56.

OLIVIA JONES
Los Angeles

— Eu não acho que... — eu iria continuar falando mas ouço gritos vindo do lado de fora do quarto de hospital de Devy.

— Eles chegaram. — Devy fala e aperta a minha mão que ela segurava. — Vieram buscar ele. — vejo os olhos da mesma marejarem.

— Tem certeza disso? — questiono o fato de Devy querer internar Aaron.

Por mais que eu me sinta mais segura com ele longe, é o único parente dela.

Eu sempre coloco outras pessoas em primeiro lugar, impressionante.

— Sim. — ela me olha fixo, aquilo doía nela. — Eu quero que você se sinta segura. — a olho torto num sentido bom. — E eu também vou me sentir mais segura com ele internado. — senti verdade, e por um lado ela queria ele longe, e por outro não. — Pode ir ver como está lá, por favor? — Devy pede e eu logo obedeço.

Me levanto do encosto da cama, e caminho até a porta, e assim que abro os gritos aumentam.

Saio deixando a porta aberta, mas antes lanço um olhar para Devy, que apenas assente com a cabeça.

Caminho até onde eu estava antes de entrar, e de longe, vejo Aaron ser imobilizado no chão aos gritos.

Vejo Vinnie com o nariz sangrando, e Cloe perto a ele o "ajudando".

Ando rápido até onde Vinnie estava, e assim que chego o mesmo me olha em desespero.

— Oque aconteceu? — olho de volta para Vinnie e observo seu rosto em preocupação

— Vieram buscar o Aaron. — Cloe se mete no meio e começa a falar. — E o vinnie estava perto e Aaron o socou desprevenido.  — vejo o sangue escorrer no nariz de Vinnie.

Aaron gritava como louco, se debatia conta os médicos que vieram buscá-lo, um deles tinha até um corte no rosto.

— Me solta. — Aaron grita. — Eu não vou. — ele parecia outra pessoa, totalmente diferente e agressiva. — Eu não quero. — Assim os médicos imobilizaram Aaron e lhe deram alguma coisa no braço, que o fez dormir.

Aquilo estava me preocupado, não por levarem Aaron, mas sim por Vinnie ter o nariz sangrando.

— Corte de tempo !

Felizmente levaram Aaron.

Conversei com Devy, para saber mesmo se ela está bem.

Já Vinnie com seu nariz sangrando, os médicos avaliaram e disseram que não estava quebrado, só sangrava mesmo.

Eu estava no quarto de hospital de Devy, conversando para ter certeza de que ela estava de acordo com o internamento de Aaron.

— Eu vou ver como Vinnie está. — falo já saindo do quarto e Devy apenas assente.

Vinnie estava em outro setor, então ao invés de ir para a recepção, vou para o lado contrário.

Caminho até onde Vinnie estava, dentro de uma sala, com Cloe e o médico que fazia um curativo no seu nariz.

Ele me olha e da um sorriso assim que me vê entrar na sala, que estava com a porta aberta.

— Essa sim é a minha namorada. — Vinnie fala apontando para mim e o médico me olha.

Namorada?

— Na verdade, ela ainda não é. — Vinnie diz e o médico sorri simpático para mim. — Mas vai ser. — eu olho para Vinnie com um sorriso rosto.

Me aproximo um pouco de Vinnie, onde o médico fazia um curativo no seu nariz.

— Então pretende pedi-la em namoro? — o Dr. questiona me olhando sorridente e logo volta a fazer o curativo de Vinnie.

— Até em casamento. — quando Vinnie fala aquilo o médico termina de fazer o curativo.

Casamento?

Meu Deus.

CASAMENTO!

Tento não surtar, tento me acalmar, no futuro quem sabe, talvez...

— Você é uma garota de sorte. — o médico aponta para mim e eu do um sorriso. —Muitos garotos nessa idade não querem compromisso sério. — logo o médico sai da sala e nos deixa ali.

Olho para Vinnie com um sorriso enorme.

— Namorada? — questiono sorridente. — Casamento? — me aproximo do mesmo ficando a sua frente.

— O médico pensou que Cloe fosse minha namorada. — Vinnie entrelaça seus braços em volta da minha cintura, me fazendo ficar nos meios de suas pernas, porque o mesmo estava sentado na maca do hospital. — Meu futuro é com você. — seus olhos se fixam nos meus. — Eu quero estar com você. — coloco meus braços em volta do seu pescoço. — Para sempre. — deslizo meus dedos entre seus fios de cabelo.

— Eu também. — observo os olhos de Vinnie, eram profundos.

Eu me perderia em seus olhos por milênios.

Mas desço meus olhos até seu nariz, e começo a rir.

— Oque foi?  —  Vinnie me olha torto pelo fato de estar rindo muito.

— Você está engraçado. — olho o seu nariz com curativo, era uma cena fofa, mas me fazia rir muito. — Parece que agora só depende de nós dois. — falo me recompondo depois de rir muito.

— Depois que tudo estiver estável. — sinto Vinnie apertar um pouco a minha bunda, safado. — E meu nariz não estiver desse jeito. — ele ri de si mesmo. —Vamos para o jantar, que eu queria ter te levado.

Vicamos nós encarando por alguns minutos, apenas nos olhando e apreciando cada detalhe do rosto um do outro.

Me perdi nos cachinhos de Vinnie em sua testa, estavam um pouco bagunçados.

Seus olhos, sua boca levemente rosada, tudo nele é lindo.

É gratificante chamá-lo de meu.

— E também vamos mudar de prédio. — o mesmo afirma e me olha firme. — Tantas lembranças ruins ali, que acho melhor deixar para trás. — coloco minhas mãos em seu rosto. — Oque acha de morarmos juntos? — me assunto com sua oferta.

Fiquei uns segundos em silêncio, pensando no que dizer.

— Vou pensar. — foi a única coisa que conseguir falar.

Não sei se está muito cedo para isso.

Até porque nunca tive um relacionamento ou alguém que eu realmente ame ao meu lado.

Vinnie não é a primeira pessoa em que me relaciono, mas é a primeira pessoa que eu realmente amo.

— Pensa com carinho. — sinto suas mãos deslizarem por meu corpo.

— Essa grude de vocês me enjoa. — Cloe fala, eu havia esquecido que ela estava ali. — Eu vou ver como Devy está. — a mesma se retira da sala de hospital.

— Eu tenho um segredo para te contar. — falo sussurrando para Vinnie assim que Cloe sai da sala. — Ou melhor, uma fofoca. — o olho fixo.— A Devy gosta da Cloe. — falo perto a seus lábios.

Vinnie vão parecia surpreso.

— Eu percebi. — o mesmo da de ombros e eu o olho indignada.

— Como? — falo em tom alto e relevante. — Porque não me contou? — cruzo os braços a sua frente e o olho feio.

— Pelo jeito que Devy olhava para ela quando fomos te buscar. — Vinnie começa a explicar. — Eu percebi a pouco tempo, por isso não te contei. — ele lança um sorriso de canto a canto para mim.

Impossível resistir a esse sorriso.

— Nós podíamos juntas elas. — coloco meus braços de volta dos ombros de Vinnie novamente, entrelaçando-os. — Dar um empurrãozinho. — do um pequeno sorriso para o mesmo.

— E nós vamos. — o mesmo retribui o sorriso. — Logo depois do nosso jantar. — fala sorridente, para quem levou um soco no nariz, ele estava sorrindo de mais.

Eu apenas concordo.

Algo me diz que esse jantar vai dar início a um futuro juntos...

— clique em votar, por favor ! 🗳—

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