Prólogo:


Já estava tudo acabado, ao longe a guerra parecia não ter fim, a cada passo que dávamos era mais e mais vampiros mortos. Eu olhando aquilo com meus olhos vermelhos já sem brilho, o corpo já não respondia mais os comando de minha mente. Estava cansado, sujo de sangue vendo que tudo parecia não ter mais fim.

Essa guerra não era para acontecer, nós estávamos em paz, o que tinha acontecido aqui. Mesmo que eu quisesse saber das respostas quem iria mês responder. Nesse momento não conseguia pensar nada, nem agir mais estava disposto.

Num lado meu ouvi um grito, sobre o céu azas como de anjo passaram a rasgar, causando um vento feroz sobre nossos rostos. Olhei para aquele ser, era ela. Valquíria. Uma das causadoras dessa guerra. Com a sua terrível traição, ela usurpou de nossa bondade, se uniu a nós para agora dar o bote.

— temos que sair daqui!

Ouvi alguém gritar atrás de mim, virei para trás vendo meu amigo lutando contra um dos lobos, tentando de todas as formas se manter vivo naquela luta.

— ela vai matar o rei.

Era esse o objetivo dela, era esse o motivo ao qual Valquíria me traiu, ela só queria acabar com nós. Mesmo que eu perguntasse milhões de vezes o maldito por que ela nunca iria me responder. Porém, eu sendo a vítima e vendo meu pai morrer com tudo aquilo acabaria de vez com ela.

— estou indo na frente. Vejo vocês meninos.

Assim usei minha velocidade e corri até o castelo, eu cheguei tarde de mais, o ato insano de ela matar o rei estava concretizado. Ela tinha a coroa do rei sobre as mãos. As minhas lágrimas caíram. Meu pai, o que me deu a vida nesse mundo de tantos monstros, o que me ensinou o amor próprio e a chave de um grande poder estava sem sua cabeça, o corpo se tornando poeira. Eu não fiz nada. Minha mente cravava aquelas palavras. Eu não fiz nada.

Cerrei os punhos, com ódio trinquei os dentes, não haveria perdão aquela mulher, que me usou para seus malditos propósitos, e que por minha tolice e fraqueza ela havia conseguido sua vitória.

— eu sou a nova lide dos mundos. Eu sou a nova rainha. Eu ganhei.

Suas palavras ecoavam em minha mente com tamanha glória, aquilo me deu nojo, olhando fixo a ela com a sede de vingança correndo em minha saliva.

— isso não será possível. Mesmo que acha que venceu meu pai, você não me venceu. Aqui será a sua morte!

O ódio em minhas palavras, levantei a espada dos vampiros, a única coisa que iria restar de meu pai, corri para cima dela, minhas investidas fizeram com que a coroa caísse de sua mão. Levantei a lâmina contra ela, nossas espadas tilintavam sobre aquele silêncio no castelo. Só podia ouvir nossas respirações e os metais se batendo numa canção melodiosa e mortal.

— vingança. É isso que corre em sua veias. Você não passa de apenas um jovem que não vai ser nada.

— suas palavras já nem são algo de valor. O que mais valia para mim está agora sobre o pó do mesmo lugar que você será morta. Não me importo com mais nada. Apenas em ver você sendo pós como muitos aqui.

Avancei cravando minha espada sobre seu peito, acertando seu coração, ela ficou parada sem entender que havia perdido para mim. Em suspiros me afastei, meu corpo estava cansado, tremia em ansiedade e dor. Ferimentos que estavam demorando a cicatrizar porém a dor maior que levaria comigo estava se tornando nada naquele momento.

Seu corpo começou a ficar duro, de seus pés subia o cimento, esse era o preço para quem desafiava a espada do rei. Ela estava se tornando pedra naquele lugar imundo. Sujo de sangue que ela mesma derramou seria agora seu sepulcro.

— o que está acontecendo comigo?
Com dificuldade proferiu a pergunta, um sorriso assustador surgiu em meus lábios.

— agora chegou seu fim. Você irá sofrer por ter me traído e matado quem eu amei.

Arranquei de seu peito lhe causando dor a espada que era de meu pai. Ela virou pedra na posição que estava a gritar, ali tudo começou a ficar cinza. Como se a cor do local sumisse com a ida do rei. Em passos pesados, sem saber o que seria de agora em diante.

Saindo daquele lugar onde um dia fora meu lar, em frente ao povo que parecia esperar por respostas. Senti meu coração apertar, nosso rei estava morto e eu nem sabia como dizer a eles. Apenas ergui a espada em lágrimas, ruivos do dor agonia entre o povo fora declarado. Mas não deixou de estar estabelecido as doces palavras.

— viva ao rei!

Mesmo morto meu pai ainda era adorado, ele fora um ótimo rei, mas eu não seria, eu não tinha como assumir aquilo. Atrás de mim meus amigos, que estavam com o rei dês que nasci estavam ali, engoli o choro para não mostrar minha fraqueza.

— você tem que ser o novo rei.

— não. Eu não irei ser. Não posso. Eu não sou capaz.

— você é o único sangue do rei. Mesmo que não queira essa é a hora.

Olhei para o menor de nós, e novamente tornei a suspirar, assim vendo que eu teria que ficar em nossa mansão na floresta até o castelo do rei voltar a ser construído e tudo normalizar após essa guerra onde envolveu humanos, lobos e vampiros.

Mas algo estranho já aconteceu, quando senti o meu corpo pesar, olhei para os meninos que estavam ali. Ambos estavam se sentindo a mesma coisa. O que estava acontecendo, por que eu estava sentindo sono. Será que estava acontecendo algo ruim. Por que tudo enfim ficou escuro.

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