Capítulo 3

Minha preocupação estava totalmente em torno de pensamentos tentando adivinhar o que o Josh escolheria com os seus belos 3 pedidos. Ele jogou sujo. Eu nunca beijaria ele!

No fim da noite de ontem todos nos despedimos e fomos para casa, depois daquela aposta ridícula que o Joshua fez, não sei o que deu no Bailey que ele falou comigo pelo resto da noite. Eu digo que não sei o que deu nele porque desde o momento em que eu tinha chegado com o meu irmão, ele estava grudado no celular, mas fiquei feliz em conhece-lo. È um garoto bem legal.

Fiquei conversando com a Joalin por mensagens até madrugada e isso explica o meu sono em excesso no dia de hoje.

Me observei no espelho para ver se estava tudo ok.

– Tem um garoto com um carro parado em frente a nossa casa. – minha mãe entra no meu quarto, avisando.

– Ah sim, é o Josh – comento como se não fosse nada demais e pego meu celular, mas quando vou olhar para a minha mãe ela tem um sorriso no rosto que eu conhecia muito bem. – Nem começa.

– O que foi? – ela pergunta se fazendo de desentendida.

– Você sabe o que está fazendo! E ele é apenas um amigo, então sem comentários dizendo que eu estou namorando – digo rapidamente e ela sorri normalmente agora. – Já vou. – dou um beijo na sua bochecha e saio do quarto.

Sai de casa e caminhei até o carro estacionado. O vidro estava totalmente abaixado e dava para ver  Josh balançando a cabeça, que parecia ser por conta da música. Ele virou o rosto e me observou de cima a baixo.

– Eu tiro uma foto se quiser, imbecil – disse já entrando no carro. – Gostou tanto assim.

– Você fala de mim, mas além de me dar um bom dia, a primeira coisa que faz é me chamar de imbecil.

– Trabalho com verdades, gatinho.

– Então quer dizer que você me acha gatinho? – ele provoca e eu reviro os olhos. Josh da partida no carro e seguimos a caminho da escola. – Você disse que trabalha com verdades.

– Fecha esse vidro que tá frio, garoto – peço mas ele me ignora. – Joshua!

– Primeiro, tenho que te fazer meu primeiro pedido. Você acha que eu esqueceria dos meus preciosos 3 pedidos? – ele questiona. – Ainda mais depois do que você fez eu fazer naquela cafeteria.

– Admite que foi legal vai. – dou risada e ele me olha com uma expressão de tédio.

– O meu primeiro pedido é que você me ajude nos exames de qualquer jeito. Você não pode recusar, gatinha.

– Você é muito besta! Eu ia aceitar de qualquer jeito, será que você não percebeu? Eu fiz o meu pedido a partir desse momento eu já tinha aceitado – dou uma gargalhada e ele estava com cara de tacho. – Meu Deus!

– Ai não vale, S/n. Olha que absurdo. – ele reclama.

– Você também não foi justo quando me desafiou a te beijar. – retruco.

– Eu fiz esse desafio porque vai que você estava na vontade – ele diz, me deixando incrédula. – Se eu fizesse esse desafio pra qualquer outra garota, ela aceitaria. Pode acreditar!

– Eu acredito sim que todos um dia cometem erro na vida, mas te beijar tá ultrapassando do nível de burrice – digo simplesmente, e naquele momento percebo que já estamos na escola. – Me compara com uma garota que vai se atirar pra cima de você novamente, que eu te jogo do carro em movimento. – aviso antes de sair do automóvel e ir para dentro da escola.

    –––––————————————

– De onde apareceu esse 6? - ele pergunta apontando pra folha.

– Pelo amor que você tem a sua vida Joshua, presta atenção. – digo pela milésima vez.

– É que quando temos uma pessoa gata demais ajudando, a concentração fica só na sua beleza. – ele provoca. Mas eu não sabia se estava brincando mesmo ou falando sério, seja lá qual for, não me impediu de ficar sem graça.

– Quando eu fechar todos os cadernos e ir embora, não venha me perguntar porque eu desisti. – aviso.

– Tudo bem, gatinha.

– Da pra parar de me chamar assim?

– Não. Eu gostei desse apelido – ele sorri de lado. – Combina com você.

– Me acha gatinha então? Entendi.

– Na verdade eu acho sim – suas palavras me surpreenderam tanto, que não consegui nem se quer olhar para a sua cara novamente. – Muito – ele continua. – Você não tem noção do quanto...

– Cala a boca, Joshua! – peço impaciente, fazendo algumas pessoas que estavam na biblioteca me olharem com cara feia. – Para de fazer isso – sussurro. – E enquanto você não tomar vergonha na cara e se concentrar nas aulas, eu vou procurar um livro.

Me levanto da cadeira de madeira e entro no corredor 5 da Biblioteca, aonde tinha livros de romance. Quem è que não gosta de um clichê? Eu por exemplo, já até perdi a conta de quantas vezes eu morri de amores por livros assim.

Na real, garotos como tem nos livros não existem. Quer dizer, eles todos tem defeitos mas de qualquer jeito parecem continuar perfeitos. Todos nós ficamos iludidos com alguém da história, que ficamos martelando na cabeça que gostaríamos de ter uma pessoa em nossas vidas. Viver um clichê posso confessar que até seria divertido.

Eu estava olhando a capa de simplesmente acontece e minha mente estava implorando para que ele não o pegasse para ler pela décima vez. Já meu coração, dizia que quanto mais eu fosse ler, mais apaixonada pela história eu ficaria.

– Sabe... – ouço a voz de Josh e viro minha cabeça para o lado, vendo-o se aproximar em passos lentos. – Eu tenho que pensar muito bem sobre os meus 2 pedidos que restam.

– È mesmo? Legal – nem me importo em não fingir interesse. – Deixa eu te fazer uma pergunta?

– Um pedido?

– Uma pergunta!

– Você vai fazer mesmo se eu falar que não deixo né?! – ele já parece me conhecer muito bem.

– Você fica com a Giulia?

Sim, completamente do nada essa pergunta e bem peculiar. Eu sou uma garota curiosa demais para ficar me corroendo em saber o que esses dois tem. Na noite de ontem, eles se beijaram, estavam abraçados. Na verdade, se eles tem algo mesmo eu me pergunto como ela se sentiu quando ele desafiou que eu o beijasse. Ou pior, e se fosse outra garota que aceitaria o desafio? Isso séria horrível!

– Não exatamente. Na verdade, rola alguns beijos aqui e ali... Mas nada sério – ele da de ombros. – Curiosa você, S/a.

– Parece que é algo sério sim, porque ela não gostou nada de você ter feito aquele desafio totalmente idiota.

– Agora eu quero fazer uma pergunta. Por que você não quis me beijar? – ele pergunta se aproximando mais.

– Invade meu espaço pessoal que eu vou te dar um soco – aviso desde já.

– Assim? - ele fica a centímetros de distância do meu rosto e minha respiração falha. – Cadê o meu soco?

– Se a-afasta! – olho no fundo dos seus olhos e ele estava se divertindo em me ver nervosa.

– Primeiro responde a minha pergunta – e ele realmente não se afastou, a não ser quando eu o empurrei e fui para o outro lado do corredor. – Essa aproximação toda não te deixou tão confiante.

– Vai se ferrar!

–  Responde a minha pergunta. Estou bem curioso. – Ele pede mais uma vez.

– Uma pena. Eu não ligo. – forço um sorriso falso e saio do corredor.

     –––––————————————

Joalin havia me mandado várias mensagens pedindo para que eu a encontrasse na cafeteria que estávamos na noite passada.Não hesitei em ir, aliás, não tinha nada para fazer essa tarde e eu preciso de amigas.

O sininho da cafeteria tocou assim que eu entrei. O lugar até que estava bem movimentado, poderia ser porque depois da escola muitos procuram vir pra cá passar o tempo.

Rodei os olhos pelo lugar e logo vi a Joalin em uma das mesas, mas ela conversava com alguém que sentava na sua frente. Assim que ela me viu, deu um sorriso largo e se levantou para poder me abraçar.

– Garota tão pontual – ela diz animada, acabado com o abraço. – Senta aí.

Eu olho para a pessoa que ela estava conversando, que na verdade era o Bailey. Ele me olhou e se afastou mais para o lado, para que eu pudesse sentar no banco. Dei um sorriso de lado e assim me sentei, Joalin estava me olhando com um sorriso animado demais.

– Então, eu estava aqui tentando convencer o anti-social à ir em uma festa amanhã a noite. Me ajuda! – ela pede, apontando para o Bailey e balançou a cabeça negativamente.

– Eu também não gosto de festas, então eu vou ficar do lado dele dessa vez. – Joalin faz uma cara de triste, que na verdade dava para saber que era um drama, pelo esforço.

– Pra que ir para festas se podemos ficar em casa? E outra, você não vai estar sozinha. Josh, Giulia, Noah... Todos vão estar lá. – Bailey diz.

– Se eu fosse em uma festa que meu irmão estaria, pode ter certeza que ele não ia me deixar dar 1 passo se quer sozinha – dou um riso. – Eu não vou ter nada pra fazer amanhã á noite, mas mesmo assim não quero ir para a festa.

– Você já foi a alguma festa, S/a? – Joalin pergunta.

– Na verdade não e nem quero. – minha resposta deixou ela mais desanimada ainda.

– Eu já fui, e pode acreditar que è um tédio. Ou você vai para apenas ver as pessoas bebendo e dançando, ou você vai para cuidar do seu amigo que estará completamente bêbado. – seguro uma risada com o comentário de Bailey.

– O Joshua  já te fez os pedidos, dele S/a? – Joalin muda de assunto rapidamente.

– Ele fez um completamente idiota, nem vale a pena comentar. – dou de ombros.

– Você beijaria ele? – Bailey pergunta de repente, me deixando surpresa. Desviei o olhar para ele que estava com a expressão tranquila, bebendo algo na xícara.

– Claro que não. – respondo com a voz um pouco indiferente.

– Vai negar que ele é um gato? – Joalin diz maliciosa.

– Eu não vou negar. Mas não quer dizer que eu ficaria com ele.

O Josh gostar de alguém só vai ser possível, quando chocolate com pimenta se transformar em algo gostoso.

    –––––————————————

Espero muito que estejam gostando! Me desculpem qualquer erro.💖

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top