32.

OLIVIA JONES
Los Angeles

— Vem, senta aqui. — falo me sentando no sofá de lado, pedindo para Vinnie se sentar ao meu lado para que eu possa fazer os curativos.

Ele estava com a cara fechada, mas mesmo assim me obedece, fecha a porta do apartamento, e vem em minha direção se sentando ao meu lado.

Eu me aproximo do mesmo, e eu acho que ele já havia lavado o rosto, porque o sangue que escorria havia sumido, só tinha os cortes abertos.

Me aproximo de Hacker, um pouco de mais, e acabo sentindo sua respiração.

Coloco um curativo adesivo no seu supercílio, e um na sua bochecha, nos lábios eu precisava passar algum tipo de remédio, porque não poderia tampar, porque parecia inflamado.

— Tem algum remédio que eu possa passar na sua boca? — questiono vendo a expressão de dor vinda de Vinnie quando eu mexo de leve no seu queixo fazendo sua pele da boca mexer.

— Segunda porta à esquerda, na última gaveta do banheiro. — ele indica e eu logo vou até onde ele falou.

Entro no corredor, segunda porta à esquerda, assim que entro era um banheiro, vou até as gavetas, na última, acho um remédio de feridas e aproveito e pego um cotonete para em auxiliar a passar.

Volto para a sala, e vejo Vinnie de olhos fechados coma cabeça encostada no sofá.

Me aproximo do mesmo, e logo me sento, coloco o remédio no cotonete, e puxo de leve o queixo de Vinnie para que ele possa me olhar.

Ele se assusta, mas fixa seus olhos nos meus, enquanto eu estava consertada passando o remédio no corte de sua boca.

— Sua camisa está suja de sangue. — falo parando de passar o remédio na boca do mesmo e colocando em cima da mesinha central da sala

Não era muito sangue, apenas algumas gotas.

Mas o que eu menos esperava era que Vinnie tirasse a camisa ali mesmo.

Ele ainda sentando, retira sua camisa e a coloca no braço do sofá, e eu fico ali para sem reação apenas observando cada movimento que ele fazia ao retirar aquela peça de roupa.

— Já terminou oque veio fazer? — ele fala rude e faz pouco caso sem me olhar.

— Sim. — falo desviando o olhar do corpo do mesmo.

— Ótimo, então vá embora. — ele se levanta e vai até o corredor, mas logo da meia volta. — Ou melhor dizendo, vá atrás de Aaron, ele deve estar precisando. — ele fala e para em frente ao corredor.

— Eu estou preocupada com você. — falo me levantando do sofá indo até a frente de Vinnie. — Se estivesse preocupada com ele, estaria lá e não aqui.

— Tanto faz Olivia. — ele sai andando pelo corredor, e eu vou atrás. — Eu não tenho nada com você, ou com ele, ou com qualquer um desse prédio. — Vinnie simplesmente entra em seu quarto, e bate a porta na minha cara.

Eu me assunto com a força que ele bate a porta, mas não iria ficar parada ali.

Ele não trancou a porta, apenas bateu, então eu entro no quarto do mesmo sem ao menos pedir licença.

Mas logo me assusto com Vinnie tirando sua calça moletom, e fico sem reação e logo ele me olha.

— Você ainda não foi embora? — ele fala se aproximado, e eu jurei que ele ia ficar cara a cara comigo, mas ele só passar para o outro lado do quarto.

— Eu não vou embora. — depois de muito tempo em silêncio, tentando me concentrar e não olhar para Vinnie só de cueca, consegui falar alguma coisa.

— Porque se importa? — ele me questiona e nossos olhares se fixa.

Eu não sabia oque responder, nem eu mesma sabia o porque me preocupava e o porque de estar ali.

Mas eu não queria ir.

Eu queria ficar.

— Eu vou ficar aqui. — ignoro a pergunta do mesmo e vou até sua cama. — Até você parar com a grosseria. — me sentei na beira da cama de Vinnie e logo vejo ele sorrir.

Mas ao contrato do que eu esperava, ele não começou a falar e ser menos grosso.

Ele simplesmente entrou no seu banheiro e fechou a porta, e logo ouvi o barulho da água do chuveiro ser ligada.

Os curativos que fiz vão por água a baixo, fiz praticamente para nada.

Eu não acredito que ele foi tomar banho e me deixou aqui.

Eu fico ali por mais algum tempo, eu pensei que Vinnie já sairia do banheiro trocado, mas não.

Ele sai do banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura.

Minha pressão quase que foi embora.

Eu arregalo os olhos, mas logo desvio quando Vinnie percebe para onde eu estava olhando.

— Já disse para ir atrás do seu namoradinho. — ele fala e caminha até o outro lado do quarto. — Porque ainda não foi? — ele me questiona em quanto eu ainda estava sem reação sentada na cama.

— Você sabe muito bem que eu não tenho namoradinho. — falo um pouco baixo e tento não olhar para trás.

Mas foi quase impossível, quando eu dei uma espiadinha de canto de olho, vi que a toalha de Vinnie estava no chão.

Mas logo desviei o olhar.

Ele realmente está se trocando comigo aqui dentro? eu o chamaria de sem noção, se não estivesse gostando.

— Vai ter que fazer os curativos de novo. — ele para a minha frente ainda sem camisa, só com uma calça moletom.

E logo se joga na cama, e eu me ative sentada na beira.

— Não precisa ficar aí. — ele fala pois o lugar eu eu estava sentada, estava começando a ficar desconfortável. — Pode deitar, eu não me importo.

Eu me aconchego um pouco mais, mas não me deito, apenas fico observando o quarto de Vinnie.

E percebi que ele estava de olhos fechados, parecia até que estava dormindo.

Eu apenas me levanto, já que ele parecia que estava dormindo, eu iria embora.

Mas assim que chego na porta do quarto, Vinnie acorda.

— Para onde vai? — ele questiona me olhando ainda deitado na cama.

-- Você mandou eu ir embora e estava dormindo, então não tem o porque eu ficar aqui. — falo abrindo a porta do quarto.

— Agora você vai ficar. — ele se levanta e vem até mim fechando a porta. — Vem. — Vinnie me puxa pela mão, me fazendo voltar a cama.

Confesso que senti a mesma sensação de quando ele segurou e minhas coxas para descer as escadas em suas costas.

Uma energia passar por todo meu corpo, e eu me arrepio.

— Sua bipolaridade me assunta. — falo com ele me puxando pela mão. — Uma hora você manda eu ir embora, e quando eu decido ir, você não deixa.

Volto a me sentar na cama e Vinnie se joga de cara nela, me fazendo rir.

— Ainda está disposto a ir no jantar amanhã? — falo sem pensar e Vinnie me olha estranho.

— E porque não estaria? — ele da de ombros.

— Depois de ter levado uma surra. — digo irônica, óbvio que Vinnie quase não havia apanhado.

— Quem apanhou foi ele, eu estou intacto. — ele fala em tom de superioridade, e eu do risada.

— Não é oque seus cortes no rostos provam. — falo me jogando para trás deitando na cama.

Eu estava deitada na cama ao lado e meu vizinhos, que a semanas atrás eu odiava.

Nunca pensei que chegaria a esse ponto, tudo por causa de uma carona até o trabalho.

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