3⚡CHAPTER TWO: PARADOXO
Chapter Two: Paradoxo
Eu cometi um grande erro, mas eu não aguentava mais. O Zoom, a morte do meu pai, a morte da minha mãe, a pressão de mudar o futuro e possivelmente abandonar minha namorada, eu me tornando o Flash. Tudo. Eu queria uma nova vida. Eu queria um recomeço, mas de alguma forma eu acabei piorei as coisas.
— Barry Allen
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Era mais um dia normal em Central City, pelo menos para todos com exceção de Barry. Após descobrir que restaurar a linha do tempo e desfazer o Flashpoint causou mudanças, como o fato de Jane e seu pai não estarem se falando, Barry não sabia o que fazer. Pelo menos ele e Jane ainda estavam juntos, algo que ele descobriu indo até o novo apartamento de Jane.
Ele sabia que isso estava mudado, mas ele não imaginava o quanto as coisas estavam diferentes. Jane estava quieta. Mal conversava com Barry. Tinha algo errado. Na manhã seguinte, era o momento de descobrir se o Time Flash foi afetado. Um roubo de moto estava acontecendo nas ruas da cidade. Era o momento perfeito. O Flash e a Fúria Escarlate correm até o lugar, onde desmontam a moto do ladrão.
— Você sabe que não vai chegar longe com essa coisa, né? — Barry pergunta vendo o ladrão em cima de uma moto sem motor e quase sem nada.
— Vamos levar isso de volta para a joalheria que você roubou. — Jane diz abrindo a mochila do assaltante e pegando sacos cheios de dinheiro.
— Boa sorte. — Barry diz saindo junto de Jane em raios dali quando a polícia surge atrás. Eles terminaram o trabalho. Jane e Barry estavam de volta aos Laboratórios Star. Tudo estava normal. Nenhum integrante novo e Wally perfeitamente bem. Tudo idêntico a antes... Ou não. — Sério, que tipo de idiota acha que pode escapar do Flash e da Fúria Escarlate?
— Esse cara é a propaganda do que não fazer contra o Flash e a Fúria Escarlate. Que imbecil. — Wally diz rindo.
— E qual vai ser o nome dele?
— Tá falando de um apelido? — Jane pergunta estranhando.
— É, Cisco é o mestre nisso. A gente não pode chamá-lo de "Suspeito em uma Motocicleta." — Barry afirma.
— Não sei. — Cisco afirma. Ele estava mais quieto e chateado do que o normal. Barry não havia contado a ninguém sobre o Flashpoint, então porque Cisco e Jane pareciam chateados? — Que tal Ladrão? Ele rouba coisas. Vamos chamá-lo de "ladrão." Eu tenho que ir para a academia, licença. — Cisco diz saindo.
— Academia? Como assim? Ele está malhando agora ou o que?
— Barry, suas piadas não tem graça na maioria das vezes. — Jane afirma, deixando Barry confuso e ao mesmo tempo preocupado.
— Eu acho melhor eu voltar para o jornal. — Iris diz saindo.
Somente Joe, Jane e Wally estavam ali com Barry. Jane se levanta.
— Eu vou pra delegacia.
— Já estava de saída. — Joe afirma saindo. Ele mal olhava para Jane, dando um enorme peso nos ombros de Barry.
— Joe, espera aí. Desculpa-me. Eu sei que vocês não estão se falando, mas eu estava pensando em conversarmos sobre o motivo disso por um minuto.
— Não. Não podemos.
— Tudo bem, desculpa. Eu sinto muito. Só achei... Não sei, talvez fosse bom que escutassem isso. — Barry diz.
— Isso é por causa do que ele fez Barry. Não eu. — Jane afirma. — Certo?
— Jane... — Joe tenta dizer.
— O que? O que você teria pra me dizer? Hein? — Jane pergunta. Ela se aproxima de Barry. — Te vejo na delegacia, certo? Até daqui a pouco.
Um pouco depois, Barry percebe que Jane estava no cofre do tempo. O mesmo a vê observando o jornal de 2024. Quem havia escrito era...
— Iris West-Allen?! — Barry pergunta desacreditado. Isso era impossível. Eles haviam alterado o futuro. Parece que criando o Flashpoint e consertando a linha do tempo, Barry mudou bem mais do que uma confusão entre pai e filha. Jane limpa suas lágrimas ao ver Barry.
— O que você está fazendo aqui?
— Por que o jornal está assim? Nós mudamos o futuro! — Barry afirma.
— O que? Está ficando louco, Barry? Nós tentamos. Conseguimos mudar o dia 24, mas nada mudou no jornal. O Thawne havia mentindo, lembra?
Era tanta fúria que pulsava sobre suas veias junto do sentimento de culpa pesando seus ombros da forma mais doída possível. Ele havia cometido um grande erro e não poderia consertar, afinal isso poderia causar mais modificações na linha do tempo e agravar ainda mais as coisas que já estavam ruins. Era um caminho sem volta.
— Sim, me lembro. — O garoto mente. Ele sabia que não deveria contar sobre o Flashpoint para sua equipe. Tal acontecimento motivaria ainda mais intrigas no Time, e como o próprio Thawne dizia, ele não deveria mexer com o tempo sem o devido conhecimento, ou poderia fazer coisas terríveis e indescritíveis com sua vida e a vida de todos ao seu redor.
— Droga, eu te amo. Eu te amo muito Barry. Por que essa droga de jornal não muda?! — A garota pergunta em gritos enquanto limpava suas lágrimas.
— Nós vamos escrever nosso próprio futuro, Jane. — Barry afirma.
— É mesmo? Sabe quantas vezes eu escrevi isso no meu diário? Eu já perdi a conta. Nada aconteceu. Você e Iris estão destinados a ficarem juntos e se for assim, eu não posso ficar no caminho. Vamos logo pra delegacia? Temos alguns casos pra resolver!
— Tudo bem. — Ele responde.
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A delegacia estava perfeitamente igual. Era bem estruturada e protegida com câmeras de segurança e escritórios de detetives. Nada havia mudado no lugar, somente o capitão. No Flashpoint, Júlio Mendes era o capitão da central da polícia e agora era Singh, como na linha do tempo antiga. Tudo parecia perfeitamente idêntico e igual.
— O Capitão Singh voltou. — Barry afirma antes de perceber que havia dito algo que não deveria ter dito.
— Como assim voltou?
— Nada não. — Barry responde bebendo um gole de seu café. Jane estava confusa. Ela sabia que tinha algo errado com Barry, mas como uma boa investigadora, ela iria deixar as coisas acontecerem e esperar que ele mesmo se entregasse. Isso não iria demorar.
— Você está um pouco estranho, Barry. Está agindo como se tudo no Time estivesse normal e ainda por cima o Wally me disse que você se questionou sobre eu não estar morando mais na casa do meu pai. Sabe muito bem o porquê dessa nossa briga.
— Sei? Ah é, claro que sei. — O plano de Jane estava dando certo. Como ela era inteligente. — Por que... Por que...
— Porque ele não me disse que a minha mãe estava viva. — Ela responde.
— Mas você o perdoou por isso. Quer dizer... Eu acho que perdoou. Devia perdoar pelo menos. Se você perdoasse o perdão pelo menos perdoou...
— Barry, você está bem? Acho que aquele traje está tirando o oxigênio de seu cérebro. — Jane afirma.
— Estou. Espere... O que?
— Barry, não se meta na minha briga com o meu pai. Eu te amo e sei que são boas intenções, mas você se intrometendo não está ajudando nem um pouco. Agora sobre os casos, achamos outra casca hoje.
— Casca? — Barry pergunta.
— O Singh quer isso processado o quanto antes. — A garota assegura entrando no Laboratório Forense, mas havia algo errado. Tinha mais uma pessoa ali. Ela estava sentada em uma mesa. Era um homem loiro de olhos azuis. Em frente a alguns arquivos em que o homem estava trabalhando, estava uma plaquinha. Ela dizia: Julian Albert, especialista em meta humanos.
— Sim, as cascas que andamos encontrando pela cidade que achamos que tem ligação com os meta humanos. Essa é a quarta. — Julian garante.
— Precisamos descobrir o que está acontecendo antes da quinta casca aparecer. — Jane alega.
— Exatamente, Alisson West.
Barry se encontrava confuso. Agora ele e Jane tinham mais um parceiro, Julian Albert. Ele era um especialista em meta humanos, claramente. Estava com um olhar absorto e concentrado. Barry havia detestado. Ele gostava de ter Jane na equipe forense, pois era o namorado dela. Os dois amavam trabalhar juntos e conversam sobre seus pensamentos e planos enquanto trabalhavam. Julian era um obstáculo. Mais uma mudança causada por Barry.
— O que? Espere aí, quem é esse cara?
— Barry, respire fundo. — Diz Jane forçando uma respiração. — Calma. O que acha de tentar ser amigável com o Julian hoje? É uma ótima ideia.
— É uma péssima ideia, Alisson West. Aliás, não preciso da sua ajuda, Allen.
— Você não devia estar aqui.
— Eu te disse que a conferência de meta humanos só durava dois dias. Aqui estou eu de novo, para nosso azar.
— Certo, mas aqui é...
— O nosso Laboratório, infelizmente. O distrito esqueceu-se de comunicar esse detalhe significativo antes de me contratarem, mas aqui estamos. Parece que seremos colegas por mais tempo do que esperávamos. — Julian assegura forçando um sorriso com um olhar de desprezo. Ele se vira e continua trabalhando em sua pasta de arquivos.
— Barry, por que não vai dar uma visita ao Cisco na academia? Vocês precisam se dar bem de novo. Eu dou conta daquilo ali. — Jane garante.
— Você sabe que realizar a conclusão dos casos de seu parceiro é um ato contra as regras do departamento, não é? — Julian questiona de forma formal.
— Julian, por favor. Será que tem como você ficar em silêncio?
— Não, não tem. Somos parceiros, não somos, Alisson West?
— Tanto faz. Barry vai até a academia. Você termina o trabalho mais tarde.
— Certo. — Ele responde jogando o copo de café vazio em uma pequena lixeira que estava na parede perto da mesa de Julian. — Tudo bem.
— Allen! — Julian grita aborrecido. — Você jogou o seu copo de café vazio infectado pelos seus germes na minha lixeira?!
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No dia seguinte, Barry havia descoberto mais coisas. O motivo de Cisco estar chateado era que seu irmão morreu e ao que parece Barry não ficou ao seu lado. Isso é algo que ele nunca faria, mas ao que parece a linha do tempo mudou de forma desfavorável ao que ele seria capaz de fazer ou não. Tinha algo perto do lago de Leawood. Julian estava averiguando o lugar usando luvas e sua maleta. Barry e Jane haviam acabado de chegar com seus itens.
— Julian, precisa de ajuda?
— Não preciso de ajuda, Alisson West. Muito menos a sua ou a dele.
— O que é isso? — Barry pergunta se abaixando para tentar entender o que era que Julian havia retirado da terra.
— Outra casca epidérmica, Allen. Uma pele humana inteira e intacta composta por nada além de extrato córneo.
— E temos alguma teoria do que pode estar causando isso?
— Bom, vou dar um palpite arriscado e dizer que foi a mesma coisa que criou as últimas quatro cascas. — Julian diz de forma irônica e importuna.
— O desprendimento pode ser uma necrose epidérmica tóxica ou algum tipo de descamação por intensa exposição à radiação. Nós vimos...
— Muitos casos de metas radioativos. Obrigado, li os estudos do caso. Se eu descobrir algo, eu te aviso. Que tal?
— Julian, será que não tem como a gente pegar alguma amostra pra acelerar o processo? — Jane pergunta.
— Não, não tem. — Ele responde.
Os dois pegam uma amostra em super velocidade sem que Julian percebesse. Iriam levar para os Laboratórios Star. Se tem alguém que poderia descobrir coisas sobre essas cascas, era Caitlin.
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— Não tem muita coisa aqui. — Afirma Caitlin analisando a amostra em seu Laboratório usando um microscópio.
— Eu sei. É só tecido de toque. Tivemos que roubar, porque o nosso especialista em meta humanos não nos deixou pegar uma. — Barry afirma.
— Ele nem percebeu. — Jane diz.
— Quer dizer, Julian Albert?
— É. Conhece? — Barry pergunta.
Caitlin, Cisco e Jane ficam confusos por Barry não saber se Caitlin conhece ou não Julian. Ele estava mais estranho para eles. Fingir sempre ter vivido naquela linha do tempo pós-flashpoint estava cada vez mais difícil.
— É, o conhecemos há um tempo. Ele é o melhor. — Cisco afirma. — Precisa de mim? — O mesmo pergunta para Caitlin.
— Não precisa, obrigada. Eu posso fazer sozinha. — Caitlin assegura. Cisco sai dali em direção à sua oficina. — O Cisco mencionou que você apareceu na academia dele ontem. Sabe Barry, só tem alguns meses desde o Dante foi morto por um motorista bêbado. Tenho certeza que ele só precisa de tempo.
— Caitlin, acha que pode convencer ele a ir no jantar na minha casa hoje?
— Pra que? — A mesma pergunta.
— Para tentar resolver as coisas entre a gente e também entre o Joe e a Jane.
— Barry, não precisa de jantar. — Jane assegura. — Eu e o meu pai podemos resolver nossos problemas juntos.
— Não, não podem. Estão brigados há muito tempo pelo que ele me disse. Qual é, vamos resolver as coisas. Por favor? Faz isso por mim?
— Golpe baixo, Barry.
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O jantar estava silencioso. Cisco, Caitlin, Wally, Jane, Iris, Joe e Barry. Todos estavam lá e ninguém dizia nada. Absolutamente, nada.
— Isso é bom, né? — Barry pergunta tentando movimentar o jantar.
— Agradeça a vovó Esther.
— Não. Quer dizer, a comida está ótima, mas eu quis dizer... Todos nós, aqui, juntos. Na verdade, eu estava pensando que talvez fosse divertido se todos nós viajássemos por uns dias. Tipo férias do Time Flash. — Barry indica.
— E fazer o que? — Jane pergunta.
— Laços. Reconectar.
— Tipo um retiro? — Caitlin pergunta.
— Com exercícios de confiança?
— Não exatamente. Eu só acho que não somos mais o Time que éramos ou que podemos ser. Ninguém topa?
— Eu aceitaria. — Jane afirma.
— Eu também. Vai ser bem maneiro viajar. — Wally garante.
— Eu só acho que o Flash e a Fúria Escarlate nunca tiram férias. Ainda mais com essas cascas aparecendo pela cidade. — Caitlin afirma.
— Essa é a pior ideia de todas que você já teve nos últimos meses, Barry. Sério mesmo. O que você está pensando?
— Eu só queria que as coisas voltassem a ser como antes. Só quero consertar as coisas, Cisco. — Barry afirma.
— Então volta no tempo e impede a morte do meu irmão. Espere, por que você faria isso? Não é o seu irmão mesmo. — Barry pensa no Flashpoint. Ele havia feito o que Cisco pediu, mas consigo mesmo. Negar agora seria egoísmo na visão dos outros, que não sabiam sobre as catástrofes que a viagem no tempo pode ocasionar. Um alarme toca no celular de Cisco. — Aplicativo de meta humano! Perto das docas. — Cisco falou vendo seu celular.
Jane e Barry correm depressa até o lugar, onde encontram um velocista. Barry o conhecia. Era o Rival, inimigo de Wally no Flashpoint. Era ele que havia ferido Wally, mas como ele teria os mesmos poderes que tinha no Flashpoint sendo que a linha do tempo estava restaurada e quase tudo estava de volta ao normal? Barry lembrava bem do nome do Rival, Edward Clariss.
— Se lembra de mim, Flash?
— Clariss? — Barry pergunta, deixando Jane confusa. Ela não fazia ideia de que seu namorado conhecia o vilão.
— Então você lembra de mim, Flash. Ótimo, porque eu também me lembro. De tudo que aconteceu!
— Como chegou aqui?
— Não importa. Sabe, o que mais importa aqui é que eu sei o seu segredinho. Você mudou a linha do tempo! Pois se me lembro bem, os únicos velocistas que existiam era eu e aquele espertalhão do Kid Flash. Até você aparecer e roubar o que era meu!
— Eu não tirei nada de você, Clariss. Eu só estava tentando fazer as coisas serem como deveriam ser.
— Isso é como a minha vida deve ser! Por anos senti que tinha algo faltando e agora sei por quê. — Clariss assegura.
Jane ficara desorientada. Do que Barry e o Rival estavam falando e como Barry sabia o nome verdadeiro do vilão? Tudo estava muito confuso. Mudança na linha do tempo? Tinha algo errado
— Bem, sinto muito. Não queria ter feito isso. — Barry afirma.
— É, pois é, você fez e aqui estou eu. Seu Rival está de volta! — Clariss coloca sua máscara. — Acredite em mim, Flash, dessa vez, não vai ser tão fácil roubar a minha vida. Agora eu também tenho uma nova adversária. Como vai, Fúria Escarlate? — O Rival pergunta.
— Do que vocês estão falando?
— Ah, entendi! Você não contou para ela, não é mesmo, Flash? Você não contou pra ela a verdade. — O vilão começa a dar risadas. — Vai ser um choque de realidade! De qualquer forma, está na hora de eu acabar com vocês dois! — O vilão diz.
Os três começam a correr pela cidade em raios amarelos e vermelhos. Saltavam de prédios em prédios enquanto davam socos entre si. O Rival encontrava-se prestes a vencer os dois em questão de velocidade, quando Jane conseguira o surpreender e o jogar contra o fim da rua, que terminava em um extenso muro de pedra e concreto.
Surpreendendo o Flash e a Fúria Escarlate, o Rival consegue pular o muro e fugir pelo vasto oceano que cercava Central City. Agora Barry precisaria contar a verdade para o Time.
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Todos do Time Flash estavam no córtex esperando por uma explicação. Eles não faziam ideia de como Barry conhecia Clariss e não sabiam do que o Rival estava falando. Nem mesmo Jane sabia.
— Preciso contar algo a vocês. — Barry afirma de frente para a lousa de vidro, deixando-os impacientes. — A verdade.
— A verdade sobre o que?
— Depois que o Zoom matou meu pai, depois de o derrotarmos, eu não estava me sentindo bem e senti que o único jeito de concertar isso era voltar no tempo e salvar a minha mãe.
— Você impediu que o Flash Reverso matasse sua mãe? — Caitlin pergunta.
— Sim. — Barry responde.
— Espere aí, então ela está viva? — Wally, que não sabia muito bem sobre as regras da viagem no tempo, pergunta. Jane estava desacreditada.
— Ela estava por uns meses. Eu vivi com ela e com o meu pai.
— Espere, então você criou uma nova existência? Como isso é possível?
— Imaginem que essa é a linha do tempo. — Barry faz uma enorme linha na lousa de vidro. — Esse é o ponto em que estamos vivendo e esse é o ponto em que minha mãe morreu. — Ele fala fazendo dois pontos distintos perto do começo e do fim da linha. — Quando eu salvei a minha mãe, eu criei uma nova linha do tempo onde vivi. — Ele diz criando outra linha se originando do ponto do começo. — É chamada de Flashpoint. Foi onde vivi por uns meses.
— Mas decidiu partir. Por quê?
— Aquela vida começou a sair do controle. O cara que eu e Jane enfrentamos, o Clariss, era um velocista lá também. Era conhecido como Rival. Ele causou muitos problemas, então... Eu decidi voltar no tempo de novo e deixar as coisas acontecerem como deveriam na esperança de restaurar a linha do tempo, mas...
— Mas o quê? — Joe pergunta.
— Mas quando voltei as coisas não eram as mesmas. — Barry afirma.
— Quer dizer as pessoas, como nós.
— Isso. — Barry responde limpando lágrimas de seus olhos. — Eu criei outra linha do tempo. É nessa que estamos vivendo agora. Não é tão diferente da primeira, mas alguns aspectos menores e significativos para todos vocês e qualquer um que seja próximo de mim, mudaram. As coisas nunca mais poderão ser como antes.
— A gente se dava bem nessa outra vida, não é? Eu e o meu pai.
— Sim, se davam.
— Por isso estranhou que eu não estivesse na casa dele, do Wally e sua. Nessa outra vida, o jornal havia mudado, não havia? — Jane questiona chorando. Barry fica em silêncio. — Responde, droga! Ele mudou depois que derrotamos o Zoom, não é?
— Sim, isso mesmo. Eu sinto muito, Jane. Eu sinto muito por todos vocês. Eu direi a vocês o que é diferente, se quiserem saber, mas terão que viver com essas diferenças, porque eu não posso mudá-las de novo.
— Então você decidiu que podia mudar as coisas quando foi alguém da sua família, mas quando é da minha não pode. — Cisco sai dali lagrimando. Ele sentia tanta amargura e tanta fúria.
— Eu vou falar com ele. — Barry assegura saindo do córtex em direção à oficina de Cisco. Ele sabia que não adiantaria muito, mas valia a pena tentar.
⚡
— Como foi com o Cisco? — Jane pergunta. Barry havia acabado de chegar até a CCPD, onde ela estava.
— Mal, eu acho. Não adiantou muito. Eu sinto muito por ele, mas não posso mudar as coisas. E você? Como está com tudo isso? — Ele pergunta.
— Não sei como me sentir. Eu entendo porque fez isso, mas não consigo me sentir bem em pensar que antes de você criar o Flashpoint, havíamos criado um futuro juntos. Eu lutei tanto por isso e nada. Pensar que eu tinha conseguido antes de você mudar as coisas é um sentimento confuso.
— Eu sinto muito, Jane. Eu não deveria ter feito isso. Eu...
— Tanto faz Barry. Consigo entender o motivo de você ter feito isso. O que acha de tentarmos a sorte com o Julian? Temos que descobrir onde o Clariss está e o relatório das cascas dele pode ajudar.
— Vamos tentar. — Barry afirma. Os dois subiam até o Laboratório Forense, onde Julian estava trabalhando em um relatório. — Ei, precisamos de ajuda.
— Olha, essas são as quatro palavras que você mais diz, Barry. Essas e: "Odeio aquele cara." Mas o sentimento é mútuo, então... — Julian diz.
— Isso vai ser difícil para você, mas pode fingir por alguns segundos eu e Barry somos seus amigos?
— Impossível, Alisson West.
— Amigáveis?
— É igualmente complicado Jane, mas vou jogar o joguinho de vocês dois. O que querem? — Julian pergunta.
— Precisamos ver o relatório de uma das suas cascas. — Barry explica.
— De qual?
— A de hoje de manhã, Edward Clariss.
— Edward Clariss? Por quê?
— Ajudaria em um caso que estamos trabalhando. — Jane responde.
— O resumo é... O ácido hualurônico está acima do normal. Degradação de andrógeno anormalmente baixo. Regeneração celular ocorrendo em um ritmo impressionante. É bem diferente das outras cascas que encontrei.
— Eu poderia dar olhada?
— Meu Deus! Eu já disse tudo.
— Desculpa, mas é que preciso ver pra saber se é o que estou procurando. — Julian pega a pasta e a entrega nas mãos de Jane. Ela começa a ler. — Ei, por que aqui diz que o lugar de descoberta foi Williamson se você achou na beira do lago em Leawood? — Jane pergunta.
— Foi parar em Leawood. Havia uma fonte correnteza de manhã e possivelmente se originou de Williamson, perto da antiga serraria Prescott. Está satisfeita?
— Sim, obrigada. — Os dois saem dali até um corredor vazio do andar de cima da CCPD. — O que acha?
— No Flashpoint, a última batalha entre eu e o Rival aconteceu na serraria Prescott. Aposto que ele está lá.
— Vale a pena checar.
Os dois colocam seus trajes e correm até a serraria. O Rival estava lá. Ele estava em um andar de cima de alguns andaimes. Não pareceu surpreso com a chegada do Flash e a Fúria Escarlate.
— Me acharam de novo, não é, Flash e Fúria Escarlate? Eu estava me perguntando quanto tempo iriam demorar para me acharem de novo.
— Não foi tão difícil. — Jane assegura.
— Melhor desistir, Clariss. Você está em menor número. — Barry afirma.
— Eu não diria bem isso. Eu trouxe um amiguinho. — O Rival afirma. Barry e Jane são atingidos por uma rajada de poder azulada e são atirados para o outro lado da serraria. Era muito dolorida e similar a queimaduras. O raio se originou de uma espécie de pedra brilhante que estava nas mãos de um emblemático vilão encapuzado. Parecia um monge. Possuía uma máscara que cobria todo seu rosto que escondia sua verdadeira identidade. — Aí Flash, eu acho que um pouco de medo não seria inapropriado.
O vilão encapuzado atira mais uma rajada de poder azulada contra o Flash e a Fúria Escarlate. Clariss dá risadas.
— Cara, quem é você? — Barry pergunta se recuperando.
— Sou o Alquimia.
— O que você quer? — Jane pergunta.
— Ajudar as pessoas a alcançarem seu verdadeiro potencial, como o Clariss fez. — O vilão assegura.
— E porque está fazendo isso?
— Estou preparando esse mundo.
O Rival segura Barry e Jane e os segura contra a parede pelos seus pescoços. Tinham dificuldade de respirar.
— Se lembra da última vez em que estivemos aqui, Flash? Foi quando o Rival morreu e Clariss voltou a ser um inútil. Eu não desperdiçarei a segunda chance que me foi dada. Mostrarei a vocês dois quem é o velocista mais rápido do mundo! — O Rival afirma.
O vilão segura os dois e os joga de um lado para o outro da serraria, até os jogar contra uma cerca, que com o impacto de Jane e Barry, se quebra em várias partes. Os dois estavam cansados. O Rival era mais rápido que eles. Seja lá o que o Alquimia fez com Clariss, o deu muita velocidade.
— Estão se divertindo, Flash e Fúria Escarlate? Porque eu estou adorando!
O adversário está prestes a matá-los com um pedaço enorme de madeira, bem parecido com o que usou para quase matar Wally no Flashpoint, quando é derrubado por uma rajada vibracional. Era Cisco. Estava com seus óculos e luvas que construiu.
— Fica longe dos meus amigos. — Cisco disse. Clariss estava quase se erguendo, quando Barry e Jane correm e o dão uma grande surra. Jane consegue lançar um raio contra Rival, o jogando contra Cisco, que atira uma rajada vibracional, o jogando na direção de Barry, que o finaliza com um poderoso soco eletrizado de raios no peito. Clariss estava ao chão derrotado.
— Obrigado. — Barry agradece.
— Desculpa ter demorado tanto. Eu entendo o porquê de você ter feito aquilo, Barry. Iris nos fez enxergar. Foi mal, cara. — Cisco se desculpa.
— Está tudo bem.
— Sério, esse cara deu trabalho. — Jane afirma. — Mas juntos vencemos ele. Fazia tempo que não trabalhávamos em equipe como fizemos agora.
⚡
— Nada. Nenhuma menção ao Alquimia ou algum meta-monge usando máscara. Nada parecido. — Cisco assegura olhando informações em seu monitor.
— E não encontrei outros nomes nos relatórios da delegacia e o Clariss também não fala nada. — Joe afirma.
— Vamos ficar de olho nele e continuar tentando. Foi o Alquimia que devolveu a velocidade ao Clariss. — Barry afirma.
— Ele disse que seu objetivo era ajudar as pessoas a alcançarem seu verdadeiro potencial. — Jane afirma.
— Ele é como um doutor nesse sentido, não acham? — Todos olham para Cisco com uma expressão duvidosa. — Qual é? Não finjam que "Doutor Alquimia" não soa bem melhor. — Cisco diz. Barry sorri. Ele estava com saudade de Cisco dando nomes aos vilões e o Time trabalhando junto para detê-los.
— Bem, isso explica porque o Clariss não tinha traços de matéria escura nas células. Ele não obteve seus poderes do Acelerador de Partículas e sim do Alquimia. — Cisco olha para Caitlin com um olhar de inquieto. — Doutor Alquimia.
— Isso aí. — Cisco diz, fazendo com que todo o Time dê algumas risadas.
— Como ele conseguiu dar poderes ao Clariss? — Iris pergunta.
— Não faço ideia, mas temos que descobrir. Eu sinto que tem mais coisa aí que não sabemos. — Barry diz.
— E aquelas rajadas de energia azul que ele atirou contra nós? Eram doloridas. Vinham de algum tipo de pedra mágica. — Jane assegura.
— É verdade. Certeza que mais metas criados por ele vão vir. O Alquimia... Quero dizer, Doutor Alquimia, disse que está preparando esse mundo.
— Preparando? Preparando pra uma segunda vinda ou algo assim?
— Acho que todos que tinham poderes no Flashpoint vão recuperar eles.
— Bom, o Julian achou quatro cascas. Isso significa que tem pelo menos três em Central City agora. — Joe garante.
— Precisamos encontrá-los antes que ele mude mais vidas. — Caitlin afirma.
— Falando em vidas, não queremos saber mais sobre como eram nossas vidas antes do Flashpoint, Barry.
— Sério? — Barry se mostra um tanto impressionado. Ele não esperava isso.
— Usando as sábias palavras do Harry: "Do que adiantaria, Allen?" — Cisco diz forçando a voz, fazendo o Time rir.
— Eu tô indo pra delegacia. — Joe fala.
— Vai passar no Jitters? — Jane pergunta. — Quero fazer as pazes.
— Claro, filha. Eu pago.
Jane e Joe sorriem, assim como Barry. Ele estava feliz por Jane e Joe se darem bem novamente, assim como antes. Aos poucos, as coisas estavam voltando ao normal. Algumas coisas pelo menos. Já outras, nunca seriam como antes.
PRCIOU_STILES ©
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