23.
VINNIE HACKER
Los Angeles
— Falta muito? — pergunto impaciente para Olivia que digitava em seu notebook sentada em sua mesa.
Eu odeio esperar as pessoas, só gosto que elas me esperem, e isso já está me tirando a paciência que mal tenho.
— Acabei. — ela fala e suspira aliviada.
— Graças a Deus. — falo me desencostando da parece que eu estava. — Vamos. — falo autoritário.
— Eu não sou um cachorrinho que você chama e eu vou. — vejo Olívia seguir um caminho totalmente oposto ao elevador.
Eu apenas a sigo, e ela para na frente da porta do escritório de minha mãe, e bate duas vezes.
Logo ela entra, e eu não vou ficar aqui fora esperando, ela ir fechar a porta na minha cara mas eu a empurro de leve a fazendo abrir nova.
E assim entro também, recebendo uma olhada feia vindo dela.
— Sra. Hacker eu terminei de fazer... — Olivia começa a falar, mas eu não do a mínima e não presto atenção.
Começo a caminha pelo escritório de minha mãe, olhando as estates de livros e coisas do tipo.
Eu só precisava que isso acabasse logo e eu pudesse explicar a Olivia e entrar em um consenso de como ela iria fingir ser minha namorada sem me conhecer direito.
— Vamos. — Olivia me chama, e agora ela me chama feito cachorro.
Assim que saímos da sala eu a repreendi.
— Agora você me tratou feito cachorro. — falo colocando aos mãos no bolso de minha calça moletom, e ela apenas me ignora.
✗ — Corte de tempo !
Assim que estacionei meu carro no estacionamento do prédio, Olivia não deu uma palavra o caminho todo.
Não que eu esteja reclamando, odeio pessoas que falam de mais.
Entrei no prédio sem à esperar, não ligo se ela vem ao meu lado ou não.
Mas assim que entro no elevador, ela entrar logo em seguida, ficando do lado oposto.
— Vai agora ou depois no meu apartamento? — questiono a mesma que suspira frustrada.
Eu realmente só precisava dela para não passar a vergonha de ser o único amigo solteiro da roda, meus amigos me zoariam até o extremo.
E já que eu a ajudei, uma mão lava a outra, e me aproveitar da situação de desespero dela foi fácil.
Não me chame de aproveitador, eu apenas fiz um favor querendo algo em troca.
— Vamos revolver logo isso. — ela fala e logo sai do elevador, e eu saio logo em seguida.
Ela se aproxima da porta de meu apartamento, e eu logo a abro entrando primeiro deixando a porta aberta para que ela possa entrar.
Me joguei em meu sofá, e ouço a porta ser fechada, e logo escuto passos.
— Senta ai. — falo me aconchegando no sofá e dando espesso para ela se sentar.
Ela estava com os braços cruzados, e observava todo o meu apartamento de canto a canto, mas logo se sentou.
— Precisamos nos conhecer, o mínimo possível só para não desconfiarem. — falo fitando o chão pensando em como fazer isso.
— Vamos fazer assim. — ela se pronuncia depois de ficar parada olhando para o meu poster do Chase Atlantic. — Pense oque eles perguntariam em relação ao nosso namoro.
Penso um pouco mais nada me vem à cabeça, eu não sirvo para pensar muito nisso.
— Parece que só eu consigo pensar aqui. — ela fala como se me chamasse de burro. Já percebi que a paciência que eu tinha vai embora com ela aqui. — Talvez eles perguntariam quantos meses de namoro estamos. — ela fala e isso faz total sentido.
— Podemos falar 3 meses. — tento entrar em consenso e ela apenas concorda.
— Porque não chamou Cloe? — Olivia pergunta de repente. Pensei que a resposta era óbvia.
— Fala sério, Cloe é chata pra caralho. — falo passando minhas mãos em meus cabelos e falo indiferente. — E você me pediu um favor, eu fiz e me vi na oportunidade de pedir algo em troca.
Um silêncio pairou no lugar, só a vi observando cada canto de meu apartamento.
Ela é bem curiosa.
— Eles vão estranhar se eu ficar longe de você. — falo lembrando o fato de não termos intimidade de chegar perto de mais um do outro.
— Podemos andar de mãos dadas. — ela fala simples e da se ombros.
— E se eles estranharem o fato de não nos beijarmos. — deixo aquilo escapar.
— Eu não vou te beijar. — ela nega e se afasta me olhando estranho.
— E quem disse que eu quero? — digo a olhando de cima a baixo a olhando estranho também.
— Você não quer, eu não quero, então não precisa fazer. — Olivia fala e da e ombros. Ela não mentiu, eu não queria mesmo. — Quando é esse jantar?
— Sexta a noite, e coloca algo bem sexy.— falo inronico, mas ela entendeu como algo sério . — Eu to brincando. — falo olhando estranho para a mesma.
— Ainda bem. — ela fala e vejo que ela está incomodanda com algo. — Posso te fazer uma pergunta? — ela fala de repente.
— Já está fazendo uma. — falo dando de ombros. — Fala. — odeio quem me faz perguntas, me sinto em um interrogatório.
— Porque você e Aaron não se dão bem? — ela me questiona e eu do uma risada nasalada.
— Cloe é ex dele. — falo simples e vejo Olívia arquear uma de suas sombrancelhas.
— Mas ele nunca namorou. — ela fala como se tivesse certeza. — Pelo menos foi oque Devy me disse. — Olivia fala pensativa.
— Alguem anda mentindo. — falo e vejo Olivia parecer pensativa. — Mas agora podemos nos concentrar no meu favor? — eu realmente só queria que ela me ajudasse com isso é vazasse.
Não tenho paciência, e nunca fiquei conversando com uma garota por esse tempo todo sem levá-la para cama, e isso já estava me frustrando.
— Como vamos nos conhecer melhor? — Olivia me questiona e se levanta do sofá indo até meu pôster do Chase Atlantic na parede.
— Comece fazendo perguntas. — falo indo até a janela olhando um pouco de relance para os outros prédios.
— Sua música favorita? — ela questiona o fato do pôster ser de Paradise.
— Sim. — falo simples e vou até o lado da mesma que avaliava o pôster a cada detalhe. — Você escuta? — questiono o fato dela estar avaliando de mais meu pôster.
Não acho que esse seja o estilo de música que ela escutaria, acho que ela não tem um bom gosto.
— Acredite, eu amo. — ela me surpreende.
— Não pareceu que você gostou quando coloquei e você veio reclamar. — ironizo voltando a me jogar no sofá.
— Gosto na hora certa. — ela para de avaliar o pôster e se volta a me encarar. — Não quando estou dormindo. — ela vem em minha direção se sentando ao meu lado.
— Chase Atlantic é Chase Atlantic, não tem hora certa para ouvir. — falo e a vejo sorrir de canto. — Qual a sua favorita? — questiono e ela me olha como se fosse óbvio.
— Óbvio que é Swin. — ela fala como se fosse óbvio. — A melhor. — ela me olha irrelevante.
— Descordo, a melhor e Paradise. — Olivia me olha feio. — Mas não vou entrar em guerra com você.
— Vai sim. — ela fala e percebi uma mini covinha em sua bochecha.
Ela começa a falar, e discutir o porque Swim era melhor que Paradise.
E eu apenas aprecio o jeito como ela age, ela defende como se aquilo fosse um debate de vida ou morte.
Percebi um certo jeito de se expressar, ela só discutir mexendo as mãos.
Decidi entrar na discussão, pois ela estava reclamando sozinha.
Eu não acho que ela queria provar que uma música e melhor que a outra, ela só percebeu que uma discussão nos faria nos conhecer melhor.
Ela não está tentando mudar meu pensamento sobre a música, e sim me conhecer em meio a uma discussão.
Até porque, todas as duas músicas são maravilhosas.
— clique em votar, por favor ! 🗳—
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