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- IVAN!! - Uma velha senhora gritava ao jogar a água do balde no garoto que antes dormia. - Seu putarino! Já vão ser cinco e meia, não vai levantar?!
- Vovó! Eu já estava levantando! - Ivan respondeu a velha senhora enquanto secava o rosto que agora, estava molhado junto a quase toda a sua cama.
- Sua irmã não demorava para se levantar! Espero que ela esteja bem no exterior! - Disse enquanto saia do quarto com seu balde.
- Se minha irmã visse o que faz comigo.. - Sussurrou enquanto se levantava da cama.
Ivan Ray, esse era o nome de um garoto que vivia com sua avó na parte mais afastada da velha Londrina. O belo rapaz se arrumava para sair, optava sempre por usar roupas marrons ou neutras, roupas que pudessem ser como uma camuflagem em meio a tantas pessoas. As roupas se assemelhavam a sua aparência, cabelos curtos marrons escuros e olhos castanhos.
- Vó! Estou saindo! - Disse ao pegar o saco de moedas e os pães e doces que sua avó preparava para vender na cidade. - Eu volto para o almoço!
Ao pegar a cesta, Ivan se despede de sua querida avó e segue pelo caminho um pouco longo. Londrina não era de fato muito longe de sua casa, mas, por algum motivo, a cada passo, sempre parecia mais longe e distante. Ivan caminhava com tranquilidade, o sol ainda nascia no belo horizonte, então não estava muito atrasado para suas vendas de bolo.
Ao chegar na cidade, já tinha um vislumbre de várias pessoas indo para seus respectivos assuntos matinais, alguns apenas vadiando ou saindo do Jardim do Éden muito tarde.
Jardim do Éden, uma velha taberna com direito a dançarinas belas, conhecidas pelo nome das flores mais belas que existiam. Ivan era um dos poucos homens que não eram vistos dentro do jardim, sua avó se orgulhava, dizia que Ivan estava se guardando para o casamento com sua futura noiva que ainda era muito jovem para se casar com ele.
- Bons dias, Ivan. - Dizia o reverendo Schrack ao se aproximar do vendedor.
- Bons dias Reverendo, gostaria de começar sua manhã abençoada com um pãozinho da família Ray? Está quentinho, saiu do forno hoje cedo! - Ivan mostrou o belo pão caseiro ao reverendo e pode ver os olhos do mesmo brilhando.
- Era exatamente isso que eu estava atrás, por favor, eu quero quatro. - Disse tirando algumas moedas de outro de seu bolso. - Vai me custar quantos?
- Faço três moedas e uma benção. - Disse ao pegar os pães na sacola.
- Está bem, aqui está. - Entregou um saco de moedas com as três para Ivan. - Que você continue um bom jovem e que suas conquistas sejam alcançadas e seus desejos realizados. Que assim seja.
- Que assim seja, amém. - Sorriu ao receber a benção e se alertou quando viu Dimile, o filho mais velho do reverendo, se aproximando.
- Ray. - comprimentou ao chegar perto de seu pai e de Ivan.
- Castilho. - Disse com deboche enquanto guardava as moedas.
- Filho, que bom que chegou, segure aqui. - Seu pai lhe entregou os quatro pães.
- Então, como vai a sua irmã? - Dimile perguntou enquanto olhava de forma irônica para Ray.
- Luciene está bem, escreve muito para mim e para nossa vó, que aliás, infelizmente não poderá comparecer à missa desta semana. - disse Ivan ao vender mais um doce enquanto conversava.
- Meus respeitos a sua irmã, ela era uma moça muito formosa e uma bela dama para cortejar. - Sorriu cínico para Ivan.
Ivan percebeu que o reverendo não estava perto dos dois, por algum motivo, o mesmo tinha ido conversar com outras pessoas sem que os mesmo percebessem.
- Escute aqui, Castilho. mantenha cuidado com suas palavras e sua boca suja para falar da minha irmã ou eu juro que conto a todos com quantas mulheres você se deita mesmo estando comprometido. - Ivan chegou bem perto de Dimile para repreender.
- Como sabe disso? - Perguntou incrédulo.
- Eu não sabia, mas agora que sei, sua fama de bom moço pode cair por terra, então me trate bem. - Disse piscando e saindo de perto de Dimile.
Os cabelos curtos de Ivan voavam pelo ar enquanto o mesmo andava calmamente tentando vender o resto de pães e doces de sua cesta.
A cidade de Londrina, uma cidade que fica na beirada de vários países, era uma vila bem pequena para ser considerada uma cidade em 1675.
Ivan sorria ao vender os últimos pães, mas foi surpreendido por mais um cliente.
- Ray! Espero não ter chegado muito tarde! - Senhor Jones saia de seu casarão às pressas.
- Senhor Jones! Sinto muito, acabei de vender o último para a senhora Sunny. - Disse com uma certa vergonha.
- Oh, o erro foi meu por chegar tarde. E por favor, me chame de Dio. - Sorriu amigavelmente ao garoto de 17 anos.
Ivan sentiu suas bochechas darem uma leve corada, o garoto era secretamente apaixonado por Dio Jones, mas tinha seus poréns.
- Como vai o Henry? - Ivan perguntou de supetão, Dio Jones era velho demais para ter algo consigo de qualquer forma, ele tinha um filho da quase mesma idade de Ivan.
- Doente como sempre, ele fica naquele quarto rezando o dia e a noite toda, sai apenas para comer. Não sei mais o que faço, quem sabe se não fizer amizade com você, talvez ele volte ao normal. - Dio dizia quase como para si mesmo.
- Eu pensarei, se tiver tempo, irei parar aqui para conversar com o jovem Jones, até depois Dio. - Ivan se despediu e seguiu seu caminho.
Ivan ainda tinha muita coisa para fazer na vila, comprar ovos, farinha, tecido novo e muitas outras coisas até o almoço, que aliás já estava próximo.
Do alto do casarão Jones, uma sombra na janela analisava Ivan Ray se afastar de Dio.
Henry era curioso, principalmente quando se tratava dos jovens rapazes da vila em que vivia, Henry não era de fato doente, apenas preferia se manter distante da sociedade, não gostava muito de ver ninguém durante o dia, então apenas ficava em seu quarto, lendo, cantando ou cuidado da própria aparência, digamos que seus cabelos sedoso não ficam lindos sozinhos.
Jones era lindo, assim como Ivan, seus cabelos pretos iam até os ombros, mas que constantemente ficavam amarrados em um rabo de cavalo com uma fita verde que combinava com seus trajes que mais utilizava. Seus olhos eram negros como a noite, mas que mesmo assim exalam seus sentimentos sem muito esforço.
O garoto deixou a janela e se sentou em sua cama, seu quarto era majestoso para época, sua estante cheia de livros e contos era a parte que mais gostava.
"toc, toc"
- Entre, pai. - Disse ao reconhecer seu pai atrás da porta.
- filho, como está hoje? - perguntou abrindo a porta lentamente e carregando uma bandeja com frutas e leite fresco. - Ray já tinha vendido todos os seus pães, me desculpe.
- Não é sua culpa. Os pães são deliciosos o suficiente para que não sobre nenhum mesmo. - Sorriu gentil ao pegar a bandeja de seu pai e a colocar na cama. - E eu estou bem, apenas cansado demais para sair daqui.
- Convidei Ray para passar aqui e conversar com você, se ele tiver tempo. - Dio revelou enquanto se sentava junto ao filho na cama.
- Pai, sabe que minha melhor companhia são meus livros. - Disse ao se sentir mal ao ter Ivan em seu quarto.
- Eu sei, mas você precisa socializar, estão te chamando de estranho na cidade! - Seu pai revelou meio nervoso. - Assim não arrumou nenhuma pretendente.
- Alissa..
- Alissa não é uma boa moça! Você merece algo melhor que uma mulher de vida. - disse Dio um pouco irritado.
- Alissa é minha amiga, não uma mulher de vida! Sabes o que dizem dela é mentira! Ela nunca foi mulher de vida. - Disse Henry se exaltando.
- Mas ela não é uma boa dama, escolha outra. - Dio disse sério são sair do quarto do filho e bater à porta.
- Se pelo menos eu gostasse mais de mulheres, seria mais fácil.. - Sussurrou enquanto começava a comer.
××
- Vó, eu cheguei! - Ivan após uma manhã inteira de ir pra lá e ir pra cá, chegou em casa com o dinheiro da venda dos pães.
- Demorou, o que andou fazendo na vila? - Perguntou a mulher enquanto colocava a comida em um prato.
- Eu passei na feira para comprar os ingredientes que faltam e nosso lucro foi de 20 moedas de ouro e 30 de prata. - contou suas moedas enquanto as colocava na mesa.
- Está bom, já serve para pagarmos as dispensas, aliás, aqui está seu almoço e a sua parte das moedas. - Mulher colocou na frente de Ivan, uma moeda de ouro,quatro de prata e o seu almoço.
- Obrigado vovó, irei comer e irei para plantação. - Disse ao guardar as moedas no bolso e começar a devorar aquele prato perfeito de batatas com carne.
- Está bem. -A velha senhora foi em direção ao seu quarto, para enfim descansar.
Ivan terminou de comer calmamente e então deixou seu prato na pia e se dirigiu ao campo de trigo da família. Sua vó que dormia calmamente, não imaginava o que Ivan fazia no campo.
Ao chegar no centro do campo, um lugar bem afastado da casa e onde ninguém poderia bisbilhotar Ivan segurou fortemente seu colar que continha uma pedra de âmbar e logo a mesma começou a brilhar enquanto Ivan recitava em latim;
"Imploro magorum potentissimum, ad me veni, tae" - recitava de olhos fechados, sentindo toda a magia consumir seus ossos.
(Eu imploro ao mais poderoso dos mágicos, venha até mim, tae")
Um brilho vindo de muito longe, rodou por Ivan e parou em sua frente, a luz brilhava de forma majestosa enquanto assumia a forma de um garoto de cabelos brancos e uma máscara sorridente.
- Me invocou, Ivan? - Perguntou com uma voz Angelical.
- Sim, mestre Tae, preciso perguntar uma coisa. - Disse calmamente e com o maior respeito que possuía.
- Pois então faça. - Dizia começando a flutuar.
- Mestre, hoje é a noite do sacrifício pelas jóias? - Disse meio incerto.
- Sim, noite de lua cheia e amarela, é hoje que você e a outra rosa devem sacrificar o mais podre dos homens do Éden, façam isso e- Tae foi cortado.
- E continuaremos com nossa prosperidade. - completou.
- Isso mesmo, já sabe, pedra do sacrifício ao amanhecer do dia. - e nessa última frase Tae se desfez em fumaça branca.
- Ao amanhecer. - Segurou firme seu colar e respirou fundo.
××
O resto da tarde, foi de fato calma e tranquila e quando mais o crepúsculo decrescente se aproximava, Ivan estava ansioso.
Sua vó ainda dormia no quarto, Ivan tomou um banho e foi para o seu quarto, ao chegar, trancou bem a porta e segurou firme seu amuleto em frente ao seu espelho e então conjurou;
"Pulchritudo his qui vere merentur."
(Beleza para quem realmente merece.)
Seu amuleto brilhou em âmbar forte e sua roupa se transformou, junto ao seu corpo, algumas curvas quase invisíveis foram adquiridas e sua roupa antes marrom, se transformou em uma saia de tule vermelha junto a um cinto dourado cravejado, sua blusa suja de terra foi mudada para um corpete vermelho e de mangas longas de tule também vermelho. Sua pele estava impecável, seu cabelo sedoso e muito bonito, uma maquiagem de um delineado que muito valorizava seu olhar - Agora marcante- e para fechar com chave de ouro, Ivan agora usava um véu em seu rosto, também vermelho.
Ele estava irreconhecivelmente lindo, sua voz estava mais sedutora e seus movimentos fluíam como água.
Ivan com um pouco mais de seu poder, fez uma miragem para que se sua vó entrasse em seu quarto e ele ainda não chegasse, pensasse que o garoto ainda estava dormindo.
Ivan colocou uma capa que o escondia totalmente e pulou a janela com alegria e correu pela noite para chegar ao mais rápido que conseguia na cidade, onde tentava passar despercebido para chegar ao éden.
Foi quase pego por quatro vezes, mas ao chegar - quase sem ar-, foi direto pela porta dos fundos e ao passar pela porta, encontrou um ser igualmente lindo fumando um cigarro de palha.
- Eva, está atrasado. - Disse a figura.
- Boa noite também, Eve. - Disse tirando sua capa ao reconhecer a segunda rosa.
Eve usava uma roupa parecida com a de Ivan, mas dessa vez era toda em tons âmbar e laranja e seu colar continha uma pedra de rubi, seu cabelo estava solto, negros como a noite, cobriam parte do pescoço. Sua maquiagem também valorizava um olhar afiado que Eve tinha.
- Falei com Tae durante a tarde, hoje é o dia do ritual. - Disse sério ao tomar o cigarro da mão de Eve e o jogar no chão.
- Precisamos do ser mais nojento do Éden, isso não vai ser muito difícil. - Fingiu não estar bravo pelo seu cigarro.
- Temos até o amanhecer. - Disse sério.
Tanto Eve quanto Eva, não sabiam que estavam por baixo daqueles trajes, mas sabiam que ambos guardavam um segredo, talvez gostassem mais se fosse assim.
- Tempo o suficiente. - Disse sorrindo por baixo do tecido. - Aliás, as margaridas estão agitadas e querendo total atenção dos nossos humanos hoje.
- Aquelas vadias, vamos ensinar algo a elas, a casa está cheia hoje? - Perguntou Eva animado.
- Sempre está. Vamos Eva. - Pegou na mão de Eva e seguiu para dentro do Éden.
Era de fato um bar bonito e bem elegante para uma cidade pequena, muito dos homens estavam sendo agradados por "margaridas" - Mulheres mais novas na casa.
Existiam brotos, margaridas, tulipas e as rosas. Era como se fosse uma hierarquia, quanto mais gostavam se você, mais importante você seria, mas existiam muitos brotos e margaridas, mas apenas duas rosas.
Eva & Eve, as rosas de Londrina.
As luzes das vezes ficaram mais fortes ao entrarem no salão, atenção estava toda nas duas rosas, ninguém mais conversava, ninguém mais ria, apenas prestavam atenção na beleza das rosas.
- Muito boa noite, meus cavaleiros e senhores. - Dizia Eve ao fazer uma reverência e ser imitado por Eva.
- Desculpem o atraso, estávamos nos preparando para agradar. - Sorriu por debaixo do pano enquanto sentia os olhares enjoados das margaridas que antes ocupavam o palco.
Os homens sorriam e gritavam pelas rosas. Mas, uma margarida insistia em ficar rindo de debochando das rosas, ela era uma forasteira.
- O que acha graça, margarida? - Eva sem paciência perguntou enquanto se sentava na beirada do palco, olhando diretamente para ela.
A margarida estava sentada no colo de uns dos maiores senhores daquelas bandas.
- Meu senhor me contou algo engraçado sobre vocês, ele disse que parecem duas vadias sem amor. - Disse debochada.
- A vadia aqui é você, se vende por um homem sem escrúpulos. -- Eve disse enquanto descia do palco para olhar para a cara do homem a quem ele se referia. - Dimile skrack Castilho, não é?
- Exatamente, sua rosa insolente. - Disse sorrindo de forma maliciosa.
- Não sou insolente, apenas tenho espinhos. - Disse ao se aproximar.
A essa altura, a margarida foi deixada de escanteio enquanto Ivan ria da situação. A tensão daqueles dois era bem visível, era uma química inexplicável.
- Adoraria me cortar com esses espinhos, faria isso com amor. - Disse Dimile.
- Eu deixarei. - Eve sentiu as mãos de Dimile em sua cintura.
Enquanto isso, Margarida estava se remoendo de raiva.
- Solte o meu homem! Ele olhava para mim!- Dizia brava.
- Seu homem? - Eva riu e a margarida parecia com mais raiva. - Vamos te explicar uma coisa, Eve, pule para cá.
Eve sorriu e se soltou Dimile indo para o palco.
//////(Ousam Looking at me versão Slowbl nessa parte!!!!!!!)\\\\\\\\
Ivan pegou seu pandeiro enquanto Eve fazia a mesma coisa e junto, os dois começaram a dançar de forma seduzente enquanto começavam a cantar;
- oh. - Eve cantarolou enquanto mexia os braços como a corrente calma de um rio. - Oh, sim.
Toda atenção estava virada para os dois que dançavam como se nascessem para isso.
- Eu chamei sua atenção?
Parece que você perdeu a respiração, huh. - Eva cantou enquanto tocava seu pandeiro e olhava para os homens na sala.
- Quando eu circulo pela sala, você é uma coruja, você vai virar sua cabeça. - Dizia Eve sorrindo enquanto pulava de um lado para outro em uma bela dança.
Ivan sentiu que algumas mãos seguravam sua cintura. - Não chegue em mim cheio de atitude! - Ivan empurrou o homem que caiu para fora do palco. - Quando meus lábios e minhas solas do sapato são vermelhos.
- Se eu te deixar para trás, você pode procurar pelos pescoços quebrados. - Sorriu em direção a Dimile e então Eva e Eve começaram a dançar juntos, como se fosse um só, mexiam a cintura e como perfeitas dançarinas.
Dimile se aproximou do palco, junto a margarida que ficava em sua cola, todos do bar gritavam e vislumbravam a dança dos dois.
- Porque eu estive aqui uma ou duas vezes.. - Eve cantou e balançou seu pandeiro e os brotos se aproximavam para dançarem juntos. - Nunca me preocupei com os olhares!
Eve & Eva dançavam em sincronia com os brotos - dançarinas de roupas verdes. --, até algumas margaridas se aproximavam, principalmente aquela vadia.
E então Eva decidiu provocar:
- Não fique aí encarando, querida! - Disse sorrindo sacana para a margarida. - Tente mover seus pés.
Eva dançava em volta da margarida que agora estava no meio, todos aplaudiam e gritavam pelas rosas. E a margarida agora se sentia especial, como se olhassem para ela.
Eve percebeu e decidiu fazer graça. - Se você acha que eles estão te olhando. - Sorriu ao tocar no queixo da garota. - Eles estão me olhando. - Sorriu mais ainda ao receber uma chuva de rosas sem espinhos que os homens jogavam.
- Eu posso tornar isso bem fácil! - Eva sensualizou para os homens enquanto os brotos imitavam seus passos complicados. - Eu vou tomar a liderança.
A margarida ainda tentava se exibir.
- Eles nem se quer estão te olhando, amor. - Eve sorriu ao empurrar a moça com seu quadril e tomar quase o palco inteiro para si. - Estão olhando para mim!
- Estão olhando para mim! - Eva se aproximou de Eve e dançaram mais uma vez juntos, parecia uma coreografia estranha, suas pedras brilhavam quando estavam próximas. - Estão olhando para mim!
A margarida empurrou Eva e Eve e começou a dançar com passos desajeitados, ela visivelmente não era uma boa dançarina e a maioria dos homens começou a rir dos passos dela.
Eva e Eve riram, mas, Eva pegou uma cadeira e colocou no centro do palco, enquanto Eve colocou a margarida envergonhada na cadeira sentada.
- Posso ser jovem para ser uma professora, mas vou te ensinar o que você não sabe. - Disse Eva enquanto segurava a margarida pelos cabelos. - Eu posso te ensinar coisas que você vai querer. - Sussurrou.
- Mas eu não posso te ensinar tudo de uma só vez. - Eve pegou seu pandeiro e começou a dançar na frente da margarida. - você iria ter uma overdose.
- Não traga nenhuma besteira para essa noite. - Eva soltou seu cabelo e começou a dançar de costas coladas a de Eve. - É um rodeio cheio de situações novas.
- Pode ser você e eu. - Trocaram de lugar, agora Eve que ficava nas costas de Eva. - Mas você sabe que vou roubar o show.
Seus amuletos brilhavam e seus movimentos eram idênticos, dançavam como se a vida dependesse disso.
Dimile observava com devoção, assim como todos os outros homens daquele estabelecimento. Não era segredo que todos desejavam ter Eva & Eve em sua cama.
- Porque eu estive aqui uma ou duas vezes. - Eve distraía os homens enquanto Eva jogava a margarida para dentro das cortinas. - Oh, eu nunca me importei com os olhares!
Eva voltou rapidamente e segurou a mão de Eve e juntos, com apenas um pandeiro, Eva & Eve bateram com a ponta de seus pés no pandeiro que estava no alto de suas cabeças. A flexibilidade deles era incrível. As rosas eram jogadas e seus sorrisos brilhavam.
- Não fique aí encarando, queridos! - Eva & Eve faziam acrobacias magníficas, parecia até magia. - Tente mover os seus pés!
- Se você acha que estão te olhando. - disseram em uníssono. - Eles estão olhando para mim!
Os dois dançaram o refrão enquanto era jogado rosas nos dois, era uma sensação única para ambos e ao final do show, Eve segurou Ivan pela cintura.
- Suponho que a margarida tenha aprendido a lição. - Disse Eva ao sorrir para Eva.
- Eu espero que sim, eu faria mais um show para ensinar ela algumas vezes a mais. - Disse Eve ajeitando seu cabelo.
Ivan olhou para a janela da taberna, e viu que já estava bem tarde.
- Eve, o horário. - Disse apontando para a janela.
- Está bem. - Eve se aproximou dos homens e de Dimile, com seu mais lindo sorriso sendo seguido por Eva.
- Boas noites, meus senhores, o show foi agradável? - Sorriu e cumprimentou os senhores, entre eles estavam Claker Collins, John Sunny, C. Clark e claro, Dimile Castilho.
- Seria mais agradável se fizesse um show particular para mim, Eve. - Dimile se aproximou e colocou uma rosa nos cabelos de Eve.
- Sinto muito, apenas com cento e cinquenta moedas me levará para cama. - Sorriu seduzente enquanto homens olhavam para os bolsos.
- Com duzentas moedas de ouro, eu tenho duas rosas? - Perguntou um senhor robusto e de aparência elegante.
C. Clark era seu nome.
- Senhor Clark, acha que valemos tão pouco? - Eva riu e se aproximou do homem, ao tocá-lo secretamente com o cristal, podia ver seus pecados e entre eles, o crime mais hediondo de todos, abuso de vulnerável.
Esse era o homem que precisavam. E Ivan disse isso a Eve apenas pelo olhar.
- Quatrocentas moedas de ouro. - Ele era um homem rico e gostava de exibir isso.
- Faça sua oferta quando nos encontramos nos fundos. - Eve se aproximou e logo voltou para o palco junto de Eva.
A noite seguiu quente e bem animada, os dois jovens dançavam com seus pandeiros, recebendo moedas e cervejas pagas. Quando finalmente chegou a hora, ambos se despediram da plateia.
- Boas noites, meu senhores. - Disseram em uníssono. - O que acontece no éden, fica no éden.
E se retiraram para os fundos novamente, lá preparavam sua bolsa com os itens de rituais.
- Eva, a adaga. - Disse Eve o lembrando, enquanto brincava com a flor que Dimile lhe deu.
- Não esqueço dela, jamais. - Ivan segurou a adaga de duplo corte de ouro cravejada de rubis. - Está enamorado por Dimile?
Eve ficou vermelho.
- Não! Rosas não se apaixonam. - Disse após um tempo.
- Se apaixonam sim, pare de frescura, se gosta dele, vá para cama antes que ele se case. - Disse vendo Clark se aproximar com a sacola de moedas.
- Minhas rosas. - Se aproximou sorrindo com o saco de moedas.
- Senhor Clark. - Fizeram reverência. - Estávamos ansiosos por você.
- Sei que sim, aqui está. - entregou as moedas a Ivan que as guardou na mesma sacola que estavam os itens.
- Vamos então? Temos um lugar especial no meio da floresta para ti, faremos coisas inimagináveis com o senhor. - Eva sorriu seduzente ao segurar o braço do senhor e levar para dentro da floresta.
Eve segurou o outro braço e assim entraram na floresta.
A floresta estava escura, seus passos eram silenciosos como se não pisasse no chão, suas capas arrastavam no chão, era um meio de não serem reconhecidos. Clark sorria, estava contente que teria uma noite maravilhosa com as rosas de Londrina.
No meio das pedras, uma grande rocha um pouco suja estava bem localizada.
- Meu senhor, sei que não é um lugar muito agradável, mas saiba, o prazer será imenso. - Sorria Eva ao empurrar o senhor gentilmente para se sentar na pedra.
- Não ligo muito para o lugar, apenas quero o prazer das duas rosas. - Ele agarrou com força a cintura de Eva e começou a beijar o pescoço imaculado de Eve. - Serão minhas para sempre após essa noite.
Eve acariciava e retirava a camisa de manga do senhor, deixando o peito à mostra. Eva deitou o senhor e ficou por cima, entregando a bolsa para Eve que a deixou no chão e subiu no outro lado da rocha.
Ambos tinham um sorriso meio maligno no rosto.
- Vocês são maravilhosas.. - Dizia acariciando Eva.
- E você um rato imundo. - Eve segurou forte a adaga e a enfiou no peito do homem. - Abusador nojento!
- Eva, os ingredientes. - Disse e enquanto esfaqueava mais ainda o homem, Eva pegava o ítens.
Ele jogou, sal, açúcar, patas de borboleta, terramicina é um pouco de mel no buraco do peito do homem que já não estava consciente e com a adaga, passou um pouco de sangue em seu amuleto e no de Eve.
E em unisolo, recitaram o feitiço em latim.
"Nocte illa in crepúsculo, guttam sanguinis hominis putidissimi, et per hanc libera- tionem, salva Londrina."
(Na noite e no crepúsculo, aceite o sangue do homem mais podre e salve Londrina.)
Os amuletos brilharam, uma luz extremamente forte e poderosa, saiu de ambos amuletos, ao atingir o seu, se repartiu em várias e o corpo do homem foi sumindo aos poucos diante dos olhos dos dois.
- Merda, estou sujo de sangue! - Disse Eva ao terminar o ritual.
Aquele porco imundo espirrou sangue por todo lugar.
- Eva, isso sai junto com a roupa, não se preocupe. - Sorriu e limpou um pouco o rosto de Eva.
O crepúsculo crescente se aproximava, era hora da partida das rosas.
- Adeus Eva, te vejo amanhã no éden, não se atrase! - disse ao ver Eva ajustar sua capa. - Ah! Fique com as moedas.
- Adeus Eve, mas não vai querer a sua parte?! - Eva perguntou.
- Não tem necessidade, pode ficar, adeus! -Eve ficou vendo Eva se afastar para longe, em seu coração pensava em descobrir quem era o feiticeiro debaixo dessa roupa formosa.
Eve se ajeitou e correu para sua própria casa, ninguém ainda estava acordado, ele esperava. caminhava silenciosamente dentro das ruas e ao se aproximar do casarão de sua família, pulou a janela da cozinha e decidiu logo se destransformar.
Segurou seu amuleto e recitou;
"Pulchritudo est illis qui vere merentur ".
(A beleza vem para aqueles que de fato merecem.)
Sua roupa magnífica foi sumindo em um pequeno brilho na escuridão da cozinha, agora, Eve usava roupas sociais e de alta costura, seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo com uma fita verde.
Eve ouve um barulho estranho vindo da porta e rapidamente pega um copo de água para fingir estar ocupado.
- Henry? - Senhor Jones desceu das escadas e encontrou seu filho com um copo de água na mão.
- Pai? Te acordei? Sinto muito, estava com sede. - Eve, ou melhor, Henry era um péssimo mentiroso.
Ou melhor, era o que todos pensavam.
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continua ❤️🩹
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