3⚡CHAPTER SEVENTEEN: A IRA DE SAVITAR
Chapter Seventeen: A Ira
De Savitar
Jane e Barry estavam animados para contar ao Time sobre o noivado. Acordaram felizes e, pela primeira vez, Barry havia dormido sem nem pensar uma vez se quer em Savitar. Logo pela manhã, assim que acordaram, os dois correram e compraram duas cartelas de café do Jitters. Iriam dividir com o Time Flash para dar a notícia.
— Alguém quer café? — Barry perguntou dando risadas enquanto ele e sua noiva traziam as cartelas.
— Passamos no Jitters. — Ela disse. — Compramos café para todo mundo. Tem lattes, cafés expressos, cappuccinos entre outros. Se sirvam!
Jane e Barry andaram até o canto do córtex para que ninguém mais ouvisse.
— Pronta? — Ele questionou.
— Sim! — Ela respondeu animada.
— Certo... O que está acontecendo com vocês dois? — Joe perguntou vendo como estavam avermelhados e sorrindo. Ele também estranhou os dois terem trazido cartelas de cafés.
— Você quer falar, querido?
— Não. Isso é com você.
— Certo. Lá vai. — Jane levantou sua mão apontando para a linda aliança que estava em seu dedo. Todos entraram em choque. Caitlin quase cuspiu o café e Cisco ficou abismado boquiaberto. Julian somente sorriu. Wally e Jesse começaram a comemorar enquanto Joe ficou sem reação.
— Parabéns! Isso é tão legal! — Caitlin disse abraçando Jane e logo depois abraçando Barry. — Que incrível!
— Parabéns. — Jesse desejou.
— Isso é maravilhoso. — Wally afirmou abraçando sua irmã e Barry.
— Valeu, pessoal. — Jane agradeceu.
— Não vejo a hora de conhecer o ligeirinho. — HR disse rindo. Se referia ao futuro filho dos dois. Ele havia estragado o clima. — O quê foi? É cedo demais? Perdão. É que na minha Terra é normal ter filhos assim que as pessoas ficam noivadas. É uma tradição que o bebê entregue as alianças no casamento com auxílio de outra pessoa.
— Nossa. A Terra 19 fica mais estranha cada vez mais. — Cisco disse.
— Pai, diga alguma coisa, por favor. — Joe estava paralisado. Ele andou com uma expressão séria até os dois.
— Minha bebezinha. — Ele disse abraçando Jane com uma voz emocionada e orgulhosa. — Você se tornou uma mulher linda e vai se casar com o melhor homem que eu conheço. Vocês só me dão alegria. — Estou tão feliz por vocês e tão orgulhoso.
— E por falar nisso... — Jane disse olhando para Caitlin, que já havia entendido. — Caitlin, eu adoraria que...
Caitlin abraçou a velocista loira assim que entendeu. Jane iria pedir que a cientista fosse madrinha de seu casamento. Caitlin estava emocionada.
— Será uma honra. Obrigada, amiga.
— Sinto muito quebrar o clima, mas está ocorrendo um incêndio no prédio Rabaan. Os bombeiros estão evacuando o lugar. — Cisco afirmou.
— Vamos nessa. — Barry disse.
— Eu vou ficar, certo? — Jesse disse. — Eu preciso encontrar uma coisa.
— Claro. — Jane disse.
Jane, Barry e Wally corriam em direção ao incêndio, quando Wally se jogou contra o muro de um beco aleatoriamente. O garoto parecia assustado com alguma coisa. Logo depois, ele começou a se atirar de um lado para o outro até quebrar o vidro da janela de um carro que estava ali.
— Wally? — Barry perguntou. — O que foi, cara? Está tudo bem?
— Aonde ele foi?! — Wally perguntou.
— Quem? — Jane perguntou.
— Cadê ele?!
— Quem? Cadê quem?!
— Savitar. — Wally disse.
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— Estou bem. — Wally afirmou para Caitlin, que examinava seus olhos.
— Então agora o Savitar está fazendo pegadinha na sua cabeça. — Cisco disse.
— Há quanto tempo isso está acontecendo, Wally? — Jane perguntou.
— Há mais ou menos uma semana.
— Wally, por que você não disse nada antes? — Iris questionou.
— Porque eu não sabia o que era. Eu achei que era só coisa da minha cabeça. Eu não achei que estava escondendo alguma coisa de vocês, sabe?
— Mas foi o que você fez. Escondeu isso da gente. Quando se trata do Savitar, isso não é algo que se pode fazer. É a vida da Jane que está em risco!
— Eu sei disso, Barry.
— Sabe mesmo, Wally?!
— Sei! — Wally respondeu raivoso.
— Pessoal, se acalmem. — Jane disse. — Querido, respira fundo. Wally, está tudo bem. Eu consigo te entender.
— Obrigado, irmã. Essa foi a primeira vez que tive contato físico com ele.
— Ele não estava lá! Você não estava lutando com ele! Ele estava mexendo com a droga da sua cabeça!
— Eu já passei por isso. — Julian afirmou lembrando das vezes que se tornava o Alquimia. — É terrível.
— Eu posso fazer uma tomografia no Wally para ver se ele foi afetado da mesma forma que o Julian foi quando ele era o Alquimia. — Caitlin sugeriu.
— Sim. Faz isso. — Barry disse. — O Wally nem devia estar aqui mesmo.
— Barry! — Jane disse. — O Wally já admitiu o erro e pediu desculpas!
— Essa não é a questão. Se Savitar está usando Wally do jeito que usou Julian como sabemos que ele não está nos espionando através do Wally? — Wally deu risadas. — É sério! Wally, não estou desconfiando que você não é você, só estou dizendo que não sabemos como funciona. Como sabemos que ele não pode ver tudo ou ouvir tudo que estamos fazendo e falando aqui?
— Ele tem um ponto. — Jane disse.
— Wally, você está fora.
— Eu estou fora?!
— Eu sinto muito, cara.
— Não parece que sente.
— Rapazes, vamos parar um pouco. Ainda somos um time. — HR disse.
— Eu falo com ele. — Jesse disse.
— O que fazemos? — Jane perguntou.
— O Savitar ainda está preso no momento. Precisamos falar com ele de novo. — Barry afirmou olhando para Julian, que já sabia que o plano do velocista era usá-lo como mensageiro.
— Eu sabia que estava pensando nisso, Allen. Eu não vou ser seu walkie-talkie.
— Pessoal, nem se o Julian topar poderíamos. Não temos a Pedra Filosofal. — Jane disse.
— Na verdade, podemos. Ainda temos a frequência do Savitar desde que plugamos a Pedra no Julian. — Cisco disse. — Então pode funcionar.
— Julian, não temos escolha.
— Sim, nós temos. Eu tenho escolha. E eu escolho recusar seu plano.
Logo depois, o forense sai dali em direção ao Laboratório de Caitlin, onde buscava algum remédio para náuseas.
— Caitlin. — Jane a chamou. — Eu percebi que você e o Julian tem uma conexão especial. Tente convencer ele, por favor. Não temos mais planos se não conversar com o próprio Savitar.
— Vou tentar. — A doutora respondeu.
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— Julian, você vai ficar bem. Sabe como é. — Cisco afirmou preparando os equipamentos para o procedimento.
— Sabe que só estou fazendo isso porque a Caitlin me convenceu, né?
— Sim. — Cisco respondeu. — Só esvazie sua mente e eu cuidarei do resto. — Cisco disse entregando o capacete nas mãos do forense, que logo depois o ajustou em sua cabeça.
— Só deixar o Savitar assumir o controle mais uma vez. Ótimo.
— Obrigado. — Barry agradeceu.
— Vamos acabar com isso. — Julian fechou os olhos. Quando os abriu, estava com a mesma expressão vazia que ficara na primeira vez que Savitar falou através de seu corpo. — Ajoelhem-se perante minha grandeza. Fiquem maravilhados, pois estão diante da presença do todo poderoso...
— Chega dessa baboseira religiosa. Nos poupe dessa besteira aí. Você é só um homem, como eu. — Barry afirmou.
— Não sou nada como você, Barry. Você é cruel, egoísta. Da minha perspectiva, você é o verdadeiro vilão.
— Até parece. — Jane disse.
— E o seu futuro, Jane? Mudou, por acaso? Não. Você foi trocada. Você foi abandonada. É até que bem feito para uma pessoa arrogante como você.
— Que idiota. — HR disse olhando para Caitlin enquanto dava risadas.
— Continua aqui, fingidor? Ainda tentando encontrar o seu lugar?
— Eu já encontrei o meu lugar. Ele é bem aqui com esse pessoal contra você.
— Onde você está agora, Savitar? Você disse que prendemos você no futuro, não disse? Onde? — Jane perguntou.
— No único lugar que conseguiram pensar. No único que poderiam me prender. Estou preso há tempo suficiente para enloquecer várias vezes. É apenas a minha vontade de vencer vocês que me mantém são.
— Sabe, é engraçado. Quando penso no termo sanidade, não penso em Savitar.
— É porque você é fraco, Cisco. Você sempre foi fraco. Reverb disse que você poderia ter sido um deus e você prefere trabalhar... No suporte técnico.
— Por que somos inimigos, Savitar? Responde. — Barry disse.
— Porque tínhamos que ser. Só um de nós pode vencer. Você pensou que Zoom e Thawne eram seus maiores inimigos, mas sou eu. Sempre fui eu.
— O que fizemos contra você?
— Vocês tiraram tudo de mim! Eu nunca pedi nada disso. Eu só sou desse jeito porque foi nisso que vocês me transformaram. Vocês! Todos vocês!
— Fala sério. Quanta história. Quando nos encontramos? — Barry perguntou.
— Em breve. Você está lá quando eu me torno quem sou. — Ele disse.
— Está dizendo que eu fiz com que ganhasse sua velocidade? Eu te criei?
— Não. Eu mesmo me criei, Barry. Apenas eu posso externar minha grandeza. Vocês pensam que se livraram da Pedra Filosofal, mas estou mais próximo da minha liberdade do que jamais estive. Cada passo, cada movimento que vocês fazem, só me colocam mais perto de conseguir. Eu só preciso de mais uma coisa antes.
— Você adora se ouvir falar, não é mesmo? — Jane zombou.
— Jane, tentando mostrar que não está com medo, mas eu sei que está. Lamento que você tenha que morrer, mas é você ou eu, Fúria Escarlate.
— Não diga isso como se soubesse alguma coisa sobre mim. Você não me conhece. — Jane afirmou.
— Será mesmo que não conheço, Jane? Eu sei sobre vários segredos seus.
— É mesmo? Dá um exemplo.
— Os códigos que você e Barry usavam para se comunicar em segredo. — Jane ficou surpresa e assustada. Na época colegial, ela e Barry se comunicavam por desenhos nas aulas, onde cada um possuía um significado. Porém ninguém nunca soube disso além dela mesma e Barry, então como Savitar saberia de algo assim? — Surpresa? Eu sei que está. — O vilão disse com um sorriso maligno no rosto. — Apesar dos esforços de vocês para mudar o futuro, não podem. Eu sou o futuro! Barry, você foi o que mais sofreu na vida. Sua mãe, Eddie, Ronnie, seu pai, traições, um futuro problemático. Acredite em mim, você nunca superará. — Barry arrancou o capacete da cabeça de Julian no mesmo que instante, que acordou ofegante. — Então, funcionou?
— Acho que não consigo fazer isso de novo. Alguém concorda? Eu quase molhei minhas calças. — HR disse.
— Jane, Barry, do que o Savitar estava falando? — Cisco perguntou.
— É que... — Barry iria dizer, mas fora interrompido por sua noiva.
— Não é nada. Barry, podemos conversar em particular?
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— Por que não me deixou contar? É um segredo estúpido. Nós usávamos os desenhos para se comunicar nas aulas. A única coisa de "ruim" que fizemos foi colar na prova de matemática. Você me passou a cola, lembra? Qual é, Jane. Não vamos ser presos por isso.
— Não se trata disso, Barry. Pense, como o Savitar saberia dos nossos códigos? Somente nos dois sabíamos.
— E o que isso tem haver com eu não poder contar isso para o time?
— Savitar vem do futuro. Ele sabe coisas demais sobre a gente. Talvez, Savitar seja alguém do time. Assim, você contando isso para eles, iria fazer com que ele soubesse no futuro.
— Querida, isso é ridículo. O Savitar não é ninguém do time.
— E se for? Não tem como ele saber sobre os códigos! Barry, eu confio naquelas pessoas com minha vida, mas não podemos arriscar isso.
Os dois retornaram ao córtex, onde viram o time, que estava pensando sobre as coisas que Savitar falou e tentando encontrar algo que fosse útil.
— Pessoal, tem algo errado. Nos livramos da pedra. — Caitlin disse.
— Pois é. Atirar a pedra na Força de Aceleração é como atirar no espaço sideral. — Barry assegurou.
— Eu tenho uma teoria. — Jane afirmou pensativa. — E se a pedra que tínhamos e nos livramos era somente parte de uma maior? Se tem alguém que pode responder isso, são os Acólitos do Savitar. Eles podem saber de algo que nós ainda não sabemos. — Ela sugeriu.
— Que tal aquele cara que a CCPD capturou? O Craig. — Cisco disse. — O GPS do carro dele está localizado em algum lugar perto do Monte Buccelato.
— Buccelato? Fica bem longe daqui. O que ele estaria fazendo lá?
— Só tem um jeito de descobrir. — Barry afirmou. — Jane, vamos.
Os dois colocaram seus uniformes e correram para o lugar. Levaram menos de um minuto, para finalmente chegarem. O lugar era uma rua desértica com um celeiro aberto, onde havia uma estátua de Savitar. Em volta da escultura, monges se ajoelhavam. Craig, o capanga capturado por Joe, estava segurando uma caixa com uma vela. Do lado dele, possuía outro capanga. Esse usava a roupa de Alquimia, mas se não era Julian, quem era aquele ao lado de Craig?
— Deus da Velocidade, em breve seus inimigos cairão e você surgirar mais uma vez na Terra. — Craig disse.
— O quê estão vendo? — Cisco perguntou através do microfone.
— Um ritual. — Jane respondeu. — Tem uma estátua do Savitar no meio de vários monges. Tem um outro Alquimia ali parado e o Craig está segurando uma caixa bem similar a caixa da pedra.
— Você tinha razão, filha. — Joe disse.
Jane e Barry avançaram contra os monges, os derrubando. O outro Alquimia segurou Jane e a jogou contra o chão sujo de terra da estrada.
— Quem é você?!
— Seu rival, Fúria Escarlate. — O Alquimia disse. Por algum motivo, sua voz estava um pouco afeminada, mesmo que estivesse com modificação. Feita pela máscara, possivelmente. Barry derrubou Craig. Caído, jogou a caixa para o Alquimia, que a segurou como se estivesse segurando seu próprio coração. Certamente, outro pedaço da Pedra Filosofal estava ali.
— Me dê a caixa! — Jane pediu.
— Não. — O Alquimia respondeu. Barry o surpreendeu por trás, o derrubando ao chão. Ele pegou a caixa e, rapidamente, a abriu. Estava vazia.
— Ele está 10 passos à frente de vocês, velocistas inúteis. — O Alquimia afirmou dando risadas. Jane reconhecia aquela risada de algum lugar. Era familiar. — Impossível impedir Savitar. Se eu fosse vocês, adiantaria o casamento. — Ele disse rindo. Logo depois, o mesmo fugiu através de um portal que se formara ali.
— Quem diabos é esse cara?
— Alguém que nos conhece bem.
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— Até agora nada. Não consigo nenhuma leitura. — Cisco afirmou tentando obter leituras da caixa.
— É como da última vez.
— Será mesmo que não é a mesma caixa? — Jane questionou.
— Não pode ser. Ela está na Força de Aceleração. O Barry a jogou. — Iris disse. — Não tem como ela ter saído.
— É, mas o Barry disse que a explosão o mandou para o futuro, e se fez alguma coisa com a caixa? — Jane sugeriu.
— Eu lamento dizer isso, Allen, mas em todos os meus anos de pesquisa, nunca ouvi falar e nem nunca encontrei outra caixa ou pedra. — Julian disse.
— Se essa caixa for a mesma, precisamos considerar a possibilidade de Savitar ter a pedra. — Joe disse.
— Vou procurar isótopos residuais ou resíduos de força gravimétrica. — Cisco disse. — Pois se a caixa for a mesma...
— Estamos com um grande problema.
— Pessoal, e esse novo Alquimia?
— Eu realmente não faço ideia. Não sou eu. Eu estava aqui o tempo todo. Pode ser o Savitar falando através de outra vítima. — Julian sugeriu.
— A voz do Alquimia antiga era a mesma do Savitar, pois era ele falando através do Julian, dessa vez não. A voz está totalmente diferente. Parece um homem com voz fina usando modificadores de voz na máscara.
— Alguém tem alguma teoria?
— Não faço a menor ideia. Só estou com um mal pressentimento terrível.
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— Você é ridículo! — Wally disse chegando ao córtex olhando nos olhos de Barry. — Brigando comigo por não contar sobre o Savitar para você e para o time, mas e o que você não está contando para todo mundo, Barry?!
— O quê? — Barry questionou.
— Cisco me vibrou até o futuro. Eu vi o que aconteceu! Fala para a Jane do por que a pediu em casamento. — Jane olhou para Barry, desconfiada e preocupada. — Vai! Diga a ela o verdadeiro motivo, Barry!
— Do que ele está falando?! — Jane perguntou. — Barry, não me ignore!
O velocista revirou seus olhos na tentativa de não contar, mas agora já era tarde demais para isso.
— Na noite em que o Savitar te mata, você não tinha uma aliança no seu dedo. — Barry explicou.
— Não éramos noivos ainda. Então você pensou que se estivéssemos...
— Isso poderia mudar o futuro. — Barry respondeu.-a.
Jane sentiu um vazio tremendo em seu coração. Barry não havia a pedido em casamento por que a amava e sim porque queria a salvar. A loira não estava irritada, estava decepcionada. Ela se sentia substituível.
Esse vazio profundo a consumiu por dentro, direcionando as lágrimas para fora de seus olhos. Elas desceram lentamente por seu liso rosto enquanto a garota se perguntava se aquele relacionamento era realmente verdadeiro ou se era somente um amor forçado. — Jane! Eu te amo, certo? Eu te amo mais do que tudo. Essa parte nunca mudou e nunca mudará.
— Barry, eu não sei o que isso significa para nós. Por favor... Eu preciso pensar.
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Jane estava sentada em seu sofá, pensativa. Ela não sabia como deveria reagir. Ela não sabia se Barry realmente a amava ou era somente uma ilusão criada ao ver de uma garota precisando de atenção após não ter amor materno. Ela pensava se todo o esforço que fez para mudar o futuro, fosse na verdade uma relação forçada. Uma série de coisas passava por sua cabeça, mas ela sabia que Barry a amava, ou pelo menos era isso que a loira velocista acreditava. Jane levantou do sofá e segurou a foto que Iris e Joe deram de presente para ela e Barry.
Haviam tantas lembranças por trás daquilo. Nessa mesma época, Iris tinha uma melhor amiga chamada Melanie, ou "Mel", como todos a chamavam. A garota sempre andou junto de Iris, Jane e Barry e sempre disse que a loira faria um bom casal com o garoto. Tantas lembranças, sentimentos e emoções vindo a tona ocasionou em uma reação emocional. Lágrimas desciam pelo rosto da velocista enquanto ela tentava as limpar e impedir que pingassem ao chão. No mesmo momento, recebeu uma mensagem de Cisco, dizendo que descobriram algo muito importante.
Jane correra até o córtex, onde encontrou Caitlin segurando um pedaço da Pedra Filosofal. Ela não fazia ideia do que estava acontecendo.
— Há quanto tempo tem isso, Caitlin? — Barry perguntou enquanto observava a pequena pedra brilhante em suas mãos.
— Desde que você jogou a caixa na Força de Aceleração. — Caitlin respondeu. — É um pedaço tão pequeno. Eu pensei que não faria tanta diferença assim. — Ela afirmou.
— Por que você arriscaria algo assim, Caitlin?! — Jane questionou.
— Eu pensei que com esse pedaço, poderia me livrar dos meus poderes.
— E pode? — Cisco perguntou.
— Não sei. Não consegui descobrir como usá-la ainda nesse tempo.
— Acho que podemos todos concordar que é um caso onde a Nevasca atrapalhou as ações da Caitlin, atrapalhando no julgamento dela. — HR sugeriu. — É por isso que...
— Não, HR. Isso não foi culpa da Nevasca. Fui eu. Eu sinto muito por ter feito isso, pessoal. — Caitlin se desculpou com uma voz pesada e culpada. — Acho que eu sou a traidora da profecia que Savitar fez.
— Agora precisamos descobrir onde Savitar está. — Barry disse.
— É... Eu acho que é... Um plano fantástico. — Cisco disse de forma irônica, dando sentido do plano ser horrível. — Como vamos fazer isso?
— Julian? — Barry sugeriu, querendo usar mais uma vez o forense.
— Não! Não! — Julian disse.
— Não! — HR disse. Ele havia quase molhado as calças da última vez.
— Allen, eu não sou um tabuleiro de Oija, Barry. Não pode fazer isso comigo!
— Última vez, eu juro! Apenas o suficiente para ver se podermos rastrear a localização dele, certo?
— Não! Não. — Julian disse.
— Julian, precisamos dar um fim nessa história pelo bem de todos aqui.
Julian olhou para Caitlin, que estava com olhares preocupados e decepcionados. Como ele gostava da garota, não pode negar o pedido.
— Tudo bem. Eu vejo vocês lá em baixo então. Última vez. — Julian disse.
— Droga. — Exclamou HR. — Podem me tirar dessa?! Eu não trouxe um estoque infinito de cuecas para esta Terra quando viajei para cá.
— Jane, vem. Nós vamos lá para baixo.
— Não, Barry. Eu não vou participar disso. Ainda preciso pensar e questionar se ainda quero manter alguma relação com você. — A garota saiu dali em direção ao seu apartamento. Sentia tristeza, dor e, por mais estranho que pareça, amor.
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A campainha tocou. Jane abriu a porta. Era seu pai. Joe estava com dois milkshakes em mãos. Um de chocolate com café e o outro de brigadeiro com alguns adicionais. Ele certamente havia ido até ali para agradar a sua filha.
— Oi, querida. — Ele disse com um sorriso largo e feliz no rosto.
— Pai! Que bom que veio. Você trouxe milkshake de brigadeiro?
— Com baunilha.
— Meu favorito. — Ela bebeu um pouco. Era muito bom. — Isso não é coincidência, é? Trazer meu milkshake favorito em um dia que estou questionando meu relacionamento?
— Claro que não. Sou seu pai, Jane. Você quer falar sobre isso, querida?
— Eu não sei o que eu quero, pai.
— Jane... Eu convivi vendo a relação de vocês por mais de quinze anos. Me escute quando digo que aquele homem te ama muito. Esse tipo de amor não se encontra em qualquer lugar, sabe?
— Pai, não é tão simples.
— É sim! É simples. Escute, querida... Só você sabe o que é bom para você, mas com o tipo de vida que vocês dois têm, esse amor entre vocês dois é a única coisa que deveria permanecer simples.
— Ele me abandonou no futuro, pai.
— Não, ele não fez isso. Aquele jornal do futuro que o Wells do mal trouxe nos dá uma vantagem. Nós podemos mudar o futuro. Aquele homem que eu conheço, aquele Barry... Nunca faria algo assim com alguém que ele ama.
— Obrigada por isso, pai. Eu realmente precisava. — A garota disse abraçando seu pai de forma calma e relaxada.
— Minha garotinha.
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Barry havia acabado de chegar ao apartamento. Era possível notar o medo em seus olhares. Ele temia que seu relacionamento acabasse. Jane realmente precisava esclarecer as coisas de uma vez ao velocista.
— Recebi sua mensagem.
— Sim... Eu sei. Senta aqui.
— Jane, eu seu que está brava, mas...
— Não, Barry, não nada disso. Só quero que você me escute, está bem? Por favor, Barry. Preciso que me deixe dizer o que eu sei que preciso dizer.
— Certo. — Ele respondeu com uma voz preocupada. Temia o pior.
— Eu não estou irritada com você. Entendo que você... Quer me manter segura e nós ficando noivos poderia mudar o futuro. Eu... Eu entendo isso. Barry, quando me pediu em casamento, eu disse sim porque eu amo você mais do que tudo... E eu quero ser sua mulher. Eu só preciso saber se você realmente me ama ou só está com pena de me deixar. Barry, por favor.
— Eu te amo, Jane. Eu te amo. Não sei como ainda dúvida disso.
— Barry, eu te amo e sempre te amarei por toda a eternidade.
— Eternidade... — Barry disse.
— O quê? Do que está falando?
— Acho que sei onde o Savitar está.
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— Eu já tentei vibrar, mas eu só fico vendo uns flashes brancos. Tipo uma tempestade. — Cisco disse.
— Não é uma tempestade. É a Força de Aceleração. — Barry disse chegando à sala da brecha junto de Jane.
— Ele está na Força de Aceleração. Por isso somente os velocistas conseguem vê-lo. — Cisco disse pensativo.
— Por que Savitar se esconde lá?
— Ele não está se escondendo. Foi lá que prendemos ele. — Jane disse.
— Exatamente. — Barry disse.
— Por isso Savitar só aparece por alguns momentos. Porque a Força de Aceleração o puxa de volta. Isso faz realmente sentido. — HR disse.
— Mas jogamos a Pedra Filosofal na Força de Aceleração. — Caitlin disse.
— Demos a ele a coisa que ele precisava para escapar. — Jane disse.
— É, mas quando falamos com ele através do Julian, ele disse que ainda precisava de alguma coisa. Acho que ele não consegue sair porque não tem a pedra toda. — Barry disse.
— Gente! — Jesse disse em desespero ao chegar na sala em super velocidade. Estava desesperada. — O Wally foi atrás do Savitar! Ele começou a alucinar. Achou que estava falando com a mãe.
— Era o Savitar usando um trauma dele contra ele mesmo. — Jane disse.
— Onde ele está? — Barry perguntou.
— Eu não sei! Ele estava surtando. Disse que precisava impedir o Savitar de escapar. Depois saiu correndo.
— A Pedra! — Jane gritou. — Cisco, onde está a caixa com o pedaço da pedra que a Caitlin tinha pegado?
— Aqui. — Cisco disse trazendo a caixa, que estava guardada na gaveta. Jane a abriu. Estava completamente vazia.
— Droga! O Wally pegou! Ele vai libertar o Savitar achando que está detendo ele. — Jane disse. — Temos que achar o Wally! Se o Savitar encostar suas garras naquela pedra, já era.
— Não consigo localizar o Wally! Ele desligou a telemetria. — Cisco disse. Logo depois, um alarme começou a tocar. — Há um pico de energia imenso!
— Onde?! — Jane questionou.
— Na velha fábrica Kob.
Barry e Jane correram em super velociade até o local com seus uniformes. Ao chegarem, se deparam com Wally sendo puxado para dentro do portal da Força de Aceleração. Do lado, estava o outro Alquimia.
— Wally! — Barry disse. Raios começaram a o eletrocutar. Eles eram ligados à própria Força de Aceleração. Quanto mais ele gritava pela dor, mais era puxado para dentro do portal.
— Não! — Jane gritou. O uniforme do velocista começou a se desintegrar conforme seus gritos aumentavam.
— Me ajudem! — Ele implorou aos altos gritos. — Por favor! Me ajudem!
— Agora é tarde. — O Alquimia disse.
Após ser completamente puxado, o portal se fechou. Somente o peitoral com o emblema do Kid Flash havia sido deixado para trás. O portal começou a se abrir novamente. Savitar saía dele. Agora Wally havia trocado de lugar com o próprio inimigo que tentava deter.
— Estou livre! — O vilão gritou.
— Você retornou. — O Alquimia disse.
— Chão, ar. Consigo sentir de novo. Posso respirar de novo. Finalmente venci. Finalmente meu plano deu certo!
— Onde está o Wally?!
— Assim como o mito de Atlas, que não podia largar o céu até alguém assumir o seu lugar nele. Wally assumiu meu lugar na Força de Aceleração. Vocês me conhecem, Flash e Fúria Escarlate. Eu adoro um bom mito. Flash, quando você criou o Flashpoint, você, involuntariamente, me forneceu um jeito de retornar. Me deu a idéia de transformar o jovem Wallace em um herói. No próprio Kid Flash. Deixá-lo rápido o bastante para me substituir na sua prisão. A juventude e o tamanho ego dele foram meus aliados. Tão empolgado com sua fama e velocidade, que nunca percebeu que eu estava o manipulando o tempo todo. Nunca notou que estava caindo direto na minha armadilha. — Ele disse.
— Como eu o tiro de lá?!
— Wally se foi. — Alquimia disse.
— Isso mesmo, meu servo. Existe só um jeito de salvá-lo... Sofrendo um vazio de dor sem fim por toda a eternidade. Outra vítima que nem Barry Allen e nem Jane Alisson West conseguiram salvar da dor. — Savitar disse. Barry correu até o vilão e começou a o enfrentar com seus poderes. Não importa o quão rápido Barry corria, ele sempre conseguia superá-lo. Jane começou a enfrentar o Alquimia.
— Por que?! Por que você está seguindo o Savitar?! — Jane questionou.
— Você não faz ideia de quem eu sou, faz? — O Alquimia começou a dar gargalhadas malignas. Jane reconhecia aquela risada... Mas de onde? Quem era o homem por trás daquela máscara?
— Não! Me revele logo.
— Não irei te revelar quem eu sou, mas vou te mostrar o quão poderoso eu posso ser! — O vilão estendeu suas mãos, criando uma tempestade de raios acima da velocista. Logo depois, ele abriu um portal e o atravessou. Logo depois, surgiu de outro que se formou atrás da velocista, usando a mesma estratégia que Cigana usava. — Eu não sou o antigo Alquimia. Eu sou uma versão aprimorada! — O vilão desapareceu em meio à raios brancos azulados, como Savitar fazia. Ele estava em super velocidade. Assim como o mentor, Alquimia conseguia atravessar a cidade em poucos segundos enquanto jogava a Fúria Escarlate de um prédio para outro. De volta à velha fábrica, Jane estava caída ao chão sangrando.
— Eu... Não aguento... Mais.
— Você perdeu, Fúria Escarlate! Agora o Doutor Alquimia irá matar você de uma vez por todas! — No mesmo segundo, Savitar surgiu ali segurando Barry. O velocista estava com uma adaga de metal atravessada em seu peito. Claramente, sentia dor.
— Não! Não a mate, meu servo. — Savitar disse. — Não pode!
— O quê?! Mas você disse que eu...
— Eu terei esse prazer! E o Flash irá vê-la perecer em seus braços.
Jane aproveitou a que Alquimia estava de costas. A velocista abaixou seu capuz e arrancou sua máscara do rosto do inimigo. Ela não pode acreditar em quem estava atrás daquela máscara. Um rosto tão bonito, belo e formoso ocupado pela tenebrosa escuridão interior de sua perturbada mente.
— Não pode ser. — Barry disse.
— O quê?! — Jane questionou.
— Olá, minha sósia. — Evil Jane respondeu sorrindo de forma maligna.
Então isso explicava o sumiço da vilã. Ela esperava o plano de Savitar.
— Você! Isso faz todo sentido!
— Eu retornei, porém mais poderosa. Muito mais. — A vilã começou a vibrar suas mãos em uma velocidade extremamente rápida. — A V9 estava me matando por dentro. Agora que Savitar me deu esses poderes, eu posso me tornar a Deusa da Velocidade.
— A casca! Então aquela outra casca que nunca descobrimos de quem era... Era a sua! — Barry disse.
— Sabe qual é a parte mais irônica disso tudo? Você me deu, indiretamente, esses poderes, Barry. Quando criou o Flashpoint, escreveu o meu destino. Obrigada por isso, aliás.
Evil Jane e Savitar saíram dali em raios azuis, deixando Jane sangrando e Barry com uma adaga cravada em seu peito.
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— A adaga não atingiu nenhum órgão, mas quebrou sua clavícula. — Caitlin afirmou olhando para Barry.
— Aguenta firme! — Cisco disse.
— Eu preciso tirar. — Caitlin afirmou.
— Tira logo! — Barry ordenou.
— Seu metabolismo vai eliminar qualquer tipo de remédio anestésico que eu te der. Vai doer, e muito.
— Tanto faz. Só tire logo.
— Jane, segura ele.
— Vai ficar tudo bem, querido.
— Morda isso. — Cisco pediu. Barry mordeu o pedaço enrolado de gase.
— Me desculpe. 3, 2, 1! — Caitlin removeu a adaga, criando uma dor imensurável no velocista, que não suportou e desmaiou. — Pronto! Agora só fazer mais umas coisas para estancar o sangramento e ele ficará bem.
— E a minha filha? — Joe perguntou.
— Não sofreu nenhum dano cerebral, lesão neurológica ou física. Vai sarar rápido graças ao metabolismo de um velocista. Posso te dar alguma medicação para dor, se quiser.
— Pode ser. Está doendo muito.
⚡
— Quanto tempo fiquei desmaiado?
— Não muito. Está doendo?
— Joe, eu sinto muito. — Barry disse vendo o detetive chorando enquanto olhava para o emblema do Kid Flash.
— Não é sua culpa. Onde ele está? Ele esta sofrendo? Ele está... — Jesse saiu dali chorando muito também.
— "Alguém vai sofrer um destino pior que a morte." — Cisco disse ao lembrar da profecia de Savitar. Wally estava preso na Força de Aceleração. Ele sofria muito. Sofria como nunca antes.
— Eu ainda não entendi quem é esse novo Alquimia. — Julian disse.
— É a sósia maligna da Jane de outro universo. — Cisco explicou.
— Nós temos que trazê-lo de volta. Não posso perder o Wally. — Joe disse.
— Vou ver o que posso fazer com essa adaga. — Cisco disse saindo do córtex com uma expressão vazia de dor.
— Me desculpem! — Caitlin pediu enquanto chorava muito. — Eu sei que eu não deveria ter pego o pedaço da pedra. Eu fui imprudente. Estava com...
— Medo. Eu sei, Caitlin. Está tudo bem. Entendemos você. O medo nos faz fazer muitas coisas que não deveríamos.
— Meu medo é o motivo de tudo isso estar acontecendo. — Barry disse.
PRCIOU_STILES ©
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