Capítulo 21

🥀𝙹𝚞𝚗𝚝𝚘 𝚍𝚎𝚕𝚎 𝚓𝚞𝚗𝚝𝚘 𝚊 𝚎𝚕𝚎

Eu olhei ele, percebi sua expressão fácil mudar, seus lábios serem mordidos de leve, e os olhos seguirem para outra direção, tento pensar no que havia falado e não vejo nada de errado. E como não conseguia ler sua mente, estava me deixando completamente confuso.

Claro que não era só esse momento aqui em frente a ele que me deixava assim, Seoho por completo havia se tornado algo que eu não sei explicar, dês que nos conhecemos, ele se tornou algo que precisa ficar perto de mim. Algo que era necessário na minha vida. Como eu podia dizer isso, uma vampiro dele ser de um humano se não fosse apenas para ser seu alimento.

Eu via o menor, sua dor estampada em seus olhos, mas a força em seu sorriso, parecia que não precisava ler a mente quando algo estava o perturbando suas doces expressões condiziam com tudo que eu precisava saber. E por mais que eu não quisesse dizer que sentimento de paixão e amor não cabem a mim guerreiro e matador. Seoho era esse meu ponto fraco que não queria mais soltar. Confesso que segurar para não dizer que eu queria estar com ele mais que pudesse. E que beijar ele era toda a minha vontade, meu orgulho maldito me fazia impedir meus desejos. Fazendo com que eu apenas mudasse o rumo de nossos atos.

Também tenho que me opor, que Lee Seoho era um humano, e ficar comigo era perigoso além de também, eu não o queria transformar em vampiro, deixar ele ser humano e viver para sempre era meu maior objetivo. Porém estava me tornando fraco, falho com esse sentimento que não poderia existir.

— algo te incomoda?— ele manea a cabeça para um lado e outro negando, fiquei confuso, será que ele se sentiu estranho com o que falei sobre o controle dos humanos.— não se preocupe. Controlar a mente não machuca ninguém eles só não vão lembrar do que aconteceu naquele momento.

— ah, não tudo bem. Pelo menos está com tudo que faltava— sua voz estava com detalhes fracos de que comprovava ele estar chateado ou afetado com minhas palavras. Tento rever o que falei, sendo que minha última fala fora do hospital. Logo nossa atenção fora chamada, meus olhos seguiram para o homem que trazia uns papéis para mim assinar.

— aqui, é só assinar que a moto é sua.

— obrigado.

Sorri assinando o papel, assim que terminei ele me entregou a chave e os dois capacetes que vinha, eu olhei o menor que sorria por estar me vendo com a moto, pelo menos ele não ia sentir mal com o teletransporte. Mas algo em mim dizia que ele ainda estava afetado com algo, e seu semblante já mostrava isso.

Quando girei a chave o ronco da mesma ecoou, eu sorri sastifeito olhando para o Seoho lhe entreguei o capacete, não precisava dizer mais nada sobre o fato que ele tinha que subir se não voltaria de  a pé. Ele colocou o capacete sem relutar, e por fim subiu na moto para mim dar partida. Porém me arrepiei com seu ato, como pudia sentir isso quando simplesmente ele me abraçou na cintura para ter mais segurança, quando senti sua intimidade bater contra a minha bunda. Eu devia estar louco a pensar besteiras dessa forma com algo simples do humano. Porém se tratava de Seoho, o humano que perturbava meus sonhos.

Então dei a partida seguindo a estrada para a nossa casa, o caminho não era tão longo, porém cansativo de volta a mansão durante o percurso eu tentava me ficar em seu cheiro, não só de seu sangue que me deixava completamente drogado, mas sei perfume suave, era sua essência. Tão único, para mim era o que lhe fazia único.

Chegando em frente ao portão, já dava para ver Leedo reclamando em todo os pulmões para Youngjo, o mais engraçado que foi, era Dongju que sorria sentado na área da casa, ele estava abanando com algum papel enquanto o Leedo fazia suas ordens. Seoho soltou uma gargalhada tão fofa que me fez sorrir, como era lindo ouvir ele rir.

— pelo visto estão fazendo tudo né? — soei irônico, e por um segundo não levei uma facada na cara, já que o objeto saiu voando após eu ne desviar, e olhar para Leedo com a cara mais irritada possível.

— eu vou me vingar! Seoho você vai dormir por um mês! De tanto que vou beber seu sangue!— não gostei daquela ameaça, na realidade eu já não estava mais gostando da aproximação do Seoho com nenhum dos meninos.

— já falei que o sangue do Seoho é só emergência. Você não vai morder ele por uma birra com seu namorado.

— que namorado— ambos escalaram juntos.

— Keonhee, veja. Eu não ia me fechar com esse encosto que você chama de amigo.— o mesmo explica usando ironia no encosto. Neguei rindo, sabia que Leedo e o jovem humano tinham alguma ligação em comum, não era normal ele aturar tais palavras e atitudes, Leedo sempre foi o vampiro da pá virada, e mesmo já no castelo, eu sabia bem que ele era temido por todos. Agora ele temia um humano, e isso estava me deixando completamente confuso. Será que esses humanos possuem tal poder capaz de nós fazer perder os sentidos. Meus olhos beiram para o jovem Seoho que ainda estava do meu lado.

— gente! Novidades— o humano amigo de Seoho chega sorrindo junto a Giwook, outro que estava perdendo a pose de vampiro prepotente, os dois humanos se aproximam de Dongmyeong.

— o que é?— a voz de Seoho era tão melodiosa, que se pudesse eu gostaria de ouvir a minha eternidade inteira.

— chegou um parque na cidade. O que acha de irmos hoje a noite? — eu vi aquele sorriso no Seoho ser o mais belo em toda a minha vida, por que ele não sorria mais vezes como estava a sorrir daquela forma.

— eu acho uma ótima ideia! — Dongju exclama sorrindo, dando leves pulinhos na pontinha dos pés.

— eu também topo ir.— os olhos de Seoho brilhavam, era como se caça movimento e cada expressão de seu rosto fosse algo novo para mim, queria poder fazer ele expressar aqueles atos comigo, sentir a sua vibração como seus amigos sentiam. Claro que não sei se eu seria capaz deste ato,mas faria isso apenas para o sentir.

— então, vamos dar a terminada nessa casa para ambos voltarem e se arrumarem. Giwook vai levar ambos.— minhas palavras para ambos foi como jogar lenha na figueira os três deram pulinhos e dispararam para dentro da casa. Eu nem sabia se estava cuidando de três jovens ou adotando três crianças.

Entrei logo em seguida atrás deles, e junto com os outros meninos começamos a remover os móveis da casa, jogando tudo para o lado de fora, Seoho conversava no telefone com a ajuda de Dongju para chamarem um caminhão, e assim remover aquele lixo da frente de nossa casa. Porém sua tosse começou a ecoar no ambiente, como eu já estava de olho nele durante aquele mês, sabia que ele possuía problemas respiratórios, então, por ser dono de um hospital, o que me deu vantagem nesse ponto. Eu peguei algumas máscaras,e aproximo dele e levei a minha mão limpa em sua narina para o guiar até a cozinha.

Seus olhos banhados em lágrimas da tosse persistente me encararam surpresos, eu apenas sorri e devagar o guiei até  a cozinha que ainda possuíam móveis e ali soltei para ele respirar, o mesmo estava fazendo devagar, e abaixou a cabeça, levei a minha mão ao seu queixo erguendo para cima o fazendo olhar o teto.

— respire devagar— ele faz como mando e por um impulso meu acabei por sorrir como um idiota, retirei minha mão de seu pulso e peguei a máscara nova entregando a si.— coloque a máscara, vai ajudar com o pó.

— obrigado!— colocou sobre os lábios aquele objeto, soltando um suspiro que ninguém ouviria, porém, sou vampiro eu iria ouvir a quilômetros de distância. Ele se afastou de mim levando uma máscara para cada um dos meninos gêmeos e assim voltaram a fazer a moeda na casa.

Eu não fiquei de fora da limpeza, como era um dos mais fortes eu carregava os móveis para fora, e como já estava suando, acabei tirando a minha camisa e expondo meu corpo da parte de cima, não possuo muito glamour, apenas leves curvas, alguns gomos e músculos sobre meus braços, marcas de várias batalhas e uma tatuagem da Lua que representa meu clã sobre minhas costas. Mas mesmo que eu não me achasse atraente a um nível de ficar estático alguém estava congelado em seu lugar, meus olhos pousaram sobre os olhos de um Lee Seoho que me observava de um jeito arrepiante, eu não ia quebrar aquele clima tão bom. Seus olhos me observavam de cima a baixo, neles possuía algo como uma dose de luxúria, misturando-se com a ganância e o desejo de me obter. Ele não precisa deixar eu ler sua want para saber o que desejava, seus olhos eram a janela de sua alma e ela gritava meu nome.

Confesso que me lembro bem de seu corpo nu, quando o vi pela primeira vez aqui, Seoho é um pecado de humano, um desejo ao qual é tão difícil de dizer não. Eu lutava comigo mesmo para aque aquele ser não estivesse em minhas mãos, porém, com seu olhar mostrando seu desejo carnal, e me atiçando a obter ele era como se fosse impossível de o resistir. Logo o clima foi cortado quando ele desviou o olhar constrangido e voltou a terminar o que fazia.

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