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𝐉𝐄𝐎𝐍 𝐉𝐔𝐍𝐆𝐊𝐎𝐎𝐊

Estar em Mônaco me trás uma das melhores sensações de pré corrida, uma adrenalina gostosa incomparável. Mas honestamente, estou nas nuvens. Os últimos dias foram uma merda, tantas coisas ruins acontecendo. Mas ter Lisa e Celine na minha casa, parece que a gente se envolve em uma bolha onde os problemas somem.

Eu não havia tido certeza de que estava apaixonado pela Lisa, até os acontecimentos de anteontem que me fizeram querer matar alguém por ela. Ver nos seus olhos o medo e preocupação, foi dilacerante. Não sei como tive coragem de assumir meus sentimentos por ela, só me deixei levar. Queria demonstrar o quanto quero amá-la, mesmo que eu nem saiba direito como fazer isso.

Reconheço os medos e traumas que Lisa carrega, por isso prometi ser paciente por ela, até que se sinta confiante o bastante para se entregar totalmente. Mas no momento não quero me preocupar, vou deixar as coisas seguirem.

ㅡ Vem, Jeon ㅡ O mecânico me chamou.

Peguei o capacete e me aproximei do meu carro.

ㅡ É o último momento de testar o carro antes da corrida. O tempo está para chuva, então pode ser que haja mudança de planos.

ㅡ Beleza.

Olhei para o céu vendo nuvens escuras começando a ganhar forma. Coloquei o capacete e entrei no carro. Ligando-o para dar uma volta pela pista inteira e tenho que torcer para o tempo ser suficiente para identificar os erros, caso tenha, já que a corrida é em três horas.

Correr na chuva exige muitas técnicas que uma corrida em um dia normal, não exige. A gente tem que ter controle total do carro, como se ele se tornasse um só com nosso corpo. Embora ainda não esteja chovendo, me preparo para tal fenômeno, mas sinto o carro péssimo.

ㅡ Vamos, merda.

Acelerei o máximo que dava, mas quando tentava diminuir nas curvas, o freio estava fraco. Normalmente temos que pisar com muita força para freiar por conta da alta velocidade, mas mesmo colocando ainda mais força, quase não faz diferença.

Paro o carro depois de completar a volta inteira e saio dele, tirando o capacete vou até o mecânico.

ㅡ Os freios estão muito fracos, precisam arrumar isso.

ㅡ A corrida é em três horas, não dá tempo.

Eu o encarei, com a mão no quadril.

ㅡ Não dá para correr assim, ainda mais se chover. Vocês precisam arrumar o freio, deve ser alguma pastilha que precisa ser trocada.

ㅡ Trocamos as pastilhas ontem.

ㅡ Então estão mal colocadas. Não estava assim antes.

ㅡ Jeon, já arrumamos os freios, é impossível ainda ter falhas.

Fechei os olhos, respirando fundo.

ㅡ Deve ser nos cilindros, sei lá. Mas o freio não está bom. Por favor, conserte. Se precisar que eu teste de novo pode me chamar.

Entrei para o paddock, antes que perdesse a paciência. Eu não estou maluco, os freios estão péssimos e ele dizendo que já foram trocados?

ㅡ Pessoal, a Van vai levá-los até o hotel para se arrumarem. As três serão buscados e trazidos de volta, não se atrasem!

•🏁•

Depois de almoçar e tomar banho, sentei no sofá do quarto de hotel e peguei o celular para ligar para Lisa de chamada de vídeo. Assim que seu sorriso preencha a tela, o meu surge automaticamente.

ㅡ Oi, linda.

Ei! Como estão as coisas?

ㅡ Acabei de almoçar e tomar banho, daqui uns minutos vamos pegar a Van e voltar para o autódromo. E aí?

Vamos almoçar agora ㅡ virou a câmera para Celine e eu sorri ㅡ Dá oi pro Kook, Line.

Oi, Kook! Eu e a mamãe vamos te ver pela televisão!

ㅡ Isso é incrível, princesa! Torça por mim, está bem?

Tá bom!

Lisa virou a câmera para si novamente.

Está chovendo aí né.

ㅡ Começou não faz vinte minutos.

Você se sai bem até na chuva ㅡ Eu mordi o lábio, inseguro ㅡ O que está te preocupando?

ㅡ Acabei de fazer o teste do carro e os freios estão péssimos. Pedi pro mecânico consertar e ele disse que arrumaram ontem, que não tem como ter falhas. Mas está péssimo, Lisa. Quase não fazendo efeito.

Eles tem obrigação de arrumar quantas vezes forem necessárias!

ㅡ Pois é, só que se os freios não forem consertados, há grandes chances de acidente.

Então desiste de correr, Jungkook. Sua vida vale mais.

ㅡ Ser piloto é isso, Lisa. Corremos riscos a cada curva. Mas não se preocupe, eu vou ficar bem.

Como não me preocupar? ㅡ Coçou a testa.

ㅡ Ore por mim.

Não diz isso...

ㅡ Preciso ir, dá um beijo na Line por mim.

Está bem. Cuidado, por favor.

ㅡ Prometo. Beijos, linda.

Beijos.

•🏁•

Não resolveram porra nenhuma. Enquanto colocava o carro na minha posição inicial da corrida, fiz um teste rápido e nada mudou. Mas já não adianta mais reclamar. Se eu ver que não vou conseguir, precisarei desistir, mas não tão rápido.

ㅡ Jeon, tudo certo? ㅡ Otis pergunta pela comunicação.

ㅡ Não, os freios estão uma porcaria e não arrumaram.

ㅡ Eles disseram que arrumaram ontem.

ㅡ Estragaram meu carro, isso sim.

ㅡ Quer desistir?

ㅡ Não.

ㅡ A chuva está engrossando.

ㅡ Vai dar certo.

ㅡ Se prepare então, a corrida começa em trinta segundos. Boa sorte, cara, você consegue.

ㅡ Valeu, Otis.

As gotas de chuva batem contra a viseira do capacete, mas o projeto aerodinâmico do carro evita que a água entre no cockpit em grande quantidade. Aproveito os segundos restantes para fazer uma oração e pedir por proteção, porque vou precisar.

Pela primeira vez entro em um carro e sinto medo de morrer. Agora não sou só eu no mundo mais, tem pessoas que precisam de mim e preciso viver por eles.

ㅡ Vamos lá.

Piso no acelerador assim que é dada a largada e sigo reto em direção a primeira curva da pista. Meu coração acelera e foco em virar sem precisar fretar tanto, por ser uma curva mais aberta. Até então parecia tudo sobre controle, mas sinto meu banco esquentar bem onde fica o motor do carro.

Mais essa não, por favor...

No reto tudo vai bem, até que preciso fazer a segunda curva, mas estou a duzentos e vinte por hora. Afundo o pé no freio, mas não obtenho resultados.

ㅡ Jeon, freia!

ㅡ O freio não tá funcionando!

ㅡ Então tira o pé do acelerador!

ㅡ Já tirei, mas continua subindo!

Com o pé fora do acelerador a quilometragem continuava subindo, e continuei pisando fundo no freio, até sentir que ele ficou mole sob meu pé.

ㅡ O freio arrebentou.

ㅡ O quê?!

ㅡ Otis, o banco tá muito quente, essa merda vai explodir, porra!

A curva estava diante dos meus olhos. Girei todo o volante para o lado esquerdo para evitar que o carro chocasse contra o guard rail, mas não fez diferença. O carro girou na pista e não consegui controlar, ao bater a asa traseira ele capotou e senti um ferro perfurar minha barriga abaixo da costela, atravessando a roupa de proteção.

Soltei um grito, sentindo a dor imediata da perfuração. Minhas vistas escureceram, não consigo enxergar mais nada com clareza. Meus olhos estão pesados e sinto um forte cheiro de fumaça, junto a um calor infernal ao redor do meu corpo.

ㅡ Jeon! Está me ouvindo? Jeon, fala comigo!

Abri a boca para tentar responder, mas o mínimo dos movimentos doía. Escutei barulho de sirenes e extintores. Fui segurado pelo braço e tentaram me puxar, mas meu grito de dor os fizeram parar, então perceberam que estou preso a algo do carro. A dor se tornou alucinógena e de repente não vi, não ouvi, nem senti nada mais. Tudo que havia ao meu redor era a escuridão.

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