4⚡CHAPTER ELEVEN: O JULGAMENTO DO FLASH
Chapter Eleven; O julgamento Do Flash
Meu nome é Barry Allen, e eu sou inocente. Eu sei que vão achar minhas digitais por todo o corpo dele, e sei que vão encontrar o DNA dele no meu. Mas eu não sei quem esfaqueou ele ou como o corpo foi parar no meu apartamento. Tudo que eu posso dizer é que estou sendo incriminado por uma coisa que eu não fiz. Não matei Clifford DeVoe.
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— Isso é exatamente o que o DeVoe queria. — Afirmou Barry. — Entramos no jogo dele.
— Por que o DeVoe orquestrou tudo isso? — Jane perguntou.
— Eu não sei, mas esse plano começou quando eu saí da Força de Aceleração. Era para ter sido você, Jane. Essa seria a grande derrota da Fúria Escarlate que a Gideon mencionou. E agora é a grande derrota do Flash.
— Por que usar Dominic como alvo? — Joe perguntou.
— O poder dele ajudou DeVoe a possuir o corpo dele. — Harry disse. — Devíamos ter pensado nisso.
— E para que ele criaria os outros metas? — Caitlin perguntou.
— Parte de um plano maior.
— Como você está aqui agora, Allen? — Ralph o questionou. — Você não está em prisão domiciliar?
— Eu consegui hackear o GPS da tornolezeira. — Cisco disse.
— Esperem. — Disse Jane. — Lembram que quando o Barry saiu da Força de Acelerarão e começou a falar umas bobeiras?
— Sim, o que tem?
— Ele disse algo sobre ser inocente.
— Esperem, é verdade. — Harry disse. — Allen disse isso.
— Eu não me lembro de ter dito isso.
— Melhor vermos tudo que o Allen disse naquelas baboseiras. Podemos encontrar pistas.
— A CCPD tem câmeras. — Disse Cisco. — Então tem tudo gravado que você falou. Espere um pouco... — Cisco acessou o arquivo e o reproduziu nos monitores. — Excelência, eu sou inocente! Eu não fiz isso, eu não matei ninguém. Estão ouvindo as estrelas?! Cantando, rimando, contando a cada hora e minuto... Não nos resta escolha para deter o August, Jane! Você disse que a cidade estava segura, que não tinha período residual, mas não era verdade. O que houve naquela noite?!
— Eu realmente não me lembro disso, mas pessoal, eles tem muitas provas contra mim. Esse julgamento não vai durar muito.
— A Cecile é a melhor advogada da cidade. — Caitlin disse. — Ela vai te ajudar.
— E se você for preso, pode fugir de lá facilmente. — Cisco disse. — Você é o Flash.
— Não vou fugir. Se eu for condenado, tenho que ir à prisão.
— Não deixaremos acontecer, querido.
Logo depois, todos começaram a trabalhar. Não deixariam Barry ser condenado.
— Devemos ir ao tribunal. — Barry disse.
— É, verdade.
— Como você está, querida?
— Barry, estou péssima. Estou vendo em todos os lugares eles te chamando de assassino. Nunca achei que veria meu marido sendo acusado de assassinato.
— Já superamos muitas coisas juntos. Superaremos isso também.
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— Meritíssimo, senhoras e senhores do júri, para vocês entenderem o que estou prestes a contar hoje, precisam fazer uma coisa. Preciso que acreditem no impossível. Quando crianças, aprendemos que a polícia existe para nos proteger, para nos servir. — Disse Anton Slater, o homem que estava acusando Barry Allen, no papel de advogado de Marlize. — Nos dizem que nossos impostos servem para treiná-los e torná-los os heróis que protegem a vizinhança. Mas, para alguns de nós, ainda parece impossível que um forense da polícia, investigador da polícia e um dos melhores da cidade, tenha traído nossa confiança. E pior ainda, sob o pretexto de defender a lei para cometer o ato mais hediondo que alguém poderia cometer contra o outro. É exatamente o que o Barry Allen fez. E a acusação provará, sem sombra de dúvidas, que ele é um lobo em pele de cordeiro. Barry usou sua relação com a lei, a experiência como investigador, principalmente como perito criminal, para perseguir um querido professor de história e marido e assassiná-lo a sangue frio.
— Isso é ridículo. — Cochichou Jane nos ouvidos de Barry.
Anton pegou um documento que estava em sua pasta e o levantou para todos verem.
— Senhoras e senhores, o documento em minha mão é uma medida protetiva emitida por Marlize DeVoe, a esposa da vítima, contra o Sr. Bartholomew Henry Allen. O réu foi visto poucos dias antes violando o domicílio da vítima, vasculhando seus pertences. Um homem obcecado. Acharam as células epiteliais de Barry Allen na unha da vítima. Imaginem isso, se puderem: O Sr. DeVoe, um homem de cadeira de rodas, tentando se defender desesperadamente enquanto o Sr. Allen tentava subjugá-lo. Por fim, esta é a faca usada para matar Clifford DeVoe. Parece nova porque ela foi um presente de casamento para o Sr. Allen. Vamos entender isso melhor. O que deveria ser usado para um momento feliz do casal, foi usado para separar outro casal. Usou um presente de casamento como arma. Agora, eu gostaria de chamar David Singh para depor.
Singh se levantou e se sentou à cadeira ao lado do júri. Ele adoraria defender Barry, mas não sabia como. Estava perdido. Estava confuso e não sabia no que acreditar.
— Pode começar.
— Bom, primeira pergunta... Quem era o homem que estava ao lado do cadáver, capitão?
— O homem que estava ao lado do corpo de Clifford DeVoe era, sem dúvidas, Barry Allen.
— Isso explica muita coisa. Sem mais perguntas, meritíssimo.
Cecile caminhou até Singh. Era sua vez de ter o depoimento do homem.
— Capitão Singh, o senhor declarou que entrevistou Barry Allen há cinco anos para o trabalho de perito criminal. Quero saber qual foi sua primeira impressão dele.
— Ele era jovem. Tinha metade das experiências do que todos que já entrevistei.
— Por que o contratou?
— Foi por conta de uma coisa que ele me disse na entrevista. Todos falam em ir atrás dos criminosos, do culpado, mas Allen disse que queria ajudar as vítimas. Os inocentes. Eu achei que Central City merecia uma pessoa assim. Allen é um dos mocinhos.
— "Um dos mocinhos." — Cecile repetiu ao júri. — Sem mais perguntas, meritíssimo.
Logo depois, ela se sentou ao lado de Barry.
— Eu gostaria de fazer uma pergunta. — Anton disse.
— Prossiga. — O juiz disse.
— Capitão Singh, o senhor protegeria o Senhor Allen se precisasse?
— Não, claro que não.
— Não? Pois diz aqui na ficha pessoal dele que ele tirou uma folga de seis meses para a República Tcheca. Ele pediu aprovação sua antes?
— Não exatamente. Ele disse que era particular, tenho certeza de que ele teve um bom motivo.
— Salvar o mundo é um bom motivo. — Jane cochichou.
— Aqui também diz que ele se atrasou 72 vezes nos últimos dois anos. Já perguntou o motivo?
— Não. Apesar da hora em que ele chegava, ele sempre dava conta.
— Eu só fico curioso em saber o que ele fez nas horas em que não esteve no trabalho. É como se ele tivesse uma vida secreta. Apesar de todas essas infrações, nunca pensou em puni-lo?
— O que está sugerindo?
— Que, querendo ou não, você tem acobertado a verdade sobre Barry Allen há anos.
— Isso não é verdade!
— É verdade que ele estava perseguindo Clifford DeVoe?
— Sim, mas...
— Mas o que?
— Mas eu dei uma ordem de restrição à ele e disse para ele ficar longe do DeVoe.
— Mas isso não o deteu, não é? A perseguição continuou até que ele matasse o Sr. DeVoe.
— Protesto! — Disse Cecile. — Especulação.
— Retirado. — O juiz respondeu.
— Capitão, você disse que o Senhor Allen quer ajudar as vítimas e os inocentes, mas desaparecer por meses seguidos e se atrasar 72 vezes mostra que não é verdade. E você ainda acha que ele "é dos mocinhos"?
Logo depois, Cecile se encontrou com Jane e Barry na sala de interrogatório.
— Estamos com problemas, como achamos que aconteceria. — Disse Cecile. — O depoimento do David nos prejudicou, mas temos opções.
— Quais? — Jane perguntou-a.
— Posso falar com o Anton e talvez conseguir fechar um acordo de uma sentença menor. Ou nós podemos alegar insanidade.
— Não. — Barry respondeu-a. — Ambas mostram que eu sou culpado e eu não sou.
— Então a única saída é você depor.
— Cecile, desculpe. Não farei isso.
— Todas as provas incriminam você, Barry. Se não está disposto a depor e se defender, este caso se torna impossível.
— Não vou depor. Se eu fizer isso, terei que mentir. Vou cometer perjúrio e me tornar exatamente o que eles acham que eu sou.
— Então não minta. — Cecile disse.
— O que?
— Conte a verdade. Conte a eles que você é o Flash. Barry, se o tribunal souber que você é o Flash você poderá explicar tudo e eles vão acreditar. A acusação vai encerrar em breve. Preciso de sua resposta hoje.
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— O Sr. Allen apareceu na minha casa há cerca de dois meses. — Marlize, que estava depondo, disse. — Dizendo ser ex-colega de Clifford... Garantimos a ele que não tínhamos informações para ajudar. Porém o Sr. Allen insistiu e continuou perseguindo o meu marido.
— O que motivou a ordem de restrição? — Anton perguntou-a.
— Meu marido tem... Tinha... — Corrigiu. — Tinha Esclerose Lateral Amiotrófica avançada. Eu ficava sozinha com o Clifford na maior parte do tempo, mas a conduta agressiva do Sr. Allen me fez me sentir insegura, então procuramos as autoridades. Achávamos que a restrição deteria ele, mas não deteve. — Disse chorando com olhares fixos no juiz.
Ralph e Cisco chegaram ali, surpreendendo a todos. Eles traziam uma pasta. Jane a abriu e não poderia crer naquilo. Era a prova perfeita para usarem. Mostrava Marlize beijando Dominic. Já que DeVoe agora estava no corpo do rapaz, eles ainda tinham seus momentos íntimos de casal. Porém agora com a foto do beijo, Marlize teria de se explicar.
— Muitíssimo, gostaria de acrescentar a prova F nos documentos. — Disse Cecile após o depoimento mentiroso de Marlize.
— Protesto, excelência. — Disse Anton. — Por que isso não foi apresentado no início?
— Eu só recebi essa evidência agora.
— Meritíssimo, há protocolos que precisam ser observados.
— Este é o meu tribunal, Sr. Anton. Eu administro como bem eu quero. — O juiz pegou a foto e observou atentamente. Ficou surpreso. — Vou permitir.
— Essa foto foi tirada hoje cedo. — Cecile disse mostrando-a para o júri. — Sra. DeVoe... Pode dizer, por favor, quem é o homem que está beijando na foto? Certamente não é o seu marido, é?
— O nome dele é Dominic Lance.
— Há quanto tempo conhece ele?
— Há alguns meses.
— Então parece que o seu casamento não era tão perfeito quanto a senhora descreveu. Talvez estivesse pronta para uma vida sem seu marido, então correu para os braços de outro homem. Outro homem que a senhora convenceu a matar o seu marido.
— Conhecemos Dominic na festa beneficente de Esclerose Lateral Amiotrófica meses atrás. Ele estava lá para homenagear o pai que morreu por conta da doença. Clifford notou a ligação que eu e Dominic tínhamos em comum, muito antes de mim. Meu marido estava feliz por eu ter com quem conversar e ele me induziu a procurar Dominic pela necessidade e consolo que ele sabia que não poderia me proporcionar. Meu marido queria que eu fosse feliz! — Não era possível que iriam acreditar naquilo, certo? Pensou Jane. — Clifford não via minha relação com o Dominic como um meio de nos separar, mas de nos juntar. E juntou. Meu coração sempre pertencerá a Clifford DeVoe, essa é a verdade.
— Sem mais perguntas, meritíssimo. — Cecile disse ao juiz enquanto olhava para Marlize de forma agressiva. Cecile se sentou. — Certo, isso foi péssimo. Qual sua decisão, Barry?
— Eu não vou fazer.
Marlize, chorando, saiu da sala. Jane a seguiu. Ela iria desmascarar a mulher.
— Marlize!
— Senhora West Allen, não acho que seja apropriado que nós duas sejamos vistas conversando.
— Por favor. Não tem ninguém olhando, então pode parar com esse teatrinho ridículo.
— Se você insiste... — E sorriu de forma orgulhosa.
— Qual é o seu problema, sua vaca?!
— Não se trata do meu problema, mas do problema do mundo. Há problemas maiores que você e seu marido, Fúria Escarlate.
— Tipo quais? — Não respondeu. — O que quer que vocês dois estejam planejando, vai acabar.
— Quanta paixão. Também era assim quando eu e Clifford nos casamos. Depois o que sobra é, se vocês dois tiverem sorte como eu e meu marido, algo mais além do desejo. Algo que não pode ser destruído.
— Então por que está tão determinada em destruir nossas vidas?!
— Faço o que é preciso pelo meu marido, Sra. West Allen. A pergunta que eu deveria fazer é o quão longe você iria pelo seu. O quanto está disposta a fazer pelo Barry? Espero que aproveite o resto do espetáculo. — E saiu de dentro do tribunal.
Jane queria socá-la. Socá-la como nunca antes, porém sabia que se fizesse isso todos saberiam e poderia ser usado contra Barry. DeVoe havia criado um plano sem falhas, mas ela encontraria uma. Jane não iria desistir até encontrar uma mínima brecha de derrotar o inimigo.
— Sr. Anton? — O juiz perguntou-o.
— A acusação encerra, meritíssimo.
— Srta. Horton. — Disse olhando para Cecile. Está pronta para apresentar sua defesa?
— A defesa encerra, meritíssimo. Barry Allen dedicou sua vida a serviço de Central City. Ajudou a solucionar inúmeros crimes. Barry Allen é um homem bom. Ele é um homem inocente. E, sinceramente, Central City tem sorte em tê-lo. Preciso dizer que poucos homens nessa cidade são tão honestos, respeitáveis e confiáveis.
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— Senhoras e senhores do júri, chegaram a um veredito? — O juiz os perguntou.
— Chegamos, meritíssimo. — Um deles respondeu com uma lista em mãos. — Pela ementa número 5677-B, no que se refere ao Povo contra Bartholomew Henry Allen, nós do júri declaramos que o réu é... — Jane cruzou os dedos. — Culpado de homicídio qualificado.
— De pé. — Exigiu o juiz. Todos obedeceram. — Em meus 30 anos nesta cadeira, vi vários criminosos. Mas confesso que este réu é uma exceção. O réu tinha uma posição de autoridade. Nossa cidade confiou nele para punir os culpados. Usou nossa confiança para tirar uma vida inocente e vulnerável. Nunca vi um réu tão indiferente. Nunca vi tanta desumanidade. Tanta falta de consideração com a vida humana. O tribunal ordena que Bartholomew Henry Allen seja preso pelo resto de sua vida sem a possibilidade de liberdade condicional e que o Sr. Allen seja levado imediatamente à penitenciaria Iron Heights. Que Deus tenha piedade de sua alma.
Jane começou a chorar desesperadamente. Seu coração parecia que iria explodir. Uma chama crescente quente como uma fagulha crescia desesperadamente, machucando-a. Um aperto no peito que a fez pensar que se afogaria. Se afogaria em suas próprias lágrimas, que desciam violentamente e percorriam seu rosto. Agora que, finalmente, havia se casado com o homem de sua vida ele seria preso até sua morte. Aquilo perfurava sua alma, como uma lâmina atravessando seu coração e sendo removida. Marlize sorria. A Fúria Escarlate sentia tanto, tanto ódio... Ela estaria disposta a fazer de tudo para vingar seu marido. Ela derrotaria Clifford DeVoe.
PRCIOU_STILES ©
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