Cap.3 - Sinal de Fumaça
A música tocava alta enquanto todos pulavam e dançavam no ritmo da batida eletrônica.
Havia todos os tipos de gente possíveis ali, desde jovens a pessoas que aparentam ter mais idade, solteiros, casados e... Alguns que eu nem sei explicar em que rumo da vida estão levando...
Eu ando com os ombros encolhidos por dentre aquelas pessoas em sua maior parte alcoolizadas para não dizer chapadas.
Eu não conseguia reconhecer ninguém naquele lugar, estava muito sufocante pelo tanto de gente junta em um mesmo lugar.
Me sentia como uma bola de pingue-pongue enquanto caminhava na busca de encontrar Jimin ou qualquer outro do grupinho dele apenas para que eu pudesse me sentir seguro ao ver um rosto conhecido.
Sem perceber eu acabo tropeçando naquele emanharado de pés e caindo ao chão.
Antes que eu sequer conseguisse me recompor acabam pisando em minha mão, nunca odiei tanto saltos altos quanto naquela noite.
Eu trato de me levantar e sem que eu conseguisse me recompor totalmente sou empurrado novamente, eu já estava quase mudando de ideia, só queria voltar para casa, mas nem isso eu poderia mais já que havia jogado a chave para dentro da mesma pela janela.
Quando eu levanto melhor minha cabeça eu consigo avistar Taehyung e Jimin dançando perto um do outro, eles estavam rindo alto e brincando, seus amigos também estavam por perto.
Eu tento gritar, mas a música era mais alta que meu timbre de voz, porém para a minha salvação divina, Taehyung acaba me avistando e avisa a Jimin.
Quando meus olhos encontram o do mesmo, parece que tudo ao meu redor para, a música abafada parece silenciar, e eu nem sequer sinto mais o choque de corpos se esbarrando ao meu.
De repente meu olhar só tem olhos para aquele sorriso enorme estampado no rosto de cabelos vermelhos que fazem seus olhos sorrirem junto a seus lábios.
Sou tirado de meu transe quando Jimin segura meu pulso e me puxa para o seu meio e de seus amigos.
— Você veio! — Ele diz ainda sorrindo.
Seu sorriso estava lindo, seus lábios estavam cobertos por uma camada grossa de um gloss vermelho em um tom escuro, bordo talvez? Mas que ainda assim conseguia ser discreto.
Seus olhos estavam pintados com um lápis preto que lhe deixava parecendo um felino, percebo que usava uma leve base também já que suas bochechas estavam coradas e não era pelo álcool.
Eu não achava que ele podia ficar ainda mais bonito... Pelo jeito ele ainda vai me surpreender muito...
— Sim... Eu... Decidi vir... — Coço minha nuca sem jeito.
— Está com o cabelo molhado... — Ele bagunça meu cabelo, o deixando todo arrepiado.
— Isso é ruim?...
— Vai ter que lavar de novo quando for tomar banho! — Ele ri.
— É... Eu acho que sim... — Eu rio junto, ainda tímido.
— Devo considerar a sua vinda como pagamento pelo meu desejo? — Ele me olha sugestivo.
— Eu vim porque eu quis... Não por você... Guarde a sua moeda da sorte... Não a terá novamente... — Respondo e ele apenas sorri bobo negando com a cabeça.
— Ok... Hum... Eu não te apresentei direito meus amigos! Vem cá! — Ele segura meu braço o entrelaçando com o seu e de instante me puxa ainda mais para perto do seu grupinho.
— Quem diria que o mocinho viria... Tô surpreso! Infelizmente surpreso... — Taehyung olha para Jimin que apenas sorri satisfeito.
— Esse você já conhece! Estuda com a gente, é o Taehyung, Kim Taehyung!
O garoto de cabelos esverdeados estende a mão para mim enquanto mascava algo, era algum tipo de tique igual Jimin ao pirulito?
Eu o cumprimento apertando a mão do mesmo, estava molhada, sinto um leve repúdio e limpo nas minhas calças.
— Relaxa! É só suor, aqui tá muito quente!
Taehyung fala enquanto dançava no ritmo da música.
— Não sei se isso muda muita coisa... — Digo ainda com nojo.
— Enfim, vai ter que me pagar depois! — Jimin aponta para Taehyung o cobrando.
O mesmo apenas ri balançando a cabeça e eu os entreolho sem entender nada e olho ainda mais sério para Jimin que percebe meu olhar.
— Apostamos para ver se você iria vir ou não...
— Aé? E o que incluía essa aposta?
— Hum... Se você não viesse eu teria que pagar todas que o Taehyung quisesse beber hoje e se você viesse... Como veio...
O olho ansioso, esperando sua resposta.
— Bem, ele teria que fazer algo para mim no meu lugar...
— Um trabalho?
— Exatamente! — Ele sorri aliviado, do que se tratava esse trabalho exatamente?... — Bem! Ahn... Esse é o Cha Eunwoo e aquele loiro ali é o Mark Tuan.
Eles acenam para mim e eu apenas faço o mesmo com a cabeça, eles pareciam estar em entretidos em algum assunto particular deles.
— E... Ela?
— Essa aí é a Jennie Kim... A futura namoradinha do Taehyung.
Eunwoo de repente se aproxima de nós colocando o braço sobre meus ombros e os ombros de Jimin que não pareceu nenhum pouco incomodado com essa proximidade toda.
— Cuida da sua vida ta? — A mesma estava fumando um vape enquanto também se embalava no ritmo da música. — Insuportável...
— Todo mundo sabe que eles tem uma quedinha um no outro, mas nenhum dos dois tem coragem de assumir... — Eunwoo fala apontando para os dois que não pareciam ligar para o comentário do mesmo.
— É sério?... — Pergunto curioso.
— É sério! — Eunwoo leva uma cotovelada
de Jimin nas costelas.
— Não é nada! Taehyung não curte estar preso a ninguém! E a Jennie... Bom... Troca de namorado como troca de roupa! Pra ela ninguém é bom o suficiente!
— Não é isso! É que... Eu até gosto sabe... No início sempre é legal e o sexo então... Maravilhoso, porém... Depois eles se tornam tão pegajosos e querem que você explique tudo o que você faz ou deixa de fazer como se você fosse uma propriedade e precisasse dizer onde vai e com quem o tempo todo! É um saco! Então é... Nunca dura mais que um ano! — Ela continua fumando quando um estranho, que para mim era estranho fala algo no ouvido dela e ela começa a rir, logo ela continua a conversar com aquela pessoa na maior intimidade.
— E... Você?...
Taehyung me olha confuso.
— Eu o quê?
— Você... Não gosta de namorar?...
— Por quê? Está interessado? — Ele pergunta sorrindo docemente.
— Quê? — Faço cara de nojo. — Não! Claro que não! — Ele ri da minha reação.
— Ei! Relaxa! Eu tava brincando! A gente não tem problema em falar nada dessas coisas aqui tá bom? Não é como se eu já não tivesse transado com a Jennie, ou pagado uma pro Mark ou até ter batido uma junto com o Eunwoo.
Eu olho para os dois que concordam simplistas, como isso podia ser normal? Eles eram amigos afinal... Logo eu olho para Jimin que estava ao meu lado, o que ele já havia feito nesse meio?
— Quê? Que foi? Eu não tenho nada haver com esses quatro aí! — Ele se faz de inocente.
— Você é o mais safado daqui Jimin, vem com essa! — Mark queima o filme do mesmo.
— Que?! Isso não é verdade!
— Jimin você é o que mais cometeu atrocidades entre nós... De santo você não tem nada...
— Vocês estão me difamando isso sim!
— Como se a escola toda não soubesse com cada cara que você já ficou. — Jennie comenta rindo.
No fim só comprovava o que eu já sabia, eu não havia sido o único e aquilo realmente não tinha significado porra nenhuma...
— Jungkook, não liga pra eles, eles só estão falando merda! — Park os repreende com o olhar.
— Se cuida Taehyung, tá perdendo seu posto de favorito para o novato hein! — Eunwoo o provoca.
Taehyung apenas ri a provocação, parecia não ligar.
— Acho difícil... Mas se o Jimin tá bem com "isso", então não tem o porquê de eu me meter... — Isso havia soado como uma ameaça, já que seu olhar descontraído havia se tornado assustador ao olhar para mim.
— Vocês são tão idiotas... Vem Jungkook, deixe essas aberrações de lado! Eles já devem estar chapados o suficiente para estarem falando tanta merda, fede a esgoto!
— Ui! Ui! Mr. Clean! — Mark zoa Jimin que apenas o ignora.
Eu continuo sendo puxado para longe dali por Jimin quando eu simplesmente travo meus pés e ele me olha surpreso.
Eu não havia curtido nada do que havia escutado, eu nem sequer sabia o porquê, eu não tinha nada haver com isso ou sequer com o que eles fazem ou deixam de fazer, mas ainda assim... Ouvir aquilo e saber que Jimin possivelmente tá envolvido com isso e faz ainda pior me deixa mal...
Ser mais um martelava minha cabeça e apertava meu coração.
— Jeon... Eles não estavam falando sério...
— O Taehyung parecia estar falando bem sério... — Digo cabisbaixo.
— Ele é assim... Digamos que... Ele não mente... Cada um tem seus princípios não? Mas nem por isso vamos ser santos ou sempre fazer o certo...
— Qual foi a parte que eles mentiram?...
— O que exatamente você quer saber? — Seus olhos se tornam defensivos.
Me sinto mal por estar procurando saber mais sobre coisas que nem a mim fazem respeito.
— Desculpe, eu não deveria estar perguntando, isso não tem nada haver comigo... — Desvio de seu olhar.
— Ninguém obriga ninguém a fazer nada aqui Jeon... Apenas... Fazemos porque queremos... Assim como você veio porque quis...
Suas palavras de repente parecem pesar sobre meus ombros e estômago, me fazendo voltar a o olhar.
— Com quantas pessoas você já... — Não consigo terminar minha frase.
— Com quantas pessoas eu já transei?
— É... — Me sinto tolo.
— Isso realmente importa?
— Pelo jeito foram muitas... — Rio irônico pela sua resposta.
— Jeon... — Ele suspira. — Quantas vezes você já se sentiu apaixonado?
— O quê?... O que isso...
— Quantas pessoas já passaram pela sua vida? É a mesma coisa! Não importa quantas foram, elas sempre deixarão algo, seja bom ou ruim, algumas nem sequer deixam nada, são apenas como qualquer outra pessoa que você cruza ao andar na rua!
Eu fico em silêncio, ele parecia tão maduro e eu... Era apenas um adolescente perdido na minha vida e nos próprios problemas.
— Todas são e fazem parte do seu passado, não estão mais aqui? Paciência, você não precisa esquecer de todas se não quiser... Se ficar preso no passado você nunca terá um futuro e estará preocupado demais com isso que não aproveitará suficiente o presente... Entende o que eu quero dizer?...
— Talvez...
Ele segura meu rosto com as duas mãos.
— Apenas viva o presente e somente o presente... Eu posso morrer a qualquer momento como posso viver para sempre... Com ou sem você... Aqui ou em outro lugar... Ter transado com 10, 20, não vai ter mudado nada... Eu estou com você aqui e agora, vamos aproveitar o agora sim?... — Eu olho fixo em seus olhos, pareciam sinceros, talvez até demais.
— Para quantas pessoas você já fez esse mini discurso?...
— ... Você é a primeira... Então... Valorize isso... Sim? — Ele inclina a cabeça sorrindo simples.
Eu apenas balanço a cabeça concordando.
Ele se afasta de mim e então pega um saquinho do bolso.
— Então vamos nos divertir pra caralho!
Ele sorri e pega uma pílula do saquinho e a coloca na boca, eu arregalo meus olhos o olhando, aquilo era... O que eu acho que era?...
— Isso é...?
— Sim, droga! Eu estava esperando você chegar para usar! — Eu o olho incerto. — Não precisa usar se não quiser, como eu disse, não obrigamos ninguém a nada aqui! Você pode aproveitar ainda assim sem isso!
— ... Qual o efeito depois de tomar isso?...
— Você vai se sentir como se estivesse leve, flutuando, logo como se estivesse no paraíso, sobre nuvens... Como dizem geralmente "loucão", depois que o efeito passa você se sentirá dormente... E se estiver acordado vai parecer que o mundo todo está nas suas costas..
— Qual a vantagem disso?...
— O momento... Porque vivemos de momentos... — Ele me oferece uma e eu a seguro.
— Se te pegarem com isso seus pais vão ter um problema sério... — O olho inseguro.
— Não vão não! — Ele sorri.
— Por quê?
— Eu não tenho pais!
Eu o olho em estado de choque, de repente tudo parecia fazer ainda mais sentido e se tornava ainda mais deprimente.
— Hum... Está começando... Decida logo... Realmente se formos pegos vai dar problema... — Ele estende a mão para pegar minha pílula de volta.
Eu apenas fecho os olhos fortemente e então a coloco na boca juntando saliva e engolindo rapidamente.
Eu abro meus olhos lentamente e vejo os olhos opacos de Jimin me olhando, já haviam perdido seu brilho, logo ele começa a rir e em seguida dançar conforme a batida da música.
Eu ainda não tinha parado para o admirar, estava lindo, estava com uma camiseta que expunha seus ombros, era completamente colada ao seu corpo, assim como suas calças que tinham um leve brilho, de que tecido será que eram?
Usava um par de coturnos de cano baixo também pretos, a única coisa que se destavaca era o colete felpudo vermelho que ele usava por cima da blusa que combinava com seus cabelos vermelhos.
E sua dança... Céus... O jeito que o mesmo dançava me deixava tonto, ou talvez fosse apenas o efeito daquela droga, não sabia dizer, apenas todos os seus movimentos, mesmo que irracionais, eram perfeitos.
Eu podia ficar apenas o admirando dançar, não precisava demais nada naquela noite. Eu nunca gostei tanto de dança quanto naquela noite, ele havia feito aula de dança alguma vez?... Seus sentimentos eram expostos perfeitamente naquela troca de luzes em efeito com seus movimentos sutis.
De repente tudo começa a girar de forma lenta, até a música parece tocar mais lentamente, como se o tempo estivesse parando degradadamemte.
Sinto seus braços me puxarem para mais perto e de repente suas mãos estão percorrendo meu corpo, como se fossem duas cobras rastejando sobre a superfície de minha pele sobre minhas roupas.
Elas vão descendo até a altura de meus quadris e logo as sinto em minha virilha, o calor o de sua respiração ociosa em meu membro, o toque de seu nariz, por cima de minha calça, inalando o cheiro de meus hormônios como se estivesse cheirando uma rosa.
Ele morde a fivela de meu cinto e me olha com aquele olhar feroz, como se eu fosse apenas sua presa, mesmo que seu olhar pesasse sobre mim, eu me sentia como se estivesse voando.
Ele joga a cabeça para trás deixando seu pescoço a mostra e começa a rir, qual era a piada? Não posso deixar de rir junto, não estava mais ciente do que estava fazendo exatamente, tudo estava confuso.
De repente tudo parece piscar ainda mais forte e os os sons se tornam apenas ruídos, meu corpo se move por conta própria, não sei quantas coisas diferentes engulo, apenas todas tinham um gosto forte e ácido.
Ainda assim Jimin continuava ao meu lado, trocamos algumas palavras em assuntos que nem sequer tinham ligação com as nossas respostas, nada mais fazia sentido, apenas era bom, me sentia vivo.
Mais vivo que em qualquer momento da minha vida.
Não sei quantas horas se passaram, não lembro de nada do que aconteceu.
Quando me dou por mim, estou em um quarto, Jimin está em cima de mim, meu pescoço está sendo judiado pelos seus dentes e sucções.
Instintivamente eu desço minha mão de suas costelas até sua cintura a arranhando.
Minha mão sorrateiramente vai para sua bunda, por dentro daquela calça apertada.
Sinto meus lábios receberem o gosto doce de seu gloss, como ele ainda estava com aquilo na boca?...
Jimin se apressa e tira minha camiseta, eu já nem sabia onde estava minha jaqueta de couro... Seria triste a perder... Custou caro.
Vejo um sorriso em seu rosto se estampar ao ver meu torço nu, ele lambe de meu umbigo até o canto de minha boca, me causando arrepios indescritíveis.
Eu impacientemente rasgo sua calça e o obrigo a tirá-la, ele me olha com um olhar de raiva.
— Era minha calça favorita... — Me repreende.
— Foda-se... Eu só quero você...
Eu o seguro pela nuca voltando a o beijar com volúpia, enquanto ele abria o cinto e abria o botão de minha calça, a puxando para baixo, quase a arrancando pelas minhas pernas, junto com a minha boxer.
Ele encaixa meu pau em sua entrada e então lentamente senta em mim.
Eu consigo sentir perfeitamente a vibração de seu corpo, como se fosse uma corrente elétrica conectada a mim.
— Ah... Porra... — Eu rio, sentindo meu pau ser apertado pelo corpo do mesmo.
Por mais que Jimin estivesse relaxado, ainda assim era apertado.
Eu sinto minha pele arder seguido de um forte estalo, eu arranho suas coxas, devido a surpresa.
Seu cabelo estava desgrenhado e em sua mão direita estava meu cinto, ele havia me batido, mas ainda assim eu não consigo sentir nada além de um formigamento em minha pele, acho que eu ainda deveria estar chapado ou alcoolizado o suficiente, já que tudo parecia meio borrado.
— Que porra?... — Eu sinto ele acertar meus lábios.
— Você anda muito boca suja... Onde aprendeu isso? — Após ele falar em chupa um de meus mamilos, meu corpo todo reaje a ele e eu só consigo apertar sua farta bunda em resposta. — Responda... — Ele agora bate em meu mamilo chupado.
— N-não sei...
— Oh não sabe?... — Ele bate em minha barriga e morde o lóbulo de minha orelha. — Você ao menos sabe o que você está fazendo agora?
— Eu... Eu estou... Transando com você... — Arfo.
— Sabe onde está?
— Não... — Resmungo.
— Não tem necessidade de saber... Não é importante... — Ele começa a cavalgar em mim lentamente, lentamente até demais.
— Jimin... — Eu o chamo de maneira manhosa, tateando seu corpo por cima de sua blusa, por que ele tinha mais roupas que eu?
— Está com sede? — Ele pega um líquido e derruba em uma taça, e logo derruba na minha boca entreaberta.
Sinto como se eu estivesse me afogando, eu começo a tossir desesperadamente no instante em que sua língua invade minha boca e eu engulo precipitadamente o líquido.
Era vinho.
— Ei... Não chore... — Ele limpa uma lágrima que escorre pelo meu rosto, eu estava chorando?... — Eu vou te fazer se sentir bem... — Ele dá um delicado beijo abaixo de meu olho esquerdo.
Eu nego com a cabeça, o que diabos estava acontecendo? Eu estou sonhando?
Não... Ele cavalgando em mim é mais real do que parece.
— Não?... Não quer que façamos isso?... — Ele me olha paciente.
— Você ainda está com roupas demais... — Reclamo, minha garganta ainda está queimando.
— Oh... Está preocupado com isso? — Ele ri. — Pois não faremos disso um problema...
Ele tira o colete felpudo dele o deixando cair no chão, logo tira a blusa que era colada em seu corpo, eu consigo sentir meu caralho ser ainda mais pressionado pela posição dele ao tirar a blusa.
Ele a joga em um quanto qualquer como se não fosse nada.
— Está bom assim?...
Apenas afirmo com a cabeça e então ele começa a quicar sobre mim, minhas pernas instintamente se mexem puxando os lençóis com a ponta de meus dedos.
Eu realmente estava no céu... Espero apenas não ter morrido, seria trágico acordar desse sonho.
Ele se inclina um pouco segurando meu quadril e se apoiando em um de meus joelhos, enquanto continuava quicando em mim.
Seus cabelos totalmente sedosos, saltitando batendo em suas bochecas coradas me deixava louco, queria apenas os agarrar, queria tornar aquilo mais rápido, ele se sentiria mal se eu apenas assumisse o controle?
— Jimin...
Ele solta um gemido antes de olhar para mim, me arrepio por inteiro, sua expressão era a pura luxúria encarnada, seus lábios inchados e seus olhos brilhantes, quase como chorosos.
— Me desculpe...
Eu o puxo para um beijo, segurando seu corpo em um abraço, ele retribui ao meu beijo, abraçando meu pescoço.
Eu o giro, o deitando na cama e então me afasto, ele me observa atentamente enquanto eu seguro uma de suas pernas e a coloco em meus ombros.
Eu o penetro já o estocando rapidamente, sua voz soa em um gemido entrecortado o mesmo apenas se segura na cabeceira da cama enquanto nós a fazíamos tremer indo de encontro com a parede, era um barulho que eu gostava de ouvir.
Eu estava indo tão fundo como se estivesse procurando joias no fundo do oceano, ele era como um mar que eu estava prestes a me aventurar, era tão gostoso, tão molhado, seu cheiro era coberto de lascívia.
Não que eu fosse o desmontar como a peça de um quebra-cabeças, mas eu queria o consumir por inteiro.
Era como um sinal de fumaça me guiando diretamente ao fogo, completamente delicioso.
Eu era uma ilha queimando em chamas e ele o mar, me tomando, me consumindo por inteiro até que não restasse nem as cinzas.
O viro de costas para mim, eu achava que já tinha visto a melhor visão de seu corpo, até o vê-lo de quatro, seu corpo possuía curvas fora da realidade.
Tinha um corpo levemente malhado, sensual pra porra, esse cara não para de ser lindo, que grande filho da puta...
Eu passo um de meus dedos por seu buraco o alargando, ele ia reclamar quando eu mordo sua bunda, eu não podia arrancar pedaço dessa carne infelizmente.
Eu o chupo e meto meus dedos sentindo sua textura macia e constrita, que pedacinho de mal caminho delicioso.
— Vá se foder Jungkook! Para com essa merda~
A voz do Park havia soado mais tremida do que ele talvez gostaria, nesse exato momento quando eu percebo que ele estava gotejando, prestes a gozar.
Eu então apenas meto tudo de uma vez, o fazendo sobressaltar e tensionar todo seu corpo, dessa visão ele realmente parecia uma vadia, o que não me surpreendia nenhum pouco.
Eu o empurro ainda mais, indo com tudo naquele espaço limitado e tão estreito, ainda assim delirante, podia ver estrelas brilharem no céu, com se não houvesse teto sobre nossas cabeças.
— Eu não aguento... — É o que ele diz antes de segurar o próprio pau e se masturbar para se libertar de uma vez.
Sinto ciúmes de suas mãos, como elas ousariam me roubar esse tipo de prazer?
— Pá porra Park...
Eu seguro seus dois braços o impedindo de se tocar, ele foi fortemente resistente, mas estava sensível demais lá embaixo para ser persistente em me impedir.
Ele estava completamente a minha mercê, era completamente meu e o fiz ainda mais meu.
Segurar seus braços me facilitou ainda mais para o socar, indo ainda mais rápido que antes, não podia negar, também estava em meu limite, mas ainda me sentia no auge do tesão queria que durasse a noite toda ou as horas que fossem até que eu voltasse a mim mesmo, mas não duraria mais que dez minutos em relação a isso eu sabia os meus limites...
— Seu... Manía... Co... — Jimin protesta em meio a gemidos descontrolados, seus pulsos assim como todo ser corpo estava tensionado o que me apertava ainda mais...
— Jimin... Está chegando... — Minha mente estava nublada e meu estômago parecia cheio.
Ele não me respondeu apenas acabou gozando, em menos de dois minutos eu gozo logo após, encostando minha cabeça em seus ombros, estava apado no suor, talvez estivesse com febre, não sei, mas me sentia assim...
Eu saio de dentro do mesmo e caio deitado ao seu lado tudo estava girando.
— Puta merda... Eu te amo...
— ... Nem fudeno... Anda precisamos rapar fora... — Ele diz tomando ar, já catando visualmente suas roupas.
— Ah... Não vai rolar... — Eu riu.
— Por que não? Você precisa ir para casa e eu preciso ir embora, anda logo! — Sinto um chute ou um empurrão ser diferido a minha perna.
— A chave... Voou... Voou... Como uma bola de basquete... Eu marquei um gol! E acabou! Não dá pra pegar de volta! — Continuo rindo fechando os olhos lentamente, tudo parecia distante, nada mais fazia sentido.
— Para de brincadeira Jeon! Me diz onde você mora... Jeon?... Jungkook! Porra!
Eu havia adormecido sem nem ter me dado de conta, havia muita coisa misturada pelo meu corpo, não pude nem sequer perceber quanto tempo havia passado, nem em meus sonhos, se é que eu sonhei com algo...
Eu me espreguiço, os lençóis eram macios e possuiam um ótimo cheiro, assim como o travesseiro em que descansava a minha cabeça.
Eu abro meus olhos lentamente e logo uma pontada aguda atravessa minha cabeça, isso que era ter ressaca afinal? Ou era o efeito passageiro das drogas? Meu corpo todo estava levemente dormente, ainda assim eu sentia meu corpo todo doer.
Desisto de levantar por isso, apenas observo o ambiente ao meu redor, era claro, as cortinas eram cinzas e funcionavam que nem pulmões, inspirando e expirando ar para dentro e fora da casa.
Os lençóis eram brancos, certamente eu não estava em casa e nem naquele quarto da noite passada, estava em um hotel? Se fosse o caso eu estaria fodido, não tinha dinheiro para pagar por um lugar assim.
Eu ouço uma porta ser aberta e então eu levo meu olhar em direção ao barulho, Jimin estava com uma toalha sobre os ombros, estava com uma camiseta de manga curta e bermuda, com uma escova de dentes na boca. Essa era a casa dele?...
Ele levanta o olhar após fechar a porta atrás de si e me olha, logo desviando o olhar e sai andando normalmente como se eu não estivesse ali.
Eu não o sigo com o olhar, apenas fico imóvel olhando para o teto e o resto do quarto, Sansão estava em cima de uma cômoda branca, que pelo jeito também servia de penteadeira, fico feliz por ele não ter o jogado fora.
Poucos minutos depois ele volta e o colchão ao meu lado afunda com sua presença.
— Tome... Vai ajudar com a dor de cabeça... — Eu o olho com um copo de água em mãos e me sento.
Preferia não ter me sentado a sensação era como se minha cabeça fosse desgrudar de meu pescoço e cair em meus braços.
— Tudo dói...
— É, eu sei... — Ele me entrega o remédio e a água.
Eu seguro ambos pensativo e então logo o olho.
— Tem certeza que...
— Sim, é remédio, não droga, não estou chapado pra confundir os dois... — Ele responde de maneira rude, se levantando e me deixando sozinho no quarto, por que estava assim?...
Eu apenas tomo o tal remédio juntamente com todo o conteúdo do copo.
Eu espero o remédio agir um pouco e me levanto vendo que tinha uma muda de roupas em cima da cama.
Eu a pego e vou até o banheiro que Jimin havia saído quando o vi mais cedo.
O lugar até que era bem espaçoso, eu largo as roupas em cima de um cesto e me olho no espelho, eu estava uma besta, nunca me senti tão feio quanto esta manhã, meus olhos estavam caído e meu cabelo... Puta merda meu cabelo... Nem um passarinho o chamaria de casa.
Tomo um breve banho e vou de encontro com o Park, guiado por sons de algo batendo.
Eu abro a porta do quarto que era uma divisória com uma porta de correr embutida e tenho a visão de Jimin socando um saco de pancadas suspenso no meio de sua casa, isso explica as roupas daquele dia.
— Jimin?... — Ele para e me olha.
— Que foi? Se não tem mais nada a dizer a porta de saída é logo ali.
— ... Está é sua casa?...
Ele suspira revirando os olhos e apenas tira as luvas de boxe e as joga ao lado do sofá.
— Sim, decepcionado? Surpreso? — Ele vai até a geladeira pegando uma caixa de leite e a tomando direto no bico.
— Surpreso eu diria... Por que me trouxe aqui?...
— Você me obrigou a te trazer aqui. — Ele limpa a boca e joga a caixa direto no lixo.
— Desculpe?...
— Não se lembra de mais nada? Você ficou bem chapado mesmo... — Ele se aproxima de mim segurando sua cintura, me olhando fixamente.
— Não lembro de tudo exatamente...
— Você se lembra ao menos que transamos?
— Não com detalhes...
— Foi difícil limpar toda a sua porra, te arrastar até aqui foi ainda mais difícil, deveria fazer um regime.
— Por que está agindo assim? Eu te fiz algo?...
— ... Não são todos que eu trago até aqui...
— Ainda assim precisa ser rude?
— Você não é especial, além disso não é como se tivéssemos algo, nem sequer sou seu amigo.
— Até ontem queria que eu fosse, por isso me apresentou aos seus amigos.
— As coisas mudam... Pessoas... Também...
— Você tem tanto medo assim de se apaixonar? Por isso usa as pessoas como se não fossem nada e as descarta como se valessem menos ainda?
— Isso não é verdade!
— Me prove que estou errado então Park!
— ... Com você foi diferente... Os motivos por eu ter transado com você foi diferente! — Seus olhos não tinham mais rancor ou raiva, estavam cheios de medo.
— Então quais foram? Se não me quer nem aqui na sua casa que diferença tenho dos outros?
— Por favor, apenas vá embora, não estou pronto para essa conversa...
— Ser sincero agora é difícil para você? Achei que você era mais honesto, mas você é igual a todos se escondendo atrás de uma máscara.
— Não fale comigo assim como se me conhecesse ou soubesse um terço do que eu já passei! Você não sabe de nada!
— Alguém sabe? Seus amigos sabem? Até onde o que sai da sua boca é verdade?
— Você acredita no que quer acreditar e eu conto até onde eu quero contar, a verdade é relativa não?
— ... Você não se importa como me sinto?...
— Não coloque significado em tudo, pois quanto mais procurar, menos irá achar...
— ... Apenas me leve até a porta...
Ele abaixa a cabeça e então me guia até a saída.
— Tinha mesmo que ser assim?... — O olho com pura decepção.
— Planejar é como dar um tiro no próprio pé, nunca sai como o esperado...
— É... Não mesmo... — Viro minhas costas indo embora onde não era bem-vindo, apesar que eu achasse que fosse.
Ele fecha a porta e eu não ouço mais nada, não ouço seus passos se afastando, o que me dizia que ele ainda estava ali próximo a porta.
Eu me nego de falar qualquer outra coisa que seja, já havia ouvido e me magoado o suficiente e o pior de tudo...
Eu havia percebido, que estava começando a gostar dele... De uma forma que talvez me fizesse sofrer mais do que o esperado...
Estava começando a me apaixonar pelo pelo Park.
End.
Obrigado por ler
e até o próximo capítulo!
Desculpe por todo e qualquer erro de escrita!
Espero que tenham gostado e continuem acompanhando minhas outras estórias!
Obrigado pelo apoio!
🦋 I Never Stop!🌹
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