Capítulo 8 - Amor de pai é foda...

(5735 palavras)

(Música complementar opcional)

"Achei você!" - Após essa frase uma pequena garotinha, aproximadamente seis anos começava a sorrir para aquele que aparentava ser seu pai.

Pai e filha juntos sobre um parque aberto, se divertindo em conjunto. O pai levava a criança para todos os lugares do parque e também a comprava sorvete e cachorro quente, ele era amoroso e não negava um pedido da sua filha.

(Pai e filha juntos - Imagem do Pinterest)

Logo a cena corta para tempo depois, já estava anoitecendo. O homem estava carregando sua filha adormecida em seu colo, eles finalmente chegam em casa e o pai cuidadosamente entra na casa sem que acorde sua filha.

Ele subia as escadas da casa indo para o segundo andar, logo diretamente encaminhava a sua filha para seu quarto, ele era bem decorado e cheio de brinquedos.

O pai de forma atenciosa coloca sua filha sobre a cama. em seguida, ele a cobre com sua coberta e coloca a pelúcia de sua filha ao seu lado, ele estava preste a sair até que sente algo puxando sua blusa. ele se depara com sua filha, meio acordada mais ainda com sono, ela estava sorrindo para ele e logo com a maior sinceridade do mundo ela dizia.

"Você é o melhor de todos papai, obrigada por ser o meu herói, eu te amo."

A cena corta para algo com uma sensação pesada e mórbida, um sentimento de vazio profundo. como se estivesse desamparado de tudo, e principalmente de arrependimento.

( ... - Imagem do Pinterest)

(D.N.A)

(Nova capa feita por Viviartwork)


(Pare a música se estiver ouvindo)

A cena corta para um veículo na estrada em uma manhã fria vazia de carros, aparentava que esse veículo estava indo para uma cidade no interior da Austrália, Port Lincoln.

No volante em destaque era revelado ser Vincent pilotando o veículo. além de Lisandra estar no banco passageiro, Chloe estava no banco de trás junto de Carter e aparentava que a própria se distraia lendo quadrinhos.

Ela dava leves risadas com oque lia, decidi compartilhar isso com Carter. porém, ao se virar se deparava com o próprio com uma expressão nunca antes vista por ninguém.

(Carter Ramsey "Deprimido" - Imagem de minha autoria)

Vincent e Lisandra que estavam na frente a todo momento olhavam pro retrovisor de dentro do carro, todos achavam estranho Carter estar daquele jeito; ele estava quieto, sem querer interagir e apenas ficava pensativo, De todos Chloe era a mais preocupada com isso.

Chloe: Aí cê tá bem? andou bem calado a viagem toda.

Carter: Hum!? ah relaxa tô de boa, segundas feiras fazem isso comigo mesmo.

Chloe: Bem... se é só isso, tranquilo. - Ela claramente estava bastante preocupada, mas preferiu não forçar nada.

Carter: Aí Vincent qual é da missão de hoje mesmo?

Vincent: Pelo visto vamos lidar com espíritos.

Carter: Entendi... um fantasminha que não é tão camarada pelo jeito.

Lisandra: Pelo oque tem nos relatórios, testemunhas alegam ver coisas sobrenaturais nessa casa abandonada. sons de coisas se quebrando, rangendo e até mesmo alguns berros... mas ninguém mora lá.

Carter: Bom, é uma casa abandonada... nada impede de mendigos fazerem uma orgia lá dentro.

Vincent (Suspiro): Por que sua mente funciona só desse jeito Carter?...

Carter: Só estou dando fatos aqui gente.

Lisandra: A fiscalização foi até o local para entender melhor, eles disseram que nada havia acontecido durante boa parte do tempo da fiscalização. porém, quando começaram a retirar algumas coisas da casa, parecia que o piso que antes estava bom começou a ceder com risco de desmoronamento, e até mesmo alguns tremores apenas dentro casa.

Chloe: Alguma vítima?

Lisandra: No máximo cinco acidentes durante esses últimos anos, mas nunca nenhuma chegou a perder a vida na região daquele casa.

Vincent: Curioso... espíritos costumam ser bastante hostis, afinal eles se fortalecem quanto mais vítimas fazem... não será um problema lidarmos com ele, vamos completar o serviço e iremos embora o quanto antes.

A cena avança para eles finalmente chegando no local, ele ficava em um bairro fechado naquela cidade litoral pequena, não morava mais vizinhos na residência por questões de medo por acharem que a casa era assombrada.

Vincent: Seguinte pessoal... nós entraremos e analisaremos o perímetro, Lisandra você vai usar o detector de malicium para conseguir encontrar a fonte do espírito, Carter e eu ficamos na retaguarda, E você Chloe. - Ele olhava de forma intensa para Chloe deixando-a nervosa.

Vincent: Você fica responsável por conter anomalia, usa seus poderes espirituais para purifica-la, acha que consegue?

Chloe: Sim, eu dou conta.

Vincent: Beleza, se preparem.

Todos se preparavam naquele momento. porém, Carter ficava de costas meio isolado tentando de alguma forma usa seu simbionte naquele momento, mesmo se concentrando era impossível para ele nesse momento.

Desistindo da ideia ele volta até próximo do carro, onde estava Vincent no porta-malas se equipando, Ele carregava suas pistolas com balas místicas nos pente. porém, de relance Carter vê pela primeira vez a katana que Vincent carrega em suas costas.

(Katana "Zentou" - Imagem de minha autoria)

Carter admira a beleza da arma, mas para ele era estranho vê que Vincent carregava essa arma por aí mas nunca sequer chega usa-la, aquilo cria uma dúvida no próprio mas deixa essa curiosidade de lado e mantém o foco na missão.

Logo a cena avança para eles adentrando a casa abandonada, era visível as memórias que ela carregava mesmo tendo móveis mofados, destruídos e em mal estado, aquele corredor estreito carregava algo difícil de descrever.

(Interior da casa - imagem do Pinterest)

Lisandra: Tô com uma sensação muito estranha.

Carter: Como é possível aqui dentro tá um gelo e lá fora um calor do cacete.

Vincent: Seguinte vamos no separar para encontrarmos a fonte da entidade... Chloe e eu vamos olhar o andar de cima, Já vocês dois procuram aqui em baixo.

Chloe: Vocês dois tentem não morrer aqui em baixo, pode ser.

Carter: Relaxa, eu e minha parceira aqui vamos no sair bem né não Lis?

Lisandra: Com toda certeza. - Ela andava de costa até esbarrar num pedaço de tijolo molhado, o som dele quebrando a fez assustar na hora.

Carter: Puta merda... olha só, fica só atrás de mim beleza.

Lisandra apenas assenti com a cabeça, e assim os dois grupos se separam em locais diferentes da casa.

Em destaque no andar de baixo onde estavam Carter e Lisandra, eles iam em direção a cozinha da velha residência. eles olhavam para dentro dos armários e também a geladeira envelhecida, havia alguns alimentos mofados e recipientes de alimentos estragados.

Carter olhava para uma coisa em específica que chamava sua atenção, em meio a toda aquela bagunça e destruição havia algo sobre os entulhos, algo minimamente conservado em meio a todas as outras coisas, um frasco vazio de medicamento. ele estava sujo por dentro e a embalagem do produto estava meio rasgada, assim se tornando difícil de saber o nome do medicamento, mas ainda sim ele pega o recipiente e o guarda em seu bolso.

No andar de cima com a dupla de Vincent e Chloe estavam mais diretos, eles olhavam alguns cômodos da casa mais precisos e rapidamente. Closet no corredor, quarto com cama de casal, banheiro do corredor até chegar no último cômodo, um quarto infantil.

(Quarto infantil "Envelhecido" - Imagem de minha autoria)

Algumas coisas daquele quarto que deveriam ter algo estavam vazias, algumas prateleiras por incrível que pareça ainda estava em bom estado junto com oque se encontrava: brinquedos, molduras e até alguns objetos decorativos.

Chloe: Isso é curioso, a gente passou por muita coisa nessa casa, nada parecia em bom estado como esse lugar da casa... como?

Vincent: A anomalia, provavelmente esse quarto tem algum significado para ela... preciso analisar melhor, vê se tem alguma coisa no banheiro desse quarto.

Enquanto Vincent analisava algumas coisas daquele quarto, Chloe se dirigia o banheiro logo adiante do guarda roupa daquele cômodo, ela analisava ao redor o banheiro simples que havia. Um chuveiro box meio sujo através do vidro, um vaso que por dentro da tampa estava sem água e com odor forte e sujo. e por fim, uma pia que também estava em maus estados.

Porém, Chloe decide abrir o pequeno armário com espelho sobre a pia, algo curioso era o único pertence que estava no interior daquele armário era justamente uma pequena caixa.

Chloe decide pega-la e abri-la, logo ela notava que oque estava guardado eram vários dentes, dentes de tamanho infantis como em momentos onde crianças tiram seus dentes de leite, e os guardam como uma espécie de memória.

Ela estava preste a colocar eles de volta no lugar, até que percebe um leve som de algo cutucando o vidro, rapidamente ela decide olhar para o box do chuveiro.

( .......... - Imagem do Pinterest)

S̵̠̾͒A̷̓͛͜I̴͎̅A̸͇͔͂͆ ̶̦̔͂D̶̟̏̀͜Ȁ̷͓̤͊ ̴̩̀͆M̸̲͎͑̈́I̵͎̊͘N̶̹̚H̴̦͇̀A̵̯̠͋̕ ̷̢̊͑C̴͑̄ͅA̴̤̤̚̚S̶̜͂A̷͍͑!̸̲͘!̸̝̽!̴̜͊!

Essas palavras foram ditas em um tom furioso e profundo, o arrepio na espinha com aquela voz era indescritível para Chloe, ela sabia que algo vinha a seguir então usa seus poderes místicos para tentar conter oque estava por vir, mas ainda sim foi falho, a onda de poder a faz ser arremessada para longe do banheiro resultando em atravessar várias paredes da casa, ela amortecia os danos com uma barreira em seu corpo mas ainda si ela foi arremessada até a calçada do lado de fora da casa, e estava inconsciente.

Carter e Lisandra escutam os barulhos e subiam rapidamente a escada até o segundo andar.

Vincent por um lado estava no quarto da criança, ele vê anomalia diante dele o olhando de uma forma assustadora e furiosa, ele estava com arrepio na pele demonstrando ainda não estar totalmente preparado pro que iria enfrentar.

Ele pegava suas pistolas e estava preste a atirar sobre anomalia com balas revestidas a misticismo. porém, a anomalia o desarma com grande facilidade e o derruba no chão com bastante força.

Lisandra e Carter haviam chegado no cômodo, Carter tira do bolso a arma que foi dada para as missões uma enorme faca que era revestida também em poderes místicos, Lisandra usava sua arma tecnologica para acertar a anomalia.

Com um simples movimento a anomalia lança uma onda de poder diante dos três, todos eles eram arremessados com extrema força para o lado de fora pelo mesmo buraco que Chloe foi arremessada, Vincent usava sua energia mística para ter mais resistencia aos danos, Lisandra tinha seu aprimoramento físico então para ela a queda não ofereceu grandes danos, Já Carter havia caído de cara no chão.

Os três notavam Chloe inconsciente na calçada e foram socorre-la, Vincent por outro lado estava de guarda diante da casa esperando a anomalia aparecer, mas algo curioso aconteceu. o máximo que aconteceu foi a entidade reparar os danos ocorridos pela casa e em seguida o ambiente silencioso voltava a permanecer.

Vincent achava tudo aquilo curioso, a anomalia os expulsou e não estava mais atrás deles.

Lisandra: Veterano a gente precisa tirar ela daqui agora!

Vincent: Tá legal, coloquem ela no carro... rápido!

Eles correm o mais rápido possível para o carro, Carter e Lisandra juntos colocam cuidadosamente Chloe sobre o carro e rapidamente entram no veículo, Vincent assume o volante e dá partida para o mais longe possível dali naquele momento.

Tempo depois a cena avança para um pequeno hotel na estrada, o carro deles estava estacionando e ambos se encontravam em um quarto alugado por eles. era visível a expressão recaída dos quatro, Chloe já estava consciente porém sendo tratada por Lisandra naquele momento.

Carter: Cara... a gente apanhou para um fantasma, como é possível uma coisa dessa ser tão forte.

Vincent: Isso é uma pergunta que também quero saber, Aquela anomalia era poderosa demais para não ter feito nenhuma vítima.. vocês tem algumas sugestões.

Chloe (Suspiro e se levanta cuidadosamente): Nenhuma... eu apenas lembro de mexer no armário do banheiro, logo aquele espírito avançou em mim com uma aura furiosa pra cacete.

Vincent: Provavelmente tem a ver com aquele quarto que eu e Chloe passamos, era um quarto infantil e provavelmente deva ser alguém com parentesco do espírito.

Carter: Tá então mas oque isso vai ajudar? vamo chamar o filho dele pra ajudar a lutar com o pai dele fantasma, a gente nem sabe se ele possa tá vivo pra começo de conversa.

Lisandra: Filha.

Chloe: Oque?...

Lisandra: Não é um quarto de garoto... provavelmente era o quarto da filha dele.

Vincent: Como você tem tanta certeza?

Lisandra: Eu achei isso daqui pelos destroços da cozinha. - Ela mostra o tal frasco de medicamento.

Lisandra: Eu fiz umas pesquisas do recipiente e também das amostras, um combo de dosagem de anticoncepcional e também Tylenol.

Carter: Okay... mas tipo, vai que o cara costumava transar muito quando era vivo, ele podia estocar esse anticoncepcionais... Já o Tylenol pode ser para dor de cabeça. - Todos olhavam para Carter com uma expressão de incrédulos pelo próprio ter uma mente assim.

Vincent: Eu iria perguntar sobre como você chegou a essa conclusão mais... com certeza melhor não.

Carter: É por que não faz sentido essa comparação!

Chloe: Claro, você é homem seu idiota, os anticoncepcionais são pra controlar o ciclo menstrual e o tylenol é justamente a benção dos deuses que nós mulheres usamos, esse remédio tira a dor de cabeça e nos impede de matarmos alguém.

Lisandra: Exatamente isso daí.

Carter: Okay, acho que eu fui longe nas ideias.

Vincent: Então essa anomalia tem uma filha... ainda sim não entendo onde você quer chegar com isso Lisandra?

Lisandra: Se de alguma forma conseguirmos sei lá descobrirmos mais sobre anomalia, iremos ter formas de lidar com ela... fantasmas possuem uma grande fraqueza.

Carter: E qual é a fraqueza? ligar prós caças fantasmas?

Lisandra: Não! Carter!... tô falando de assuntos inacabados, almas presas em locais que elas assombram, são movidas a assuntos que ainda as prendem no mundo dos vivos, se usarmos isso ao nosso favor podemos ter grandes chances.

Chloe: Lis, eu entendo seu raciocínio amiga, mas como vamos ter certeza se essa garota tem algo ligado ao assunto inacabado da anomalia, se estivermos errados será um tiro no nosso próprio pé.

Vincent: Nessa varredura que fiz, a entidade está produzindo malicium mais rápido a cada hora, chegará um ponto em que seu poder místico ficará tão forte que será difícil de nós contermos caso ele se torne hostil... e logo só um agente de sexta divisão pode conter.

Lisandra: Olha pessoal eu sei disso, preciso que confiem em mim... eu tenho uma ideia, mas preciso de duas horas no máximo. eu preciso sair, enquanto isso tomem as medidas de proteção até lá. - Diz Lisandra indo até a saída.

Vincent: Não! Lisandra... se você demorar mais de duas horas, irei constar sua participação nessa missão de forma negativa para agência... você sabe oque está em jogo não é?

Lisandra para de andar por um instante, ela ficava imóvel e bastante pensativa envolvendo aquelas palavras de Vincent, mas logo se suspira com confiança no olhar.

Lisandra (Se vira): Eu sei disso... não faria algo sabendo que não sou capaz veterano, eu vou voltar com uma opção. - ela pega suas coisas na mochila e saia pela porta da frente.

Vincent (Suspiro): Se preparem... daqui pouco voltaremos para vigiarmos a casa.

Tempo depois a cena avança nas ruas de Port Lincoln, o tempo estava bastante chuvoso e nos céus eram nítidos os sons fortes de trovões.

Em meio ruas da cidade estava Lisandra pegando um ônibus que estava meio lotado, ela estava determinada a ir atrás daquilo que havia investigado nesse meio tempo, mas era claro o assunto ser mais pessoal para a própria do que parece.

- Eu tô ligado que pode parecer tudo meio estranho essa situação, acredite pra mim também era... afinal eu não li a porcaria do manual da agência então não fazia ideia do que cada um deles dizia.

- Decidi tomar vergonha e logo fui ler e agora as coisas faziam mais sentido... Eu não entendia na hora por que a Lisandra se empenhou tanto nesse caso, mas logo ficou óbvio, as anomalias deixam de existir se são contidas de forma hostil usando o misticismo, é como se você as apagassem da existência.

- Aquela anomalia não tinha feito nada a ninguém, ela evitou matar alguém por algum motivo. Lisandra tava determinada a descobrir, afinal ela é de espírita... a ideia de tirar todo o propósito de uma alma que teve uma vida é loucura, por isso ela tava tão determinada ajudar a anomalia... a seguir em frente.

A cena avança para Lisandra chegando em um local desconhecido, um pequeno apartamento no centro da cidade. ela logo se aproxima em um deles e toca a campainha.

Logo abrindo a porta, uma mulher branca de cabelos loiros atende, e se surpreende ao vê Lisandra, já estava tarde da noite e com uma chuva forte e a própria estava toda molhada pela chuva.

(Lisandra Silva "Estado atual" - Imagem de minha autoria)

???: Desculpa... quem é você?

Lisandra: Você deve ser a Giselle... me chamo Lisandra Silva, sou da fiscalização de vigilância sanitária da prefeitura da cidade. - Mostra um documento falsificado, porém Giselle havia caído no blefe.

Giselle: Bem... sim, sou eu mesma? mas não está meio tarde pra fazer alguma fiscalização?

Lisandra: Ah não senhorita, não estou aqui pra fiscalizar a sua casa, na verdade estou aqui pra tratar algo envolvendo a residência que estava no nome de Cooper Lovin, eu vi nos registros que a senhora tem ligação familiar com o próprio não é?

Giselle: Hum... sim, ele era meu pai.

Lisandra: Imaginava, por favor podemos resolver essas questões envolvendo a residência de seu pai?

Giselle (Suspiro): Sim por que não... por favor senhorita, pode entrar.

Lisandra é recebida por Giselle em sua casa, após adentrarem elas vão para a sala do apartamento. A própria notava o interior do lugar bem decorado e com bastante fotos familiares, porém apenas uma foto do pai de Giselle presente.

Giselle: Escute senhorita Lisandra, aquela casa... provavelmente aquela casa já tenha ficado em posse da fiscalização a alguns anos. meu pai antes de morrer era tão fissurado por aquela casa que... digamos que foi até difícil pra mim lutar por aquele lugar.

Lisandra: O seu pai nunca saiu de Port Lincoln?

Giselle (Risada leve): Não... ele nasceu e teve toda sua vida aqui, digamos que ele era teimoso ate nisso eu diria.

Lisandra: Aposto que você tinha uma boa relação com ele... afinal no testamento dele estava a residência e todos os bens dela em seu nome, mas uma coisa que fiquei curiosa... por que, você negou a primeira vista tudo aquilo?

Giselle: Olha eu não sei bem se essa pergunta é adequado pra o tipo de situação do seu trabalho.

Lisandra: Ah me desculpa, não quis parecer intrusiva... só queria mesmo entender toda a situação, você havia saído do país e tinha se mudado a mais de dez anos, porque justamente quando seu pai falecendo você decidiu voltar e tentar brigar pela casa e...- Lisandra sabia de boa parte das informações, não estava acusando-a mas em si tentando fazê-la de alguma forma, abrir a guarda para começar a falar informações que poderiam ser úteis.

Giselle: Oque?! você tá insinuando que eu voltei pelo interesse pelas coisas do meu pai?! N-não... claro que não. Eu, eu... eu me senti culpada. - Giselle estava com os olhos brilhantes.

Lisandra percebia que toda essa história tinha algo mais profundo envolvido, ela sabendo disso pega as duas mãos de Giselle de forma gentil e segura, naquele momento ela transparência se importar com Giselle, deixando-a segura para dizer tudo sobre sua história.

A cena corta para novamente a casa assombrada por Cooper Lovin, do lado de fora dentro do carro estava Vincent, Carter e Chloe. ambos cumpriam uma vigilância na casa, para evitar que inocentes acabassem se encontrando com a anomalia.

Carter: Porra! é sério que a Lisandra vai fazer a gente ter que mofar aqui mesmo? - Carter estava no banco de trás deitado.

Chloe: Não tem porque ficar só reclamando, não dá pra gente esperar mais rápido. tudo que a gente pode fazer mesmo... é esperar.

Carter: É, mas até lá é capaz da anomalia ver a gente morrer dentro desse carro.

Vincent: Ninguém vai morrer... vamos dar um voto de confiança em Lisandra nesse momento, Ela sabe lidar bem com pessoas. sem contar que também já passei o relatório da missão para a agência.

Chloe: E oque eles disseram?

Vincent: Isso tá na conta dela, se ela de alguma forma fracassar a missão ou acabar fazendo a situação sair do controle. ela tem risco de ser retirada dos serviços de estágio na DNA.

Carter e Chloe apenas se olhavam naquele momento, logo eles sabiam que essa situação ficou mais séria do que deveria.

Chloe (Suspiro): Volta logo Lis...

Carter: Pois é, ela faz uma feijoada tão gostosa que faz qualquer comida britânica parecer comida conservada.

Vincent: Oque você tá querendo insinuar com isso seu idiota? você nem sabe cozinhar pra começo de conversa.

Carter: Por esse motivo, a comida feita por uma brasileira parece que tem uma alma diferente quando você come, sem querer ofender a sua comida veterano, mas os ingleses são bem preguiçosos quando se trata de culinária.

Vincent: Falou e disse o americano e o seu povo pesando mais de cem quilos, todos movidos a balde de frango frito, hambúrgueres e fast food.

Carter: Ei não vem com essa, não vivemos só de frango frito, também tem os nachos com queijo que são uma delícia.

Vincent: ISSO SÓ PROVA AINDA MAIS MEU ARGUMENTO.

Chloe estava com a mão na cabeça ouvindo toda aquela discussão. porém, ela logo nota um grupo de pessoas indo em direção a casa com a anomalia de forma furtiva.

Chloe: Aí o seus idiotas gastronômicos... temos um grande problema.

Vincent e Carter finalmente paravam de discutir naquele momento, após notarem conseguem também ver aqueles indivíduos de preto, eram cinco pessoas e já haviam entrado na casa rapidamente.

Vincent: Ah merda temos que impedir que a anomalia os mate... pessoal não temos mais outras escolha, temos que lidar com a anomalia não dá pra esperar mais pela Lisandra, Chloe seus poderes místicos são mais adequados para expurgar a anomalia, Carter e eu damos um jeito de conter para facilitar seu serviço.

Chloe (Suspiro): Tá beleza, eu vou tentar...

Após se organizarem ambos saem do veículo de forma apressada, indo em direção a casa onde as pessoas desinformadas corriam um grande perigo.

Vincent puxava suas pistolas do coldre e entrava na frente na casa, as coisas não pareciam estar tranquilas assim que adentram, era como se estivesse sentido as emoções da anomalia. Uma atmosfera densa e calorosa, como se estivessem sentindo perfeitamente a raiva desse ser.

Eles escutam sons fortes de estrondo no andar de cima, justamente no local onde ficava o cômodo de sua filha no qual a anomalia despertou sua fúria. ao subirem se deparam com a cena, eram cinco. quatro rapazes e uma garota vestido de preto, ambos jovens e estavam com marretas tentando obstruir as paredes daquele quarto.

Vincent: Vocês parem com isso agora! - Os jovens se assustam ao ver Vincent armado.

Logo naquele momento todos eles jogavam suas ferramentas no chão e levantavam as mãos, Um dos jovens da um passo a frente mesmo estando tremendo.

Jovem: D-Desculpa, não viemos fazer nada de errado.

Carter: Nada de errado? cês tão vandalizando a porra de uma parede seus bando de imbecis.

Chloe: Oque estão fazendo aqui?

Jovem: N-nos apenas estávamos procurando alguns pertences que valessem algo, descobrimos que o armazém da casa fica na parede atrás desse quarto... então nós pensamos que poderia ter algo interessante.

Vincent: Não importa oque vocês vieram fazer, se vocês querem sair daqui vivos teem que fazer tudo que dissermos por que se não... - Ele parava de falar logo em seguida após pressentir alguma coisa.

Chloe: Cacete é ele...

Carter: Não tô sentindo a mesma coisa que vocês, só sinto que a gente tá é fudido.

Os jovens não entendiam nada daquelas palavras vindo dos três, porém a dúvida não durou muito até uma espécie de onda de poder conjurada ia em direção aos jovens, A entidade desta vez estava pronto para matar os civis até que Chloe cria uma espécie de barreira, Ela os parcialmente os protege de serem mortos. porém, o impacto que foram arremessados foi grande ao ponto de todos cinco civis desmaiaram no processo.

Os móveis da casa começava a se mexer de forma frenética, alguns objetos eram arremessados sobre os três que eram obrigados a desviarem. tudo isso acontecia enquanto aquela voz trêmula ecoavam pela casa, as palavras movidas a puro ódio da entidade.

S̵̠̾͒A̷̓͛͜I̴͎̅A̸͇͔͂͆ ̶̦̔͂D̶̟̏̀͜Ȁ̷͓̤͊ ̴̩̀͆M̸̲͎͑̈́I̵͎̊͘N̶̹̚H̴̦͇̀A̵̯̠͋̕ ̷̢̊͑C̴͑̄ͅA̴̤̤̚̚S̶̜͂A̷͍͑!̸̲͘!̸̝̽!̴̜͊!

Vestígios de poderes místicos eram lançados em direção aos três, Chloe usava seus poderes pra contra-atacar. porém, era difícil atacar àquilo que você não vê.

Vincent usava seus poderes de intangibilidade para não receber os ataques, mas ele não podia fazer mais nada além disso.

Carter não sabia controlar e também sentir poderes místicos, nessa luta ele não teria grandes utilidades já que se destaca mais em combates físicos, o máximo que ele fazia era desviar dos ataque e alertar os outros sobre perigo caso seus amigos estiverem

Carter: AH GENTE NÃO CONSEGUI FAZER NADA CONTRA ESSE FANTASMA FILHO DA PUTA DO CARALHO.

Vincent: Eu tenho um plano. - Ele tira do bolso oque parecia ser uma granada.

Carter: Legal vamos tentar explodir UM FANTASMA COM UMA GRANADA!... Se você queria tanto matar eu e a Chloe não precisaria de muito esforço.

Chloe: Não é uma bomba comum idiota, isso é uma bomba de malicium. Feita pra neutralizar entidades e assombrações.

Vincent: Correto, por isso eu preciso que vocês dois fazem o...- Antes que pudesse terminar a frase a anomalia lança uma espécie de onda de impacto no momento em que Vincent havia saído da intangibilidade.

Ele havia sido arremessado para o outro cômodo da casa que estava sem parede, a essa altura o veterano experiente estava fora do combate, A entidade então começa mostrar seu verdadeiro poder alterando todos os cantos da casa.

Carter e Chloe tentavam correr por outros cantos da casa, mas meio que voltaram para o mesmo lugar onde estavam. a anomalia controlava onde cada ser que estava dentro da casa estaria, seu poder era claramente superior a de todos dali, não podiam fazer mais nada além de correr.

Surgia lanças conjuradas por poderes místicos, Carter notava que elas estavam sendo miradas em direção aos jovens desacordados no mesmo cômodo, não tendo outra escolha ele corre até os jovens e após a magia ser lançada Carter havia entrado na frente.

As lanças haviam perfurado seu braço, sua coxa e também seu estômago. não era profundo mas ele sangrava bastante, Chloe notava que a anomalia lançava diversos outros ataques da mesma forma em Carter, ela então entrava na frente e lançava uma barreira mística os protegendo.

Naquele momento a pretensão de mata-los ficou nítida, e sua fúria após pessoas invadirem sua casa e começarem a destruir a casa, principalmente o cômodo onde ficava o quarto de sua filha.

Ele finalmente revela sua verdadeira forma, mesmo estando transparente ficou visível a aparência de um homem envelhecido e com uma carga cansada no rosto. Chloe resistia ao máximo que pudia com sua barreira mística, até que finalmente saindo do outro cômodo surge Vincent.

Vincent esperava o momento certo, após notar que a anomalia estava com toda sua atenção em Chloe ele decidi agir mesmo estando meio ferido, Ele arremessava a granada de malicium em direção a entidade, Não tendo tempo de reagir a bomba explodi e finalmente surge o efeito esperado.

A anomalia se contorcia e não conseguia voltar a desaparecer, além de que estava mais exposta a poderes místicos, logo Vincent não havia pensado em outra coisa a não ser da ordem.

Vincent: CHLOE AGORA!!

Chloe finalmente vê a hora de agir com o plano, ela conjura uma espécie de linha mística ligada na entidade, esse era o processo chamado de "obliteração" onde apagaria a entidade de realidade. porém, no processo Chloe teve acesso a um outro caminho naquele vasto brilho, um caminho que levava a sentimentos, momentos ou...

MEMÓRIAS

*Sons de bebê chorando de fundo*

Um médico segurando uma bebê que acabou se sair de um parto, ela estava saudável e a primeira ação do médico foi levar em direção ao pai que estava na mesma sala, o pai segurava sua filha com todo amor e felicidade possível. naquele momento era como se fosse sua obrigação, proteger aquela pequena criança com todas as suas forças.

Porém, na máquina ligada aos batimentos cardíacos da mãe da bebê começava a apitar, a pressão estava caindo e os médicos faziam de tudo naquele momento. mesmo usando o aparelho de reanimação não parecia surtir efeito, não demorou pra minutos depois aquela felicidade ser voltada em tristeza e desespero, diante dos olhos do pai ele via o seu amor perdendo sua vida.

(Música completamentar opcional)

"Giselle... me desculpa, eu sei que eu errei naquele dia. você não merecia ouvir aquelas coisas, novamente eu fui egoísta com você."

Nas memórias era possível ver o pai deprimido e isolado na casa, perder sua esposa pra ele foi a gota d'água na sua vida, porém ele escuta o som do choro de sua filha no quarto, ao adentrar o quarto e se aproximar do berço sua expressão de tristeza muda para algo mais alegre. ele consolava sua filha de forma amorosa, lidando com suas dores ao mesmo com suas responsabilidades.

"Eu vivia no fracasso, vivia numa sombra que nunca saia do meu lado, você era a única luz que conseguia tirar ela de mim.

Em uma memória de anos depois, sua filha já estava com seis anos de idade, ela estava sobre o colo de seu pai assistindo desenhos, ela cantava junto com o seu pai as músicas do programa enquanto ele penteava e tratava do cabelo de sua filha.

"Você sempre foi a única coisa que fazia sentido. o trabalho cansativo, dividas, doenças... essas coisas não faziam efeito com você na minha vida, eu sabia que um dia você precisaria voar com suas próprias asas mas... essa ideia, me assustava."

Na cena mostra uma discussão do pai com sua filha, ela já era adolescente e com um linguajar bastante rebelde, mas ainda era a pessoa que o pai amava e tinha medo de perder, ela era uma grande dançarina com o sonho de ir longe com aquilo que amava, apesar de amar tudo em sua filha para ele sua filha não deveria se afastar dele, com uma atitude precipitada ele destrói a única oportunidade grande que ela tinha, havia tirado da escola de dança que a própria frequentava, consequentemente perdendo a chance de participar de uma grande apresentação onde seria sua grande oportunidade.

"Eu não queria aquilo... eu não queria, eu só... fui egoísta como sempre fui, eu sei que você talvez não me perdoe por tudo que negligenciei, mas eu queria que soubesse de uma coisa." - A voz era emotiva e trêmula nesse momento.

No último vestígio da memória, era possível ver a filha já adulta pegando um táxi em frente a porta de casa, o pai tentava correr até a sua filha para alcança-la mas seus esforços foram em vão, o carro havia partido... e naquele momento foi a última vez que ele a viu.

"Eu quero que saiba que, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. não deixe de desistir dos seus sonhos, você é a pessoa mais talentosa. que eu conheço, apenas não se esqueça das palavras de seu pai." - Na cena revelava que ele estava mandando uma mensagem de voz no celular, ele enviava e em seguida colocava o celular sobre a mesa.

(Imagem do Pinterest)

A cena corta para Chloe soltando a anomalia de sua linha mística, ela apenas se rastejava pelo chão para se afastar da anomalia, Vincent estava com uma expressão de confusão e irritação ao mesmo tempo.

Vincent: Chloe!... Porquê você não foi a diante?!

Chloe (Chorando) Porque... ele não, ele não merece isso. - Vincent se surpreende ao ver Chloe caindo em lágrimas.

(Chloe Keane "Estado atual" - Imagem de minha autoria)

(Pare a música se estiver ouvindo)

A anomalia após relembrar as memórias do passado, começava a se descontrolar mais e mais potencialmente, uma espécie de tornado místico estava ao seu redor e o resultado que isso teria era a casa inteira se desmoronar nesse processo.

Logo de forma inesperada para todos, surge Lisandra no local e a própria estava com uma expressão de surpresa ao ver toda a cena ao redor.

Vincent: Chegou tarde, a gente precisa sair daqui!

Lisandra: Ainda não... só tem um jeito de resolver isso.

Surpreendo Chloe e Vincent quem surgia atrás de Lisandra era Giselle, a filha de Cooper a anomalia. Ela estava assustada com toda a cena mas ela reconhecia a aparência daquela anomalia descontrolada.

Por algum motivo, ela decidiu se aproximar enquanto todos tentavam impedi-la. aquela onda de impacto empurrava todos que se aproximavam dele, menos a sua filha que passava intacta.

Logo Giselle finalmente se aproxima de seu pai.

(Música complementar opcional)

Giselle: Pai... eu sabia que você ainda estaria vagando por essa casa, eu tive essa sensação, mas... você não deveria estar aqui.

Giselle: Chegou a hora de você ir....você nunca, nunca teve motivo pra estar preso a essa vida, você não tem que sentir culpa.

Giselle: Eu que peço perdão, você foi quem esteve comigo durante todos esses anos. esses incansáveis anos de sua vida, com todo esse sofrimento de seu passado.

Giselle: Você nunca havia desistido de mim... enquanto eu na primeira oportunidade abandonei você, sou eu quem deve viver uma vida de culpa.

Surpreendentemente aquele poder descontrolado se diminui até finalmente se controlar, Cooper então estende a mão no rosto de sua filha que estava coberto de lágrimas.

Cooper: Todo sofrimento do meu passado?... Filha, eu reviveria eles todos os dias se fosse pra ter mais uma vida ao seu lado.

Giselle: Então chegou a sua hora... você precisa ir, lembra daquela promessa que você me fez?... - Ela diz a promessa mas em tom infantil." Não importa quantas vidas sejam, vamos sempre estar junto lado a lado."

Giselle: Não se esqueça papai... você sempre foi, o meu herói. - A anomalia finalmente senti o alívio após anos preso a culpa, e a única decisão que toma em seguida é em se despedir.

(Última despedida - Imagem de minha autoria)

Aquele energia mística que cobria a casa finalmente se desfaz, a entidade que estava presa a casa havia sido libertada. suas memórias haviam sido deixadas como lembrete, do seu sacrifício e do seu amor.

Carter mesmo ferido havia se levantado do chão, ele havia visto toda a cena e aquilo de alguma forma havia mexido com ele. o amor verdadeiro daquele pai o fez ter mais coisas a pensar na sua cabeça, seu pai... será que também não foi feito um sacrifício da parte dele?.

Em breve: Capítulo 9 - Vivendo e Aprendendo

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