34.
📱 | Pov' Hanna Miller *₊˚
Já faz dois dias do acontecido, e eu não saio da cama, não me alimento direito, não tenho forças para mais nada, não tenho forças nem para chorar.
Eu tive que contar tudo ao meu pai, foi difícil porque a cada palavra que eu dava eu chorava.
Eu estava em minha cama apreciando o tento, tentando não derramar mais lágrimas.
Me cubro com o lençol, mas o cheiro dele estava em minha cama, assim que sinto o perfume do mesmo em minha cama me levanto, e jogo o lençol no chão, bagunço toda a cama com ódio, e começo a chorar.
— Filha. — meu pai fala abrindo a porta desesperado. — Oque aconteceu? — ele vem até mim.
— Ele me usou. — falo e caiu de joelhos no chão e só sinto as lágrimas rolarem em meu rosto.
— Não fique assim minha princesa. — meu pai vem até mim ficando de joelhos ao meu lado e me abraça.
— Eu não consigo mais. — falo abraçando meu pai de volta. — Eu não quero mais estar aqui, eu não quero mais estar viva.
— Não fale isso. — meu pai me repreende. — Eu te amo, e não suportaria te perder, você é tudo que tenho.
A dor que estava sentindo naquele momento, é a pior dor que já senti em toda a minha vida.
— Eu juro que se eu o ver, eu acabo com ele.— meu pai fala mas eu rapidamente me desfaço o abraço e nego freneticamente com a cabeça.
— Não, eu ainda o amo, não faça nada contra ele. — falo e vejo meu pai me olhar. — Prometa a mim que não vai encostar um dedo nele? — eu falo e meu pai não me responde. — Prometa! — ordeno e o mesmo suspira.
— Eu prometo minha filha. — meu pai fala e me ajuda a levantar. — Mas agora, por favor, coma algo.
— Eu não estou com fome. — falo e me sento na beira da cama limpando as lágrimas em meu rosto.
Olho para meus pés, eu me sentia suja, só de lembrar do toque dele em meu corpo.
— Você não come algo desde ontem. — meu pai fala e se ajoelha em minha frente. — Vou trazer algo para você comer. — meu pai fala e se retira de meu quarto.
Eu suspiro e olho em volta de meu quarto, o lençol jogando no chão, a cama bagunçada. Uma crise de raiva eu diria.
Me levanto e pego as coisas do chão, jogando tudo em minha cama de qualquer jeito.
Vou até o banheiro, me olho no reflexo do espelho que havia ali. Minhas olheiras eram profundas, meu olhar transparecia tristeza, é impressionante como em menos de 2 dias seu consiga parecer mais magra. Isso me preocupa.
Mas eu não consigo, eu não sinto mais fome, não sinto mais forças, não sinto mais voltado de viver.
Hoje mais cedo, Nailea veio me avisar que Vinnie havia brigado com Logan.
Me enviou até um vídeo, os dois brigavam a mão, e só de ver Vinnie naquele vídeo, me doeu mais ainda.
Nailea foi conversar com Vinnie, a pedido meu, porque segundo Bryce ele estava muito mal.
E Nailea disse que era verdade, em que Vinnie está mal, e que só pensava em mim.
Mas disse a mesma em que nunca mais quero ver Vinnie, por mais que me doa, eu tenho que esquecê-lo, a todos custo, é o melhor a se fazer.
Minha vontade era de quebrar esse espelho, olho com ódio para meu reflexo, eu me sinto burra só de lembrar que acreditei nas palavras de Vinnie.
Olho cada parte do meu corpo com desgosto, lembro do toque do mesmo em meu corpo, olho para os lados e lembro de nós dois aqui nesse banheiro, como eu me sinto idiota, burra, me sinto usada.
Olho para meu reflexo novamente, parando no colar em meu pescoço, só de pensar que ele me pediu em namoro sem me contar a verdade.
Deslizo minha mão até meu pescoço, passando a mão no colar.
"Um beijo pode mudar vidas"
Essa frase nunca fez tanto sentindo nesse momento, mas deveria ser, "um beijo pode destruir vidas", e assim como eu me sinto, me sinto destruída, em pedaços, me sinto mal.
Por quê eu ainda o amo? Por quê?
Assim puxo o colar de meu pescoço quebrando a corrente em minha mão, abro minha mão olhando o cola, sinto ódio percorrer por todo meu corpo naquele momento.
Jogo o colar contra o espelho, sinto lágrimas rolarem em meu rosto, pego a primeira coisa que vejo em minha frente que seja grande e pesada o suficiente e jogo contra o espelho, e assim quebrando o espelho em milhares de pedaços fazendo voar cacos do espelho para toda lado.
Me assunto com os cacos por toda parte, olho para minha perna, que sagrava com um corte a mostra.
Acabei não percebendo que um pedaço do espelho quebrado bateu em minha coxa.
Meu pai entra desperado dentro do quarto, vem até mim e me olha como se eu estivesse morrendo.
— Não se mecha. — meu pai fala pois eu estava rodeada de cacos de vidro. Se eu me mecher cortaria meus pés.
Minha coxa escorria sangue, era um corte superficial mas estava sangrando horrores, mas eu não sentia dor, não sentia nada, não consigo sentir nada.
─ ➛₊˚ Corte no tempo 📱 *₊˚ ─
— Isso não pode ficar assim. — meu pai estava enganchando minha coxa depois de fazer um curativo.
— Eu sei, mas vai ficar tudo bem. — falo tentando tranquilizar meu pai. — Isso vai sarar.
— Não estou me referindo ao corte. — meu pai fala e me olha assim que termina de enfaixar minha coxa.
— Então do que está falando? — falo questionando meu pai.
— Ele veio te procurar cinco vezes só hoje. — meu pai fala, e obviamente está se referindo a Vinnie.
— Oque ele falou? — falo questionando o mesmo, lembro da voz de Vinnie, da risada do mesmo, meus olhos enchem de lágrimas, mas não permito que elas escorram.
— Não disse muita coisa, mas isso não pode ficar assim. — meu pai fala e fica de pé. — Você não pode ficar assim. — meu pai fala em tom triste.
— Não tem oque fazer, essa dor parece que não passa. — falo e olho para baixo, encarando o chão.
— Você não pode fazer nada, mas eu posso. — meu pai fala eu o olho confusa. — Você vai para Nova York, sua cidade favorita pode te fazer bem.
— Oque? — questiono seria para o mesmo.
— Sinto que ficar longe de tudo que lembra ele te faria bem. — meu pai fala e eu nego com a cabeça. — inclusive, eu sei que você o trouxe para cá, sei de todos os seus métodos de fugir de casa para vê-lo.
— Como você sabe? — questiono surpresa.
— Eu tinha te avisado sobre os hackers, e o jeito que você defendeu Vinnie aquele dia, eu suspeitei. — o mais velho fala e eu ligo os pontos. — Então, eu juntei as peças e também vi nas câmeras.
— Você não está bravo comigo? — questiono e o mesmo nega.
— De jeito nenhum, eu só quero o seu bem. — meu pai fala e vai até aporta de meu quarto. — Arrume suas coisas, você vai para Nova York amanhã.
Ok, eu passei maior parte da minha adolescência em Nova York, e acho que meu pai tem razão, ir para a cidade em que cresci me faria bem.
Mas não tá bem quanto Vinnie me fazia, porque é ainda sinto sua falta, e sinto que ir para Nova York pode mudar muita coisa.
meu pai quer que eu fique triste em Nova York, mudar de cidade não muda o fato de eu ter sido usado, eu queria Vinnie aqui comigo, mas ele mentiu pra mim, e eu tenho que esquecê-lo.
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