4⚡CHAPTER FIVE: A NOITE DAS GAROTAS

Chapter Five; A Noite das Garotas

O mistério sobre DeVoe continuava em aberto; nenhuma pista sequer. Ele era bom em cobrir rastros. HR fazia falta no time. Jane e Barry ajudavam Ralph a aperfeiçoar seus poderes, mas estava cada vez mais complicado. Cisco e Harry desenvolviam novos treinamentos para ele. Surpreendentemente, Caitlin estava bem. Sem nenhum resquício da Nevasca. 

— Tem certeza de que não dá pra achar esse DeVoe? — Jane perguntou. — Fomos avisados com antecedência que, algum dia, esse cara iria aparecer e se tornar um grande inimigo nosso. E seria, também, minha primeira e última derrota. 

— Jane, existem milhares de pessoas com DeVoe no nome, só nesse estado. — Cisco o respondeu. — E nem registramos a idade.

— Ralph disse que parecia um senhor mais velho, porém não tão velho. — Jane disse.

— Isso mesmo, tipo aquelas vozes de dublador, sacou?  — Ralph disse. 

— Veja quem é a pessoa com o nome DeVoe mais próxima de onde estamos.

— Deixa eu verificar... — Cisco disse. — Achei: William DeVoe, ele têm 3 meses de idade e mora aqui no bairro. 

— Eu não acho que um dos nossos maiores inimigos seja um bebê. 

— Bebê assassino do mal. — Cisco disse.

— Pode acontecer. — Harry disse.

— Estão certos... — Barry disse, preocupado. 

— Pessoas? — Uma voz conhecida disse ao entrar ali. 

Cabelos loiros, sorriso alegre, óculos. Era Felicity Smoak. 

— Felicity! — Barry disse. — Como é que entrou aqui? 

— Eu simplesmente entrei. — Ela respondeu. — Vocês não tem segurança, alarme, nada na porta.  Foi bem simples na verdade. Talvez devam considerar colocar algo na porta. 

— Você veio preparada... — Jane disse.

— De Equipe Arqueiro para Equipe Noiva. Estou muito animada para a despedida de solteira. 

— Se embriagar com amigos do mesmo sexo para comemorem uma  celebração arcaica. — Harry disse. — A perfeita definição para despedida de solteiro.  

— Bom, só se casa uma vez, então... — Felicity disse, até lembrar de que não era verdade. — Na verdade, isso é mentira. Todo mundo se separa hoje em dia. Taxa de 50,7% para ser mais exata. Mas não você e a Jane, porque vocês são vocês! 

— Opa. — Ralph disse.

— Olá...

— Sou Ralph Dibny. 

— Felicity Smoak. Eu vou encontrar as garotas agora. Vamos, Jane. 

E as duas foram até o córtex, onde encontraram Caitlin. 

— E então, Caitlin, pronta para a melhor noite das garotas? — Felicity disse.

— Ela quer dizer um jantar modesto em um restaurante de classe. — Jane disse.

— É, isso mesmo. 

— Na verdade, Jane... Não sei se consigo ir hoje. — Caitlin disse. — Eu não estou me sentindo muito bem. 

— O que?! Está tudo bem?

— Está, está tudo bem sim. É que... As vezes, a vida se torna complicada. 

— Ah, Caitlin... Por favor, vamos. — Jane insistiu. — Trabalhamos juntos todo dia há tempos. Nunca saímos juntas assim. Merecemos isso, vai... 

— Ela tem razão... É só um jantar. 

— Certo, então... Eu vou! Mais alguém além de nós três?

— A Cecile também. E só. 


E finalmente estavam jantando. O restaurante era realmente de classe. E a comida também era ótima. Janelas e portas de vidro, iluminação fosca... 

— Apesar da sua vida com o Barry Allen ser acelerada, espero que vocês consigam curtir momentos especiais. — Felicity disse.

— Obrigada por virem, é tão importante! 

— Então, quem quer o meu champanhe? — Cecile perguntou. — A maior loucura que posso fazer hoje é pedir duas sobremesas.

— Aceito. — Caitlin respondeu.

— Ah é, né? Você está gravida Como está indo? — Felicity a perguntou. 

— É, está indo muito bem. — Cecile respondeu. — Não estava nos planos, mas é ótimo. 

— Eu sei como você se sente.

— E como estão indo as coisas entre o Oliver e o William? 

— Está tudo ótimo. Depois da morte da Samantha, está sendo difícil pro Oliver cuidar dele. Mas eles estão criando uma ótima relação de pai e filho. — Felicity explicou. 

— Você e Oliver querem se casar?

— Não por agora. Da última vez que algo assim aconteceu, Oliver levou uma flecha. 

Um homem surgiu ali. Casaco preto, cabelos bagunçados, um olho cego... Era o mesmo homem que Jane viu no bar onde Caitlin trabalhava. Quando pediu a ajuda dela para tirar Barry da Força de Aceleração. Por que ele estava ali?

— Amunet quer você. — Ele disse olhando diretamente para Caitlin. 

— Caitlin, ele não estava naquele bar que você trabalhava? — Jane a questionou.

— Tem que vir comigo... — Ele disse.

— Não vou a lugar algum com você. — Caitlin o respondeu com um olhar frio nos olhos. 

O homem, irritado, se aproximou da mesa. Seu olho saiu do lugar, e caiu dentro de uma das taças de champanhe. De dentro do buraco dos olhos, uma serpente saiu. Todas ficaram desesperadas. Caitlin teria muito o que explicar. 

— Meu Deus! — Exclamou Cecile.

Jane atirou a mesa para cima do homem, que continuou de pé. O restaurante começou a ser esvaziado. Felicity pegou uma das cadeiras e bateu na costela do adversário, que ficou atordoado. Jane correu e começou a atirar raios. Logo depois, Cecile começou a o atacar com uma bandeja de garçom que havia achado caída no chão. O homem estava se irritando. 

— Por favor, não faça isso! — Caitlin o pediu.

— Não precisava ser assim... — Ele disse. Naquele momento, os olhos de Caitlin ficaram brancos. Logo depois, seus cabelos também. Era Nevasca que tomava o controle. — Esperava vê-la de novo, Nevasca. 

— Sério? Para eu te dar outra cicatriz? — Ela o disse logo antes de atirar rajadas de gelo contra o inimigo, que caíra do lado de fora do restaurante. — Eca. — Ela disse olhando para seu vestido, que Caitlin havia escolhido. — Detesto rosa.

— O que era aquilo? — Cecile questionou. — E quem era aquele Homem-Medusa?

— Sabe que esse nome não seria aprovado pelo Cisco, não é? — Felicity a disse. 

— Não se preocupem com quem era ele. — Nevasca disse. 

— Nevasca, como você assumiu? — Jane a perguntou. — Pensei que a Caitlin estava curada. 

— Caitlin anda mentindo para os amigos então. Vocês eram amigas, não eram?

— Claro que sim.  

— Pois a sua "amiga" iria sair da cidade hoje.

— O quê?! Por que?! 

— Porque ela se meteu com algo que não pôde lidar. 

— Aonde você vai?

— Achar a chefe do Norvock e matá-la. 

— Você é uma super vilã! — Cecile a acusou.

— Não é não. — Jane disse.

— Ela me sequestrou ano passado, Jane!

— Só por que estava sendo manipulada pelo Savitar. Não teríamos vencido ele sem ela.

— Tanto faz, vadias. Eu vou logo acabar com a Amunet. 

— Eu vou junto. — Jane disse.

— Também. — Cecile disse.

— Não vai não, Cecile. 

— Escuta, seu pai me mata se você morrer na despedida de solteira.

— Cecile, sem ofensa, mas eu sou a Fúria Escarlate e você é uma humana grávida. 

— Eu vou mesmo assim. 

— Seguindo a lógica, eu também vou. — Felicity disse, animada. 

— Ah, caramba... 


— Querida, você chegou! — Uma mulher disse ao ver Nevasca e as outras chegarem. Ela usava roupas pretas, maquiagem escura, tomava uma bebida e estava sorrindo cruelmente. Com certeza aquela era a tal Amunet. Parecia animada com Nevasca. 

— Da próxima vez que quiser nos matar, venha pessoalmente. Não mande esse caolho nos atacar, sua covarde. — Jane a disse.

— Nossa, que amiguinha nervosa, hein, Nevasca? Pois bem, não mandei ele atacar vocês. Sério mesmo, Matthew? — Ela questionou Norvock. — E é por isso que você é o meu terceiro capanga favorito! Mas sabe o que eu sempre digo?

— "Não comece uma briga que não pode terminar." — Nevasca disse.

— E é por isso que você é a minha preferida! Você escuta. 

— E aparentemente você não. — Nevasca a falou. — Eu estou fora, Amunet. 

— Fora? Fora do quê? Fora de controle? Fora de juízo? Fora do armário? Agora, venha comigo. Eu vou te mostrar uma coisa que pode nos deixar muito ricas! Mas essas outras aí não vão não. 

— Claro que vamos. — Cecile a disse.

— Porque nós... Nós... Nós também somos super vilãs. — Felicity mentiu. 

— Vocês? Não me façam rir. 

— É verdade. — Jane confirmou. — Somos verdadeiramente cruéis. 

— Já matamos milhares. — Cecile disse forçando sua voz. 

Nevasca não poderia sentir outra coisa além de vergonha alheia. Três mulheres com roupas casuais se chamando de super vilãs. Não era possível que elas achavam que Amunet iria cair. 

— Vocês? Com o quê? Um secador de cabelo?

— Garras. — Jane disse se aproximando. — Garras afiadas. 

— Está bem, está bem... Podem vir, queridinhas. Venham logo. 

As quatro seguiram Amunet até a parte de dentro do lugar, onde viram um homem preso por cordas. Ele estava sangrando, muito magro. Possuía barbas e era muito, muito jovem. Amunet começou a o espancar, até que suas lágrimas saíssem. Ele chorou, mas, em vez de lágrimas comuns, saíram lágrimas azuis brilhantes. Amunet as pegou e passou por seu rosto. 

— Que droga é essa? — Nevasca a questionou.

— As lágrimas dele são como uma droga? — Jane a perguntou. 

— As lágrimas dele, queridinha, são uma mina de ouro. Uma prova e Central City fica viciada. 

— Isso é doentio. — Cecile afirmou.

— Você é lunática. — Felicity a disse.

— Por que precisa de mim no seu plano, Amunet? — Nevasca a questionou. 

— Sério? Se vou vender algo tão valioso assim, preciso de proteção. 

— Por que você não pede para o olho de cobra? — Jane a perguntou.

— Um negócio como esse requer... Um toque feminino, sabem? No caso de vocês, força. E eu ofereço 5% para cada uma de vocês que participar. E, de brinde, não mando matar vocês também. O que acham? É uma oferta generosa. 

— É bem divertido ser super vilã, eu admito, mas cansei. — Nevasca a disse. — Como eu disse, estou fora definitivamente, Amunet. 

— Nós também recusamos. — Jane disse.

— Sim. — Cecile confirmou.

— Com todo respeito, mas matar não é muito o meu lance. Prefiro hackear. 

— Sabe qual é o erro que todo mundo comete nos negócios? Não perceber quem tem o poder em mãos... — Amunet possuía uma luva magnética, que atraía pequenos cacos de metal. Ela estava pronta para arremessá-los no coração das meninas.

Nevasca se preparou para atacar, com um poder frio vindo de suas mãos como fumaça. Se Amunet lançasse, Jane estaria pronta para correr e, em super velocidade, pegar os cacos. Logo depois, ela derrotaria Amunet e todo o seu esquema criminoso. 

— Ei, mulheres! — Felicity disse. — Se acalmem! Certo? Nevasca, Jane... Vamos embora daqui. 

E saíram dali. Amunet simplesmente não fez nada, o que confundiu Norvock. 

— Deixou elas fugirem?

— Deixei elas pensarem que podem fugir... 


— Nevasca, como, exatamente, você conhecia aquela mulher? 

— Através da Caitlin. Há seis meses ela achou que tinha tudo sob controle.

— Não dá para deixar um lado sombrio escondido por muito tempo. — Felicity disse.

— A Caitlin sentiu que eu estava ficando mais forte e viu que a Amunet tinha tecnologia que a manteria no comando. Ficou desesperada e resolveu usar, mas tudo tem um preço.

— E qual foi? — Jane a pergunta.

— Ser capanga dela. 

— Você matou alguém?! — Cecile a questionou.

— Bom, algumas pessoas perderam os dedos, mas nada demais. Ninguém morreu.

— E como você está aqui, agora?

— Enquanto a Caitlin dorme, eu estou acordada. 

— Quais são os planos da Amunet para aquele cara? — Jane a perguntou. 

— Não é problema meu. 

— Ele estava naquele ônibus. — Jane afirmou. — É um dos metas que criamos. Precisamos ajudá-lo. Devemos isso a ele! 

— Não, eu preciso ir embora e fugir da Amunet.

— Ah, você vai fugir assim?! 

— Tem um motivo para a CCPD nunca ter pego ela. Ela é muito poderosa e não podemos detê-la.

— Eu posso! — Jane afirmou. — Já enfrentei gente mais poderosa que ela.

— Então por que não deteu lá? Os cacos dela atravessam seu corpo inteiro antes que possa mover um músculo. Agora, eu vou preparar minhas coisas.

Logo depois, Nevasca saiu do córtex. Jane não podia acreditar que aquela estava sendo sua noite de despedida de solteira. Enfrentar um esquema perigoso envolvendo uma poderosa criminosa? Não era isso que ela merecia, disse a si mesma.

— Pessoal, precisamos salvar aquele meta. 

— Certo. — Felicity disse.

— O que sugere? — Cecile a perguntou. 

— Vamos tentar reunir o máximo de informações possíveis. Nós vamos conseguir, pessoal. Somos mulheres fortes.

Hashtag feminismo. — Felicity disse. 

Logo depois, Jane andou até Nevasca. Ela estava no laboratório de Caitlin, que ficava ao lado do córtex. Ali, Jane via como Nevasca não era ruim. Savitar estava a infectando. 

— Onde você vai? 

— Eu conheço um cara que pode me levar para outra Terra. Recomeçar, fugir da Amunet. Ser quem eu quiser, basicamente. 

— E você quer ser a Nevasca, não é?

— Não seja fofa, West. Não pode me deter.

— Eu não pretendia. Escute, eu sei que pode me matar. Da mesma forma que poderia ter matado a Amunet hoje ou o Cisco há seis meses. Mas você não matou. Há uma parte sua que é decente e não fria e cruel, eu vejo isso. 

— Você acha que me conhece? 

— Não mesmo, mas sei como a Caitlin fica quando está assustada. E você está com o mesmo olhar dela agora. — Jane encostou suas mãos nos ombros de Nevasca. — Você tem tanto medo de ser a Caitlin quanto ela tem medo de ser você. 

— Se ainda quiser ter dedos para usar uma aliança, sugiro que tire suas mãos de mim. 

E logo depois, saiu dali com olhares frios como gelo. 

De algum jeito, não era mais a Nevasca. Era Caitlin. Havia voltado aos Laboratórios STAR e estava cuidando de alguns ferimentos no braço. Jane havia se assustado. 

— O que aconteceu?

— Você não se lembra, Caitlin?

— Quando ela está no controle, eu não lembro de muita coisa. 

— O que houve com você? 

— Acho que a Nevasca pretendia fugir, mas a Amunet a encontrou. Eu machuquei alguém?

— Só um babaca com olho de cobra. 

— Norvock...

— Mas não matou ele, então pode relaxar. Então a cura do Julian...

— Não deu certo. Não completamente. 

— Por isso iria tentar ir embora hoje mais cedo?

— É...

— Você demorou seis meses para voltar para nós, Caitlin. 

— Você me disse que precisava de ajuda para trazer o Barry de volta da Força de Aceleração, eu não pude recusar... Pensei que pudesse voltar e compensar toda a dor que causei, sabe? Mas ela está ficando cada vez mais forte. Eu não devia ter voltado.

— Não é verdade, você sempre pode voltar para seus amigos. Por que não nos contou?

— Não sabia com quem conversar. O Julian foi embora...

— Podia ter conversado comigo. Eu sou sua amiga, Caitlin. Você é como uma irmã para mim. 

— Eu sei, Jane... Me desculpe.

— Está tudo bem, venha cá...

E a abraçou. Jane e Caitlin eram amigas há muito tempo, desde antes do acelerador explodir. Jane sabia como ela havia sofrido. Ronnie, que morreu; Jay, que na verdade era Hunter e era o Zoom... E Julian, que havia ido embora. Caitlin merecia alguém, e ela não tinha isso. 

— É melhor determos a Amunet agora. — Caitlin disse. 

— Boa ideia, vamos ao córtex. 

Com as instruções de Caitlin, Felicity tentava localizar Amunet pelos satélites, mas ela sabia muito bem como se esconder. 

— Eu não faço ideia. Ela é esperta e sabe como não ser detectada. — Caitlin disse. — Está sempre em movimento e nunca deixa rastros. 

— E os poderes dela? O metal que ela controla. Sabe qual é?

— É algum tipo de liga de alnico. 

— Felicity, procure isso pelos satélites. 

— Pode deixar, já estou fazendo uma leitura geológica sobre cada parâmetro da cidade procurando pequenas aparições de níquel, alumínio e cobalto. — Felicity a disse. — Bingo!

— Ela vai para Lawrence Hills. — Afirma Cecile. — Só tem indústrias lá. Usina de aço, docas, depósitos.  

— Vou detê-la. — Afirmou Jane. — A Fúria Escarlate cuida disso.

Assim que pôs seu uniforme, Jane correu até onde Amunet estava. Dentro de um depósito, a criminosa estava no meio de uma venda bem sucedida com um tráfico das lágrimas do meta. Vários compradores vieram buscar com maletas cheias de dinheiro. Amunet pegou cada uma delas e cheirou o cheiro sujo de cada nota com um sorriso no rosto. O meta estava assustado. Seus olhares não podiam crer naquilo; Ele estava sendo usado como uma fonte de drogas. Ele só queria ser feliz, e a culpa era do Time Flash. Eles haviam transformado ele em um meta. Jane sabia que precisava interromper aquilo. Porém, ela estava com medo do meta sofrer as consequências por aquilo. Ela venceria os compradores, depois Amunet e, por fim, resgataria o prisioneiro. Era a forma mais segura de garantir que iria dar certo. 

A velocista correu e desmaiou um por um dos compradores. Logo depois, ela arremessou as maletas com dinheiro para longe de Amunet, que se irritou com aquilo. Ela estava decidida a acabar com a Fúria Escarlate por completo. Jane havia destruído o esquema corrupto e criminoso da rainha do crime. Ela nunca mais iria poder recuperar. 

— Sua loirinha idiota! Estragou tudo! Vou matar você! 

— Boa sorte nisso. 

Amunet utilizou sua luva magnética para atrair os cacos de metal. Logo depois, ela os arremessou em direção à Fúria Escarlate. Eles eram minúsculos, então era muito difícil de desviar, mesmo que estivesse em super velocidade. Jane havia conseguido de desviar de vários por pouco, mas três haviam atravessado sua coluna. Ela caiu ao chão, machucada. Ao apoiar suas mãos na ferida, viu como sangrava. Amunet começou a rir, e se aproximou da velocista, segurando seu queixo antes de matá-la. 

— Você pensou mesmo que venceria da líder do mercado negro subterrâneo de Central City? Oh, que peninha da loirinha... Depois de tantas vitórias, caiu nas mãos de uma "criminosa fajuta." — e começou a dar mais gargalhadas. — E vai morrer sem ninguém... Sozinha.

— Ela não está sozinha. — Uma voz disse, ao fundo. 

Ao se virar, Amunet não poderia crer. Cabelos brancos, boca preta, pele pálida, roupa azul...

— Minha queridinha Nevasca! Olha só o que eu peguei. — Disse apontando para Jane, que ainda sentia muita dor. — A tão famosa Fúria Escarlate. 

— Você não vai machucá-la, Amunet.

— Não mude de lado agora, Nevasca. Veja só isso, é sua chance de matá-la. 

Nevasca atirou rajadas de gelo contra a criminosa, que fora lançada contra as paredes rústicas do velho armazém. Após alguns segundos, levantou-se irritada.

— Norvock, acabe com eles! 

— Vai mesmo tentar isso de novo, olho de cobra? — Felicity perguntou-o, chegando ao lugar junto de Cecile. Estavam armadas com bazucas de Harry, da Terra 2. 

— Norvock, é uma ordem! — Amunet repetiu.

— Mas elas vão me matar! 

— Se você nem tentar, eu te mato, seu capanga ridículo! 

Norvock correu em direção às mulheres, arrancou seu próprio olho e libertou a serpente que se escondia por trás. Cecile e Felicity começaram a atirar. No mesmo momento, ele caíra para trás. Usando seus pés, derrubou Cecile. Ela seria capturada por Norvock. Naquele momento, Jane correu e a libertou. Aquilo doía de maneira indescritível, mas pelo menos Cecile estava segura. Norvock se virou, e viu Nevasca. A meta segurou a serpente que estava no lugar dos olhos do homem, e a congelou. Logo depois, ele correu para o mais longe que podia. 

— Idiota! — Exclamou Amunet. 

— Você perdeu. — Nevasca a disse.

— Eu ainda tenho um outro plano... Murmur! 

Alguém surgiu nas sombras. Era realmente ágil. Podia se contorcer conforme saía da escuridão, e se revelava. Era um ser muito bizarro. Cabelos escuros, uma máscara aterrorizante com um sorriso costurado. Era uma das coisas mais macabras que Jane já havia visto. Seja lá quem seja, era alguém que estava aliada à Amunet. A criminosa começou a rir. 

— Quem é você?! — Jane a questionou. 

— Credo, parece uma assombração. — Cecile afirmou. 

— E essa boca costurada? Parece até um serial killer. — Afirmou Felicity.

— Que coisa é essa, Amunet?

— Meninas, conheçam... Murmur. Ele faz parte de uma nova organização criminosa que estou criando. Ele é... Terrível! — Amunet disse, sorridente. Agora, boa sorte! 

Logo depois, a criminosa fugiu dali. Jane nem tentou a pegar, pois estava vidrada em Murmur. Ele era terrível, mas tinha algo familiar ali. Ela só não sabia dizer o quê. A criatura começou a dar acrobacias em volta do velho depósito. Ele desaparecia em meio as sombras, e aparecia atrás das meninas, as derrubando ao chão. Jane, em super velocidade, agarrou Murmur e o prendeu. Antes de fazer qualquer coisa, ela tentou remover a máscara de pano. Antes que pudesse conseguir, Murmur a acertou em uma das feridas feitas pelos cacos. Doía muito. 

— Olha para cá, boca de grampo. — Felicity disse, e atirou contra Murmur. Ele havia conseguido escapar de todos os tiros. — Caramba, ele é rápido.

Nevasca atirou diversas rajadas de gelo contra a criatura, que também desviara de todas. Murmur subiu em cima de algumas caixas que estavam ali, e pulou nos ombros de Nevasca, a fazendo se sentir fraca e imponente. Naquele exato momento, a Fúria Escarlate arremessou um raio, o derrubando para longe. Quando ela havia ido verificar, ele já havia sumido. Murmur não estava mais lá, e nem Amunet. Haviam falhado em vencer o esquema criminoso, pelo menos agora podiam salvar o meta. Felicity e Cecile haviam o libertado. 

— Está tudo bem, vamos ajudar você. 

— Saiam de perto de mim! — O meta disse, desesperado. Antes que pudessem dizer algo, ele fugiu para fora do depósito. 

— Nevasca você está bem? — Jane a perguntou, vendo o olhar frio no rosto da meta. 

— Estou. — Respondeu também, friamente. 


— Vi que você ligou 17 vezes. — Barry disse. — Está tudo bem?

— Tudo sim, querido. Como foi sua noite? 

— Boa... — Barry respondeu.

Claramente era mentira. Barry estava com os cabelos totalmente bagunçados e a roupa extremamente suja de molho de tomate. A noite dos meninos fora tão terrível quanto a delas, aparentemente. 

— Tranquila. — Cisco disse.

— É. — Ralph respondeu. — Nossa noite foi bem monótona. 

— E a sua? — Barry a perguntou. 

— Tudo certo. Foi bem tranquila também... — Disse, forçando um sorriso. 

Barry não estava conseguido mentir, era melhor dizer a verdade.

— Sinceramente, nós tivemos alguns problemas sim.

— Nós também. — Jane o respondeu. 

— Sinceramente, nada vai deixar a noite de hoje pior. — Cisco afirmou, entrando no córtex. Até que se surpreendeu com Nevasca ali. — Retiro o que eu disse. 

— Garotas de cabelo branco... — Ralph disse. — Tão sexy! 

— Por que a Nevasca está aqui? — Barry perguntou. 

— Pessoal, ela tem algo a dizer. Deviam ouvir.

Logo depois, Nevasca se transformou em Caitlin de volta.

— Eu posso explicar tudo. 

— Estou tão cansado... —  Cisco disse, desanimado. — Certo, diga.

— Eu devolvi a cura do Julian, sim... Mas antes, eu criei uma cópia dela. Só por precaução, sabe? Depois de um tempo, eu usei. Me tornei somente a Caitlin, ou era o que eu pensava. Ainda tinham resquícios da Nevasca. Ela estava ficando mais forte que eu. 

— E isso te assustou. — Disse Cecile.

— É, isso me assustou. Eu estava desesperada quando uma mulher apareceu. Amunet Black, uma chefe de um esquema criminoso que opera na parte sombria de Central City. Ela tinha tecnologia para me deixar no controle e impossibilitar a Nevasca de assumir.

— E tinha um preço, não é? 

— Eu teria que ser capanga dela. Eu aceitei sem pensar nas consequências, e por isso pessoas morreram. Eu menti para vocês, então me desculpem. Amunet ainda está na cidade, e está criando um novo grupo criminoso. Precisamos ficar atentos. 

— E ela tem um novo aliado. — Cecile disse. — Uma criatura bizarra chamada Murmur. 

— Era sobre isso que eu queria falar com vocês, meninas. — Felicity a disse. — Lá em Star City, já cuidamos de um homem com esse nome. 

— O que? — Jane a questionou. 

— Olhe só para isso. — Felicity disse, colocando a foto de um homem de cabelos pretos com a boca costurada nos monitores do córtex. — Este é Michael Amar. Ele foi espancado pela polícia e  forçado a confessar um crime que não cometeu e, por sua vez, cumpriu pena na Iron Heights. 

— Acha que é ele? 

— Com certeza não. Há dois anos atrás, Amar foi libertado da prisão. Ele foi apelidado de Murmur por ter sua boca costurada. Ele e a sua gangue invadiram a delegacia. Ele confrontou o Lance e começou a estrangular ele. Por sorte, o Oliver atirou flechas. Enquanto isso, o Roy e a Laurel ajudaram a policia a derrotou a gangue de Murmur. 

— E o que aconteceu? 

— Nós do Time Arqueiro conseguimos deter ele. O Amar voltou para Iron Heights. 

— Por que eu sinto que essa historia ainda não acabou?

— Murmur e dois novos membros de sua gangue atacaram o Damien Darhk quando ele chegou. Porém o Damien foi esperto. Ele chantageou o Amar com a avó dele, dizendo que se ele não ajudasse, Darhk mataria ela. Então por ordem de Damien, Murmur distribuiu livros contendo facas para muitos outros internos de Iron Heights. 

— Meu Deus... — Exclamou Jane.

— Damien, mais tarde, enviou Amar e para matar um cara chamado Noah Kuttler, mas a gente salvou ele. Depois, Amar e Brickwell foram enviados para lutar contra o Oliver pela segunda vez, mas os dois foram derrotados novamente pelo Arqueiro Verde.

— Então o que houve com o Amar?

— Foi levado de volta sob custódia junto com o Brickwell. 

— Então não tem como ser ele...

— Não mesmo. Agora a pouco eu hackeei as câmeras da cela dele e ele está preso. Seja lá quem seja esse novo Murmur, é um imitador. Um imitador muito decidido a honrar o outro. 

— Esse antigo Murmur tinha alguma relação com a Amunet? — Caitlin perguntou.

— Nenhuma. Já verifiquei no banco de dados. 


  — Ei, Caitlin. — Jane disse antes que ela fosse embora.

— Jane, já está tarde. Eu vou para casa.

— Eu sei, só queria falar com você sobre uma coisa muito importante. 

— Certo, pode falar.

— É sobre o meu casamento com o Barry, preciso da sua ajuda.

— Quer uma estátua de gelo de vocês dois em cima do bolo? — Caitlin brincou, rindo. 

— Não, sua boba. Quero que você seja minha madrinha. 

Caitlin tomou um susto. Ela esperava tudo, menos aquilo. Ser madrinha do casamento de alguém... Jane considerava ela a esse ponto? Ela não pôde ter outra expressão senão um imenso sorriso que cobriu totalmente o seu rosto. 

— Eu?

— Sim, você. Somos mais que amigas. Eu te considero como uma irmã, Caitlin. 

— Nossa, Jane... Eu não esperava.

— Mas então? Você me ajuda?

— É claro! Eu aceito. 

— Obrigada, Caitlin. 

E as duas se abraçaram. Finalmente Caitlin estava sorrindo verdadeiramente. 

PRCIOU_STILES ©











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