Capítulo 15

🥀𝙼𝚎𝚗𝚝𝚒𝚛𝚊𝚜 𝚘𝚌𝚞𝚕𝚝𝚊𝚜

Depois de ter acordado, atendido a chamada, quase ter um ataque de pânico sem saber de fato o que responder para meus amigos eu me encontrava agora sem o que fazer. Mas nesse momento meus olhos encaravam os de Keonhee com a pergunta mais linda do mundo. O que eu estou sentindo? Ele ainda segurava a minha mão, e isso estava me deixando estranho, com formigamento na barriga e arrepios involuntários sobre meu corpo. Estava me sentindo estranho, nunca se quer me senti assim. Mesmo já sabendo que homens me atraiam, eu nunca me senti dessa forma. Nunca havia me atraído assim.

E mesmo que eu enfiasse na minha cabeça que Keonhee era um vampiro, e que ele poderia me matar a qualquer momento. Eu ainda me sentia cada vez mais atraído por ele. Fechei os olhos e senti ele largar a minha mão, me deu um certo alívio e raiva ao mesmo tempo. Porém era preciso.

— gostei de sua resposta. — ele mente feio — mas acho que não devia envolver eles a nós.

— eu sei. Mas cedo ou tarde eles iriam descobrir sobre vocês. Nós somos humanos e humanos sabem quando mentimos.

— entendo. Bom, a escolha será deles se querem viver com você e os vampiros. Não é?

Olhei para a minha mão, meu silêncio era a melhor resposta, eu na realidade estava temendo de perder a amizades deles. Foram os únicos que me aceitaram desse jeito, e estiveram comigo até ali. E mesmo depois de saberem de tudo ainda se preocupam comigo. Soltei um suspiro e olhei a tela de meu telefone vendo a mesma mostrar que já estava na hora de eu voltar para casa.

— o Giwook vai me levar para casa?

— sim. Ele vai. Te vemos amanhã?

— ah, claro. Amanhã a gente se vê de novo. Temos que trocar o dinheiro de vocês.

O jeito que eu falei, acabou fazendo o Keonhee dar pane no sistema dele. O mesmo me olhou com um olhar completamente perdido no assunto.

— como assim nosso dinheiro?

— vocês acham que o dinheiro do tempo das calcinhas de bolinhas amarelas vale agora? Claro que não né. Então temos que levar no banco e dizer que você achou na casa que comprou. E queria trocar por wons de agora.

— entendi. Que coisa ruim. Eu nem sei o que é esses Wons.

Acabei rindo, era normal a gente ensinar a criança que aquilo era dinheiro, mas a um adulto que era do tempo da guerra, me fez cair na risada. Neguei me recuperando e pegando o dinheiro em minhas mãos e mostrando a ele.

— esse é o dinheiro de hoje em dois mil e vinte e três.  Ele é usado para tudo. Para tudo mesmo. Comer, vestir, saúde e andar. Tudo envolve dinheiro.

Tentei explicar detalhadamente para que ele me entendesse. O mesmo parecia surpreso e pelo visto entendeu, ele pegou o dinheiro de minhas mãos e ficou olhando.

— pode ficar com você, eu não vou precisar. Vou pra casa. Meu pai pode chegar cedo hoje.

— sim, está bem. Se cuide. E caso aconteça algo que não se sinta seguro chame o Giwook.

Concordei, me levantei da cama e vesti meus sapatos sorri para ele, não sei por que e segui para o andar de baixo, ele veio atrás de mim. Assim que vi os jovens na sala percebi que tinha as vestes deles para modificar, eles estavam com aquelas roupas já dois dias dês que os vi. Neguei suspirando, e olhei o Giwook, o único que estava com as minhas roupas ainda.

— vamos? Meu pai pode chegar cedo. E eu não quero estar inventando mais mentiras. Nunca me senti tão mentiroso como estou me sentindo agora.

— vamos sim. Fazer o que? Todos temos um pouco de mentira em nossas vidas.

— agora que eu não confio em vocês. Vai saber se não estão mentindo para mim.

Giwook acabou rindo, e keonhee me abraçando por trás ficando com seus lábios perto de minha orelha e sua respiração quente bater ali me causando arrepios involuntários sobre meu corpo, e eu burrinho nem consigo me afastar de seus atos, também não sei por que.  Era como se meu corpo gostasse daquilo. Será que também era só meu corpo que gostava das aproximações de keonhee ou eu estava a gostar também.

— não se preocupe gracinha. Nós não estamos mentindo a você.

— gracinha? Está bem. Vou fingir que eu acredito.

Acabei rindo, porém era mais para esconder meu constrangimento, não era normal um ser mais bonito que eu simplesmente me chamar de gracinha, sendo que eu nem tenho tanta graça assim. Suspirei estava na hora de eu voltar para casa, então me despeço deles incluindo os outros membros da casa, menos o Leedo. Aquele se eu pudesse já tinha o jogado fora. Mas, eu sou um mero humano, não tenho tanta capacidade assim. Ao sair da casa deles acompanhado por Giwook, ele estava em silêncio, o que me deixou mais calmo, ou até quem sabe relaxado. Cheguei na minha casa, depois de caminhar por quase uma hora, eu era para estar reclamando. Mas até que eu gostei de caminhar, pude colocar algumas ideias de volta no lugar. Entrei na casa, estava vazia, isso era bom, não queria estar explicando para meu pai sobre a minha amizade nova, sem antes eu poder ter certeza que poderia falar. Nem tanto já bastava eu ter que explicar aos meus amigos sobre os vampiros.

Subi para meu quarto, para tomar um belo banho, torcendo para que aquela sensação ruim não viesse me atormentar em medo novamente no meu banho. Meio que é ruim se estar completamente exposto para tanto um vampiro invisível quanto ao seu pai. Entrei no banheiro, larguei as vestes escolhida para mim e tomei meu banho relaxante. Meu primeiro depois que entrei nessa casa, e não tive a visita inesperada de um peso sobre mim. Quando terminei, que eu me sequei e me vesti, desci as escadas e vi meu pai escondendo uma maleta preta dentro de um dos baús que ele coloca pelagem de ovelha por cima.

— pai? Está tudo bem?

— filho? O que está fazendo aí?

— o que acha? Eu estou em casa, e ainda mais com fome. Por que está tão assustado?

— eu? Eu não estou assustado meu menino. Vem, vamos jantar então.

Concordei, porém desconfiado, com certeza ele iria mudar de lugar assim que eu me desviasse, porém, sou bem mais esperto. Entramos na cozinha e mandei o Giwook averiguar o que tinha na maleta e bater foto com meu telefone. Isso tudo sem precisar abrir minha linda boca, essa que está até machucada. Sentei e aproveitei o jantar, estava ótimo, o que achei bem estranho. Já que ele não sentava para comer comigo. Sabe quando você está pressentindo algo errado. Eu estava bem assim.

— pai, eu vou a casa dos gêmeos amanhã. Algum problema?

— que? Não. Nenhum. Pode ir sim.

— está bem. Obrigado.

E novamente permaneceu o silêncio. Estava até ficando chato, já que ele nem se quer me perguntou o que fiz sozinho o dia todo nessa casa.

— o senhor saiu com o diretor hoje?

— com o diretor? Como sabe?

— primeiro me responde né pai. Fica chato responder com pergunta.

— não. Eu não sai.

— está bem. Eu achei. Por que era o carro dele que veio te buscar— agora eu estava em dúvida do por que ele estava mentindo para mim— mas acho que me enganei. Poderia ser do delegado que veio te buscar.

— sim, foi ele mesmo. 

Mentira, eu sabia que foi o diretor por que nem foi eu que vi e sim o Giwook, e vampiros não são muito de mentir. Pelo menos eu penso que não.

— entendo. Então me enganei bonito.

Assim finjo acreditar na mentira e cai na risada junto com ele, após terminar ele fez questão que eu fosse para meu quarto descansar, por que eu precisaria dormir bem. Eu sabia que era para ele esconder a tal maleta em outro lugar. Assim que eu entrei no quarto, Giwook apareceu a minha frente com o meu aparelho telefônico.

— acho que você vai ficar assustado com o que tem na maleta.

Que não seja um corpo picado, se é que isso é possível. E não seja um papel de venda para algum leilão de corpos humanos. Que coisa é essa que eu estou pensando. Peguei meu aparelho sobre os dedos e assim que vi eu realmente fiquei chocado.

— o que e tudo isso?

Eu sei que estão curiosos, e eu vou dizer. Não imaginava que havia tudo aquilo de dinheiro. Se você que chutou que era isso parabéns. Mas tente adivinhar o valor que possui ali.

— consegue descobrir quanto possui na mala? Eu nem acredito que meu pai recebeu propina. Mas de quem?

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