CAPÍTULO 7

(sem revisão)

Ontem assim que cheguei em minha casa, dona Marta veio toda preocupada me abraçando, me beijando, claro que depois de puxar minha orelha por não ter dado notícias de como eu estava.

Meu pai começou a soltar seu veneno mas foi ignorado por minha parte com sucesso.

E depois que fui obrigado a comer, não que seja um grande sacrifício, já que a comida de dona Marta é maravilhosa, mas eu só queria minha cama, minha mãe colocou meu prato, o que resultou mais encheção de saco do meu pai, falando que eu tinha mão e poderia fazer meu próprio prato, que minha mãe me mimava muito, por isso eu faço o que quero.

Comi o mais rápido que pude e subi para o meu quarto, tem horas que eu quero muito ir morar sozinho, só assim para o meu pai parar de atormentar minha vida. Mas aí eu paro e penso que entre pagar meus rolês e pagar uma casa e várias outras coisas, prefiro ficar aguentando mesmo.

Como nesse exato momento, o ser humano pegou o dia para me atormentar, porque para o meu azar ele não tem nenhuma reunião hoje.

Que Deus me ajude a aguentá-lo até o horário que eu saio para a faculdade, se não fosse meu pai juro que eu já tinha mandado ir a merda.

O dia pareceu mais longo que o normal, as horas não passavam e assim que olhei no relógio e vi que já estava na hora de ir embora, desliguei o computador e peguei minhas coisas.

Precisei passar na sala do Carlos, já que ele ainda estava enfurnado nela.

– Já estou indo. – Falei assim que abri sua porta.

– Como assim já estou indo? Se eu ainda estou aqui, você deve continuar trabalhando. – Perguntou-me.

Carlos estava de cabeça baixa, mas assim que eu abri a porta, ele a levantou para questionar-me.

– Você bem sabe que eu tenho faculdade, Carlos, não se faça de desentendido, se você quer morar no trabalho, azar é todo seu, eu tenho que estudar e eu não vejo a hora de conseguir um estágio, assim vou ser obrigado a olhar para sua cara, só em casa mesmo. – rebati e comecei a sair.

– Murilo, você trate de me respeitar, porque eu sou seu pai e você ainda mora debaixo do meu teto. Não me faça te bater, você está precisando apanhar mesmo, para parar de ser um moleque mimado, não sei onde foi que eu errei na sua criação, talvez seja a falta de uma boa surra. Você não dá valor ao pai que tem, eu deveria fazer como meu pai fazia comigo e o seus tios, quem sabe assim você me respeitaria como deve. – Esbravejou.

Eu simplesmente virei as costas e sai andando, não me atrasaria na faculdade por causa de chiliques do meu pai.

Ele ainda ficou gritando me chamando, mas eu só segui meu caminho, que por sinal seria um pouquinho longo, já que eu ia andando.

Algumas horas depois
No intervalo, encontrei com os meus amigos e estávamos conversando sobre o final de semana.

– Murilo, você é um tremendo filho da mãe sortudo. Ainda não estou acreditando que transou com duas gostosas, enquanto nós aqui só tivemos sucesso no primeiro dia do evento. – Falou Otávio.

– Cara, Irina apareceu de repente com a mãe dela lá na imobiliária. – Comecei a contar sobre Irina.
– Que safada. – Os caras disseram ao mesmo tempo.

– Vocês nem sabe o quanto. Saímos no sábado para beber e ficamos a noite inteira transando, ela tinha me deixado doido e sofreu as consequências depois. Só paramos depois de esgotados, só sei que quando dormimos já era dia. – Falei rindo.

Continuamos conversando até que o sinal tocou e voltamos para a sala de aula.

Ali na sala eu voltei a ser o Murilo focado nos estudos.

Os dias foram passando, Irina não parava de me enviar mensagens, eu ignorei todas. Como eu imaginei, ela é bem pegajosa, não larga do meu pé.

“ Murilo? Será que você pode me responder?
Caramba, achei que você fosse diferente, mas já vi que é um babaca infeliz.
Gosta de usar as mulheres achando que somos descartáveis.
Pois saiba que você não é o último homem da terra.
Só por que é gostoso se acha demais, mas você não é o único e não pense que ficarei me jogando aos seus pés, não vou.
Eu me dou valor. Não quer mais sair comigo? Ótimo, tem quem queira.
Só acho que você não foi homem o suficiente para dizer isso na minha cara, você é um belo de um covarde. Idiota.
Mas pode deixar que eu não vou mais te perturbar.
Passar bem.”


Depois de ler seu texto, bloqueei seu contato. Eu é que não vou me dar ao trabalho de ficar respondendo essa louca. É até melhor que ela se tocou, assim eu não tenho trabalho de desenhar que o que tivemos foi só uma transa e nunca mais se repetirá.

Segui com minha vida tranquilamente, minha rotina entre trabalho e faculdade e aos finais de semana, eu ia me divertir. Pagava geral.

Rebecca me enviou mensagem um dia desses e eu resolvi repetir a dose, mas foi só uma exceção. E eu jurei para mim que não cairia em tentação mais uma vez.

Então fui franco com ela e disse que não poderíamos mais nos encontrar, ao contrário de Irina, ela não me xingou nem nada, pareceu entender que eu não sou um cara que saí só com uma mulher. Achei ela muito madura, se ela não fosse se apaixonar por mim, eu até ficaria com ela mais vezes, já que é bem gostosinha.

Mas foi bom nossas duas transas, não vou negar. Só que a fila tem que andar e eu preciso conhecer umas bocetas novas.

1 mês depois...

Estou quase surtando, está difícil lidar com meu pai, todos os dias brigamos, tanto em casa quanto no trabalho. Minha mãe até tenta intervir, mas nem ela está conseguindo fazer com que meu pai deixe de ser o insuportável que ele é.

Hoje eu já acordei em um mal humor do inferno. Nunca fui de brigar, mas minha vontade é meter a porrada na cara do primeiro que me olhar atravessado.

Estou com minha mente cheia, estamos nas semanas de prova e eu tenho que estudar, ainda tenho que ir trabalhar e aguentar o mal humor do Carlos, que nem parece que transa de tão mal humorado que é. Estou ao ponto de surtar, temo pegar DP em alguma matéria, mesmo que eu sei que sou um bom aluno, com os dias meio conturbados não estou conseguindo estudar direito, muito menos pregar meus olhos, preciso mesmo é sair, distrair a mente e para minha sorte hoje é sexta-feira, então ninguém me segura. Vou beber todas e só saio de lá carregado.

Estou distraído sentado em minha cadeira na recepção vendo algumas coisas no computador e aproveitando para estudar para a prova de hoje, quando percebi a presença de alguém parado me olhando.

Assim que eu vejo quem é, nem acredito.

Irina está com seus olhos vermelhos, e eu juro que não estou com paciência para aturar essa garota agora.

– O que faz aqui? – Perguntei.

– Nós precisamos conversar, Murilo, você não me responde mais, não sei se mudou de número nem nada. Eu sei que falei que não ia te procurar, mas foi necessário. – Respondeu-me.

– Olha Irina, eu estou com a cabeça fervilhando, tenho que estudar para minhas provas, não estou a fim de lidar com você agora. Odeio mulher grudenta e não quero um relacionamento com ninguém, agora se você puder ir embora, eu agradeceria. – Controlei minha voz para não gritar, uma tarefa bem difícil para mim.

Irina nem se abalou, aparentemente, mas o que veio a seguir foi uma bomba e eu juro que se eu não tivesse sentado eu cairia desmaiado.

Só poderia ser um pesadelo ou uma brincadeira de muito mal gosto.

Eu torci pela primeira opção.
Não sei o que seria da minha vida de agora em diante.

Olá amores, como vocês estão? Espero que bem.
E aí o que acharam do capítulo? Espero que gostem, votem bastante e comentem aqui o que acharam e não esqueçam #FicamEmCasa.
Beijos da Juh e até sexta-feira que vem. 🥰💜😘

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