𝐭𝐰𝐞𝐥𝐯𝐞, see you later

'Cause time wasn't in our favor
This isn't a goodbye,
this is simply see you later











Amaya não podia se sentir mais realizada.

Não que pudesse admitir em voz alta, mas realmente tinha gostado da ideia de Satoru e teria que agradecer a ele depois por ter meio que a "obrigado" a ajudar os seus alunos para o intercâmbio. Além disso, ela realmente gostava de ensinar, não necessariamente sobre jujutsu, mas gostava de se sentir útil, até mesmo sendo em uma situação de compartilhar conhecimentos que foi forçada a ter por ter sido a herdeira do clã por tanto tempo.

Tinha certas coisas que sua família tinha feito no passado que realmente a fazia duvidar da necessidade de tudo isso, se ela precisa ser tão perfeita assim. Com o passar do tempo, ela mesma começou a tentar atingir essa perfeição a todo custo e em todos os aspectos possíveis, mas isso também custou muita coisa e, principalmente, uma mínima estabilidade.

Nunca realmente foi atrás de médicos ou até mesmo psicólogos, achava que não precisava de tal coisa e também não deixaram, um clã como aquele não sabe qual é a importância de uma mínima saúde física e muito menos mental. Desde que a mãe de Amaya faleceu, tudo desandou naquele lugar e a própria Amaya se culpava sobre isso, afinal, foi o poder que foi colocado nela que tinha matado a antiga líder.

Terminou de secar o cabelo com o secador e se olhou contra o espelho.

Não sabia o que realmente sentir vendo aquele reflexo.

Mostrava uma mulher bonita com traços únicos, como os olhos em brasa e o cabelo de um azul extremamente escuro, mas também tinha uma seriedade que não parecia combinar com alguém que ainda completaria 28 anos. Amaya sempre se pegava olhando no espelho e se questionando a velha pergunta de sempre, a de como as coisas seriam se ela não tivesse feito o que fez.

Isso soa melancólico e até mesmo duro, viver questionando o que o seu presente poderia ser, praticamente viver remoendo o passado e se culpando diariamente por todos os problemas. Porém, mesmo que isso doesse mais do que deveria, era essa a realidade, e Amaya não deveria se prender tanto assim a um tempo que nunca mais voltaria e que nada poderia ser feito para o trazer de volta.

Ela perdeu esses dez anos.

Dói ter essa verdade sendo expressa pelo seu próprio reflexo no espelho?

Sim, mas talvez, agora, Amaya tenha força pra aceitar isso de vez.

Os pensamentos da feiticeira foram interrompidos pelo toque do celular e saiu do banheiro para logo atender a chamada, vendo o nome de Sayuri brilhar na tela, o que fez com que sorrisse minimamente.

— O que faz a minha irmã me ligar às seis horas da tarde?

— Bem, se eu quisesse chamar a minha irmã mais velha para sair, ela aceitaria?

— Acho que é uma proposta bem interessante, mas como você conseguiu sair do clã?

— O Yoshiro tá viajando em missão, foi fácil dar uma escapulida.

— Não vai me dizer que usou a minha árvore.

— Como que eu não usaria? — a adolescente contestou, o que fez com que Amaya risse — Nunca pensei que seria grata por morar no meio de uma floresta.

— Tudo tem seu lado bom e ruim — disse, um pouco pensativa — Enfim, onde você tá?

— Em um shopping em Roppongi, posso te mandar a localização por mensagem.

— Ia facilitar muito, ainda tenho que decorar as coisas novas da cidade.

— Aliás, você vai me ajudar a escolher roupa, as promoções por causa do fim do verão começaram a aparecer.

— Acho que também vou precisar, ter somente uma mala de roupa não é muito fácil.

— Mas não vai te atrapalhar ter mais roupa quando voltar a sair do país?

— Sobre isso...

— Espera! Você vai ficar?! — a animação na voz de Sayuri era extremamente notável e isso fez com que o coração de Amaya se aquecesse.

— Acho que sim, não sei direito ainda.

— Nossa, por favor, fica. Quero estudar na escola ano que vem e ter aula com você.

— Vamos deixar o tempo nos dar as respostas, tudo bem?

— Ai sério, isso fez meu dia!

Essas pequenas coisas demonstravam que ainda era possível recuperar o tempo perdido ou pelo menos Sayuri se mostrava aberta para isso, mas com certeza já valia a pena. Claro que ainda tinha muita coisa para se "resolver" ou até mesmo "esclarecer", mas esse era o ponto de tudo isso, do processo de aceitação que Amaya começaria a passar.

Além disso, uma coisa extremamente importante é o fato de que ela não estava mais sozinha.



(...)



— A sua mãe vai matar você — Amaya disse, tentando controlar a vontade de rir.

— Mas não é como se ela tivesse moral pra isso — a adolescente tentou contestar — Ela gasta muito mais do que isso.

— Sim, mas o dinheiro é dela.

— Para de ser sensata por pelo menos cinco minutos — Sayuri resmungou, enquanto colocava as sacolas de roupas dentro do porta malas do carro que Amaya tinha pegado emprestado com um dos assistentes da escola para ir encontrar a irmã caçula.

— Depois não venha colocar a culpa em mim. Eu avisei que iria em umas lojas mais caras.

— Você realmente achou que eu ia ficar quieta na Prada?! — a loira reclamou mais uma vez e Amaya riu com gosto, enquanto fechava o carro e guardava a chave na bolsa.

— Tudo bem, talvez eu te ajude, mas só se ela implicar muito.

— Já falei que te amo hoje?

— Cara de pau.

As risadas das duas irmãs ecoaram pelo estacionamento praticamente lotado de um dos maiores shoppings de Tóquio, incluindo ser um dos mais caros. Mesmo com todas as questões que envolvem ser um feiticeiro jujutsu, as recompensas das missões realmente eram altas, principalmente paras as missões mais perigosas, então Amaya não podia reclamar, boa parte dos luxos que ostentou nos últimos anos eram por causa disso. Exemplos dessa situação são as próprias roupas que usava, como as botas da Prada que comprou em Milão, pouco tempo antes de voltar para o Japão, e a bolsa da mesma marca, sendo de uma das coleções exclusivas.

— Você também tá com fome? — Sayuri perguntou, enquanto as duas faziam o caminho para voltarem a entrar no shopping.

— Estou um pouco, quer comer o que?

— Não sei, acho que pode ser comida italiana. O que acha?

— Gosto bastante da ideia.

Durante o trajeto pelos imensos corredores do shopping para a área gourmet, o celular de Amaya tocou e, ao o pegar na bolsa, um leve sorriso apareceu instantaneamente no seu rosto, um que Sayuri tinha percebido.

— Então, eu cheguei da reunião com o Massamichi e me disseram que você não estava mais aqui — Satoru disse do outro lado da linha, em pé em frente ao prédio principal da escola.

— A Sayuri me chamou pra fazer compras, acabou que ela me arrastou pra Roppongi.

— Entendi.

— Queria alguma coisa comigo?

— Bem, queria conversar sobre uma coisa e até mesmo jantar.

— Bem, se você não se importar em ter a Sayuri no meio, podia encontrar a gente aqui.

— Por mim não tem problemas, mas e pra vocês duas?

— Te garanto que não vai ter.

— Então tudo bem, te encontro daqui a pouco.

— Até daqui a pouco.

— Quem vai vir jantar com a gente? — Sayuri perguntou, extremamente curiosa, ao ver que a irmã tinha terminado a ligação.

— Uma pessoa.

— Ai, Amaya, nem vem com essa — a mais velha riu da cara emburrada da mais nova e respirou fundo quando as duas chegaram no restaurante e rapidamente colocou o seu nome na lista de espera por uma mesa.

— O Satoru.

— Calma, Satoru Gojo, o seu ex-namorado?

— Esse daí mesmo.

— Isso significa o que? Tipo, eu sei que você dois acabariam se encontrando porque você tá ficando na escola, mas é impossível que não seja algo a mais.

— Como assim?

— Eu sei que tinha somente cinco anos na época que você foi embora, mas ainda lembro de como você era feliz com ele e também meio que eu mexi nas suas coisas — Sayuri disse a última parte um pouco mais baixo, o que fez Amaya rir fraco.

— Você está falando dos meus álbuns de fotos?

— Isso. Sabe, a minha mãe sempre me mostrava com a intenção de não me fazer esquecer do seu rosto, já que praticamente apagaram tudo que tinha haver com você lá no clã.

— Acho que vou ter que agradecer a Kaede por mais algumas coisas — balançou a cabeça de leve — Aliás, sobre esse lance de me "apagarem" de lá, acho que fico até agradecida, me deixa mais leve saber que não tenho que fazer mais porra nenhuma pra eles.

— Queria — Sayuri sussurrou, mas Amaya conseguiu escutar.

— Não se preocupe com isso.

— O que você está pensando em fazer?

— Não é como se eu não fosse trocar uma duas palavrinhas com o vovô e a vovó.

— Você é maluca.

— Nós simplesmente lidamos com criaturas que surgem de energias negativas e que são invisíveis para a maioria das pessoas, não tem como nós não sermos — Amaya disse e ativou rapidamente a sua técnica amaldiçoada, acabando com a pequena maldição que tinha acabado de se apoiar no ombro do homem ao seu lado, que também esperava por uma mesa no melhor restaurante do shopping.

— Acho que entendi o que você quis dizer.



(...)



Satoru Gojo conseguia chamar atenção por onde passasse e por diversas razões.

No mundo jujutsu, por ser o feiticeiro mais forte e praticamente um pilar para que o tudo se mantivesse de alguma forma estável e, para as pessoas "normais", por simplesmente usar uma venda nos olhos e, que de uma forma até mesmo surpreendente, não lhe atrapalhava em nada em andar pelo corredores praticamente lotados do shopping em que Amaya e Sayuri estavam.

Não demorou para ele chegasse ali, não quis esperar um táxi ou algum dos assistentes o levarem, então usou a própria técnica para se locomover, o que realmente conseguia ser extremamente prático. Além disso, tinha algo o incomodando no meio disso tudo, principalmente o que aconteceu com ele enquanto ia até a reunião com Masamichi.

Uma maldição de nível especial, que também tinha a capacidade de comunicação, tinha o atacado e isso estava soando estranho até demais, principalmente pelo relato que Amaya tinha dado para ele. Coincidências não são comuns no mundo jujutsu e toda essa situação estava parecendo semelhante até demais.

Os dois feiticeiros mais fortes tinham sido "atacados" em um intervalo de praticamente três dias, não fazia sentido isso não ter ligação e era até por isso que o platinado gostaria de jantar com Amaya, para tentar entender o que realmente estava acontecendo, mesmo que algumas possibilidades já estivessem passando pela sua cabeça.

— Até que você não demorou para chegar aqui — Amaya disse, meio chocada, e conferiu o horário na tela do celular, quase nove da noite, sendo que não tinha nem dez minutos da ligação.

— Controlar o infinito te dá muitas possibilidades — respondeu, sorrindo de canto e terminando de se aproximar das duas Okumura e, logo em seguida, cumprimentou Sayuri.

— Sério que usou sua técnica amaldiçoada?

— Era isso ou pegar um trânsito infernal, algo que realmente não tenho paciência.

— Você é impossível.

— Mas você gosta — provocou e sorriu pela revirada de olhos que ela deu.

Satoru se sentia extremamente satisfeito com todos os efeitos que causava em Amaya, eram uma espécie de confirmação pra ele e isso simplesmente bastava. Aproveitando da diferença de altura entre eles, apoiou o queixo no topo da cabeça de Amaya, que se inclinou para trás, apoiando o corpo contra o de Gojo, ela se sentia extremamente confortável com ele para poder fazer isso e sorriu ao sentir uma das mãos dele ser apoiada no seu quadril.

Tudo aquilo que eles faziam, como agiam e até mesmo como conversavam entre si, era extremamente natural.

— Vocês estão me chamando de solteira de infinitas maneiras agora — Sayuri disse, o que fez com que os dois adultos rissem.

— Assim, se parar pra pensar, a gente faz isso com você desde que era criança.

— Você quer realmente me humilhar, Gojo?!

— Não sei se humilhar seria a palavra certa... — começou a falar, mas foi interrompido por uma cotovelada de Amaya — Ei!

— Nem parece que é a Sayuri que tem 15 anos aqui.

— Agora quem foi humilhado foi você.

— Sinceramente...

Amaya sorriu balançando a cabeça em negação e observou a continuação da conversa entre Sayuri e Satoru, que pareciam duas crianças implicando um com o outro, mas era bom ver esse tipo de interação acontecendo, afinal eram as pessoas mais importantes da vida dela.

Não demorou muito também para que a fila começasse a andar mais rápido e eles logo conseguissem uma mesa, o horário já era um pouco tarde, então aos poucos o restaurante começava a esvaziar. A decoração era típica italiana, mas com uma arquitetura moderna no estilo do shopping, fazendo um contraste incrível dos dois estilos, o que realmente fez com que Amaya ficasse um bom tempo encarando os mínimos detalhes da disposição das coisas.

Satoru ama quando ela faz isso, praticamente com os olhos ainda mais brilhantes somente por observar e gravar as imagens em sua mente. Algo extremamente fofo e o lembrava de como ela era quando criança, completamente curiosa sobre tudo.

Agora, algo passou pela mente dele, quase como um estalo.

Ele a conhece desde os seis anos de idade.

Refletindo rapidamente sobre isso, percebeu que tem mais anos a conhecendo e estando ao lado dela do que sem e isso era até mesmo um pouco reconfortante. Não sabia dizer ao certo, afinal ela era a única pessoa do mundo que o fazia duvidar de muitas coisas e até de atitudes que tomava, até mesmo o fazendo mudar, principalmente envolvendo os seus ideais sobre o mundo jujutsu, mas isso era o que amor significava pra ele.

A arte de se fazer presente na vida de alguém.

— Sabe aquele quadro — Amaya apontou para o outro lado do restaurante.

— Ele é até que famoso, né?

— Bastante, na verdade, é uma cópia de Luncheon on the Grass, uma série de pinturas de Monet.

— Você gosta de arte? — perguntou um pouco intrigado, o que a fez rir de leve.

— Bem, eu viajei o mundo, acabava que ir em museus foi algo que aprendi a gostar.

— Você viu a originial?

— Vi, fica no Museu de Orsay, perto do rio Sena, em Paris. Tenho umas fotos minhas lá, calma, deixa eu procurar no meu celular.

Satoru observou, com um leve sorriso nos lábios, como ela estava animada em mostrar as fotos pra ele, compartilhando a vida dela que ele não viu. Depois de fazerem os pedidos, Sayuri recebeu uma mensagem dizendo que uma amiga estava no shopping, então ficou combinado que quando a comida ficasse pronta, a avisariam para que ela voltasse.

Então, aquele momento, só dos dois, estava sendo mais do que especial.

— Aqui, foi no final de março de 2015 na exposição que fizeram de Bonnard — ela explicou, empurrando o celular para o lado para que Satoru pudesse ver as fotos.

A maioria era das pinturas ou até da arquitetura do museu, que tinha sido construído dentro de uma antiga estação de trem, mas algumas tinham Amaya e com certeza ela estava um pouco diferente de hoje, principalmente o cabelo que estava na altura dos ombros e com umas mechas de tom azul bebê espalhadas pelos fios. Além disso, ela parecia até mais cansada do que está hoje e não era como se Satoru não fosse perceber isso.

— Quem é essa aqui com você? — ele perguntou, ao parar em uma foto específica, em que Amaya estava com uma mulher, que aparentava ter a mesma idade que ela, e que tinha os cabelos pintados de verde menta.

— Essa é a Amélie, a gente tinha se conhecido no dia anterior.

— Posso saber como?

— Claro — Amaya riu da expressão que Gojo tinha, levemente enciumada — Eu tinha ido exorcizar uma maldição e me perdi no caminho na volta pro hotel. Encontrei ela esperando o ônibus em uma parada e pedi informação, mas acabou que começamos a conversar e criamos uma espécie de amizade nos dias que fiquei lá.

— Você realmente conheceu muita coisa.

— Sim, acho que essa foi a parte boa disso tudo, mas não sei se realmente valeu a pena — disse, sincera.

— Por que?

— Bem, acho que seria muito mais legal viajar para Paris com você do que fazer isso a mando dos superiores.

Satoru sentiu os dedos de Amaya encostarem no seu rosto e tirarem a venda, permitindo que ela visse os olhos mais bonitos do mundo na visão dela.

— Eu vi muita coisa, conheci muita gente e visitei muitos lugares, mas eu trocaria tudo, sem nem pensar duas vezes, só pra poder ter esses dez anos de volta — suspirou fundo, enquanto o encarava — Uma das coisas que mais me arrependo foi de ter me despedido de você.

— Mas no fim foi só um "até logo" e bem, acho que isso é o suficiente, pelo menos pra mim é.

— Satoru...

— É sério, May — ele disse e o uso do apelido antigo fez com que ela arregalasse os olhos de leve — Eu não preciso que você se desculpe ou algo assim.

— Eu sei disso.

— Então, qual é o problema?

— Porque eu não consegui me perdoar.

Satoru assentiu em silêncio, sabendo que esse assunto é algo delicado, pelo simples tom de voz que ela usou. O que aconteceu na noite anterior não tinha saído da mente dele, era quase como se a mente dele não quisesse esquecer que quase tinha a perdido definitivamente e ele não conseguia imaginar o que ela tinha passado durante esses anos fora.

No início, quando tinha somente 18 anos e viu ela e Geto indo embora de sua vida, não conseguia os entender com clareza, só conseguia sentir, tinha nada racional dentro dele durante aquela época, tinha perdido praticamente o seu mundo. Porém, com o passar do tempo e assumindo o posto de feiticeiro mais forte, ele viu como certas situações poderiam sim ter algo por trás.

Ele ainda não sabia completamente as razões de Amaya, só que ela tinha trocado a sua própria liberdade pela proteção de coisas que ela disse que eram importantes. Parecia tão confuso pra ele o fato dela achar que não conseguiria proteger algo ou até mesmo a questão de não ter pedido ajuda.

Satoru destruiria o mundo se Amaya pedisse.

— Você disse no telefone que queria conversar comigo sobre uma coisa — Amaya disse, mudando o tópico da conversa.

— Então, sei que vai parecer bem esquisito, mas sabe aquela maldição que atacou você em Okinawa?

— A que conseguia falar?

— Sim, uma com a mesma habilidade tentou me atacar hoje enquanto estava indo até a reunião com o Masamichi.

— Que?! — Amaya encarava Gojo com uma expressão de mais pura surpresa, não fazia sentido o que tinha escutado — Eu não sei nem o que dizer.

— Estou na mesma situação que você e ainda teve algo estranho nisso tudo, quando a luta estava acabando, outra apareceu para salvá-la.

— Isso está ficando cada vez mais esquisito — disse, pensativa — Uma maldição com habilidade de fala, igual a que me atacou, foi atrás de você e no final uma outra que claramente possui inteligência apareceu para salvar a outra. Tem muita semelhança nisso, Satoru.

— Eu sei, por isso que quis falar com você.

— Já tem uma ideia em mente, não é?

— Sim, tem muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Desde o que rolou no ano passado e o aparecimento do Yuji como receptáculo...

"Não existem coincidências no mundo jujutsu" — Amaya disse de supetão.

— Sim, eu sei.

— Satoru, quem me disse essa frase foi o Sukuna, quando eu falei com ele.

O platinado a encarou em um leve estado de choque. Agora, mesmo que tudo pudesse realmente estar conectado e que as relações de poder dentro do jujutsu estivessem se modificando cada vez mais, tudo parecia perder o sentido a cada nova ideia. Como que tudo, todos esses pequenos atos estariam conectados ao ponto de terem uma história para contar e esclarecer o que realmente estava acontecendo na nova era do jujutsu?

A era em que o título de "Feiticeiro de Grau Especial" não faria mais sentido.

Bem, todos, incluindo Amaya e Satoru, descobririam mais pra frente, mais especificamente no final do mês de outubro. Porém, até lá, muitas coisas ainda seriam relevadas e até mesmo alteradas já que, agora, os dois feiticeiros mais poderosos do mundo estavam juntos mais uma vez.







Oi gente! Tudo bem com vocês?

Nossa sério, eu amo esse capítulo, não sei porque ao certo, mas acho que é por ter uma clima até mesmo "familiar", nunca pensei que um cenário assim fosse render mais de 3k de palavras kkkkkkk

Agora, dando até um leve spoiler do próximo capítulo, a Amaya vai no clã dela...

Bem, espero que tenham gostado assim como eu! Não se esqueçam de votar e de comentarem (AMO ler o feedback de vocês)!

Até a próxima!

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