O adeus. - Parte 1
As horas vão passando e a dor da perda é quase palpável.
Olívia P.O.V on*
Me despedir de alguém que amo sempre foi a parte mas difícil e dolorosa pra mim. Primeiro meus avós, depois minha mãe e agora meu pai.
Eu não aguento mais perder todos os que eu amo, não aguento mais ter que dizer adeus.
Minha cabeça dói continuamente, minha respiração ainda está desajustada. Como me despedir da pessoa mais importante da minha vida? De quem sempre me protegeu, amou e cuidou de mim?
A dor que sinto é imensa, é como se eu gritasse e ninguém mais ouvisse, meu coração está dilacerado.
O velório já está quase no fim, avisto de longe alguns amigos do meu pai, alguns vizinhos e a nossa família, que mais uma vez se vê perdendo alguém.
Ainda sentada no sofá, minha tia me abraça forte, enquanto tenta me consolar em meio ao meu choro constante.
Olívia P.O.V off*
A noite cai e depois do enterro tudo que se pode ouvir na sala é o barulho de respiração cansada e a tristeza que se mantém no ar.
- Oi meu amor, vim ver como você está. Diz minha tia enquanto se sente ao meu lado na cama e acaricia meus cabelos.
- Sinto muito que você tenha que passar por tudo isso, sinto muito mesmo.
- Dói tanto tia. Como eu pude deixá-lo sozinho? Talvez se eu tivesse ficado aquela manhã com ele, nada disso estaria acontecendo. Talvez isso tudo seja culpa minha.
- Meu amor isso não é sua culpa. Não pense, nem diga isso nunca mais.
Choro novamente e entre soluços:
- Mas se eu estivesse aqui, talvez se ele tivesse sido atendido mais rápido... Não consigo nem imaginar quanto tempo ele ficou caído no chão , sozinho, sentindo dor. Isso é culpa minha tia. Eu nunca vou me perdoar por não ter estado aqui com ele.
- Ei, nada disso é sua culpa, nada. Seu pai estava muito doente. Ele sentia dores muito fortes. Ele lutou até onde podia Oli. Mas agora ele está em um lugar melhor, está bem e em paz.
- Eu sabia que ele sentia dores, mas não imaginavam que eram tão fortes assim. Ele nunca havia comentado comigo, ele quase nunca reclamava de dores pra mim.
- Quando nos falávamos no telefone, em algumas vezes, ele me dizia. Ele não queria preocupar você. Ele só queria poupar você disso.
- Ele poderia ter me dito, teríamos falado com o médico dele, poderíamos ter procurado outros remédios tia. Ele não precisava sofrer assim sozinho.
- Você sabe como seu pai era. Ele odiava preocupar ou sobrecarregar você. Mas não vamos falar mais nisso. Descanse. Você precisa dormir um pouco.
Tem um pouco de chá aqui, tome um pouquinho, vai te ajudar a descansar.
- Mais tarde passo aqui tá bom?! Minha tia me dá um beijo na testa e sai do quarto.
Depois de tomar o chá, acabei capotando. Durante a noite, tive vários sonhos com meu pai. Acordava assustada e soando frio. E logo em seguida dormia de novo, até que percebi que o dia já estava clareando.
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