── 011:.

Pov. Chase Hudson

- Eu vou dizer. Mas vou começar pelo começo.

- Por onde se começa Chase? Pelo meio-falou com deboche,e ignorei seu comentário.

- É. Bem, eu conheci Taylor no colegial, ela era linda e alegre, tão cheia de vida e era impossível não se apaixonar por ela. Eu jogava no time da escola, ela era líder de torcida, e como um clichê eu e ela namoramos. Todos achavam que era namoro de adolescente. Mas Taylor e eu tínhamos planos, queríamos ir para a faculdade juntos, e começar nossa vida, e concordamos que devíamos nos casar.

- Quando anunciamos aos nossos pais em um jantar, eles não gostaram da idéia, diziam que éramos muito novos, e devíamos pensar mais sobre o assunto. Taylor e eu não queríamos isso, tínhamos certeza do que sentíamos. A única pessoa que ficou do nosso lado foi minha mãe.

- Tamora? - Charli me olhou incrédula e assenti confuso.

- Sim, Tamora só quer a minha felicidade e ela percebeu que era Taylor. Então indo até contra meu pai ela me apoiou. Eu e Taylor fazíamos planos para o casamento, minha mãe sempre nos ajudando. A escola estava no final, e nós continuávamos determinados a casar, isso fez nossos pais aceitarem nossa decisão, então nada mais parecia atrapalhar o que mais queríamos. Até que tudo desandou.

- O que houve? - ela me incentivou a continuar e tentei me focar nas lembranças enterradas no fundo da minha mente.

- Taylor ficou doente, muito doente. Foi de repente, ela estava bem em uma semana, e na outra algo mudou, ela foi ficando fraca e mal conseguia andar ou comer. Cancelamos o casamento e adiamos a faculdade. Taylor teve que ir para uma clinica ficar internada, e eu não quis sair do lado dela. Todos queriam que eu fosse à faculdade, não havia muito a fazer por Taylor, mas eu não queria deixá-la, ela precisava de mim. Mas de nada adiantou, ela morreu algumas semanas depois.

- Oh Chase, eu sinto tanto. - eu neguei.

- Eu entrei em desespero quando me contaram. Não podia acreditar eu fiquei um ano sem saber o que fazer, sem saber como viver sem ela.

- Os médicos não descobriram nada?

- Não, ninguém entendeu como ela uma jovem de 18 anos saudável e cheia de vida morreu de um infarto fulminante. - Charli tampou a boca em choque, e evitei seu olhar, ela segurou meu rosto me fazendo encará-la.

- Mas isso não é sua culpa.

- É no começo eu achei que fosse uma fatalidade, todos diziam, os médicos diziam. Então eu tentei viver, fui para a faculdade, mesmo sem animo algum. Eu era muito retraído evitando as pessoas no começo, eu fiquei três anos na faculdade até conhecer Sofya.

- Sofya? - Charli repetiu assenti.

- Ela era muito diferente de Taylor, era tímida e retraída, mas era absolutamente linda e meiga. Eu cai no amor por ela, ela me trouxe luz, quando eu achei que nunca mais poderia ter isso. Eu achava que amar era impossível pra mim, e ela apareceu na minha vida.

- Isso pareceu bom.

- E foi, Sofya era especial, e quando apresentei a família, meus pais adoraram ela, principalmente meu pai. Mas eu não queria apressar as coisas. Levei com calma dessa vez, namoramos um ano, antes de eu propor casamento a ela. Meus pais exultaram quando souberam e eu estava feliz depois de tanto tempo.

- E o que houve? - ela perguntou baixinho e engoli a vontade de chorar como bebe.

- Então tudo aconteceu de novo. Quando o casamento estava para acontecer, Sofya adoeceu, era muito parecido com o que Taylor teve, ela estava fraca e doente. Meu pânico foi imenso, e terminei com ela.

- Não é sua culpa carralho-Falou irritada

- É sim, só podia vir de mim, eu não podia ver ela morrendo novamente. Nós já tínhamos acabado a faculdade, e eu estava trabalhando para meu pai, então foi fácil evitá-la, mas ela era persistente. Ela melhorou e veio atrás de mim, e quando eu a vi bem, eu tentei novamente. Mas tudo se repetiu, e ela durou menos ainda que Taylor.- Fechei os olhos sentindo a dor.

- Eu me fechei mais ainda, não podia acreditar que tudo estava se repetindo, eu não devia ser digno de amor, para perder todos que eu amo. Eu me afastei do mundo novamente e não deixava ninguém chegar perto. Até o dia que meu pai conversou comigo. Foi a primeira vez que conversamos como pai e filho, ele sempre foi um pouco distante. Ele me amava eu sabia, mas ele era uma pessoa fechada. Mas sua conversa me ajudou e eu tentei seguir em frente.

- Chase, - ela me chamou e encarei seus lindos olhos, ela passou as pontas dos dedos em minha bochecha e secou as lagrimas, que nem percebi que eu derramava. - Não foi sua culpa.

- Foi, eu sou um assassino.

- Não, você não é.

- Sou sim. Você não entende, elas estavam perfeitamente bem, até elas me amarem.

- Não foi você carralho.

- Eu mato tudo que me ama.

- Não, foi uma fatalidade.

- Como pode continuar aqui, você não ouviu o que eu disse?

- Sim eu ouvi cada palavra, e senti sua dor, eu sei que você amou elas, e elas te amaram, mas infelizmente elas partiram, mas você não deve se culpar porra -Falou irritada e eu fique surpreso.

- Mas...

- Shiii.-Me calou com o dedo.- Agora me conte, como seu pai morreu?

- Ataque cardíaco.

- Hmmm. - ela evitou meus olhos e a encarei.

- O que?

- Você bem... bem você já pensou que elas podem ter sido assassinadas?

- O que?

- Bem, as mortes delas são meio suspeitas.

- Eu... Quem faria isso? Taylor e Sofya eram as pessoas mais bondosas que conheci. Ninguém as queria mal.

- Mas, e bem se a pessoa queria atingir você?

- Eu?

- Sim, vai ver alguém não queria que você ficasse com elas.

- Algum ex- namorado?

- Não, alguém que queria que você fosse sozinho.

- Isso não faz sentido Charli.

- Bem, talvez. Mas acho estranho, as duas morrerem e do mesmo jeito. A policia não se envolveu?

- Por que se envolveria? Foi uma doença, e minha família é muito rica, a policia não da atenção a casos assim.

- Entendo. - ela parecia pensativa, mas não se afastava de mim, a olhei com esperança.

- Então você não me culpa?

- Claro que não caralho já disse.

- Mas...

- O que?

- Minha mãe disse... bem ela disse que era minha culpa. Que eu devia me manter longe... - abaixei a cabeça pensando nas palavras de Tamora quando Sofya morreu, e ela veio me ver algumas semanas depois.

"Sabe o que isso significa meu querido, é melhor você se manter longe delas, pois qualquer mulher que chegar perto pode ter o mesmo destino, e sei que você não quer isso."

Eu havia negado e chorado por Sofya e Taylor e pedido a Deus, para que não acontecesse novamente. Eu não suportaria carregar outra morte na consciência. Pois eu sentia que direta ou indiretamente, eu era responsável pelo que houve a elas.

Minha mãe me abraçou naquela noite e prometeu cuidar de mim e não me deixar nunca.

Meu coração estava quebrado, eu não podia me ver amando de novo, então suas palavras e seu amor foi tudo o que me restou, então foi fácil aceitar o seu amor de mãe, por que seria o único amor que eu teria na vida. Eu já tinha me convencido disso. Bem até agora.

Voltei minha atenção para Charli que me olhava com preocupação, forcei um sorriso e ela sorriu de volta e beijou minha testa.

- Eu não vou te deixar. - ela sussurrou como se lesse os meus pensamentos e assenti apertando contra mim.

- Obrigada.

- Não há o que agradecer, eu amo você. - levantei a cabeça para encará-la e ela sorriu e roçou seus lábios contra os meus delicadamente.

- Eu não mereço você.

- Não diga isso... - eu neguei e ela parou de falar.

- Eu não mereço, mas eu não vou desistir de você, eu... - respirei fundo e a olhei profundamente. - Eu te amo demais, para te deixar ir. - seus olhos brilharam e ela gritou me abraçando.

- Oh Chase, eu também. - abracei de volta enterrando meu rosto em seu pescoço inalando seu cheiro, ela riu baixinho e se afastou. - E o que acha de passarmos o dia inteiro na cama? - ela moveu as sobrancelhas e ri.

- Eu preciso ir trabalhar.

- Ah Sr. Insociável, deixe eu fazer você esquecer o trabalho porra. - ela falou já passando a mão por meu peito e suspirei.

- Achei que eu não era mais Sr. Insociável.

- Você sempre será o MEU Sr. Insociável. - ela piscou e grunhi ficando de pé com ela ainda no meu colo.

- Eu vou mostrar quem é o Sr. Insociável.

- Isso, me mostra tudo, meu gostoso. - ri e corri com ela pro quarto.

[...]

Ouvi meu celular tocando em algum lugar, mas o ignorei, as mãos de Charli em mim, me fazia esquecer do mundo lá fora. E era o que eu faria pelo dia de hoje. Suas mãos passeavam por meu ombro e peito, enquanto relaxávamos na banheira com ela atrás de mim, minhas costas contra seu peito e as pernas a minha volta, passei as mãos por suas coxas e ela riu.

- Então, me conte algo que ninguém saiba.

- Hmmm, eu adoro sanduiche de pasta de amendoim.

- Isso é bobo Chase, quero um segredo picante. - eu ri.

- Eu não tenho nenhum.

- Ah claro que tem. Todo mundo tem.

- Então me conte um.

- Hmmm, deixe me pensar... - ela beliscou meu mamilo e gemi.

- Charli se comporte. - ela riu.

- Como se fosse possível. Ah lembrei um, eu já deixei um namorado me masturbar no cinema.

- Charli! - virei para ela que sorria perversamente.

- Sua vez. - voltei a olhar para frente e tentei me lembrar do tempo de Taylor ou Sofya, Charli me deixava confortável para lembrar delas com carinho.

- Ok, eu transei com Taylor na cama dos meus pais.

- Chase, seu danadinho. - ela riu alto e rolei os olhos.

- Você é terrível Any.

- Faz parte do meu charme. - ela desceu a mão pelo meu corpo e acariciou meu membro ereto, ofeguei e agarrei sua mão.

- Você disse que íamos só tomar banho.

- Chase, você deve ser o único homem, que proíbe sua namorada de te acariciar no banho.

- Bem, faz parte do meu charme.

- Oh sim Sr. Insociável, com certeza faz. - ela murmurou beijando meu pescoço e apertou meu membro me fazendo arfar. - Mas eu não desisto fácil.

- Deus...

- Hmmm, o Sr. Insaciável quer brincar. - eu ri ofegante conforme ela me apertava mais firme movendo sua mão para cima e para baixo.

Apertei suas coxas minhas mãos se movendo em sua pele, ela suspirou e se esfregou contra mim, seu centro úmido contra minhas costas.

Ela ainda tocava meu pau o massageando, o polegar deslizando na ponta e meus quadris saltaram para cima, ela chupou meu pescoço e repetiu o processo, me fazendo arfar e voltar a investir contra sua mão.

- Quero você Charli... - grunhi sentindo meu pau pulsando e ela gemeu.

- Eu também te quero Chase, me fudendo gostoso e com força...

Me levantei e a peguei no colo saindo da banheira e fui para o quarto, a joguei na cama e gemi ao ver seu corpo molhado, ela tocou seus seios e seu centro e se contorceu.

- Venha Chase. - massageei meu pau e subi na cama de joelhos afastando suas pernas, ela apertou seu seio e lambeu os lábios.

Rosnando agarrei sua perna e coloquei sobre meu ombro, e deslizei nela, sua boceta melada engoliu meu pau facilmente e gememos, ela veio rápido, sua boceta pulsando a minha volta.

Agarrei sua outra perna e a abri a deixando bem aberta e meti nela com força, meu pau ansiando por libertação, enquanto ela gemia sem sentido meu nome, eu rosnei indo cada vez mais rápido e fundo em seu centro, gemendo seu nome desesperadamente.

Não demoramos muito para vir, eu gozei e ela me seguiu pulsando a minha volta, me movi lentamente aproveitando o aperto da sua boceta, era fodidamente bom, quando meu pau parou de jorrar eu sai de dentro dela me jogando na cama ao seu lado.

Meu peito subindo e descendo como a minha respiração veio forte e rápida. Ela agarrou minha mão e a olhei de canto de olho, vi seu sorriso de olhos fechados, e a puxei para meus braços.

- Eu te amo Charli.

- Que bom. - ela sussurrou e adormeceu contra meu peito.

Beijei seus cabelos e fiquei observando ela dormindo ao meu lado, tão calma e serena, nem parecia a Charli fogosa. Era engraçado como ela parecia uma junção de Taylor e Sofya. Mas ao mesmo tempo tão diferente, tão única.

Ouvi o celular tocando novamente e resmunguei me levantando e fui atrás dele, o achei jogado na sala, e olhei o visor, fiz uma careta ao ver as ligações perdidas todas de Tamora.

Me sentei no sofá e suspirando liguei para casa, tocou algumas vezes, e já ia desistir quando sua voz aflita atendeu.

Chamada on

- Alô.

- Mãe.

- Graças a Deus, sabe quanto te liguei Chase Hudson?

- Desculpe, eu não estava achando o celular. - fiz uma careta com a mentira, e a ouvi suspirar.

- Tudo bem, eu só... Sua cama estava feita está manhã, e não soube de você o dia todo.

- Eu sei mãe, me desculpe.

- Aonde está agora?

- Estou com Charli. - a linha ficou muda por alguns segundos e me preocupei. - Mãe, está ai?

- Sim, Charli da festa?

- Sim.

- Você não disse, bem que ela não era nada demais. - suspirei esfregando o rosto.

- As coisas mudaram mãe.

- O que mudou?

- Podemos falar sobre isso mais tarde?

- Ok, eu estarei te esperando para o jantar.

- Estarei ai.

- Ótimo, te amo querido.

- Tchau mãe. - desliguei o celular e fiz uma careta, não queria ir para casa, queria ficar aqui, mas eu devia falar com minha mãe.

Chamada off

- Atrapalho? - ouvi a voz de Charli, e sorri ao vê-la com minha camisa, mas aberta e podia ver o contorno dos seus seios.

- Nunca, venha aqui. - ela correu se jogando no meu colo, e abracei seu corpo contra o meu.

- Sabe o que eu estava pensando?

- Não, o que?

- Que devíamos andar sempre nus pelo nosso apartamento. - eu ri e mordisquei seu lábio.

- Hmmm, eu aprovo isso, então como eu já estou nu, você está quebrando as regras Srta. Charli. - ela suspirou.

- Ah eu nunca quebro as regras Sr. Hudson. - ela piscou tirando minha camisa e gemi ao ver seu delicioso corpo.

- Você é uma gostosa. - ela sorriu e segurou meu rosto e distribuiu beijos por toda minha cara.

- Você não fica atrás. - sorri e olhei para o relógio.

- Você tem algum compromisso?

- Prometi jantar com minha mãe.

- Era ela no telefone?

- Sim, estava preocupada, eu nunca passo a noite fora.

- Chase, quantos anos você tem?

- 28.

- Bem, pois diga a sua mãezinha, que como um homem de quase 30 anos, você vai passar algumas noites fora.

- Algumas?

- Oh sim, algumas. - ela piscou e levantou do meu colo. - agora vou tomar um banho, já que você atrapalhou o ultimo.

- Eu atrapalhei? - arquei uma sobrancelha e ela riu.

- Claro, foi tudo culpa sua Sr. Hudson

- Melhor retirar isso Srta. Charli.

- Nunca. - ela gritou correndo para o banheiro e ri correndo atrás dela.

Sorri feliz, um sentimento de esperança se espalhando em mim, talvez dessa vez as coisas iriam ser diferentes.

➸Oioi, ontem eu comecei a responder aos vossos comentários na fic mas 3u não consegui terminar eles e tmb ia deixar um anúncio no meu prefil mas a merda do wattpad desde ontem que tá bugado e não consigo ás vezes fazer nada que ódio!!!!

➸ Hoje eu prometo que sai outro capítulo vai é sair mas tarde tá?!

➸Até, amo vcss🤍🦋

~• 𝙒𝙄𝙏𝙃 𝙇𝙊𝙑𝙀, 𝙆𝙄𝙆𝘼 ♡︎

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