63.
OLIVIA JONES
Los Angeles
Estávamos eu e Vinnie dentro do carro, indo ao médico fazer um exame de sangue e uma consulta.
A noite passada ficamos conversando, e eu acabei lembrando que o teste de gravidez só da positivo depois de duas ou três semanas.
Como um dos testes deu negativo, e tivemos relações e logo no dia seguinte o teste deu positivo, eu fiquei com um aperto no peito em saber da possibilidade de que fosse um falso positivo.
Mas se eu estiver realmente grávida, nos tivemos relações durante a gravidez, e eu tenho medo de que isso prejudique o bebê.
A duas possibilidades que me deixam extremamente preocupadas.
— Olivia. — Vinnie me chama me tirando dos meus pensamentos. — Chegamos. — olho para a janela do carro vendo que já estávamos estacionados.
Abro a porta do carro e desço com meus documentos em mãos.
Olho para o grande prédio de cima a baixo.
— Vai ficar tudo bem. — Vinnie se aproxima de mim e segura uma de minhas mãos. — Eu te prometo. — o olho fixo e me perco nos seus olhos.
Só de pensar em o decepciona-ló se não estiver grávida, me dói muito.
Mas não só o decepciona-lo, eu também quero isso, também tenho medo de me decepcionar.
Vinnie me guia de mãos dadas até dentro do hospital onde eu faria meus exames e minha consulta.
Observo bem o lugar, enquanto Vinnie fala com a recepcionista.
Me perco pensando em algo.
— Olívia. — o mesmo chama minha atenção me fazendo olhá-lo. — Oque está acontecendo? — o olho incrédula. — Vocês está muito distraída e com cara de preocupada. — do um suspiro.
— É óbvio que estou Vinnie. — falo movimentando minhas mãos. — Imagina se o teste deu falso positivo. — digo frustrado. — E se eu não estiver realmente grávida. — vejo o mesmo se aproximar.
Vinnie apenas suspira e vem até mim me abraçando forte, e eu retribuo o abraço.
— Vai ficar tudo bem. — Vinnie fala me apertando entre seus braços e corpo. — Eu te prometo. — tento relaxar um pouco sentindo a presença do mesmo perto a mim.
Eu sei que ele só está falando isso para me acalmar, porque ele não tem controle do que pode acontecer.
✗ — Corte de tempo !
Eu já havia feito o exame de sangue, e foi bem rápido para sair o resultado, pensei que iria demorar, mas saiu no mesmo dia.
Vinnie estava ao meu lado, sentado segurando minha mão fortemente, e ele segurava os papéis dos exames.
Ele tirou de minhas mãos porque eu ficava olhando a cada cinco segundos e lendo para ver se entendia alguma coisa.
Estávamos esperando o médico nos chamar, para poder avaliar os exames.
— Olívia Jones. — o médico sai da sala e chama meu nome, e logo me levanto e Vinnie vem junto.
Entro na sala do médico e Vinnie vem logo atrás fechando a porta.
— Sente-se por favor. — o médico indica e eu me sento super nervosa, e Vinnie estava super feliz sentado ao meu lado. — Seu exames por favor. — o médico fala estendendo ao mão, e Vinnie entregas os papéis.
Assim que o mesmo pega os papéis os lê e parece surpreso ao ver algo.
Isso só me deixou mais nervosa.
— Porque exatamente você fez esses exames? — o médico pergunta e um sorriso surge em seu rosto ao ler mais alguma coisa, e logo me olha.
— Estamos tentando a um tempo ter um filho. — do um suspiro ao lembrar de momentos de frustração. — E recentemente fiz um teste que deu positivo. — explico a situação. — Mas antes da nossa última relação eu fiz um teste que deu negativo, e tivemos relações sexuais, e no dia seguinte me senti mal e fiz um teste, que deu postiço. — falo parte por parte refletindo sobre cada teste que deu negativo.
Cada teste que dava negativo era uma esperança a menos para mim.
— Então você está suspeitando de um falso positivo ou um falso negativo? — o médico me questiona.
— Sim. — confirmo nervosa, porque essa demora toda para dizer se deu positivo ou negativo.
— Temos um falso negativo. — sinto a mão de Vinnie sob a minha. — Seu BhCG está a cima de 25 mIU. — não entendi nada, mas sinto que é coisa boa. — Em outras palavras, você está grávida. — fico sem reação.
— Meus Deus eu vou realmente ser pai. — Vinnie se levanta e fala alto super alegre com a notícia, e eu o olho feio, já o médico da uma risada.
— Vinnie. — repreendo o mesmo.
— Desculpa, me emocionei. — Vinnie fala se sentando novamente, mas continua com um sorriso no rosto.
— Tudo bem, acredito que seja uma alegria e tanto para um belo casal como vocês. — o médico fala sorrindo com a tal atitude de Vinnie.
Olho para Vinnie, que me olhava super sorridente, e eu do um sorriso de volta.
A ficha não parece ter caído ainda.
— Doutor. — o chamo. — Então tivemos relações enquanto eu estava grávida? — questiono preocupada.
— Sim, mas não se preocupe, não faz nenhum mal ao bebê. — o mesmo em tranquiliza. — De acordo com seus exames você está grávida de duas semanas. — sinto a mão de Vinnie se entrelaçou a minha.
— Então dois testes que eu fiz deram negativo. — falo me lembrando de que entre essas duas semanas fiz dois testes que deram negativo, e o terceiro deu positivo.
— Testes de farmácia não são confiáveis. — o médico fala. — Fico feliz em confirmar que você está grávida. — a ficha não está caindo, e se tudo for um sonho... — Vou passar alguns exames para confirmar o bem-estar do bebê. — vejo o mesmo mexer em seu computador.
— Doutor, com quantos meses podemos descobrir o sexo do bebê? — Vinnie questiona sorridente e aperta minha mão entrelaçada a minha.
— A partir dos dois meses ou quatro. — o médico fala pensativo. — Bom, aqui está os exames que você vai fazer para checar se esta tudo bem. — ele me entrega alguns papéis que acabaram de ser impressos. — Tenham uma ótima família, e um filho ou filha salvável. — o mesmo fala sorridente.
Assim que a consulta termina, eu e Vinnie saímos juntos do consultório, seguro a mão de Vinnie ao ver que ele iria falar algo dentro do hospital.
— Espera pra falar qualquer coisa lá fora. — falei isso justamente por saber que o mesmo gritaria algo.
O puxo pela mão até o lado de fora do prédio, Vinnie sorria bobo.
— Ok, pode gritar oque quiser agora. — falo para o mesmo já fora do hospital, mas pensei que ele faria oque disse.
Mas muito pelo contrário, o mesmo vem até mim, me abraçando fortemente, e eu retribuo, e Vinnie acaba por me girar em seus braços.
— Eu vou ser pai, junto com a mulher que eu amo. — o mesmo fala em meu ouvido ainda abraçado a mim.
— Pensei que gritaria algo por estar feliz. — falo me desfazendo do abraço, e o mesmo coloca suas mãos em minha cintura.
— E eu vou, mas não aqui. — o olho confusa e o mesmo sorri.
Ele aprontou alguma coisa.
✗ — Corte de tempo !
O caminho de carro está bem animado, Vinnie está falando sobre coisas que ele quer fazer sobre o bebê.
— Oque acha de um berço no nosso quarto nos primeiros meses? — Vinnie fala enquanto dirige. — E os nomes já pensou em algum? — ele faz uma pergunta atrás da outra sem dar tempo de responder.
Abro um sorriso a cada frase que ele dava.
— Se for menina, qual pretende? — o mesmo me questiona. — E se for menino? — ele me olha e logo volta a prestar atenção na estrada. — Já imaginou a casa toda cheia de brinquedos? — Vinnie sorri enquanto olha a estrada. — Eu já imaginei. — do uma risada fraca.
Eu não quis estragar os pensamentos dele falando que está um pouco longe para isso acontecer, só fiquei escutando tudo rindo cada vez que Vinnie falava algo que iria demorar para acontecer.
De duas semanas a nove meses é bastante tempo.
Nem percebi que havíamos estacionado de tantas coisas que Vinnie falava.
Vinnie desceu do carro e eu desço logo em seguida, o mesmo me espera e me estende sua mão pedindo a minha.
E logo entrelaço minha mão a dele.
Assim que chegamos a porta de casa, e entramos, levei um susto com tantas pessoas em minha casa.
— Como foi lá? — Maria questiona com todos me olhando.
Estava Devy, Cloe, Maria e Nate me olhando curiosos.
Era óbvio que Vinnie não se aguentou e contou que iríamos fazer o exame de sangue para ter certeza.
— Vinnie. — o repreendo virando para o olhar e ele me abraça por trás e desliza a mão sob minha barriga.
— Desculpa. — o mesmo se desculpa. — Nós vamos ser pais. — Vinnie grita olhando para as pessoas a minha frente que logo começam a falar, gritar e me parabenizar.
Depois de um tempo, ouvindo várias coisas, pessoas chorando de emoção, mais especificamente Maria.
Todos foram embora, Maria ainda queria ficar, mas Vinnie insistiu que queria ficar a sós com nós, e com nós ele quiz dizer, eu, ele e o bebê.
— Enfim, a sós. — Vinnie fala voltando da porta assim que se despede dos outros, e eu estava jogada no sofá, o mais confortável possível.
— Sua mãe me fez chorar. — falo olhando para o mesmo com uma cara triste, mas era só drama.
O mesmo vem ate mim, e se senta colocando minhas pernas sobre as suas, para que eu ficasse confortável.
— Está com fome? — ele me questiona e eu do um sorriso, parece que ele leu meus pensamentos.
— Muita. — digo para o mesmo e aliso minha barriguinha.
— Podemos pedir oque você quiser. — Vinnie fala e meu sorriso só aumenta.
É inacreditável estar formando uma família com uma pessoa que eu nitidamente odiava, mas que agora com tudo oque aconteceu e nos uniu, estamos juntos agora.
E melhor, estamos em três.
Vinnie vai ser um ótimo pai, tenho certeza, e um pai bem bobão, mas sei que vai ser bom.
Imagino diversas vezes Vinnie brincado com nosso filho ou filha no meio da sala, com vários brinquedos espalhados.
E sinto que daqui a alguns meses isso não será preciso imaginar, estará acontecendo.
Eu o amo, e fico feliz em formar uma família com ele.
E só de pensar que tudo isso começou com um lixo no lugar errado...
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