3⚡CHAPTER FIFTEEN: ATAQUE EM GORILA CITY

Chapter Fifteen: Ataque Em
Gorila City

Jesse estava desesperada. Sempre nervosa e inquieta. A velocista dormiu nos Laboratórios Star. Pela manhã, ela explicaria o que aconteceu para que a equipe pudesse entender e tomar uma decisão sobre o que deveria ser feito.

— Faz duas semanas que o meu pai sumiu. Ninguém o viu, nem teve notícias dele. — Jesse disse um tom desesperado e preocupado.

— Se acalme. — Jane disse tentando a acalmar. — Começa do começo, certo? Por que seu pai foi para Gorila City?

— Vamos começar do início mesmo, por favor? O que é essa tal Gorila City mesmo? — Joe, confuso, perguntou.

— Tá bom, então... — Jesse respira fundo antes de continuar. — Tem gorilas sensíveis, muito inteligentes e evoluídos na Terra 2. Todos vivem em uma cidade no coração da África.

— Mandamos o Grodd para lá no ano passado. — Cisco disse lembrando.

— Grodd está lá?! — Joe perguntou em um ar de confusão e desorientação. — Por que diabos o seu pai iria pra lá?

— Recebemos um criptograma matemático nos nossos Laboratórios Star. Era muito complexo. Levamos uma cena para decodificarmos.

— O que dizia? — Iris perguntou.

— Era um convite dos gorilas para o meu pai. — Jesse explicou.

— Por que o Harry? — Jane questionou.

— Eles queriam conhecê-lo. Então, meu pai montou uma expedição com outras dez pessoas e todos foram para a selva.
Depois de muito tempo, não tivemos contato e um grupo de busca foi atrás deles. Só acharam os corpos. Foram espancados até a morte, mas ninguém viu o meu pai. Espere, será que ele...

— Não. Ele está vivo, Jesse. — Barry assegurou olhando nos olhos da velocista. — Deu muito trabalho levar o Harry para lá para depois matá-lo. Não faz sentido. Eles precisam dele para alguma coisa. Vamos descobrir o que é.

— Aí estão vocês! — HR disse chegando no córtex. — Procurei vocês por toda parte. Nós vamos tomar café ou não?

Jesse correu até HR o abraçou. Certamente pensou que era seu pai. A garota não merecia passar por isso. Jane olhara para Barry com olhares tristes pensativos sobre a triste possibilidade de Harry estar morto.

— Jesse, isso não é o que você pensa. Esse é o HR. Você o conheceu antes de ir embora na última vez. — Caitlin disse.

— As ordens, madame. — HR disse.

— Ele é o substituto do Harry. — Wally explicou. Lágrimas saíam dos olhos de Jane. Ela chorava muito.

— Eu sou o Harry melhorado. — HR disse batendo suas baquetas uma na outra com um extenso sorriso no rosto. Claramente não sabia da situação que estava acontecendo ali no córtex.

— Ela é a filha do Harry. — Cisco disse.

— É? — HR perguntou.

— Ele foi sequestrado.

— Eu não sabia. — HR afirmou colocando suas mãos em sua testa. — Sinto muito... É que eu pensei que...

— Tudo bem. Me desculpe pelo abraço.

— Me desculpe. Sinto muito se tirei o sorriso de seu rosto... — HR disse.

Barry estava muito pensativo. Ele parecia se esforçar para lembrar de algo. De um segundo para o outro, ele havia lembrado. Isso ficara claro por sua repentina mudança no olhar.

— No que está pensando, querido?

— No futuro. — Barry pegou a lousa em que as manchetes do futuro estavam escritas. — Esta manchete do futuro: "Cidade se recupera do Ataque Gorila."

— Então você acha que essa manchete está ligada ao sequestro do Harry?

— Sim, querida. Não pode ser coincidência, pode? O Harry ser atraído para Gorila City. Grodd deve estar planejando algo. — Barry sugeriu.

— Ele deve estar planejando voltar para cá. — Caitlin disse também sugerindo.

— E não sozinho. — Cisco disse.

— Se salvarmos o Harry, o plano do Grodd pode dar errado e assim mudamos o futuro. — Barry disse.

— Se salvarmos Harry, salvamos Jane.

— O problema é que eu não tenho certeza. De qualquer forma, eu vou. Harry é meu amigo. Não vou abandoná-lo assim. — Barry disse, aliviando Jesse. — Vou voltar à Terra 2.

— Eu imagino que você deva querer que alguém vá junto para abrir e fechar as brechas. — Cisco afirmou.

— Foi muito divertido da outra vez.

— Mais ou menos. Enfim, eu topo.

— Eu também. — Caitlin disse. — Tenho uma ligação especial com o Grodd. Talvez seja útil para atingi-lo.

— Está bem. — Barry disse.

— Eu vou também. — Jane disse.

— Não. Desculpe, querida, mas não vai não. O seu braço está engessado.

— A Caitlin congelou o meu braço, o que impediu a necrose. Minha imunidade de velocista voltou. Está quase curado. Além disso, dois velocistas são melhores do que um.

— Tá. — Barry disse. — Jesse, eu preciso que você fique aqui para ajudar o Wally a proteger a cidade. Talvez até possa ensinar alguma para ele aprender.

— Como assim? — Jesse perguntou. Wally vibrou suas mãos. — Caramba! Você é um velocista agora então?!

— Sim. Agora nós dois somos.

— Que incrível! Vamos correr?

— Vamos nessa. — Os dois saíram dali correndo em super velocidade.

— Alisson West. — Julian disse ao ver Jane e Barry chegando ao laboratório forense. — Não esperava ver você. Como está indo o seu braço?

— Está ótimo. Obrigada. Eu só vim acompanhar o Barry até aqui.

— Então, Julian. Eu queria perguntar se você pode me cobrir por alguns dias. É só isso. Me ajuda. Diz ao Capitão Singh que eu estou doente ou que estou cuidando da Jane. — Barry disse.

— Por que? Para onde vai?

— Um amigo nosso foi sequestrado e agora está preso em um outro universo e precisamos salvá-lo. — Jane disse.

— Outro universo? Espera, está me dizendo que o multiverso é real?!

— Sim, ele é. — Jane disse.

— Isso é fascinante. De qualquer forma, não sei se posso fazer isso. O que a Caitlin acha dessas viagens a universos paralelos ou sei lá? — Julian perguntou.

— Ela aprova. Ela vem junto.

— Isso não é uma boa ideia, Allen. Ela mal consegue controlar seus poderes.

— Ela está indo por causa do Grodd.

— Grodd?! O gorila telepata?!

— Ele mesmo. — Barry disse.

— Para onde raios vocês estão indo? Para o Planeta dos Macacos?

— Na verdade é uma cidade. Tanto faz, Julian. Vai me ajudar ou não?

— Deixa comigo. É claro.

— Até daqui alguns dias então.

— Até. — Julian disse.

— Tudo bem. Estão prontos? — Jane perguntou olhando para Cisco e Caitlin.

— Eu estou. Pelo que a Jesse me disse faz frio nessa época da Terra 2, então eu me agasalhei. — Cisco disse. Ele usava uma toca, cachecol e luvas.

— Isso é meio exagerado, mas tudo bem. Estou pronta. — Caitlin disse.

Julian entrou na sala da brecha. Usava um chapéu de aventureiro, assim como o uniforme. Parecia um explorador de tesouros ou um tipo de arqueólogo.

— Bancando o Indiana Jones? — Cisco perguntou dando risadas.

— Cisco, meu amigo, não é a minha primeira expedição. — Julian disse. — Então pode acreditar em mim quando digo que esse é o traje perfeito.

— Julian, o que é isso?! Pensei que iria me cobrir. — Barry afirmou.

— Eu falei com o Capitão Singh e ele acha que estamos num congresso de morfologia em Bludhaven. Então...

— Tudo bem. — Jane disse. — Mas você nem precisa ir, Julian. Você nem se quer consegue o Harry.

— Qual é? E perder a chance de ir para outra dimensão? Não posso fazer isso.

— Não vamos fazer turismo.

— Nem eu. — Julian afirmou tirando uma poderosa pistola de sua mochila.

— Caramba! — Cisco disse impressionado. — Bom, vamos lá. — Cisco se posicionou em frente à brecha e colocou suas óculos. Depois, esticou sua mão e usou seus poderes. O portal se formou rapidamente ali. — Terra 2... Lá vamos nós! — Barry levou Cisco e Julian, enquanto Jane levou Caitlin. Os cinco chegaram na outra Terra em super velocidade. Julian ficou abismado em ver que realmente estava em outro universo. — Isso foi demais!

— Interessante. — Cisco disse. Os cinco começaram a caminhar pela floresta africana na qual saíram. Após minutos de caminhada, avistaram um enorme templo com estátuas de gorilas. Aquela era a entrada para a cidade. — Que incrível! Bem vindos à Gorila City!

— Vamos lá então. — Jane disse.

— A África da Terra 2 nem é quente. É muito fria por sinal. O aquecimento global não deve ter chegado. — Cisco afirmou logo antes de diversos mosquitos surgirem em sua frente. O mesmo começou a os espantar com suas mãos. — Mas os insetos, sim!

— Alguém pode me explicar como salvar alguém nesse mundo vai evitar um ataque ao nosso? — Julian perguntou. A pior parte era que ele estava certo. Isso só iria provocar Grodd e talvez antecipar o ataque.

— Se o Grodd planeja atacar o nosso mundo, ele vai abrir uma brecha para a nossa Terra. O único aqui que pode abrir é o Harry. — Barry disse. — Então, se salvarmos Harry, o ataque não vai acontecer e mudamos o futuro.

— Mas isso pode ser uma mentira, querido. E se ele quiser outra coisa com o Harry e quando o salvarmos, irritamos o Grodd? Assim, fazendo o Ataque Gorila acontecer. — Jane disse.

— Exatamente. — Julian disse.

— Não podemos ignorar o Harry. Ele é o nosso aliado. — Barry disse.

— Alguém quer água? — Julian perguntou se hidratando.

— Não, obrigada. — Jane disse.

— É tão estranho voltar aqui nesse universo. Foi aqui que conheci minha sósia do mal. — Caitlin disse.

— Quando isso aconteceu?

— Quando o Zoom me sequestrou. Ele matou a minha sósia. — Caitlin disse.

— Assim como fez com a minha na realidade que o Barry apagou quando criou o Flashpoint. — Jane disse.

Um estridente barulho fora ouvido por eles. Ele vinha de um arbusto. Barry se aproximou e encontrou o que fazia tal barulho. Era um relógio. Muito similar ao que Harry usava, similar até demais.

— É uma armadilha! — Barry disse.

Dardos derrubaram a equipe. Todos caíram ao chão desmaiados.

Todos acordaram. Estavam em uma cela. O lugar estava bem velho.

— Todos bem? — Barry perguntou.

— Sim. — Jane disse.

— Estou bem. — Caitlin afirmou.

— Perdi a minha arma, mas estou bem.

— Barry, vibra para atravessar a cela e nos tire daqui. — Cisco disse. Barry tentou, mas algo o impedia.

— Também não consigo. — Jane afirmou logo depois de também tentar.

— Não consigo abrir nenhum brecha.

— O Grodd deve estar inibindo nossos poderes de algum jeito. — Jane sugeriu.

Todos ouviram passos. Alguém descia as escadas do lugar. Era um homem. Ao sair das sombras, todos puderam reconhecer seu rosto irreconhecível.

— Harry? — Caitlin perguntou.

— Harry! — Jane disse animada. — Você precisa nos ajudar a sair daqui antes que os gorilas voltem.

— Olá, Flash e Fúria Escarlate. — Harry disse de forma séria e sem expressão. Naquele momento, todos puderam ver que aquele não era Harry. Era Grodd controlando o corpo do sósia.

— Olá, Grodd. — Barry disse

— É o Grodd falando através do Wells? Isso é possível? — Julian perguntou.

— Sim, é. Parece loucura no início, mas depois você se acostuma.

— Por que atraiu Harry até aqui, Grodd? — Jane perguntou.

— Para atrair vocês. Preciso da ajuda de vocês. Vocês me mandaram para cá! Para viver neste inferno, onde sou obrigado a servir o brutal Solovar.

— Quem é Solovar? — Barry perguntou.

— Líder dos gorilas. Governante de Gorila City. Agora, ele quer dominar os seres humanos. Ele quer guerra contra a Terra de vocês. Ele já viu muitos conflitos entre humanos e gorilas. Ele tem medo que os humanos ataquem. Mas agora que estão aqui, ele vai lutar contra vocês. — Grodd disse.

— Então nos trouxe aqui para impedir?

— Como invasores, serão levados à arena e executados. — Grodd disse.

— O quê?! — Julian perguntou. — Que tal uma placa nos avisando sobre isso?

— Será uma grande honra para Solovar matar vocês. — Grodd disse. — Mas se um de vocês dois, velocistas, o matassem, os outros gorilas veriam fraqueza nele e não o obedeceriam.

— Não vamos matar ninguém! Nem mesmo um gorila. — Barry disse.

— É matar ou morrer! Essa é a única lei que os gorilas entendem. Se Solovar cair, eu assumo seu lugar. Eu me tornarei o rei e então mandarei nos gorilas e eu prometo que manterei eles em Gorila City. Assim, impedindo o ataque à sua cidade. — Grodd disse.

— Por que nos deveríamos confiar em você? — Jane perguntou olhando nos olhos de Harry tomados pela escuridão e pelo vazio da mente de um gorila conturbado, mas extremamente inteligente. — Responda, Grodd!

— Porque... Mesmo que vocês tenham me mandado para longe, a sua Terra ainda é o meu lar. E tem certas pessoas que nunca irei me esquecer. — Grodd disse olhando nos olhos de Caitlin. Logo depois, o corpo de Harry caiu ao chão e o gorila telepata surgiu com seu verdadeiro corpo. — Matem Solovar, e  Central City será poupada. Fracassem, e seu lar será transformado em cinzas.

Logo depois disso, o gorila saiu dali. Todos ficaram pensativos sobre.

— Barry, você acha mesmo que pode matar esse tal de Solovar? Acha que consegue tirar uma vida? — Caitlin perguntou. — Se alguém for, será você. A Jane não pode ir por causa do braço.

Um enorme gorila branco entrou no lugar junto de Grodd atrás. O gorila era enorme. Certamente era Solovar.

É como eu temia. — Solovar disse através de telepatia. — Vocês, humanos, querem guerra contra os gorilas. Grodd, por que você não me disse que mais humanos entraram na cidade?!

— Eu ia informá-lo, Solovar.

Solovar deu um grande soco em Grodd, deixando o gorila ao chão machucado.

Por quê?! Por que estão aqui?! Para nos estudar como animais?! Nos transformar em bichos de estimação?!

— Não! Eu... Nós viemos em paz. Entramos na cidade por engano. Não queremos fazer nenhum mal. — Barry disse. — Por favor, me liberta e solta meus amigos e eu prometo que nós nunca mais voltaremos aqui.

Os meus irmãos viram vocês. Seus destinos estão traçados. Todos vocês serão mortos por mim. Na Arena. Isso é para que todos saibam que a justiça de Solovar é sábia... E rápida.

Vendo aquela situação, Barry sabia que não tinha outra escolha. Jane estava com medo da decisão do velocista.

— Está bem, vamos entrar num acordo. Eu luto contra você na arena. Só eu. Se eu ganhar, você nos liberta e nos deixa em paz para sempre. — Barry disse.

Eu aceito. — Solovar respondeu. — Humanos são arrogantes. Primeiro, vocês vão sofrer. Depois, vou garantir que cada um tenha uma morte terrível.

Pela manhã, Barry se encaminhava até a grande arena de Gorila City. O resto conseguia observar tudo pela janela da cela. Tinham medo de Barry ser morto e estrangulado pelo poderoso Solovar.

— Velocista contra Supergorila. Melhor e ao mesmo tempo pior jogo de todos os tempos. — Cisco afirmou.

— Acham que o Barry pode vencer o Solovar? — Jane perguntou.

— Espero que sim, pelo bem de nossas vidas. — Julian disse.

— Começou. — Cisco disse.

Grodd observava tudo de longe. O que ninguém imaginava era que seu plano iria ultrapassar os limites de vingança. Solovar e Barry começaram a se enfrentar por toda a arena. Barry tentou usar super socos, mas o escudo de Solovar era resistente demais. Logo depois, o gorila o arremessou com sua lança pontuda e sua força bruta.

— Droga! — Exclamara Jane. — Não é justo! Ele não tem armas como as do Solovar. Olha para aquela lança!

— Vamos, Barry. — Caitlin disse.

Barry começou a correr ao redor da arena, jogando diversos raios contra Solovar. O poderoso gorila saltou ao chão com seu escudo, causando um terremoto de pura areia direcionado à Barry, que caíra contra o chão do lugar.

— A coisa está feia. — Julian disse.

— Levanta! — Jane disse.

Barry tentou se levantar, mas caíra novamente de tanta dor.

— Puxa, nossa sorte está reversa.

— Esperem... — Jane disse. — É isso! Reverter! O comunicador do traje do Barry ainda está ligado, não está?

— Sim. Ele é escondido no emblema lateral direito. Por quê?

— Eu tive um plano. Me entregua o comunicador. — Cisco tirou um comunicador portátil da mochila. — Barry! É a Jane! Consegue me ouvir?!

Sim. — Ele respondeu.

— Está na hora de dar uma de Flash Reverso! Atravessa o peito dele vibrando as suas mãos. — Solovar vinha em direção à Barry com suas armas poderosas. — É isso! Agora!

O gorila caiu. O plano havia dado certo. As habilidades de Thawne haviam ajudado Barry a derrotar Solovar.

— Ele conseguiu! — Julian disse surpreso. — Ele conseguiu mesmo. Alisson West, você é um grande gênio.

— Eu não vou matá-lo! — Barry afirmou gritando. — Eu não vou! — Grodd ficava furioso com aquelas palavras. — Sei que todos vocês têm medo dos humanos. Acham que queremos uma guerra contra os gorilas. Não queremos. Nem todos nós somos assassinos homicidas. Só queremos paz.
Por isso, eu vou poupar o seu líder. Chamamos isso de piedade!

Apaguem ele. — Grodd disse furioso.

Barry fora desmaiado com sedativos.

— O que houve? — Barry perguntou acordando na mesma cela de antes.

— Você ganhou, querido.

— E o Harry? — Barry questionou.

— Ele ainda está catatônico.

Logo depois, Harry se levantou. Era Grodd controlando seu corpo.

— Flash. — Grodd disse.

— Eu ganhei! Solovar prometeu nos libertar. — Barry disse.

— Não. — Ele respondeu. — As palavras de Solovar não significam nada agora.

— Você nunca teve a intenção de nos libertar, teve, Grodd? — Jane perguntou. — Você não conseguia derrotar Solovar, mas Barry conseguiu. Você usou ele! Agora você controla Gorila City. O Solovar nunca quis atacar Central City. Sempre foi você!

— Vocês tiraram meu lar de mim! Agora, eu vou o tomar de volta! Os gorilas viram o que você fez, Flash. Eles têm medo dos humanos e irão obedecer a mim e eu vou os ordenar invadir sua Terra. Sua cidade vai arder!

— Planejou isso desde o começo.

— Sim. — Ele disse com um sorriso maligno no rosto. — Meu pai me ensinou bem. Sempre estar à um passo a frente. — Grodd disse se lembrando do Flash Reverso. — Eu tive muito tempo para conseguir fazer isso preso nesse inferno que me colocaram!

— Então por que não nos mata?! Já fizemos o trabalho sujo.

— Ainda preciso de vocês.

— Não farei mais nada para você.

— Você não, Flash. Você! — Grodd apontando para Cisco. — Você vai abrir uma brecha para a Terra 1. Meu exército vai atravessar essa brecha e todos os humanos de Central City vão arder diante dos gorilas!

— Grodd, você é esperto. Talvez mais esperto que todos nós. Esperto o bastante para saber que não pode fazer isso. Inteligência e violência são duas coisas completamente opostas. O que você quer fazer não tem lógica! Não para alguém tão sábio quanto você. Não faz sentido. — Jane disse.

— Você se esqueceu, Fúria Escarlate. Eu sou um animal. Eu sou um gorila. É matar ou morrer! — Grodd disse.

— Eu vou sair dessa cela e te deter! Eu e Barry vamos. — Jane afirmou. O corpo de Wells caiu ao chão. Grodd surgiu.

Não vão não. Vocês vão morrer.

Alisson West? — Harry perguntou acordando. Sua consciência voltava devagar conforme se levantava.

— Olá, Harry. Você está bem?

— Eu... Estou com uma dor de cabeça terrível e... Nossa que fedor! Sou eu?! Jesse! Minha filha! Cadê ela?!

— Ela está bem. Está ótima, na verdade. Ela está na Terra 1 segura.

— Barry, Cisco, Snow... — Harry disse surpreso. — Vocês vieram me buscar?

— Uma cidade de gorilas gênios do mal? Parece divertido. — Cisco disse.

— Sei que não mereço, mas... Obrigado, Alisson West. Obrigado, Allen. Obrigado, Ramon. Obrigado, Snow. Espere... Quem é você? — Harry perguntou olhando para Julian com seu uniforme. — É... Indiana?

— É Julian Albert. Eu vim porque... Eu realmente adoro perigo.

— Veio ao lugar certo.

— Tem alguma coisa nos impedindo. Eu e Barry não conseguimos vibrar e Cisco não consegue abrir nenhuma brecha. Nós temos que dar um jeito de sair daqui e deter o Grodd de uma vez.

— Você não para de dizer isso, mas e se não podermos sair? E se estivermos presos aqui para todo o sempre?

— Não podemos pensar assim. Enquanto há vida, há esperança.

— E se não houver vida? O Grodd precisa de mim para abrir a brecha. E se eu não estiver vivo para fazer isso?

— Como assim? Você está planejando morrer? — Caitlin perguntou.

— Só se você me matar. Temos que pensar nisso. Não consigo pensar em outro jeito de impedir o Grodd. Sem mim, não tem como a guerra acontecer.

— É verdade. A morte do Cisco mudaria a manchete. — Julian disse.

— Manchete? — Harry perguntou.

— É uma longa história.

— Isso também tornaria outra manchete realidade. Aquela sobre a Nevasca. — Julian disse.

— Cisco, então você quer que eu te mate?! — Caitlin perguntou.

— Pense bem. O Grodd não sabe que você tem poderes gelados. Talvez você possa usá-los para o surpreender.

— Poderes gelados? — Harry perguntou confuso. — Ela tem... Você tem poderes gelados, Snow? Eu sabia! Eu sabia que eu e Cisco não tínhamos tirado Barry daquele espelho. — Harry disse.

— Caitlin! — Jane disse. — Se você matar alguém, não terá volta! Você será a Nevasca para o resto da sua vida! Eu não posso e nem vou deixar isso acontecer com você! Você é minha amiga e eu não quero ver você se tornar alguém que você não é!

— Está bem. Cisco, eu não vou te matar e ninguém aqui vai, certo? Então vamos bolar outro plano que não envolva assassinar um amigo nosso.

— Não, o Cisco tem razão... — Jane disse. — Um de nós precisa morrer.

— Mas Jane, você acabou de dizer que...

— Eu sei o que eu disse e sei o que estou falando. Um de nós precisa morrer, mas não literalmente. Se pudermos enganar o Grodd com alguém daqui "morto", podemos sair.

— Vai ser eu. — Barry disse. — Jane tem razão, Caitlin. Você só precisa me congelar um pouco. Vamos lá.

— Vocês têm certeza?

— Sim! — Barry disse.

— Com certeza. — Jane disse.

— Certo. — Caitlin começou a congelar o corpo de Barry até a cor de sua pele ficar azulada. — E então?

— É frio. Vamos logo com isso.

— Certo... Grodd! — Caitlin gritou. — Grodd! Ajuda! Grodd! Ajuda!

O gorila entrou pela porta da cela.

O quê está acontecendo aqui?!

Ele começou a tossir. — Jane disse simulando um falso choro. — Depois, começou a se contorcer. É tão triste!

— Sim! — Caitlin disse simulando também um choro. — Acho que um dos golpes da batalha deve ter atingido um dos seus rins. Ele entrou em choque!

— E seu coração parou. Eu não consegui ressuscitá-lo. — Jane disse.

Grodd abriu a porta da cela. Depois, jogou o corpo para fora da cela.

Ele não tinha utilidade nenhuma para mim mesmo. — Grodd saiu dali então deixando o corpo de Barry do lado de fora da cela onde todos estavam.

— Ele já foi, Barry. — Harry disse. — O Grodd já foi embora daqui.

Barry começou a vibrar então e o gelo saiu de seu corpo em forma de vapor. Barry correu até a cela e a abriu puxando uma pesada alavanca.

— Vamos. — Barry disse.

Barry carregava Harry e Julian e Jane carregava Cisco e Caitlin. Correram até para dentro da floresta, onde Cisco colocou seus óculos e abriu a brecha. Todos a atravessaram então.

— Pai! — Jesse disse correndo até Harry  o recebendo com um grande abraço.

— Eu estou ótimo graças aos nossos amigos. — Harry disse sorrindo.

— Eu tinha esquecido do quanto você era bonito. — HR disse sorrindo.

— E eu esqueci de sua existência.

— Bom, mas ainda estou aqui!

— Acho que temos que agradecer a sua inteligência técnica e tática para me tirar daquele lugar. Você deve ser um gênio, HR. — Harry disse.

— Não. — Cisco respondeu.

— Não?! — Harry questionou.

— Não. Você estava certo sobre ele. Ele não é nem de perto um gênio. Se bobear, esquece até a senha do celular.

— Esqueci mesmo. — HR disse.

— Então por que ele ainda está aqui?

— Boa pergunta. — Jane disse rindo. — Acho que não conseguiríamos sem ele.

— Obrigado, Alisson West.

— Conseguimos. — Barry disse com um extenso sorriso no rosto enquanto trazia duas xícaras de chocolate quente para ele e Jane até o sofá.

— Sim. — Jane respondeu também sorrindo. — Mudamos o futuro sem mudar quem nós somos.

— Se continuarmos assim, poderemos deter Savitar. Seja quem ele for ou quando vier, nós podemos detê-lo.

— Como consegue fazer isso?

— O quê? — Barry questionou.

— Continuar sendo otimista com tudo dando errado. Como consegue?

— É que eu planejo viver uma longa vida com você e nada vai me tirar isso. Nem mesmo o Savitar e nem mesmo a Iris. Eu prometo a você, querida.

— Então não vai mais ter pesadelos? Finalmente vai dormir hoje à noite?

— Bom, se eu vou dormir, é você que decide. — Barry disse sorrindo. Logo depois, se aproximou e a beijou lentamente. — Eu te amo.

— Eu também te amo.

PRCIOU_STILES ©

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