3⚡CHAPTER EIGHTEEN: NA FORÇA DE ACELERAÇÃO

Chapter Eighteen: Na Força
De Aceleração

Barry estava cansado de ver todos ao seu redor pagando pelos seus pecados. Todo erro que cometia resultava em uma desgraça na vida de outro. Além disso, o peso de não conseguir salvar a mulher que ama no futuro pesava sobre seus ombros. Ele estava cansado. Wally estava sofrendo na Força de Aceleração, mas Barry tinha um plano para tirar o jovem velocista de lá.

— Cisco, prepare a sala da brecha.

— Está bem, mas para quê?

— Eu vou salvar o Wally.

— E como, exatamente, fará isso?

— Eu vou entrar na Força de Aceleração e tirar ele de lá.

— O quê?! — Jane questionou. — Barry, você enloqueceu?! É como o espaço sideral. Eu já estive lá. Você também.

— Eu sei muito bem disso, Jane. Eu estou disposto a enfrentar qualquer demônio do meu passado ou futuro para salvar o Wally. — Barry disse.

— O Savitar disse que passou anos lá!

— Eu sei. — Barry disse.

— Então o que vai fazer? Ficar correndo até encontrá-lo? É infinito.

— Eu sei, Jane, mas essa é a única maneira de salvar o Wally.

— Sim, é que... Precisamos de um plano.

— Pessoal, não entendo da Força de Aceleração, mas há várias pessoas nessa sala que entendem. Por que não usam seus conhecimentos para criar uma medida de segurança para o Barry não se perder lá. — HR sugeriu.

— Então você está querendo dizer para mim que eu posso criar um elo interdimensional para ancorá-lo ao nosso universo?! Isso é exatamente o que eu posso fazer. — Cisco disse.

— Agora estamos nos entendendo!

— Eu e Caitlin podemos criar um componente biológico que mediará seus sinais vitais enquanto estiver lá dentro. — Julian afirmou.

— Sim, podemos mesmo. — Caitlin respondeu. — Se monitorarmos o Barry, poderemos criar um elo entre ele e esse universo, podendo o tirar de lá.

— Você quer dizer nos tirar. — Jane disse. — Eu também vou. O Wally é meu irmão. Além disso, somos parceiros.

— Eu também vou. — Jesse disse.

— Jesse, você ficará aqui. Se seu pai descobrir que está perdida em um mundo negativo, seremos responsabilizados. — Jane disse.

— Você disse "mundo negativo"?

— Sim, eu disse.

— Foi uma referência ao jogo de Super Mario Bros? — Cisco perguntou.

— Sim, foi. Também tem na Terra 19.

— Jane, não precisa vir comigo.

— Sim, preciso. Seu ombro ainda não está totalmente curado e você sempre perde uma batalha sem a minha ajuda.

— Sabe que eu enfrentei vários metas antes de você ganhar poderes, né?

— Você sempre perdia.

Cisco já havia preparado os uniformes de Barry e Jane. Havia colocado aparelhos atrás de seus emblemas. Eles eram uma simples modificação do que utilizou para tirá-los da Força de Aceleração quando tentaram recuperar seus poderes após Zoom os roubar.

— Boa sorte na aterrissagem para vocês. Vão precisar. — Cisco disse.

— Como assim? — Iris questionou

— Bom, é que eu não tenho um mapa da Força de Aceleração, então quando Barry e Jane entrarem, nem imagino onde vão parar. A parte boa é que se ficarem presos no lado errado, poderemos salvá-los. — Cisco disse.

Joe e Iris abraçaram Barry e logo depois abraçaram Jane. Estavam muito preocupados em os perderem.

— Salvem o meu garoto. — Joe pediu.

— Faremos tudo ao nosso alcance.

— Tudo pronto? — Jane perguntou.

— Sim. — Cisco respondeu. Ele colocou seus óculos e andou para perto dos velocistas. — Para o infinito e além. — Ele segurou nos ombros de Barry, que deu as mãos para Jane. Após algumas luzes piscarem, estavam em meio à uma tempestade de raios. — Escutem, quando eu os soltar, estarão sozinhos.

— Pode soltar. — Jane disse.

— Sim. — Barry respondeu.

— Boa sorte. — Cisco disse logo antes de os soltar. Depois, a tempestade se desfez, os teletransportando para outro lugar. Era o Laboratório Forense. Estava escuro. A cidade era assombrada por uma densa tempestade. Logo ouviram um barulho. Não sabiam o que era.

— Wally? — Barry questionou.

— Melhor descermos. — Jane afirmou. Após descerem as escadas da delegacia, perceberam o quão escura e cinzenta estava. — Parece até filme de terror.

— Nem diz uma coisa dessas. Espere, é impressão minha ou tem alguém ali?

Parecia um policial. Ele era loiro e estava de costas observando a tempestade. Os dois abriram a porta lentamente, tentando não fazer barulho. O oficial se virou. Não puderam acreditar em quem estava ali.

— Olá, Barry e Jane.

— Eddie?! — Os dois perguntaram ao mesmo tempo, em perfeita sincronia.

— Por que estão aqui? Por que voltaram para esse lugar?

— Viemos aqui salvar Wally West.

— Sempre os heróis, não é?

— A culpa dele estar aqui é minha.

— É mesmo, Barry?

— Onde está o Wally West?!

— Ele não está exatamente aqui. Está na prisão que você, Barry, criou. Bom, o seu eu do futuro, eu acho.

— Como tiramos ele?

— Nós não seremos tão complacentes como da última vez, Senhorita Alisson West. Quer dizer que as coisas mudaram. Nós devolvemos à vocês seus poderes porque nos disseram coisas, mas mentiram. Você, Jane, disse ter aceitado seu futuro. Disse ter aceitado seu destino. Você mentiu. Enquanto você, Barry, disse ter aceitado a morte da sua mãe. Você também mentiu. Você voltou no tempo e a salvou. Você criou o Flashpoint. — Eddie disse.

— O Zoom tinha matado meu pai.

— Sabemos e também entendemos. E é por isso que permitimos que fizesse isso, mas escolhas tem consequências. Não podemos deixar você fazer mais escolhas imprudentes como essa.

— O Wally é só um garoto!

— Ele é um Flash. Fez sua escolha e agora tem que conviver com ela, como vocês dois, Flash e Fúria Escarlate.

— Não vamos a lugar algum sem salvar o Wally. — Jane assegurou com uma voz alta, tentando fazer Eddie entender.

— Então se prepararem para passar uma eternidade aqui. — Eddie disse. Ali, já ficara claro que ele era a Força de Aceleração e não o detetive Thawne.

— Temos que pensar em um jeito de encontrar o Wally. — Jane cochichou.

— Esse lugar é infinito. Não tem como...

— Posso ouvir vocês dois. Me poupem, pessoal. Escutem, o motivo de vocês terem vindo aqui foi mesmo salvar Wally? Não tem nenhum outro?

— Não. — Barry respondeu.

— Não vieram confrontar os demônios do passado de vocês? — Perguntou.

— Não. — Jane respondeu.

— Tudo bem então. Para encontrarem Wally, basta seguirem para aquelas portas, mas antes terão que fugir daquilo. — Uma criatura familiar surge das sombras. Era um espectro temporal.

— Um Fantasma do Tempo!

Jane e Barry começaram a fugir do monstro. Haviam conseguido o despistar entrando em um elevador. Estavam ofegantes e desesperados.

— Meu Deus! Essa foi por pouco!

— Quase que aquela criatura nos pega.

As portas do elevador se abrem. Estavam nos corredores dos Laboratórios Star sem dúvidas. Escutaram alguns sussurros junto de um choro. Após isso, uma voz calma começou a cantar uma canção.

Silêncio, bebezinha, não diga uma palavra. A mamãe vai te comprar um rouxinol. — Eles reconheciam aquela voz. Era a de Caitlin. — E se o rouxinol não cantar, a mamãe vai te comprar um anel de diamante. — Eles se aproximaram. Caitlin estava segurando uma linda bebezinha em seu colo.

— Essa bebê... — Jane disse. — Ela é...

— Linda. — Outra voz respondeu. Ao se virarem, notaram que era a voz de Ronnie. — Igual à mãe dela.

— Ronnie. — Barry disse.

— Olá, Barry. — Ele disse. — Nós precisamos conversar, velocista. Isso incomoda você, Barry. Outra vida que poderia ter acontecido, mas nunca aconteceu. — Ele disse logo antes de solar a testa do bebê com um beijo.

— Caitlin e Ronnie deveriam ter tido isso. Uma família... Um futuro.

— O futuro nem sempre é como queremos. — A Força de Aceleração disse através do corpo de Ronnie.

— Sei o que está fazendo. — Jane disse. — Primeiro o Eddie e agora o Ronnie. Mostrando para o Barry pessoas que se sacrificaram por um bem maior.

— Não, Jane. O sacrifício delas foram por você, Barry. Assim como Wally, quando tentou deter o Savitar.

— Mas Savitar enganou o Wally e agora ele está preso. O lugar do Wally não é aqui. Me deixe ficar no lugar dele. É por isso que estou aqui. — Barry disse.

— Barry! Você não... — Jane tentou dizer, mas logo fora interrompida.

— Você também, Senhorita Alisson West. Nós te demos a capacidade de usar sua velocidade para restaurar a cronologia futura e você permite que sua sósia adquira habilidades como as suas através daquilo que estamos tentando impedir? Patética.

— Foi um acidente! Eu sei que não deveria ter dito o nome do Alquimia para ela. Eu sei que fui estúpida.

— Não se trata de saber ou não e sim de correr atrás de impedir aquilo que você causou. Você pelo menos tentou ir atrás da sua sósia? Não, é claro que não. Você estava ocupada tentando escrever seu futuro, o que você não vai conseguir.

— Cala a b... — Jane tentou dizer.

— Jane, espere. Ronnie, eu vim aqui para salvar o Wally. É por isso que eu estou aqui! Eu já disse!

— Não, estou falando do outro motivo, Barry. — A Força de Aceleração disse.

— Eu quero me sacrificar pelo Wally!

— Não podemos permitir isso.

— Por quê?! — Barry questionou.

— Porque o lugar onde Wally está é o inferno pessoal dele. Somente dele.

— Savitar disse que alguém sofreria um destino pior do que a morte.

— E não é para você. Jane e Barry, vão embora enquanto ainda podem.

— Não! — Barry disse. Jane tentou falar algo antes que seu noivo fizesse algo, mas não conseguiu. — Eu vou libertar o Wally do lugar que ele está. Não saírei daqui até fazer isso. — Ele assegurou.

— Está bem, mas você foi avisado.

Raios vermelhos derrubaram os dois velocistas. Quando olharam para frente, viram o rosto da própria escuridão. Era bizarramente assustadora. Com aquele uniforme preto... Aquele rosto demoníaco. Sabiam quem era aquele.

— Hunter Zolomon. — Jane disse. — Mas ele não está dentro de si. Seu corpo foi possuído pelos espectros temporais.

— Agora ele é o Flash Negro. — A Força de Aceleração respondeu sorrindo.

— Grande bosta. — Barry disse.

Os dois tentaram fugir do velocista demoníaco, mas ele era muito rápido. Estavam quase chegando ao elevador quando foram pegos pelo demônio. Ele prendeu suas garras na garganta dos dois. Conforme a pele dos velocistas se acinzentava, eles sentiam sua energia vital se acabar devagar. Era muito dolorido, mas conforme ele sugava suas energias, a dor ia diminuindo e seu oxigênio ia se esgotando devagar.

— Eu avisei. — Ronnie disse.

— Por que está fazendo isso?! — Jane perguntou forçando sua voz.

— Vocês falam em sacrifício, mas deixam os outros carregarem os fardos que deveriam estar sobre os seus ombros. Admitam. — Ele disse.

— Está bem! — Os dois disseram.

— Você tem razão. — Barry disse. — Eu não deveria ter pedido para o Wally salvar a Jane. Deveria ter sido eu!

— Você tem razão. — Jane disse. — Eu nunca deveria ter colocado meu futuro em primeiro lugar. Eu juro! — Os dois estavam quase sem energia nenhuma e com quase nenhum oxigênio para respirarem. — Por favor! Pare!

— Por favor, me deixe salvar Wally.

— Só há um jeito de livrar Wally West do seu tormento eterno. Vocês precisam se livrar antes. — Ronnie afirmou.

Estavam quase mortos. Só havia um jeito. A tecnologia que estava atrás dos emblemas poderia destruir o Flash Negro, mas isso iria fazer com que ficassem presos na Força de Aceleração para sempre, aparentemente.

— Pelo menos estaremos... Juntos.

— Eu te amo, Jane.

— Eu também te amo.

Os dois tiraram seus emblemas e atiraram contra o velocista demoníaco, que fora destruído. Certamente não estava morto, mas isso iria dar uma grande vantagem para eles. Uma enorme luz os desmaiou. Talvez tenha sido causada pela explosão.

Os dois acordavam devagar enquanto olhavam para o teto. Não eram mais os Laboratórios Star. Pareciam estar em um corredor de um hospital. Aparentemente, o de Central City.

— Você está bem? — Barry perguntou.

— Sim, estou. E você?

— Eu também estou. Que lugar é esse?

— Parece o hospital de Central City.

— Será que o Wally está aqui?

— Não faço ideia. Wally?!

— Wally?! Tem alguém aqui?!

Estava escuro, mas havia uma pequena luz azul no fim do corredor. Quando estavam quase lá, perceberam que ela vinha da sala que estava ao lado. Wally estava parado em frente à ele. Do lado, estava sua mãe. O monitor mostrava que ela já estava morta. O garoto chorava. De alguma forma, aquele momento parecia nunca passar. Ele estava preso em um momento trágico e muito específico de sua vida.

— Wally! Wally! — Barry tentou o chamar, mas ele continuava imóvel chorando. — Eu vou te tirar daí, ouviu?! Eu prometo! Aguenta firme!

— O horário de visita acabou. — Uma voz disse. Os dois se viraram. Era a própria Iris. — Olá mais uma vez.

— O quê está acontecendo com ele?!

— Wally entrou em um loop temporal infinito. Como Savitar depois que vocês prenderam ele no futuro. É por isso que ele odeia vocês. Wally está revivendo o momento mais doloroso de sua vida repetidas vezes. A morte da mãe.

— Por que você assumiu a Iris agora?! Primeiro o Eddie e o Ronnie. Como a Iris tem haver com essa história, Força de Aceleração?! — Jane questionou.

— O Eddie e o Ronnie estão ligados ao inferno do Barry. A Iris está ligada ao seu, Jane. O seu noivo se casa com ela no futuro. Ele te troca por ela. — Jane sentira muita raiva. Apertava suas mãos, deixando marcas. — Está sentindo raiva?! Ótimo. Sinta. É isso que eu quero. Eu quero que vocês aceitem o inferno de vocês. O único jeito de fazer isso é encarando ele. Entendem?

— Chega disso! — Jane disse. — Será que você não entende?! Eu já superei!

— Não, não superou. Se vocês acham que o futuro é um inferno, então estão enganados. — Iris sorriu. Um raio a arremessou para longe, causando um desmaio no falso corpo criado pela Força de Aceleração. Em meio aos raios, surgiu um homem familiar.

— Vamos sair daqui. — Ele disse. É claro que estava sendo altruísta.

— Jay! — Jane correu e o abraçou da forma mais apertada possível. Estava aliviada em ver um rosto conhecido. Foi quando pensou se aquilo poderia ser mais um teste. — Espere, é você mesmo? Ou é mais um teste?

— Sou eu mesmo, loirinha.

— Nunca estive tão feliz em te ver, mas como é possível? — Barry perguntou.

— Depois que a equipe perdeu o contato, Cisco foi até a minha Terra para me avisar sobre o acontecimento. Eu vim ajudar. Vamos pegar o Wally.

Jay abriu a porta do dormitório médico onde Wally estava parado. Ele suava muito enquanto chorava ao reviver a morte de sua mãe infinitas vezes.

— Wally. — Barry o chamou. — Wally?

— Wally? — Jane colocou suas mãos nos ombros do garoto, que se virou lentamente. Ele não podia acreditar.

— Jane! Jay, Barry. — Wally a abraçou enquanto chorava de tristeza e também emoção. — Eu vi a minha mãe.

— Eu sei. Olhe para mim.

— A minha mãe... Ela...

— Eu sei, está bem? Olhe para mim. Acabou, certo? Você está livre agora. Finalmente nós vamos para casa.

— Está bem. — Ele disse.

Barry, Jane e Wally caminharam para fora, diferente de Jay. Ele ficou no quarto. Ficara parado olhando para cama enquanto parecia pensar em algo.

— Jay, vamos. — Barry disse.

— Não hoje, garoto. Devo ficar por aqui por um tempo. — Jay disse.

— O quê?! Do que você está falando?!

— Nós sabemos que um velocista precisa ficar no lugar do Wally. É por isso que eu estou aqui.

— Não! — Jane disse. — Jay, você já passou pelo seu inferno quando estava sendo prisioneiro no civil do Zoom.

— E vocês me liberaram, e eu lhes devo por isso. Já corri bastante, mas toda maratona tem uma linha de chegada. Chegou a hora de eu a cruzar, mas vocês... Vocês, Barry e Jane... Vocês precisam acabar com isso de uma vez por todas e então deter Savitar.

— Como? — Barry perguntou.

— Fazendo o que fazem de melhor. Sejam o Flash e a Fúria Escarlate. — Jay disse sorrindo. — Escutem, o Cisco disse que poderiam usar isso para rastreá-lo e irem para casa. — O velocista disse tirando o elmo prateado de sua cabeça.

— Vamos devolver isso à você um dia.

— Vamos te tirar daqui. É uma promessa. — Jane prometeu.

— Até breve, Flash e Fúria Escarlate.

Os três velocistas seguraram o capacete ao mesmo tempo. Um portal se abriu. Ao que parece, Cisco havia criado a conexão e estava os puxando de volta. Ao atravessar, chegaram à Terra 1.

— Wally! — Joe disse. Ele correu e abraçou seu filho. — Meu Deus! Você...

— Eu estou bem, pai.

— Espere... Quatro velocistas entram e três saem. — Cisco observou.

— Jay ficou preso lá dentro para conseguir libertar o Wally. — Jane explicou. — Foi um verdadeiro herói.

— Você estão bem? — Joe perguntou.

— Sim. — Jane respondeu.

— Deu tudo certo. — Barry disse.

— Venha comigo, Wally. Vamos fazer alguns exames. — Caitlin disse.

Estava tarde. Jane e Barry dormiam em sua cama. O velocista estava em sono profundo. Nada o acordava. Por outro lado, Jane estava agoniada. Sentira uma angústia interior. Não sabia dizer se era por causa de Savitar ou outro motivo. Ela estava perturbada. Ficara fazendo um milhão de perguntas em sua mente. Entre todas, a que mais se repetia era como Savitar sabia sobre os códigos. Ninguém mais sabia. Ela tinha muito medo do vilão ser alguém da equipe. Mal sabia ela que estava mais próxima do diabo do que jamais imaginara.

A velocista se levantou para beber um copo d'água. O apartamento estava escuro. Colocou água em seu copo de vidro e começou a beber devagar. Foi quando escutou um som. Era um tipo de trinco. Como se uma fechadura fosse aberta. Foi quando lembrou que esse barulho acontecia quando sua porta abria, por causa da corrente que a trancava. Isso significa que tinha mais alguém ali dentro. Perdida em meio à tantos pensamentos, deixara o copo cair ao chão. Ele se quebrou ao mesmo tempo que um som alto e estridente de vidro se rompendo fez-se. No mesmo segundo, Barry surgira ali como um raio. Estava desesperado ao ouvir o som do copo de vidro quebrando.

— Querida?! — Barry perguntou. — Você está bem? Foi só o copo?

— Acho que... Sim. — Ela respondeu engolindo seco enquanto olhava ao seu redor para ver se tinha mais alguém ali.

— Você está um pouco pálida.

— É que eu ouvi o barulho do trinco.

Barry verificou se a porta estava aberta. Estava fechada e trancada exatamente da mesma forma que ele trancou. O trinco estava lá parado e paralisado.

— Está tudo normal. Não foi coisa da...

— Minha cabeça? Definitivamente não.

— Calma. Está tudo bem. Vamos voltar para cama e dormir. O que acha?

— Barry, eu não consigo mais dormir.

— Tudo bem, eu... — O velocista caiu ao chão. Atrás dele, a sósia de Jane estava parada com um sorriso macabro.

— Olá, minha sósia.

PRCIOU_STILES ©

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