𝙍𝙚𝙫𝙚𝙖𝙡𝙚𝙙 𝙏𝙤 𝙏𝙝𝙚 𝙒𝙤𝙧𝙡𝙙
Revelar ao mundo
Aimee Asimov
O sol já estava se pondo e eu não conseguia parar quieta um segundo,Genya fazia os últimos detalhes em meu Kefta preto,enquanto eu olhava impaciente para o relógio.
- Não fique tão nervosa. - Falou agora levando a atenção meu cabelo. - Vou deixar seus cabelos soltos,vai ser melhor para os grandes lideres verem que você tem algo haver com o sol.
- Já está quase na hora... - Falei ainda sem tirar a atenção dos ponteiros que a cada segundo que se passava me deixava ainda mais inqueita.
- Sim,vamos então? - A ruiva caminhou em direção a porta me fazendo um sinal para que eu a acompanhasse.
Me levantei e fui junto dela,caminhamos até o salão principal do Pequeno Palácio,e no caminho eu já podia ver muitos homens com páletos caros e mulheres com vestidos super exagerados.
- Vem ainda não está na hora. - Genya falou virando na direção contrária do salão,mas minha curiosidade me fez adentrar o local.
Todos os olhares vieram na minha direção,e eu pude imaginar que eles sabiam quem eu era apenas pelas minhas vestes.
Mas meu olhar logo cruzou com o do General,que rapidamente caminhou até mim.
- Você deveria entrar acompanhada de guardas! Aliás você fica ainda mais bonita de preto. - Antes que eu pudesse responde-lo bolas de fogos começaram a ser jogadas atrás de nós,eram os infernais que faziam uma demonstração de seu poder.
Realmente era algo bonito de se ver.
Assim que eles terminaram seu "espetaculo" senti a mão do General no meu ombro me fazendo voltar minha atenção a ele.
- Vamos mostrar pra eles oque é um espetaculo de verdade... - Senti sua mão descer até encostar na minha e logo fui puxada ao centro do salão. - Está pronta?
- Eu acho que sim. - Ele assentiu e se voltou a plateia.
- E agora é hora de mostrarmos você ao mundo. - Falou ao subirmos no pequeno palco. - O nome dela é Aimee Asimov,e ela trará libertação a todos nós!
Ele fez um gesto com as mãos fazendo toda a sala ficar escura,respirei fundo e olhei para minhas mãos onde conjurei uma esfera de luz,logo a fazendo flutuar no ar,a dividi em duas e novamente suspirei,fiz elas ficarem maiores e maiores até elas iluminarem todo o salão,logo todos já estavam aplaudindo e eu não pude deixar de sorrir logo olhando para o General esperando sua aprovação.
Ao descer do palco,completamente todos que estavam presentes vieram em minha direção me fazendo perder o moreno de vista.
Enquanto falava com uma mulher que parecia ter por volta dos cinquenta anos,vi um guarda vir em minha direção dizendo para eu o acompanhar,mesmo achando estranho fui junto dele até nosso caminho ser interrompido por quem eu estava procurando.
- Eu a levo daqui em diante. - Falou estendendo o braço para que eu o acompanhasse.
- Você foi ótima,todos ficaram maravilhados em vê-la. - Falou ao cruzarmos para um corredor vazio.
- Kirig...
- Me chame de Aleksander. - Falou e olhou ao redor.
- Então quer dizer que Kirigan não é seu nome real? - Perguntei curiosa.
- É complicado,eu costumo dizer que minha verdadeira identidade é um segredo,então você é uma das únicas que sabem.
- Me sinto lisonjeada,além do mais prometo guardar seu segredo.
- Talvez você prefira comparecer ao jantar. - Falou a adentrarmos sua sala.
- Não estou com tanta fome,além do mais Mary da conta sozinha. - O vi se aproximar ficando frente a frente comigo.
- Sim acho que ela consegue...
Sem mais delongas juntamos nossos lábios em um beijo desesperado,levei minha mão até sua nuca o aproximando ainda mais de mim,enquanto ele agarrava minha cintura me colocando emcima da mesa,eu sentia o ar dos meus pulmões quase ir embora por inteiro mas eu não queria parar,na verdade eu não conseguia me separar do homem a minha frente.
Mas como sempre batidas na porta nos fez se separar.
- Se não for importante eu mato a pessoa. - Falou me fazendo rir.
Ele caminhou a até porta e eu pude assim recuperar meu fôlego.
- Tem algo errado? - Perguntei.
- Não,nada para se preocupar,mas terei que ir,vou deixar alguns guardas na porta até eu voltar. - Falou pegando meu rosto e deixando um último selar em meus lábios.
Assim que ele saiu ouvi um som vindo de trás de mim e ao me virar era Baghra.
- Ba-ghra? O que faz aqui?
- Você tem que sair desse maldito lugar! - Falou agarrando minha mão e me puxando pelo que parecia ser uma tipo de passagem secreta.
- Baghra o que está acontecendo?
- Você está em perigo nesse lugar,está em perigo ficando perto dele! - A olhei desentendida. - Aleksander quer apenas usar você,ele pretender ampliar a dobra assim como originalmente.
- Baghra isso não faz sentido,foi o Herege Negro que criou a dobra a milhares de anos...
- Ele é o Herege Negro! E quer apenas te usar! Ele está te fazendo ficar dependente dele,está te fazendo se apegar a ele.
- Isso não pode ser verdade. - Senti meus olhos se encherem de água e vi a mulher a minha frente parar.
Ela fez um gesto com as mãos fazendo tudo a nossa volta ficar escuro.
- Você pode conjurar as sombras,mas apenas parentes do Kirigan podem fazer isso- A olhei novamente finalmente entendendo o que aquilo significava. - Você é a mãe dele...
- Meu filho tentou criar seu próprio exército,ele não pensou nas pessoas de lá nem o que tanto poder faria com elas,isso as transformou nas coisas malignas que te atacaram.
- Os Volcras eram homens?
- Homens,mulheres e crianças... Eu o avisei que teria um preço a se pagar caso ele fizesse isso.
Ela voltou a andar me deixando desnorteada,a poucos minutos atrás eu estava quase me entregando a ele e agora descubro que ele é o causador de toda a desgraça que a dobra causou.
- Ele já teve muitos nomes,já serviu a muitos reis,forjou inúmeras mortes,tudo esperando por você. Com você no comando dele ele entrará na dobra e a usará como arma como sempre planejou,e então ele será invencivel. - Falou descobrindo um antigo quadro que havia ele pintado.
- Ele me disse que queria unificar o país denovo.
- Ele teve secúlos para aprender como manipular garotas ingênuas,por acaso ele te disse o quanto era solitário? Te deu um vislumbre do garotinho triste? - Falou cuspindo na minha cara o quanto eu fui tola. - Não se trata só de você,ele é louco por poder,ele caçou e matou todas a criaturas de Morozova,e agora,você tem que o poder que ele quer,então precisava fugir e se esconder antes que seja tarde demais! - A vi sair andando e senti minha raiva almentando.
- Eu vou enfrenta-lo!
- Você não tem poder para isso,ele é muito forte acabaria com você em segundos,eu achei que teria mais tempo para te preparar,mas o tempo acabou. - Ela abriu uma porta. - Vá,sigo o caminho principal até chegar em uma via dupla e vire a direita até chegar em uma dispensa,espere lá,tem alguns Grishas que são leais a mim e eles a ajudaram a se manter segura.
Passei pela porta e começei a caminhar naquela escuridão,fiz uma bolinha de luz para iluminar o caminho e cheguei onde Baghra havia dito,mas eu sentia que também não podia confiar nela então virei o caminho aposto que ela havia dito até chegar ne um estabulo de cavalos.
Retirei meu Kefta e vesti uma calça de couro junto de uma camisa que lembrava bastante a que eu usava quando estava no exército.
Antes que pensar em como eu sairia daqui,me sentei no chão por alguns minutos tentando digerir todas aquelas informações,como eu podia ser tão idiota? Como eu pude ser tão ingênua em achar que ele poderia ser meu principe encantado? Eu estava sozinha denovo,e talvez fosse tudo sobre isso não é? A verdade que posso ver agora é que eu não preciso de ninguém! Ninguém além de mim mesma.
Me levantei e fui em direção a um cavalo branco o mesmo que eu havia cavalgado a alguns dias atrás,sai com ele e por sorte não tinha quase ninguém do lado de fora do Pequeno Palácio os guardas estavam mais preocupados com a segurança da entrada principal então o estabulo estava vázio,subi no cavalo e fui até a saida onde dois guardas vieram até mim,cobri meu cabelo com um pano os vendo me olhar desconfiados.
- Quem é você? - Um deles perguntou.
- Apenas mais uma bailarina que veio junto com as outras atrações da festa,já me apresentei então me deram a permissão para ir embora. - Os dois se entreolharam e por sorte abriram o portão me deixando sair,quem diria que eles eram burros o bastente para acreditar nessa história fajuta.
Cavalguei por um tempo até chegar na entrada de um bosque,e por estar de noite eu não conseguia enchergar quase nada,mas o som de um tiro fez meu cavalo se assustar logo me fazendo cair dele,outro tiro foi desparado dessa vez atingindo uma arvore perto de mim.
Me levantei e antes que eu pudesse correr outro tiro veio até mim atingindo meu ombro,cai no chão grunhindo de dor e ouvi passos vindo até mim,e ao olhar quem era eu paralizei.
- Dmitri?... - Ele não me reconheceu,seus olhos não tinham vida,estavam vazios,e pela suas roupas pude ver que ele vinha de Fjerda,suas roupas grossas e cheias de pelo eram tipicas dos Drüskelle. Tentei me afastar mas em um golpe rápido ele me acertou com seu Rifle me fazendo apagar de vez.
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