burger.
— É melhor começar com a frase "Eu sinto". — Sugeriu H.P Wells.
— Sim. — Concordou Lothario. — Tipo, "Eu sinto que..." ou "Eu vejo que..."
— Certo, mas... — Harry pensou. — Como isso vai me deixar mais inteligente que o DeVoe, afinal?
— De novo essa parada de DeVoe, cara. — Disse Sunny Wells. — Acho que você tá muito vidrado.
— Acho que, para o nosso amigo Harry, o DeVoe é como uma sanguessuga. — Disse H.P. — Sugando, sugando, sugando e sugando... E tudo que resta é duvida.
— Gostei desse cara. — Disse Lothario Wells. — Seleção natural é tal. Dizem que para entender a mente de um homem é necessário entender o coração dele.
— Uma dúvida. — Disse Jane. — Como se entende o coração de um maníaco homicida?
— A loira ali levantou um bom ponto. — Disse Lothario. — Vamos fechar os olhos e imaginar por um momento que somos um maníaco homicida tentando destruir a mente humana. — Jane, mesmo achando um absurdo, fechou seus olhos assim como todos os Wells estavam fazendo. Harry estava achando aquilo ridículo. Quando viu Jane meditando desistiu de tentar ver uma razão em tudo aquilo. Mesmo assim, fechou seus olhos e se concentrou. — E então, o que vê? Que cheiro sente? Como se sente?
— Burro. — Disse Harry. — Burro. Isso não está me deixando mais inteligente.
— Você precisa canalizar a sua agressividade em amor. — Disse H.P.
— Eu sinto que vocês estão zombando de mim.
— "Eu sinto"! — Disseram todos os Wells ao mesmo tempo.
Logo depois, eles começaram a se vestir com casacos e guardar seus objetos. Como se estivessem prestes a desligar seus hologramas e acabar.
— Não acabamos ainda. — Disse Jane.
— Acabamos sim. — Disse Lothario já desligando.
— Vocês estão de sacanagem?! — Questionou Jane. — Não progredimos em nada!
— Eu sei que é triste disser adios, mas é necessário. — Disse H.P desligando.
— Lembre-se, Harry, você é o cara, bixo. — Disse Sunny antes de desligar.
Harry nunca se sentiu tão frustrado. Havia perdido todo o seu tempo com aquele novo conselho. Ele apenas se sentia inútil. Se nem ele mesmo podia se ajudar, literalmente, nada mais poderia. Era o abismo sem fim. Não poderia fazer nada. Em breve, iria esquecer tudo que já havia aprendido na vida. Isso era o maior tiro que poderia levar, na verdade, era pior que um. Nunca havia temido perder sua vida, mas perder seus aprendizados era o maior medo de qualquer Wells, independente de qual versão do multiverso fosse. Jane se entristeceu. Ela havia tentado ajudar seu amigo, mas apenas piorou as coisas. O novo conselho era um fracasso, e ela se sentia fracassada. Além disso, se sentia burra por deixar a inteligência de Harry nas mãos de três versões rejeitadas de outras Terras, versões meramente estúpidas.
— Harry, escute...
— Não, West-Allen. Antes que diga qualquer palavra, me diga qual é o sinônimo para "grande". — Harry disse tentando se lembrar.
— Colossal?
— Isso mesmo. Isso foi uma perda de tempo colossal! Agora é melhor eu esvaziar a minha oficina já que vou perder toda a minha inteligência.
— Você não sabe disso.
— Não sei disso? Jura? Você gastou todo esse tempo tentando formar esse conselho quando devia ter gastado para ajudar mais a equipe. Eu desperdicei seu tempo, então me desculpe mesmo.
Jane ficou extremamente surpresa. Ela não esperava que Harry fosse pedir desculpas. Na verdade, nem era necessário, mas ele estar apto para isso era novidade. Ele realmente estava sendo sincero. Havia feito um pedido de desculpas genuíno. Desde que Harry entrou na equipe, para derrotar Zoom, ele evoluiu muito. Não era mais cego pelo ódio, pela vingança, pela busca... Tinha novos princípios agora.
— Sabe, Harry... Por mais que esse conselho não tenha te ajudado com sua inteligência, acho que eles podem ter despertado um pouco de empatia em você.
— Sabe, a Cecile Horton me disse que há outras formas de inteligência.
— "Abra seu coração, abra sua mente."
— Sabe, acho que já é hora de eu começar a pensar nos sentimentos de outros. DeVoe. Talvez o conselho esteja certo. Talvez a melhor forma de deter o DeVoe é me colocando no lugar dele.
⚡
Jane retornou ao córtex, e se deparou com algo. Cisco segurava um pote e, dentro, estava um olho. Aquilo era muito nojento.
— Que droga é essa?!
— É o olho do Norvok. — Disse Barry. — Era ele quem havia roubado a Amunet. Derrotei ele.
— Vocês avançaram bem enquanto eu não estava por perto. — Afirmou Jane. — Onde está a Amunet? Ou Leslie... Sei lá.
— Ela foi embora. — Afirmou Caitlin.
— Sem nos ajudar?
— Não. — Disse Barry tirando de seu bolso uma bola de fragmentos metálicos, com várias camadas. — Ela nos deu uma bomba projétil de metal. É a nossa melhor chance de parar o DeVoe. Só temos que descobrir como usar isso.
— Cisco, você não pode abrir uma brecha para quando o DeVoe lançar os satélites e então nós atirarmos essa bomba? — Sugeriu Joe.
— Não mesmo. Não consigo vibrar para o espaço-sideral.
— Então precisamos pensar em algo antes que seja tarde. — Disse Caitlin.
— Na verdade, eu tenho uma explicação do por que o DeVoe ainda não lançou os satélites.— Disse Harry. — Eu me coloquei no lugar dele. "Se eu fosse um gênio homicida que ando numa cadeira flutuante, como eu me sentiria?
— Não sentiria nada. — Disse Joe. — Seria um psicopata.
— Certo, detetive West, mas, para mim, eu não seria um psicopata. "Ou seja, todas as minhas ações seriam movidas pela coisa que eu mais me importo. Então, se eu não estou agindo, ainda não tenho a coisa que mais me importo. Minha esposa."
Aquilo fazia bastante sentido. DeVoe não tinha Marlize, sua razão para tudo. Provavelmente, por esse motivo ele ainda não havia lançado os satélites. Ele queria ela ao seu lado.
— Podemos trabalhar com isso. — Afirmou Jane. — Vou usar os satélites para encontrar a Marlize.
— E eu vou descobrir como lançar essa coisinha aqui nos satélites do DeVoe. — Disse Cisco com a bomba projétil da Amunet em mãos.
— Joe, quer tomar um café comigo antes de voltar para a CCPD? — Perguntou Caitlin.
— Estou precisando de cafeína. — Ele disse.
Logo depois, só restava Jane e Barry no córtex. O velocista segurou o queixo da loira e acariciou seu rosto. Logo depois, ele a beijou suavemente com calma. Jane sorriu de forma espontânea. Seu amor por Barry era o que a mantia de pé todos os dias. Era mais do que paixão e casamento. Era uma conexão. Uma conexão que sempre tiveram desde crianças. Não sabiam explicar o que era, e talvez nunca saberiam. Mas não importava, porque estavam juntos. Sempre juntos. E isso nunca mudaria. Para ambos, era o bastante.
PRCIOU_STILES ©
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