𝟐𝟒. 🇧🇷𝐆𝐚𝐛𝐫𝐢𝐞𝐥 𝐁𝐚𝐫𝐛𝐨𝐬𝐚

Tema: trabalho de parto


Your point of view

Você acordou no meio da noite sem conseguir achar uma posição para dormir. É complicado achar uma posição para dormir estando grávida de nove meses. Sua barriga estava enorme, seus pés estavam inchados, suas costas doíam e seus seios doíam.

Um suspirou saiu da sua boca e você se encaminhou até a sala, o pequeno Apolo pareceu notar sua inquietação e deu dois chutes na sua barriga. Um sorriso iluminou o seu rosto naquele momento.

O pequeno é o sonho que você e Gabriel estão realizando, ele ficou eufórico quando soube que seria pai. Vocês planejaram tudo, desde o quarto até o futuro que seu marido fez questão de dizer que seria jogador.

No dia de hoje, o pequeno estava calmo. Os chutes eram mais fracos, você estranhou porque desde que começou a se desenvolver ele chutava. Principalmente na presença de Gabriel.

Com cuidado você se sentou no sofá e fez um carinho na sua barriga. Você não queria acordar Gabriel para te fazer companhia, até porque ele não tem dormido direito com medo que você precise dele em algum momento.

― Oi pequeno, hoje você resolveu ficar quietinho? ― você sorriu ― Justo hoje que a mamãe não conseguiu dormir ― Apolo deu um chutinho fraco.

Na sua frente tinha a foto do chá revelação, um sorriso surgiu nos seus lábios se lembrando daquele momento. Gabriel havia feito um bolão com os jogadores do Flamengo.

Gerson e Pedro tiveram que bancar todo o chá de fraudas do pequeno Apolo, já que eles tinham apostado que seria uma menina. Você acabou rindo daquela situação caótica, enquanto que seu marido agradeceu por não ter que gastar uma fortuna com fraudas.

― Preta? ― a voz rouca de sono chamou a sua atenção.

― Na sala, jogador ― você gritou de volta.

Não demorou muito para você ouvir passos apressados em direção a sala. Gabriel entrou no seu campo de visão com a cara amassada e usando apenas uma samba canção.

― Por que está acordada, amor? Sentiu dores? ― ele sentou do seu lado.

― Não, lindo ― você deitou a cabeça no ombro dele ― Só é um pouco difícil dormir com esse barrigão.

― Eu imagino, mas podia ter me chamado e eu tinha te feito companhia ― Gabriel depositou um beijinho na sua testa.

― Você estava cansado, além disso eu sei que você não tem dormido por conta das contrações de treinamento.

Há poucos dias você começou a ter contrações de treinamento, sempre achavam que Apolo viria, mas era alarme falso. Seu marido acabou adquirindo diversos fios brancos por causa disso.

― Mas eu não quero deixar vocês sozinhos ― ele fez um carinho na sua barriga ― Apolinho, você salvou o papai de gastar rios de dinheiro com fraudas, sabia?

― Gabriel? ― você deu um tapa fraco no peito dele ― Isso é coisa que se diga, amor.

― Mas não é? ― ele deu de ombros ― Seu tio Pedro disse que vai te levar para tomar a benção do pastor, mas eu não confio em nada naquele pastor que vende vassoura que varre o mal.

Você soltou uma risada, Apolo chutou e vocês riram mais ainda. Já era madrugada, então não demorou muito para os seus olhos pesarem de sono.

― Estou com sono, Gabi ― você resmungou.

― Bora dormir, gostosa ― ele deu um cheiro no seu pescoço ― Cê tá tão linda.

― Duvido muito ― você negou com a cabeça.

― Está sim, a mulher mais linda do mundo ― ele te deu um selinho ― A grávida perfeita.

Um beijo foi iniciado, era lento e carinhoso. Gabriel mordeu seu lábio inferior te fazendo suspirar, enquanto seus pelos se arrepiaram pelo aperto na cintura. Vocês finalizaram com selinhos e sorrisos.

Apolo acabou chutando fazendo vocês rirem, o pequeno chutava todas as vezes que Gabriel se aproximava ou te abraçava.

― Ei grãozinho, você está chegando agora ― ele se ajoelhou ― E outra, nós dois vamos cuidar e proteger a mamãe, fechou? ― Apolo chutou ― Viu como ele me entende.

― Três horas da madrugada e eu chorando por você ser um bobo ― ele riu.

Gabriel te ajudou a voltar para o quarto e juntos acharam uma posição confortável para você dormir, logo sua respiração ficou pesada e o sono te consumiu.

(...)

― Fala baixo, porra! A minha mulher está dormindo ― você acordou com a voz de Gabriel.

― Você quem está gritando ― a voz de Gerson se fez presente.

Você se espreguiçou e levantou, já era 12h e você se lembrou que Gabriel havia marcado uma resenha em casa. Mas como a sua desculpa é a gravidez, então nem se importou com o horário.

Assim que levantou sentiu uma dorzinha, sentiu um líquido escorrendo pelas suas pernas e no lençol tinha marca molhada. Sua bolsa havia estourado, seus olhos automaticamente se encheram de lágrimas.

― Vai nascer, meu amor? ― você sorriu ― Vamos chamar o papai.

Com cuidado você foi caminhando lentamente até a sala, as contrações ainda não tinham chegado. Alguns jogadores estavam jogando FIFA, Gabriel estava na cozinha preparando caipirinha.

― Gabi... ― você chamou e Pedro te olhou.

― Cê tá bem? Eita fez xixi no chão ― ele apontou para as suas pernas.

Pedro saiu correndo e naquele momento as contrações começaram. Você tocou a sua barriga e um grito de dor saiu dos seus lábios.

― Preta, você precisa de ajuda para ir ao banheiro? ― Gabriel se aproximou.

― Não, amor ― você respirou fundo ― O Apolo vai nascer.

― QUE? ― os jogadores gritaram em uníssono.

― Segura ai, hoje tem campeonato de FIFA ― Gerson disse e Arrascaeta acertou um tapa na cabeça dele.

― Burro, como que segura una criança ― o uruguaio disse sério.

― CALA BOCA ― Gabriel gritou com os jogadores ― Vamos para o hospital, amor.

Ele te ajudou a ir até o carro, Matheuzinho pegou a bolsa de Apolo enquanto que Arrascaeta ficou responsável por dirigir.

― AAAAAAAI ― você gritou.

― Está doendo muito? ― Matheuzinho perguntou.

― Não, ela está gritando de felicidade ― Gerson revirou os olhos.

― A-amor, o Apolo quer nascer agora ― você suspirou.

― Ele precisa esperar chegar no hospital, preta.

Gabriel estava nervoso, o trânsito do Rio de Janeiro estava um caos e deram o azar de cair em um engarrafamento.

― CAMBADA DE PAU NO CU, A MINHA MULHER ESTÁ PARINDO PORRA ― Gabriel gritou e Arrascaeta buzinou.

― Gabi... vai nascer ― você soltou um gemido de dor.

― Dá um jeito com essa carroça, uruguaio.

― Só se yo passar por cima dos outros carros ― Arrascaeta suspirou.

Gabriel soltou um suspiro, então te deitou no banco de trás e abriu a porta do carro. Ele deu a volta, subiu a sua camisola e tirou a sua calcinha. Ele tocou e te olhou.

― A médica disse que sete centímetros era o ideal, não é? ― você assentiu ― Porra, e agora?

― Será que não tem um médico nesse trânsito? ― Gerson saiu do carro.

Gabriel ligou para a sua médica, mas a mesma estava em uma cesariana.

― Liga pro médio do CT ― Pedro sugeriu.

Suas contrações aumentaram, enquanto Pedro ligava, Gabriel segurou a sua mão e você apertou sem dó. Suas dores eram intensas, seus olhos estavam lacrimejando com a dor.

Demorou quinze minutos para o médico do Flamengo chegar, todos os jogadores saíram do carro. Mas Gabriel ficou ali segurando a sua mão.

― Vai nascer agora ― o médico disse.

― Aqui? No meio do trânsito? ― Gabriel suspirou.

― Vai nascer amostrado igual ao pai ― Gerson riu e recebeu um olhar mortal de Gabriel.

― AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ― você gritou.

O médico preparou algo improvisado, não tinha como sair dali. Então ele te explicou como seria feito e basicamente você teria que fazer muita força.

― Amor ― você choramingou.

― Vai dar certo, linda ― ele sorriu ― Apolinho quer se mostrar pro mundo já cedo.

Você sorriu e começou o trabalho de parto. A dores se intensificaram, você só queria descansar para recuperar as energias.

― Força ― o médico mandou.

― AAAAAAAAAAA EU NÃO AGUENTO ― você sentia algo te rasgando.

Foram longas duas horas, algumas pessoas pararam para ver o seu filho nascer. Gabriel estava te apoiando e incentivando a fazer mais força. O suor pingava da sua testa.

― Já consigo vê-lo, só mais uma vez e agora coloque muita força.

― Você consegue, preta ― Gabriel te deu um selinho ― O nosso filho vai nascer forte e lindo, só mais um pouquinho.

― S/n, S/n, S/n, S/n ― os jogadores torciam.

Em outra situação você soltaria uma risada, mas agora seu filho iria nascer. Você fez a maior força que conseguiu, seu corpo enfraqueceu e um chorinho foi escutado. Suas lágrimas caíram na mesma hora.

― Nasceu o garotão ― o médico disse ― E pelo jeito muito saudável.

― O trânsito começou a andar ― Gerson apontou ― Bora pro hospital.

O médico iria acompanhando no outro carro, o pequeno Apolo estava nos braços de Gabriel e ele ostentava um sorriso orgulhoso nos lábios.

― Tão lindo, amor ― ele sorriu ― Eu te amo tanto, amo nosso pequeno também.

― Eu também te amo, amor ― você sorriu ― E ele só nasceu quando o trânsito parou ― você riu.

― Eu disse, ele será exibido igual ao pai ― Gerson riu.

E em poucos minutos vocês chegaram ao hospital, para a felicidade o pequeno Apolo nasceu esbanjando saúde e também carisma. E será mais um momento inesquecível.

Votem e comentem

Até a próxima

Beijinhos, amoras

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