𝐃𝐎𝐌𝐈𝐍𝐈𝐊 𝐒𝐙𝐎𝐒𝐁𝐎𝐒𝐙𝐋𝐀𝐈, ʟɪᴠᴇʀᴘᴏᴏʟ ғᴄ

S/N CARUSO

Fazia muito tempo que eu estava esperando por esse momento!

Por um milagre divino, meus pais me deixaram ir viajar com alguns amigos para uma casa para comemorar o aniversário de Yelena, minha melhor amiga.

Embora Yelena, Ian e Maya sempre insistissem, meus pais não deixavam eu viajar para longe, principalmente para uma viagem com altas chances de algo dar errado porque eles julgavam que todos que iam não eram nenhum pouco responsáveis — digamos que eles estão certos. Mas graças a Deus, esse ano eles me deixaram ir.

A casa era linda, estava um pouco difícil de ver direito por conta da escuridão da noite. As arvores deixavam um aspecto assustador, mas eu achava peculiarmente bonito. Era interessante e chamativo.

Seguíamos as escadas de madeira, iluminadas por luzes amarelas entregando um falso ar de calor, estava mais frio do que eu poderia suportar, faltava pouco para eu queixo começar a tremer.

Maya, irmã mais velha de Yelena, apertou a campainha. Eu estava cansada e com muita vontade de dormir, nós ficamos alternando quem iria dirigir. Entretanto, não consegui parar de olhar para as luzes que uma pequena vila depois do grande rio emanava.

Yelena me contou que ela parece perto, mas é bem distante indo tanto pela estrada quanto pelo rio. Ela também me disse que há diversos lagos e cachoeiras pelos arredores e que iria me mostrar todas. Eu amo água e tudo o que envolva nadar.

Ouvimos a porta sendo destrancada e alguns múrmuros abafados vindo de dentro da casa. Esperava que fosse Ian abrindo a porta, Maya soltou que ele já estava desde ontem na casa, mas para a minha surpresa não era Ian na porta.

— Ai, mais que merda! — murmurei entre dentes. —

Maya olhou para mim rindo e Yelena me olhou com malicia, bati fraco em seu ombro.

— Vocês chegaram mais tarde do que eu pensei. — Dominik riu recolhendo as coisas da mãos de Maya, parecia não ter me percebido ali. Espero que seja assim até irmos em bora.

— Não dava para correr na estrada, estava muito úmida. — Maya entrou, suspirando ao sentir calor, se virou para Dominik e o abraçou. — Que Saudade! Você foi para a Inglaterra e sumiu!

— Gostaria de visitar vocês com mais frequência, mas tô me dedicando ao trabalho, sabe? — Dominik soltou Maya e se voltou para Yelena, abraçando-a. — Oi, pequena que está enorme!

Ambos riram.

— Você faz falta nos nossos rolês, sabia? — Yelena se afastou. — Ah! E eu trouxe a S/N , lembra dela?

Yelena, eu te mato.

Apertei os olhos e os lábios ao mesmo tempo, olhando para Yelena repreendendo-a silenciosamente. Dominik se virou para mim depois de deixar a mochila de Yelena com Maya, só assim reparei como seus braços estavam com mais tatuagens do que da última vez que o vi, além disso estavam mais fortes. Seus olhos vagaram por meu corpo, de cima a baixo, com os lábios entre os dentes.

Isso fez com que um arrepio corresse por minhas veias. Apertei a alça de minha bolsa desviando meu olhar para as árvores.

— S/N?! Ela veio? — escutei vozes vindo da sala e entrei, jogando minha mochila de proposito em Dominik, escutando seu resmungo. —

Alice soltou um grito animado quando me viu e correu até mim me abraçando forte. Ela continua a mesma pessoa.

— Meu Deus! A gente não se vê desde quando? Desde que tínhamos doze anos? — ela segurou meu rosto e eu pude ver bem que suas sardas ficaram ainda mais nítidas. —

— Uau! S/N você mudou muito! — Johanna disse sorrindo. — Última vez que eu te vi faz um ano.

— Faz três, na verdade. Nos vimos na oficina de ciências da escola da minha irmã.

— Nossa, você se lembra de tudo. — ela franziu o nariz e eu ri. — Você tá linda, com todo respeito, amor.

— Amor? — perguntei surpresa. —

— Sim! Eu e a Johanna estamos namorando! — Alice se lançou nos braços de Johanna, beijando sua bochecha. —

— Todo mundo vai ficar de casalzinho e eu não. Não quero ninguém gritando as três da madrugada, por favor. — comentei e todos riram. —

— Eu não tô de casal. — Dominik disse, mas eu fingi que não escutei e fui cumprimentar Ian, que disse baixo no meu ouvido:

— Vai ignorar seu namorado? — ele riu, mas logo reclamou do soco que levou no ombro. —

— Melhor calar a boca antes que eu tenha que te enterrar no quintal.

— Malvada! A propósito, Sky, essa bruxa aqui é a S/N , melhor amiga da Yelena. — ele me apresentou a sua namorada. —

— Olá. — ela disse tímida, mas gentil. —

— Me desculpa te falar isso, mas seu namorado é um pé no saco. Então espero que não se importe se eu enterrar ele. — ela riu, cobrindo seu sorriso com a mão direita. —

— Talvez eu me importe.

— Como assim "talvez"? Sky, você me deve uma explicação. — comecei a rir e fui atrás da minha mochila. —

— Procurando isso? — só de escutar sua voz, minha raiva já começava a subir. —

Me virei para Dominik, ele esbanjava um sorriso convencido enquanto segurava minha bolsa. Forcei um sorriso e fui em direção a ele.

— Muito obrigada por segurar minha mochila, Szoboszlai. — estendi minha mão para pegar, mas ele afastou. Tentei novamente, mas ele não e deixou pegar. — Da para me dar essa bolsa logo?

— Poxa, amorzinho. Por que você tá me tratando assim na frente de todo mundo? — ele fingiu fazer carinha de triste, se aproximando de mim. Dominik tentou passar seu braço por minha cintura, mas o impedi. —

— Para com isso, Szoboszlai. Eu quero ir para o meu quarto.

Nosso quarto você quis dizer.

— Como assim?

— Não te contaram? Vamos ser colegas de quarto. — ele sorriu convencido novamente. —

— Yelena? — olhei para ela pedindo uma explicação. —

— Só tem cinco quartos e todos tem cama de casal. Foi mal. — ela se desculpou e eu estreitei meus olhos para ela. Yelena sabia o que estava acontecendo. —

Yelena sabia que eu e Dominik sempre discutíamos quando passávamos mais de cinco segundos no mesmo cômodo. Talvez ela quisesse que eu morresse de estresse ou que eu o matasse asfixiado.

— Vamos lá, amor. — Dominik tentou agarrar na minha cintura, mas parou quando dei um tapa na sua mão. — Ai! O tempo passa, você fica mais linda, mas não perde a força também, hein!

— Para de ser imbecil e me leva até o quarto. — comecei a andar até o segundo andar, ele me seguiu. —

Fomos implicando um com o outro enquanto subíamos os degraus de madeira da escada. De longe consegui escutar alguém perguntar "eles são sempre assim?", seguido de risos e cochichos que não dava para entender.

Revirei os olhos e entrei no quarto quando Dominik abriu a porta e deu espaço para que eu entrasse. Ele estava se divertindo com meu pequeno estresse. Eu tinha a certeza que internamente ele zombava e ria da minha presença, como sempre fez desde que, infelizmente, nos conhecemos. Ele tinha um jeito muito convencido de agir, como se tudo girasse ao redor dele. Dominik até podia ser bonito e um bom jogador, mas não precisava agir e nem ser tratado como o último homem da terra.

— Você ainda usa óculos? — olhei para a caixa de óculos aberta em suas mãos, prontamente peguei. Deixei-a em cima da penteadeira branca. Meu corpo se arrepiou quando senti as mãos de Dominik na minha cintura e escutei sua voz sussurrando roucamente: — Sempre achei que você ficava gostosa com esses óculos.

Deixei uma risada nervosa sair de minha garganta.

— Você não consegue ficar cinco minutos sem falar merda? — foi vez de ele rir quando minha voz tremeu. —

— Ainda reage da mesma forma que antigamente. — ele me encarou pelo espelho da penteadeira, seu sorriso idiota nunca abandonando seu rosto. — Não consegue sair de perto de mim...

Antes que Szoboszlai pudesse beijar meu pescoço, me afastei dele, deixando um beliscão em seu braço. Por mais que meu comportamento tenha sido agressivo, não passou despercebido por mim o quanto seu braço estava musculoso.

Parei de pensar antes que minha imaginação aflorada achasse que tinha permissão para imaginar coisas indevidas.

Ele reclamou de dor, ainda me observando ir ao banheiro. Tomei um banho rápido para despistar o cheiro estranho que o carro de Maya tinha e esperei tempo o suficiente para ter certeza de que Dominik não estava mais no quarto, queria evita-lo por quanto tempo fosse possível.

O quarto tinha o cheiro dele, a cama tinha o cheiro dele, tudo o que eu tocava tinha o cheiro dele, parecia proposital o perfume dele ser tão viciante e envolvente. Só de senti-lo parecia que estava presente.

— Me disseram que era para voc-

Um grito escapuliu da minha garganta e rapidamente me escondi assim que sua voz irrompeu o silêncio do quarto.

— Você não sabe bater na porta?! — perguntei exasperada. O que mais pode dar de errado? Eu não sei. —

— Nossa! Eu não vi nada. Juro! — sua mão cobria seus olhos. me apressei em recolher minhas roupas na minha mochila. — Yelena disse para você descer.

— Valeu. — falei irônica. — Poderia ter dito isso do outro lado da porta.

— Eu não sabia que você estava pelada.

— Tá, tá! Sai, agora, eu já vou descer. — ele se virou, mas antes de fechar a porta, ele voltou:

— Inclusive, a tatuagem no peito ficou linda.

— Obrigada, agora sai daqui. — comecei a rir de vergonha. Dominik riu também, agora saindo do quarto. —

Eu queria me enterrar entre os lençóis e nunca mais sair depois disso. Szoboszlai quase me viu pelada, só me salvando por causa da toalha.

Mordi os lábios e pensei em quando Szoboszlai chegou no RB Leipzig, apenas um jogador, mas meus amigos o achavam uma estrela e haviam nascido com a sorte de terem os pais podres de ricos. O que era para ser apenas um encontro numa festa em comum se tornou uma amizade entre os irmãos Albrecht e o jogador.

Ele estava extremamente lindo e enturmado nessa festa, sedutor e com certeza já tinha ido aos amassos com no mínimo duas modelos até o momento em que nos esbarramos. Foi um caos. Eu estava irritada e ele achava graça, e ainda disse que eu ficava linda xingando em alemão.

Aquilo me irritou e me fez pegar ódio da cara dele, aquele era o pior dia da minha vida. Horas antes, meu superior me ligou dizendo que eu não poderia mais atuar como engenheira-chefe na fábrica por ter o pego traindo sua esposa com a secretaria que ele dizia não ter nada. Ameaçados, acharam melhor me despedir. Então, Szoboszlai foi saco de pancada para todo meu estresse.

Dominik levou tudo aquilo como se fosse uma piada. Não vou negar que eu estava de olho nele enquanto ele não olhava, mas toda a minha atração por ele foi deixada de lado e substituída por uma inimizade muito forte.

Quando desci as escadas, a primeira pessoa a me olhar foi Dominik com seus olhos de quem ia aprontar poucas e boas. Yelena parou de falar para abrir espaço entre ela e o húngaro, apontando para que eu sentasse ali.

— Pensei que tivesse morrido no quarto. — ela riu, passando seus braços pela minha cintura. —

— Posso dizer que quase morri de susto. — olhei para Dominik sorrindo de forma provocativa. Ele riu, seus olhos se comprimindo na mesma medida em que seu sorriso envergonhado se alongava em seu rosto. —

— Nós escutamos vocês dois quase se matando. — Johanna disse rindo. —

— Em minha defesa, eu não sabia que ela estava... — arqueei as duas sobrancelhas para Dominik, achando que ele iria dizer o que tinha visto. Ele me olhou e continuou: — No quarto, achei que ela estivesse no banheiro. Cheguei falando alto e como nossa amiguinha é uma pessoa muito assustada, ela soltou grito.

Suspirei um pouco aliviada ao mesmo tempo em que Szoboszlai me deu uma piscadela.

— Achei que vocês namorassem, combinam juntos. — Sky disse e mordeu um biscoito. —

— Bem que poderíamos estar juntos, mas ela que estraga minha felicidade. Se fosse do meu jeito, já estávamos casados com cinco crianças e dois cachorros. — Dominik disse e eu revirei os olhos rindo ironicamente. —

— Se você não fosse irritante, talvez teríamos namorado por duas semanas até você assumir uma modelo. — Dominik me olhou ofendido do que eu disse. —

— Você acha isso de mim?

— Acho que é pior, por isso está solteiro. Mas o assunto daqui não deveria ser nós e sim Yelena...

Pela primeira vez ele ficou calado, não fez nenhuma piada, apenas me encarando com o semblante carrancudo e meio abatido.

A atenção se voltou para Yelena falando sem parar, lembrando de todos os momentos engraçados que passamos juntos. Mas constantemente eu lutava contra o desvio de atenção que a mão de Dominik me causava quando acariciava a minha discretamente, a ponta de seus dedos raspavam a costa da minha mão. Eu estar permitindo aquele mínimo contato era muito, eu me irritava com tudo o que remetia a Szoboszlai e talvez eu fosse um pouco cruel com ele.

Não sou uma grande fã de pessoa que levam tudo na brincadeira e tiram sarro de tudo o que veem pela frente. Lógico que eu gosto de diversão, não sou careta, mas existem limites. Limites que Dominik desconhece, eu não me agradei com a forma que nos conhecemos e nunca mais dei chances para sanar nossa relação.

Meu rosto doía e estava repleto de lagrimas de tanto rir, minha barriga estava dolorida e rir estava se tornando mais angustiante do que prazeroso. Com certeza ter Ian, Johanna e Yelena contando as histórias era bem mais engraçado do que quando as vivíamos. A madrugada se estenderia por longas horas, com certeza, mas minha bateria descarrega rápido e eu estava começando a ficar exausta.

O sono já estava me torturando e possivelmente querendo me humilhar, meu corpo já estava apresentando pequenos solavancos de sono. Meus sentidos estavam começando a se desligar. Um deles era minha percepção de ambiente, eu já não entendia o que diziam ou quem era quem. Antes que dormisse sentada, senti alguém segurar meu rosto, logo me carregando no colo.

Eu estava cansada demais para me importar em saber quem era ou para onde estava me levando, eu já estava entregue ao sono e só aproveitava o calor que o corpo e aqueles braços fortes me segurando como se eu fosse uma boneca de porcelana delicada.

Foi rápido até que eu já estivesse deitada na cama — ou eu dormi profundamente por trinta segundos e de repente meu corpo reagiu a sensação de estar caindo quando eu senti os braços saírem debaixo de mim — . Apenas segui de volta ao meu sono quando rapidamente quem quer que fosse me disse para voltar a dormir, minha consciência se desligou e eu finalmente pude desfrutar com tranquilidade do meu descanso noturno.

A manhã raiou. E eu não estava descansada o suficiente para poder despertar, mas o incomodo que o sol causava nos meus olhos não me deixava mais dormir.

Antes que eu pudesse ver qualquer coisa, meu tato e olfato entregaram que eu estava agarrada a algo e não era a cama. Era confortável sentir seu calor e seu cheiro era muito agradável. Eu tinha a impressão de que os mesmos braços, que agora estavam em torno da minha cintura me prendendo fortemente, eram os mesmos braços que me levaram até a cama ontem à noite.

Minha consciência lentamente foi retornando, até que eu lembrei quem estava dormindo na mesma cama que a minha, num sono profundo agarrado ao meu corpo como se eu fosse seu urso de pelúcia.

Dominik Szoboszlai.

Mesmo que estivesse profundamente apagado e sua respiração calma e constante, seu aperto em meu entorno estava firme e forte. Eu queria sair dali sem que ele soubesse, meu dia começaria incrível se eu não escutasse sua voz rouca tão cedo. Entretanto, meu esforços foram inúteis e ele me trouxe de volta para o seu peito desnudo.

Seu rosto se enterrou na curva do meu pescoço ao mesmo tempo que minhas mãos seguravam seus ombros. Ele riu e se afastou, olhando nos meus olhos e tirando uma mecha do meu cabelo da frente do meu rosto.

— Bom dia, dormiu bem? — sua voz rouca espalhou uma onda de arrepios pelo meu corpo. Ele estava tão atraente naquele momento, seus olhos ainda entregavam que ele estava com sono e a qualquer momento dormiria. —

Senhor, se dormir e acordar com esse homem assim toda vez, não é uma ideia nada ruim dormir com ele.

— Sim, e você? — agradeci aos céus por não ter gaguejado. —

— Não muito, você ronca alto. — Dominik riu quando eu revirei os olhos, se defendendo quando bati fraco em seu braço. —

— Idiota.

me ergui tentando sair, mas num piscar de olhos minhas costas estavam contra a cama. Suas mãos seguravam minha cintura ao mesmo tempo que se colocava por cima de mim.

Nossos rostos próximos tornava o ar muito mais tenso. Eu estava tensa. Pensando numa forma de escapar do seu controle, mas era difícil resistir com seu olhar intenso sob mim. Meus olhos não perderam nenhum de seus movimentos, nem quando seus olhos parara de fitar os meus para descer até minha boca, não perdi também quando seus lábios se tornaram mais atraentes quando sua língua serpenteou e os umedeceu.

A ponta de seus lábios se alongaram discretamente quando mordi os meus ao sentir suas mãos apertarem minha cintura. Quanto mais seu rosto se aproximava do meu, mais ansiosa eu ficava. Eu já não tinha mais controle da minha respiração. Dominik levou sua mão direita do meu quadril até meu pescoço, seu dedo indicador e polegar sobre a minha mandíbula, me dominando mais ainda.

Naquele momento, minha sanidade mental já estava entregue nas mãos de Deus e talvez eu precisasse de outra calcinha.

— Consigo sentir o quão excitada você está. — Dominik sussurrou em meu ouvido. Meu quadril se movia contra a sua coxa forte. Eu queria parar, mas também deixaria com que ele fizesse o que quiser comigo. — Sempre soube que toda essa sua encrenca comigo era tesão encubado. Doidinha pra foder comigo...

Sua boca descer pelo meu pescoço, deixando um beijo forte e raspando seus dentes querendo me torturar.

— Mas hoje não.

Abri meus olhos de imediato. E lá estava o Dominik de sempre, debochando da minha cara e me irritando.

— Pra você aprender a não mexer comigo e perceber que é apaixonada por mim.

Me virei, pegando um travesseiro e batendo nele.

— Você é ridículo!

O jogador saiu de cima de mim e eu fui para o banheiro com mais raiva dele do que eu poderia imaginar, e com mais raiva ainda do quanto eu fui idiota de cair na lábia dele.

Eu me permiti ter um leve surto e descontar minha frustração num banho elaborado — famoso banho plus — . Precisava de uma forma para abaixar meus pelos eriçados e esquecer seus toques quentes pelo meu corpo, mas o idiota tinha deixado um chupão no meu pescoço.

Os risos ecoando pela sala de jantar não conseguiram me distrair do ódio que Dominik havia me causado. O que aconteceu naquele quarto, morre naquele quarto. E pensar que eu ainda teria que atura-lo por mais quatro dias era de arrepiar.

— Ai, parece que alguém acordou do avesso. — Ian disse assim que eu entrei e me sentei na cadeira alta ao redor da ilha onde todos estavam. —

Não que eu tivesse me importado em ver, mas Dominik estava atras de Ian com um sorriso vitorioso e escondendo-o com a xicara de café ao levantar até seus lábios.

— Eu estou muito bem para a sua informação. — se tinha uma coisa que eu era muito boa, era em mentir. Entretanto, eu só perdia para Szoboszlai, que parecia me conhecer e não perdia um detalhe da minha vida. —

Falando nele, seus olhos não fugiram de mim em momento nenhum desde que eu entrei no cômodo. Ele esperava ver até onde eu sustentaria minha mentira, e eu sustentaria até morrer.

— Fiz pra você. — Yelena me entrega uma xicara de café e um prato com dois sanduiches, e deixou um beijo na minha bochecha. —

— Ah, não precisava, querida. — eu abracei forte e ela se sentou ao meu lado. —

— Já vai prestando atenção para quando vocês estiverem namorando, Dominik. — nunca imaginei que uma frase de Yelena quase me causaria um infarto e uma morte humilhante para um gole de café. —

Comecei a tossir, tentando me recompor do susto repentino. Senti as mãos de Sky acariciarem minha costa, preocupada com meu estado, enquanto Johanna, Ian e Maya riam iguais a patos se afogando.

— Acho que vou ter que aprender como se faz respiração boca a boca também. — encarei Dominik com ódio e ele apenas deu de ombros, se virando para lavar sua xicara. —

Esquecemos minha quase morte e, mesmo que todos tenham terminado o café, ninguém saiu da sala de jantar até que o assunto se encerrasse — o que custou bastante — .

— Queria tomar banho no rio. Quem apoia? — Yelena sugeriu e fui a primeira a me prontificar. Todos concordaram em ir no final. —

Dominik e eu chegamos no quarto ao mesmo tempo, mas estava silêncio pela primeira vez desde que nós tínhamos nos encontrado. Eu estava disposta a ignora-lo. Sem conversa, sem brincadeirinha, sem provocação.

— Uau, olha só como ela é sexy. Pensei que você só usasse essas roupas de irmãs de igreja que praticam celibato. — ele estendeu um dos biquinis, analisando a calcinha e o sutiã. —

— Você acha que eu tenho mal gosto só porque eu não me visto igual as biscastes que você costuma pegar? — puxei o conjunto das suas mãos interessadas na textura do tecido. — Você não consegue ficar nenhum minuto quieto. Você é o quê? Hiperativo ou meu fã?

— Apaixonado por uma pessoa que só me maltrata. — ele fez biquinho com os lábios, jogando sua cabeça levemente para o lado. —

— Porque é o que você merece. Agora, me deixa em paz, ou você vai me perturbar até quando eu estiver trocando de roupa?

— Acho que eu estaria ocupado demais te fodendo para te perturbar. — eu conhecia aquele tom de voz galanteador. Era um tom de desejo e luxuria sincero, mas eu não me importava nenhum pouco. —

— Que pena que isso não vai acontecer. Sinto muito por você. — fiz um bico, fingindo sentir pena. —

— Isso vai acontecer mais rápido do que você pensa, S/N . — sua voz rouca foi como um gatilho para que meus pelos se levantassem e eu sentisse um frio no estomago. —

— Não, não vai. — o empurrei e fui para o banheiro com o biquini vermelho e um suéter de lã bege que eu havia escolhido e já teria trocado a muito tempo se Dominik não abrisse a boca. —

Quando desci as escadas, não tinha mais ninguém na sala. Todos já estavam do lado de fora, as meninas na jacuzzi quente, enquanto os garotos estavam perto do lago.

Eu não sei do que elas riam, as parecia ser muito interessante.

— Pensei que você não ia vir. — Sky disse. —

— Estava demorando muito com o Dominik. — um coro malicioso ecoou e logo em seguida risadas altas. —

— Ha ha ha, podem rir a vontade. Não aconteceu nada. — sorri envergonhada. Meus pelos se arrepiando ao sentir o contraste da água quente com meu corpo frio. Retirei o suéter e joguei um pouco mais afastado da jacuzzi para não ser molhado. —

— Não? E esse chupão no pescoço apareceu magicamente ou você caiu e bateu o pescoço? — Johanna disse e imediatamente eu arregalei os olhos, o que fez com que as suspeitas das meninas se tornassem realidade. Mesmo que não tenha acontecido muita coisa. Agora não dava mais para escapar. —

Olhei para os rapazes na beira do lago e parece que Dominik estava adivinhando meus atos, pois ele também olhou. Ele sorriu e mandou um beijo para mim, como os outros estavam muito entretidos na conversa não perceberam, eu devolvi e o ato mostrando o dedo do meio e Dominik riu, balançando a cabeça em negação e voltou a prestar atenção no papo entre eles.

— Ele é tão fofo, vocês dariam um belo casal. — Alice bebeu o chocolate quente e eu revirei os olhos. —

— Não ia dar certo.

— Não ia dar certo porque você não quer. Ele é muito afim de você. — Yelena deu de ombros. Eu ri —

— Ai, ai... Você só pode estar de brincadeira... — balancei a cabeça negativamente. —

— É sério!

— Sabe que eu não gosto de me relacionar só por uma noite, quero algo que tenha futuro.

— S/N , você acha mesmo que um cara que só quer algo de uma noite ficaria tanto tempo no seu pé e até quando está na Inglaterra pergunta sobre você? — Maya perguntou e eu me calei. Não sabia que ele perguntava por mim, ninguém me disse isso. — Sério que ele não te desperta nada? Nenhum pouco de amorzinho ou tesão?

Sim, ele desperta.

— A verdade é que você só afasta ele porque não aceita que está apaixonada por ele. — Yelena reprimia um sorriso enquanto me olhava, ela sabia que tinham me deixado reflexiva. —

— Agora você precisa encarar isso como uma coisa boa e se deixar levar.

Yelena era uma pessoa sonhadora e de vez em quando pensava que a vida era um conto de fadas — talvez fosse para ela, mas não é para todo mundo. —. Ela pensava que um dia me veria casar e ter filhos com um homem parecido com o príncipe Naveen.

Eu repudiava um pouco essa ideia de conto de fadas, até porque nada na minha vida amorosa deu certo.

Falta de tempo, incompatibilidade nos planos sobre o futuro, sentimentos controversos e outros vexames.

Estava mais do que claro também que Yelena já havia escolhido seu cunhado postiço. Não importa quantas pessoas passem pela terra, segundo Yelena, Dominik era mais do que perfeito para mim e, sinceramente, eu não sabia o porquê.

Primeiro que eu e Dominik não tínhamos nada a ver, ele é jogador de futebol e famoso, extrovertido e tem vários amigos e ciclos diferentes; eu sou engenheira automobilística lutando para conseguir me formar em física e lutando cinco vezes mais para conseguir trabalhar em alguma equipe de corrida, sou introvertida e meu ciclo de amigos é o mesmo desde que eu tinha doze anos, não sei socializar e é fácil me tirar para arrogante ou grosseira — o que eu acho que sou, mesmo não querendo, é automático.

Não éramos compatíveis em nada, absolutamente nada, e eu não conseguia ver como poderíamos dar certo. Como uma pessoa como Dominik poderia gostar tanto assim de mim?

Tentei não me limitar a pensar nisso, mas toda vez que ficávamos em silencio por mais de cinco segundos era inevitável não me perder na minha própria mente, e no fim eu me pegava pensando em nós.

Ia dar muito errado, mas acho que esse poderia ser o melhor erro que eu poderia me permitir cometer.

Eu sempre me senti confortável em toda a minha vida, nunca senti nada fora do comum. As pessoas ao meu redor eram calmas, mas entediantes, ninguém se arriscava a sair da zona de conforto e eu muito menos tinha liberdade para tirar os pés do chão.

Entretanto, era tudo diferente com Dominik. Era como se ele não tivesse medo de agir. Ele não tinha medo de errar, não tinha medo de se arriscar e principalmente não tinha medo de me tocar. Eu constantemente pensava antes de fazer, Dominik fazia o que dava na telha, muito compulsivo. Meus pais com certeza odiariam Dominik.

Meus dedos formigavam enquanto continuavam brincando com a água. Eu gostava de pensar que eu voltava a ter dez anos e sonhava em ser uma bióloga marinha e cuidar das tartarugas, ou das focas em algum aquário distante da Alemanha.

Eu já não tinha mais companhia no píer do tio, eles tinham falado sobre comprar alguma coisa que eu não dei muita atenção e dormi sem querer depois disso.

Meu corpo estava deitado sobre alguns lençóis e travesseiros que coloquei posteriormente ali, ao mesmo tempo que sentia meu cabelo ser acariciado por um cafune delicado e discreto.

— Acordou, Bela adormecida? — Dominik sorriu levemente, colocando uma mexa do meu cabelo para trás da minha orelha.

— Que horas são?

— acho que são sete, por quê?

— Acho que dormi muito.

— Um pouco. — se pudesse, seus olhos queimariam minha pele de tanto que me olhavam. Eu conhecia aquele olhar. O mesmo olhar lascivo que me arrepiava meu corpo quando eu o percebia sobre mim. —

— Por que está olhando assim para mim? — perguntei por um fio de voz. Meus braços cruzaram na tentativa de me aquecer, estava começando a esfriar e eu estava apenas com o suéter e um short que ia até a metade da minha coxa. —

Dominik me olhou de cima a baixo, me analisando minuciosamente. Eu podia ver seu nervosismo e tensão, seus olhos piscavam constantemente e ele mordia discretamente o lábio inferior.

— Não sei do que você está falando. — ele disse olhando nos meus olhos, reprimindo um sorriso malicioso. sinceramente não faço a mínima ideia de como ele conseguia manter aquela postura de mentiroso. —

Eu sentia que pouco a pouco ele se aproximava de mim, sua voz ficando mais baixa e sedutora a cada segundo. Minha voz decidiu sumir da minha garganta e minha boca somente se abriu para que um suspiro nervoso saísse por entre eles.

Dominik sorriu, sabendo que seu plano de me controlar estava começando a funcionar. E em um piscar de olhos, seus braços estavam um em cada lado do meu corpo enquanto os meus estavam para trás mantendo meu tronco firme, mas tentando me manter longe de Szoboszlai.

Todas as vezes que eu neguei Dominik estavam caindo por terra nesse exato momento, eu sabia que não conseguiria resistir por muito mais tempo.

Eu podia sentir sua respiração quente, seu corpo quente. Tudo nele era quente e irradiava para mim. Era difícil se manter sã com aquele homem, com aqueles olhos sobre e aqueles lábios atrativos tão perto assim. Era difícil pensar e negar seu toque, mas essa altura eu já não conseguia mais reagir.

Porém, Dominik ainda tentava se manter na linha, procurando por qualquer tipo de negação ou repulsa em meus atos, esperando ansiosamente por um sinal verde para fazer qualquer coisa comigo.

Ele entendeu que tinha permissão para agir quando coloquei uma mão em seu pescoço e o trouxe para perto. Desisti de manter meus instintos e pela primeira vez agi impulsivamente. Dominik pareceu ficar satisfeito com meu ato.

O contato de nossos lábios correu como um choque por meu corpo, desfrutávamos lentamente do momento e demoramos alguns segundos para estabelecer o ritmo, era um momento nosso e eu queria que durasse por mais tempo. mas com o passar do tempo, aquele contato foi se tornando insuficiente e ficávamos cada vez mais necessitados.

Minhas unhas arranhavam a nuca e o ombro de Szoboszlai, querendo mais contato, mais do calor, mais dele. Ele era pecaminoso e ardiloso, aquela carinha de anjinho não enganava mais ninguém.

Dominik separou nossos lábios, olhando em meus olhos por alguns segundos, somente para ter a certeza de que eu estava mais do que a vontade com seus beijos. Seu corpo já não estava mais tenso, mas sua respiração estava desregular e seus olhos estavam baixos, como se estivesse bêbado. Por um tempo percebi que ele me olhava com esses olhar de quem estava prestes a pedir algo.

Tive que morder minha boca para impedir de que saísse algum som quando Dominik mordeu a região do meu pescoço e em seguida lambeu e deixou selares para aliviar. A sensação de ter seus lábios beijando e chupando meu pescoço era simplesmente extasiante, fechei meus olhos aproveitando seus estímulos ali e sua mão apertando minha cintura. Levei minha mão para dentro da sua camisa do seu atual clube para sentir e arranhar seu abdômen, o que causou arrepios pelo corpo do jogador, e entre beijos eu sentia ele sorrir levemente.

Mas de repente, Dominik parou e se levantou, me deixando confusa. Ele estendeu sua mão e me ajudou a me levantar.

— Vamos entrar, antes que você me deixe mais maluco do que eu já estou.

— Acharia um pouco fofo se eu não soubesse que é só porque você quer transar comigo. — comecei a andar. —

— Eu sou fofo, sabia? — ele veio atras de mim. —

— Até na hora de transar? — o provoquei e cruzei meus braços. —

— Espera só pra ver. — o sussurro de Dominik foi grave e me arrepiou por inteira. —

A cada segundo que passava eu ficava mais ansiosa, desejando suas mãos fortes e cheias de veias me apertando contra o seu corpo e me beijando intensamente.

Pela sala de estar, a camisa de Dominik e o meu suéter já haviam sido abandonados, nunca havia reparado o quanto as tatuagens de Dominik o deixavam mais atraente. Szoboszlai tem uma pegada forte e envolvente, sabia onde me tocar e onde me beijar. O rapaz é bom de lábia também, sabe exatamente como bajular uma mulher.

Tive dificuldade para entrar no quarto porque Szoboszlai não queria me largar, quase caímos entrando no quarto e demos risadas curtas, que foram substituídas por meus suspiros quando a porta do quarto bateu.

Agora era definitivamente somente eu e ele.

Me sentei na cama sob o olhar feroz de Szoboszlai, ele transbordava desejo e seu calção deixava isso bem explicito. A cada passo para mais perto de mim, eu ficava tímida perto desse homem, ele parecia tão grande comparado a mim que eu me sentia uma formiga.

Mas seus olhos me diziam que ele sentia algo além de tesão, eu juro nunca ter visto alguém me olhar com aquele brilho nos olhos. Dominik se permitiu ficar vulnerável na minha frente. Seu toque suave com a ponta dos dedos me fez arrepiar de um jeito diferente, aqueceu meu coração.

Ele não me deixou desviar o olhar. Dominik segurou meu queixo antes que eu pudesse tentar fugir dele, enquanto minhas mãos pressionavam o lençol. Eu queria que ele fizesse algo, queria que ele me beijasse, me tocasse, qualquer coisa que pudesse suprir meu desejo por ele.

— Você está tímida. — ele sorriu, mas logo curvou seu tronco na altura do meu ouvido e colocou as mãos no meu quadril, brincando com barra do meu short. — Mas não por muito tempo, daqui a pouco vai estar louca e gritando meu nome.

Estapeei seu ombro e revirei os olhos enquanto ele ria.

— Você não para de ser piadista nem agora?

— Estou falando sério! Depois não diz que eu não avisei.

Estar perto do seu corpo pude analisar todos os detalhes. Dominik ficava nervoso quando eu arranhava seu abdômen e descia em direção a sua virilha.

Dominik retirou minhas ultimas peças de roupas e suspirou, admirando cuidadosamente cada parte do meu corpo e passando seus dedos quentes por cada parte do meu corpo. Sua respiração falhava, ansioso para realizar suas fantasias mais maquiavélicas comigo.

Eu estava adorando como sua boca beijava cada parte de mim e minha pele fervia, seus dedos desceram até meu clitóris com a intenção de me masturbar e me tirar do sério. Ele tinha dedos maravilhosos e se sentia orgulhoso cada vez que eu chamava seu nome.

Se só com o dedo já é assim, imagina com o pau...

Um gemido alto saiu da minha boca quando Dominik começou a me chupar com intensidade, uma mão minha foi para o travesseiro debaixo da minha cabeça e outra foi para o cabelo perfeitamente macio de Szoboszlai, pronta para bagunça-lo.

Minhas pernas estavam fracas ao mesmo tempo em que lutavam para não se fechar em torno da cabeça de Dominik. Ele me chupava como se estivesse com fome, era uma sensação maravilhosa e viciante. Com certeza seria difícil encontrar alguém que fizesse melhor que Dominik.

Ele estava empenhado a me fazer gozar forte e com certeza iria conseguir, meu corpo já dava sinais de que eu iria chegar ao meu ápice logo. Corpo suado, pernas tremendo, gemidos cada vez mais agudos.

— Dominik... — Eu já não tinha mais folego nem para chama-lo. —

O jogador me olhou e abusou mais um pouco da intensidade em que me comia. não consegui mais sustentar o olhar e revirei meus olhos, chamando seu nome alto, a onda de prazer batendo forte em mim e eu tendo enfim meu ápice.

Suas mãos acariciaram minhas coxas enquanto depositava selares pelo meu rosto, esperando pacientemente eu retomar meu folego. Quando senti que minhas energias retornaram ao normal, subi em cima do seu colo, rebolando sem pena em sua ereção e estava nítido o quanto ele estava adorando. Me xingava e batia forte na minha bunda, sua veia no pescoço ficando mais aparente cada vez que eu diminuía a velocidade dos meus movimentos.

Eu não sabia o quanto precisava dele até ter ele na minha frente.

— Fica de quatro, amor.

— Chama todas de "amor"? — provoquei, antes de me virar. —

— Tá com ciúme, amor? — ele estreitou os olhos para mim. —

— Jamais.

— Você é a única, S/N . — Dominik puxou meu rosto para que eu olhasse nos seus olhos e visse o quão sério ele estava falando. — A única que ocupa o meu coração é você.

Me arrepiei por completo. Seus beijos em meu ombro eram cuidadosos, mas provocativos. Esse homem era um misto de sentimentos e estava começando a compreender o melhor caminho para me deixar a mercê dele.

Fechei meus olhos e mordi o lábio inferior soltando alguns resmungos manhosos ao sentir Dominik entrar lentamente em mim. Eu podia sentir o quão gostoso ele era, me incomodava um pouco ter ele em mim pela sua espessura, mas, acima de tudo, era uma delicia sentir ele se mover e tocar cada parte da minha intimidade cada vez mais sensível a ele.

Em certo momento, Dominik cansou da monotonia do momento e esqueceu que estava tentando ser cuidadoso comigo. Ele se tornou bruto de repente e colocou em prova a força que tinha.

Eu não conseguia controlar meus gemidos e cada vez mais ele ficavam mais altos, minhas pernas estavam começando a ficar fracas de tão gostoso que era ter ele me fodendo ali. Szoboszlai estava nitidamente muito satisfeito com o seu controle sobre mim e me enlouquecer – e me levar à beira do orgasmo – era o que ele mais queria naquele momento.

Me enlouquecer....

Ele já naturalmente fazia isso; me estressava e enchia o meu saco com brincadeiras bobas, mas agora sabe que pode me fazer enlouquecer de uma maneira muito diferente.

Dominik não perdia o ritmo agressivo por nenhum segundo se quer. Me batia quando queria e onde queria, sem contar as besteiras que ele dizia no meu ouvido me excitando mais ainda.

— Dominik...! — deixei escapar um grito com sua estocada forte, ele diminuiu o ritmo, quase parando, mas ainda se movia lentamente. Dominik puxou meu cabelo para trás e com a outra mão apertou levemente meu pescoço. —

Senti seu peito contra a minha costa, e seu sorriso satisfeito contra o meu ombro. Era torturante o ritmo que ele regia agora, e eu precisava de mais do seu contato.

Por um lado, esse momento parecia romântico, ele me acariciava e apertava minha pele de forma delicada, seus beijos eram castos sobre o meu pescoço. Entretanto, somente eu e uma mosca saberíamos o que Dominik dizia entre seus suspiros e respiração ofegante. Definitivamente não era nada romântico.

— Dominik... hum... — minhas palavras estavam ausentes, assim como minha consciência. Szoboszlai poderia me pedir qualquer coisa naquele momento que com certeza eu faria e só depois pensaria no que aconteceu. —

— O que você quer, amor? Me fala. — grunhi irritada, me dividindo entre responde-lo ou bate-lo. —

seu quadril bateu forte contra mim e eu gemi alto, ele queria me torturar.

— Fala, S/N . Fala que você quer que eu foda você com força, não é isso o que você quer? Achei que já tínhamos passado da fase de ter vergonha um do outro. — Dominik riu como sempre fazia quando queria que eu me estressasse. —

— Me fode com força, Dom. — soei mais provocativa do que poderia soar enquanto encostava meu tronco na cama e rebolava meu quadril empinado em Dominik. —

Seu resmungo rouco deixou explicito o quanto ele gostou daquilo e não tardou em voltar os movimentos anteriores, porém mais forte e preciso. Definitivamente eu teria que dar adeus às minhas pernas pelos próximos dias.

Seus toques e investidas eram mais intensas e me empurravam cada vez mais para o meu orgasmos. Era impossível ficar em silencio. Eu me despedia da minha sanidade a cada estoca forte de seu pau dentro de mim.

Meu útero começava a se revirar e um frio na barriga aumentava cada segundo mais que passava, era gostoso e torturante. Meu corpo não correspondia mais e com certeza eu não duraria muito, assim como Dominik já tinha indícios de que gozaria em breve.

Nossas respirações ofegantes se mesclavam, nossos gemidos sobressaiam sobre o barulho que o encontro das nossas peles fazia, mas eu ainda podia escutar a cama batendo contra a parede.

Dominik corria atras do seu orgasmo, trabalhando para que eu gozasse também e não deixava de ressaltar o quanto estava satisfeito com aquele momento e o quanto me queria mais.

Seus lábios tomaram os meus em um beijo um pouco desajeitado pela posição, mas ainda sim foi muito bom e intenso. Dominik queria finalizar aquela transa com um momento marcante para que não nos esquecêssemos desse dia, e com certeza eu não faria esforço nenhum para isso.

Segurei e arranhei sua nuca gemendo enquanto me desmanchava em um orgasmo eletrizante e único, de tremer as pernas e ficar no mínimo dois dias de cama – e talvez transando mais um pouco. Dominik veio logo em seguida, apertando minha cintura mais forte do que nunca e se deitando ao meu lado com o peito ofegante.

Estávamos uma bagunça, a cama estava uma bagunça, o quarto estava uma bagunça.

O desejo e luxuria permanecia entre nós, sendo percebida pelo nosso faro. estávamos muito cansados, mas com certeza íamos transar de novo na primeira oportunidade que tivéssemos.

Senti a mão de Dominik tocar minha costa, acariciando eu corpo sem qualquer malicia. Meus olhos encontraram os seus e naquele momento eu tive certeza de que não seria uma única transa e nem só uma transa qualquer.

Eu admirava aqueles olhos lindos, aquele rosto sem qualquer defeito aparente. Coloquei minha mão em sua bochecha e passei meu polegar por seus lábios bem delineados agora inchados de tanto me beijar. Dominik segurou minha mão e deixou um beijo suave nela, logo colocando-a de volta em sua bochecha, aproveitando mais do afago.

— Ainda me odeia? — Szoboszlai perguntou de olhos fechados, mas com um sorriso leve em seu rosto. —

— Acho que sim. — Ri baixo. —

— Ainda? Vou te fazer mudar de ideia. — ele subiu em cima de mim novamente e me beijou ardentemente. —

— Será que eu não posso dormir?

— A última coisa que você vai fazer comigo é dormir, amor.


1. Eu acho que me superei nesse imagine, deu até vontade de sair do celibato.

2. Eu não sei porque fiquei segurando esse capítulo, mas infelizmente não tenho mais nada pronto para vocês. Esse é o último por enquanto.

3. Eu gostei desse capítulo, e vocês?

4. Um beijo, gatonas!

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Sir Ariella, Febre90's
Imagine©

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