4⚡CHAPTER THIRTEEN: ESTRELA-ANÃ

Chapter Thirteen; Estrela-Anã

Cecile, uma meta humana? Pensou Jane ao chegar ao córtex. Ela explicou ao Time Flash que podia ouvir Joe falando coisas, mesmo sem ele se quer abrir a boca. Ela estava lendo os pensamentos dele, mas como? Ela não estava no ônibus. E, se foi por conta do acelerador, por que tanta demora para os poderes se desenvolverem? Caitlin estava a analisando na tentativa de tentar desvendar o mistério por trás da natureza dos poderes de Cecile. 

— O batimento cardíaco está a 170 bpm, não há sinal de matéria escura no líquido amniótico. 

— Então o bebê não é um meta. — Disse Joe, aliviado.

— Não, é um bebê perfeitamente normal. — Disse Caitlin. — Ele é... 

— Menina. — Disse Cecile, lendo sua mente. — Você iria dizer menina. 

— Vou ter outra filha? — Perguntou Joe.

— Sim. — Respondeu-o.

— Vou ter uma irmãzinha. — Disse Jane.

— Então já podemos desmarcar o chá de revelação. 

Cecile, definitivamente, era uma meta humana. A pergunta era de onde vinham seus poderes. Não era algo fácil de descobrir. Ao menos, seu bebê não havia puxado os poderes da mãe. Cisco estava decidido a testar a advogada.

— Então essa eu quero ver. — Ele disse. — Em que número estou pensando?

— Vinte e cinco. — Respondeu. — Agora mil duzentos e quarenta e um, setecentos e quarenta, bulbasauro. Espere, por que pensou em um Pokémon?

— Foi para te testar. É, realmente você é uma meta. 

— Mas como? — Perguntou Cecile. — De onde vieram meus poderes? Não, eu não estava no ônibus. — Disse lendo a mente de Caitlin. — Não, eu não fui abduzida por alienígenas. — Disse lendo a mente de Ralph. — Não, eu não herdei um totem místico da minha avó! —Disse lendo a mente de Cisco. — É sério, pessoal! Cisco, por que está pensando no bulbasauro de novo?! 

— Ele é o mais fofo de Pokémon

— Caitlin, alguma teoria? — Perguntou Jane.

— Certo. — Disse Caitlin — Minha melhor hipótese é de que isso foi ativado pelo estágio de gravidez e que, na verdade, há matéria escura latente no seu cérebro desde que foi atingida pelo Acelerador de Partículas. Pense nisso como uma diabetes gestacional. 

— Mas não dá para curar com insulina. — Disse Joe.

— Mas é temporário. Os sintomas devem acabar após o parto. 

— Só quero que você e o bebê fiquem bem. — Afirmou Joe.

— Talvez isso seja algo bom. Sempre quis saber o que se passa nessa sua cabecinha... 

Joe se sentiu um pouco violado. Logo depois voltaram ao córtex, com exceção de Joe e Cecile, que ficaram no Laboratório de Caitlin. Harry estava extremamente agoniado. Ele escrevia sem parar na lousa de vidro, preenchida com imagens de Barry e DeVoe. Parecia estar frustrado em ver que o Time estava focando mais em Cecile do que em vencer o grande vilão. 

— Enquanto o Allen está sentado numa cela suja da Iron Heights, este homem — Disse apontado para uma imagem de DeVoe. — continua com seu plano incessantemente! 

— Harry, Cecile entrou com uma violação semana passada. — Jane o informou.

— Mas não temos novas provas, então é inútil. — Retrucou. — Ramon, por que não estamos vigiando ele lá dentro?! Por que você não invade as câmeras da prisão?!

— Escuta, é um saco tentar hackear uma câmera analógica daqui, não importa o quanto eu seja habilidoso em hackear.  

— Estamos na estaca zero! — Afirmou Harry. — Nós tiramos o Barry da prisão da Força de Aceleração e não podemos tirá-lo da prisão municipal? 

— Harry estamos todos empenhados na mesma intensidade que você, certo? Me dói admitir, mas não temos saída. Enquanto isso, o Barry vai ter que esperar. Eu nem consigo imaginar pelo que ele está passando... 


Finalmente, uma cena de crime. Jane estava estranhando a demora para terem uma na cidade. Porém essa era a mais estranha de todas. Um prédio inteiro havia desaparecido. Como diabos um prédio, construído a partir de tijolos, desaparece?! 

— Matéria escura, com certeza, esteve presente aqui. — Disse Cisco analisando o lugar com suas ferramentas criadas nos Laboratórios STAR. 

— Foi o que pensei. — Disse Joe.

— Que estranho. — Disse Jane. — Um prédio sumindo da noite pro dia? Um prédio?! 

— Pessoal, vejam isso. — Disse Cisco mostrando uma gravação em seu tablet. — Isso foi capturado pela câmera mais próxima. É de um caixa eletrônico do outro lado. A imagem está um pouco tremida, mas...

A gravação mostrava um homem careca de vestes escuras. À sua frente, um carro surgiu do nada. De um segundo para o outro, surgiu um Chevelle à sua frente.

— Olhem só... — Disse Joe.

— Ele acabou de surgir com um carro do nada?! — Perguntou Cisco.

— Se o vídeo não foi alterado, sim, foi exatamente o que ele fez. — Disse Jane.

— Já verifiquei isso. É totalmente verídico. 

— Vou pesquisar a placa para ver se identifico o cara. — Afirmou Joe anotando-a em um papel. 

Sem dúvidas, o homem com quem lidavam era um meta humano. Possivelmente um do ônibus. Mais tarde, Joe retornou ao córtex já com uma resposta sobre a placa do carro. 

— Pai? 

— Oi, filha. Já consegui a resposta. A placa do Chevelle está registrada no nome de um criminoso que já foi preso várias vezes por violação de domicílio. Sylbert Rundine. Este é o endereço dele. — Disse apontando para uma localização em seu celular. 

— Eu vou interrogar o Rundine. — Disse Jane. 

— Vou com você, filha.

— Eu vou também. — Disse Cisco. 

— E eu! — Disse Ralph em um tom, surpreendentemente, animado.

Os quatro foram até o endereço de Rundine, que acaba em um corredor de apartamento extremamente íngreme e sujo. Como alguém conseguia respirar naquele lugar? No corredor, haviam vários quadros desbotados de pinturas antigas. Estavam velhos. Jane tocou a campainha que, apesar do estado, funcionava. O homem atendeu. Batia com o perfil do vídeo. Ele era careca. Só não possuía vestes escuras. 

— Sylbert Rundine? — Joe o perguntou em um tom invasivo. 

— Bert. Todos me chamam assim. 

— Sou o Detetive Joe West, da CCPD, e esses são meus parceiros. Estamos investigando um assalto e queríamos fazer algumas perguntas.

— Certo.

— Tem um Chevelle 1970? — Jane o perguntou, sem nem entrar em seu apartamento. 

— Tinha. — Respondeu. 

— Meu Deus! — Exclamou Cisco ao ver algo dentro do alojamento. Ele correu para dentro, sem nem ser convidado. Assustou a todos. — Isto é uma réplica do HTV-3X da DARPA?! 

— Cisco! — Exclamou Ralph. — Não deve mexer nos brinquedos dos outros. É rude.

— Miniaturas. — Corrigiu Rundine. 

— Caramba, essa é uma réplica perfeita! — Disse Cisco. — Tem até um sistema de controle de navegação automático. 

— Pai... Venha ver isso. — Chamou Jane. Em meio das coleções de Rundine, estava uma réplica do Chevelle. Era perfeitamente idêntica. — Você não acha que...

— Acho. — Ele respondeu. 

Sem dúvidas, o meta humano era capaz de encolher coisas. Foi assim que ele encolheu o prédio e roubou. Seu antigo carro estava ali encolhido, e possivelmente até o HTV-3X. O homem, vendo que já sabiam da verdade, atirou seus poderes em um mini objeto que estava na mesa. Era uma bazuca. Seu poder cresceu-a de tamanho. Ele a segurou e atirou. Jane, em super velocidade, abaixou todos, evitando possíveis mortes. Logo depois, o meta se tacou pela janela. Estava no beco ao lado do apartamento. Jane correu até lá, mas não o viu. Cisco abriu uma brecha, e saiu no mesmo local junto de Ralph. 

— Ele não pode ter ido tão longe. — Disse Jane. — Esperem um segundo.

E vasculhou a área ao redor do apartamento, incluindo todos os andares. Estavam todos vazios. Ele não estava ali. Assim que voltou, tomou um grande susto. Cisco e Ralph estavam ali, porém estavam um pouco... Pequenos. Haviam sido encolhidos pelos poderes de Rundine.

— Droga. — Exclamou Cisco. 


— Isso é... — Disse Jane ao ver mini Ralph e mini Cisco. 

— Ridículo. — Respondeu Harry, fascinado ao os observar.

— Vocês estão bem? — Perguntou Caitlin. 

Estavam ótimos se não fosse pelo... Tamanho. 

— Se nós estamos bem?! — Disse Cisco. — Está mesmo nos perguntando se estamos bem?! Caitlin, temos 5 centímetros de altura! 

— Finalmente vejo o mundo como o Cisco vê normalmente. — Disse Ralph, zombando da altura de Cisco. — Como é, cara?

— Muito engraçado, Ralph. — Disse em um tom sarcástico. — Parece que finalmente você encolheu em um tamanho proporcional ao seu cérebro! 

Jane deu risadas. Era muito engraçado vê-los daquela forma. Eles eram menores que uma bolinha e a voz que saía quando falavam era como a de esquilos. Não tinha como não rir. 

— Ralph, você já tentou se esticar até seu tamanho normal? — Sugeriu Jane. 

— Não, esperem... — E tentou. Havia dado muito errado. Sua coluna estalou. — Ai! Minha coluna... Isso doeu muito! 

Jane não segurou a risada. 

— Quer saber? Vou abrir uma brecha para longe. — E assim fez. A máxima distancia que pode ir foi até o outro lado da caneca de Harry que estava na mesa onde estavam. Ele bateu de cabeça nela. — Eu realmente pensei que pudesse ir mais longe... 

— Ah, sim. — Jane disse. Havia até mesmo esquecido de tanto rir. — Falei com a Felicity. O Ray Palmer usa liga de estrela anã para fortalecer os poderes de encolhimento do traje do Átomo. Mas, em 10 de outubro, o último depósito de liga da Palmer Tech foi roubado pela unidade de Central City. 

— Foi o dia em que o Barry saiu da Força de Aceleração. — Observou Caitlin. 

— Então Rundine assaltou a Palmer Tech e entrou no ônibus. Logo depois, foi atingido pela matéria escura. Por isso os poderes dele são de encolhimento? — Perguntou Jane.

— Não exatamente. — Disse Caitlin.— A natureza não trabalha em escala. Se o corpo humano encolhesse, não sustentaríamos o esqueleto. 

— Então o poder do Rundine deve conseguir encolher o espaço entre as ligações atômicas. — Disse Harry, finalmente entendendo o conceito de como ele usa suas habilidades.

— Encolher tecnologia para roubar e depois aumentar para vender.  — Disse Jane.

— Tive uma ideia. — Disse Harry. — Vou construir uma matriz de estrela anã com polaridade inversa. West, me ajuda?

— Claro. — A loira o respondeu. 

Ambos começaram a trabalhar na oficina. Criar algo daquele tipo não era simples, ainda mais tendo de adaptar em uma bazuca para aumentar Cisco e Ralph de tamanho novamente. Para construírem, usaram estrela anã roubada do apartamento de Rundine e melhoraram o sistema amador da armadura do Átomo, desenvolvida por Ray Palmer. Horas depois, haviam terminado. Existiam chances de dar errado, mas estavam sem opções. Os dois integrantes do Time Flash, que agora estavam encolhidos, teriam de ser cobaias. Harry mirou a bazuca nos dois e atirou. Nos primeiros segundos, nada mudou. Ainda minúsculos. Porém nos segundos seguintes, Ralph e Cisco começaram a se mexer rapidamente, quase vibrando. Algo estava errado. Caitlin começou a os analisar, e o que ela temia havia se tornado realidade.

— As células deles... Estão se destruindo. — Disse a doutora. — Explodindo. Seja lá o que a bazuca fez com eles, parece ter desestabilizado eles em nível atômico. 

— Merda. — Exclamou Jane. — Quanto tempo eles tem?!

— Nesse ritmo, levará dez horas, aproximadamente, até que eles explodam. 

Harry começou a socar as paredes, raivoso. 

— Pare com isso! — Disse Cisco. 

— Eu sou burro! — Ele disse. — Burro demais para aumentar vocês, burro demais para tirar o Allen da cadeia, burro demais para deter o DeVoe! 

— Pare de idiotice. — Disse Cisco. — Você é mesmo burro se pensa que é burro. 

— O quê? Isso foi um trava-língua?

— Não, seu burro! Eu só disse que você é muito burro se pensa que é burro, porque está sendo burro quando diz que é burro porque não é burro e vira burro quando diz que é burro...

— Ramon! 

— Meu Deus, eu me embolei. Não importa!

— Harry! — Disse Jane. — Acho que entendi... 

— Está brincando?! 

— E se os poderes do Rundine não funcionam somente removendo espaços entre átomos, mas retirando partículas de gravidade e a energia escura. Então quando ele aumenta um objeto...

— Ele vai recarregar com a mesma combinação de energia que extraiu. — Disse Harry. — Então se quisermos aumentar o Cisco e o Ralph de novo...

— Teremos que colocar eles na linha de fogo do Rundine. O reconhecimento facial localizou ele no aeroporto. Acho que ele sairá da cidade. — Disse Jane consultando os computadores. — Deixem comigo. 

 Jane pegou Cisco e Ralph e os prendeu em seu emblema do uniforme. Em super velocidade, ela chegou até onde Rundine estava. O homem estava prestes a pegar um avião.

— Fúria Escarlate... Vou te reduzir a nível atômico! 

— Jura?! Quero ver você tentar. 

O homem atirou. Jane mirou seu emblema no raio, assim Cisco e Ralph cresceram e foram jogados ao chão. Seu plano havia funcionado. Logo depois, ela desviou de mais raios e derrubou o meta humano. Depois, ela o prendeu em algemas anti-metas. A velocista havia derrotado o inimigo, sem a ajuda do Flash. 


— As células do Cisco e do Ralph se formaram e se estabilizaram. — Afirmou Caitlin. 

— Posso garantir que minha bexiga voltou ao normal. — Disse bebendo refrigerante. — Este aqui já é o sexto copo do dia...

Jane encarava a lousa de vidro com as fotos de todos os metas do ônibus Tudo se ligava ao DeVoe. Mas qual era o plano dele? Ele queria Rundine na prisão? Tudo se ligava ao seu grande mirabolante plano, mas o que era, afinal?

— Não consigo entender... — Ela disse. — O que o DeVoe quer fazer? Como o Rundine na prisão se encaixa em um mirabolante plano? E que plano é esse?

— Os objetivos dele estão além de nossa compreensão. — Disse Harry. — Precisamos juntar dados, teorizar e deduzir se quisermos tirar o Allen da prisão e derrotar o DeVoe.

E cada dia mais, Barry Allen fazia falta no grupo. Era como se aquele lugar estivesse vazio. Jane não sabia se os outros também se sentiam assim, mas o Flash era a alma do grupo. Sem ele, nunca mais seria a mesma. 

PRCIOU_STILES ©

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