39.

OLIVIA JONES
Los Angeles

Era Domingo a noite, e eu estava no tédio, evitei sair de meu apartamento, a fim de evitar Vinnie.

Mas foi difícil quando eu fechei meus olhos essa madrugadas e sonhei com ele, e não vou nem dar detalhes do sonho.

Mas como eu queria que fosse real.

Estava jogada em minha cama, olhando o teto branco e sem graça, quando ouço o interfone tocar.

Me levanto passando pela sala, como a casa estava um silêncio, e as luzes da casa apagadas, me deu medo.

Vou até o interfone entendendo o mesmo.

Ligação on | interfone.

— Alô?

Senhora Jones, você recebeu —
uma encomenda, está em seu nome,
poderia vir na recepção pega-lá?

— Desculpa mas deve ter
sido engano, não pedi nada.

Está em seu nome, poderia —
descer para confirmar porfavor?

— Claro.

Ligação off | interfone.

Estranho.

Não pedi nada, deve ser de outra pessoa essa encomenda, mas mesmo assim vou descer para confirmar e negar que é meu.

Destranco a porta de meu apartamento, e logo saio, eu pretendia ir rápido, para voltar rápido.

Fecho minha porta mas não a tranco, como iria voltar rápido não tem nenhum risco.

Entro no elevador, e logo desço até a recepção, e quando saio do mesmo vou até o balcão.

— Oi, disseram que tem uma encomenda no meu nome. — falo me apoiando no balcão e encarando o recepcionista.

— Desculpa senhorita Jones, mas não a nada em seu nome. — o recepcionista fala, e eu o olho estranho.

— Mas me ligaram faz poucos minutos dizendo que havia uma encomenda em meu nome e que era para mim descer para poder confirmar. — falo o olhando estranho.

— A minutos atrás eu não estava aqui na recepção, havia indo resolver algo no segundo andar. — o homem fala super educado. — Então seria impossível eu ter interfonado para a senhorita.

Estranho, isso está muito estranho.

— Ok, obrigada mesmo assim. — falo me afastando do balcão da recepção e entro no elevador.

Algo estava errado.

Assim que o elevador se abre, eu saio do mesmo indo até a porta de meu apartamento.

Mas assim que a abro, ouço algo cair e sinto que foi no meu quatro.

Foi aí que percebi oque estava errado, tinha alguém ali dentro.

Fecho a porta de meu apartamento e saio do mesmo o mais rápido que consigo.

Vinnie.

Foi a única pessoa que me veio à mente.

Corro até a porta de Vinnie, e nesse momento o desespero apareceu.

Toco a campainha do apartamento de hacker, mas ele não me atende.

— Vinnie, porfavor abre. — grito na porta do mesmo.

Eu estava com medo, entrando em pânico.

Assim que ouço a porta ser destrancada, vejo Vinnie com cara de sono e a bochecha amaçada, provavelmente ele estava dormindo.

— Olivia? Oque aconte... — antes que ele possa falar mais alguma coisa, eu me jogo em seus braços e o abraço o mais forte que consigo e Vinnie me abraça de volta.

Eu me sentia segura nos braços dele.

— Tem alguém no meu apartamento. — sussurro para Vinnie ainda o abraçando fortemente.

— Oque? — me desfaço do abraço. — Como assim? — ele me olha, seu olhar agora transmitia preocupação.

Vinnie me puxa de leve para entrar em seu apartamento, e logo fecha a porta.

— Me ligaram dizendo que havia algo na recepção para mim. — falo me sentando no sofá e Vinnie senta ao meu lado. —  Eu desci, quando cheguei lá disseram que não haviam me ligado. — Vinnie presta total atenção. — E quando eu voltei, ouvi algo cair em meu quarto, e senti que havia alguém ali.

Eu estava tremendo, minhas mãos estavam geladas, e senti minha boca seca.

— Calma. — Vinnie observou minhas mãos tremendo, e logo as segurou junto as dele.

— Desculpa ter te acordado. — falo baixo olhando para o chão. — Você foi a primeira pessoa que eu me sinto segura que veio à mente. — isso era a mais pura verdade.

Ele é o único que me faz sentir-me segura.

Não quero saber mais de evitar Vinnie por enquanto, minha segurança em primeiro lugar, e se tiver que falar com Vinnie para me sentir segura, falarei.

— Eu vou no seu apartamento olhar. — Vinnie fala se levantando. — Fica aqui. — Vinnie se aproxima da porta mas eu o impeço.

— Não. — falo um pouco alto. — Você não vai lá. — falo me aproximando do mesmo e puxando ele para longe da porta.

— Eu preciso ir olhar Olivia. — ele me olha fixo e tenta voltar até perto da porta. — Se tiver alguém lá?

— Não precisa não. — o puxo de volta para longe da porta. — Se tiver alguém lá, deixa lá sozinho. — paro na frente do mesmo. — Você não vai. — o olho fixo.

— Ta bom. — Vinnie finge que vai voltar para o sofá, mas quando vejo ele já está fora de seu apartamento, quase entrando no meu.

— Volta aqui. — falo ao ver Vinnie entram em meu apartamento. — Não me deixa sozinha. — falo mas o mesmo não volta.

Não sei oque fazer, se vou até lá ou se fico esperando.

Eu decidi ir.

Corro até o corredor e entro no meu apartamento e chamo pelo nome de Vinnie, que logo sai de meu quarto.

— Você tá louco? — falo puxando a mão do mesmo.

— Não tem ninguém aqui Olívia. — ele fala olhando o apartamento em volta. — Peguei seu celular. — ele fala mostrando o aparelho em sua mão.

— Porque? — questiono me aproximando dele e olho em volta com medo.

— Porque você precisa dele. — Vinnie fala como se fosse obvio. — Vem, você não vai dormir aqui. — ele me puxa pela mão.

— E onde eu vou dormir? — questiono assim que saímos de meu apartamento.

— Comigo. — ele fala e eu quase desmaiei.

Como assim com ele? Tipo, eu e ele? Na mesma cama?

— Com voce? — questiono enquanto tranco a porta de meu apartamento, e fico com as chaves em mãos.

— Sim. — ele segura minha mão e me direciona até dentro de seu apartamento.

— Não precisa. — nego oque Vinnie havia sugerido. — Eu posso dormir no meu. — nem se eu quisesse eu conseguiria dormir no meu.

Eu estou com tanto medo, que é capaz de me mudar.

— Você vai dormir aqui. — Vinnie fala e para a minha frente. — Nem adianta negar. — ele coloca suas mãos em meu rosto me fazendo o olhar fixo.

Mas logo ele desfaz e sai andando pelo corredor de seu apartamento, e eu o sigo por medo de ficar sozinha.

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