| 𝐶𝑎𝑝𝑖́𝑡𝑢𝑙𝑜 𝑢́𝑛𝑖𝑐𝑜 |

Já era noite, quando um inverno repentino tomou toda Londres. A chuva pesada que caía, parecia querer levar a própria cidade consigo, e muitos não duvidavam de que ela poderia realmente fazê-lo, dada a força da água.

O frio já poderia ser sentido nas ruas largas, causando estremecimento naqueles que se aventuravam a caminhar com aquele clima. A previsão do tempo de mais cedo não disse que iria fazer sol?, os poucos trausentes se perguntavam, dirigindo um olhar desgostoso para as grossas gotas de água que caíam com violência. Isso está frio como o inferno!, pensou outra pessoa.

Mas ela estava errada.

O inferno não tinha nada de frio. Ele era quente.

Mais do que quente: era escaldante.

E isso se provava a apenas alguns poucos metros de distância dali. Quase como se estivesse "caminhando contra a maré", enquanto toda cidade era enluvada em água: em um espaçoso quarto de hotel, dois corpos se chocavam em uma intensidade violenta. Os sons lascivos que escapavam das duas pessoas firmemente entrelaçadas na grande cama, dançavam em todo recinto. Em todo aquele quarto que estava quente como o inferno.

Sobre a cama, montado em um homem de ar imponente, estava Harry Potter. O rapaz ainda parecia não acreditar no que estava fazendo, mesmo que a situação já estivesse escancarada em tal estágio. Harry não conseguia sequer se lembrar do que o levou ao momento atual. O rapaz se esforçou para trazer a tona as memórias que pudessem explicar aquilo.

Há algumas horas atrás, Harry estava em um popular bar local, extravasando suas frustrações acadêmicas no pobre barman. Harry tinha levado cerca de dois meses para concluir um trabalho de artes para a faculdade. Os papéis que continham sua preciosa pesquisa, quando juntos, formavam um pequeno livro. E Harry estava profundamente orgulhoso de si mesmo, quando levou aquele trabalho até o professor.

Mas aquele homem velho tinha de ser tão incompetente? Ou pior! Harry tinha de ser tão azarado?

No momento em o punhado de papéis escaparam de seus dedos, e passaram para as mãos enrugadas do professor troglodita, este mesmo professor, que por alguma razão desconhecida decidiu carregar consigo um copinho descartável de chá, se desequilibrou em suas pernas velhas e fracas, e acabou por virar o pequeno copo sobre os trabalhos de seus alunos. O conteúdo se derramando sobre as folhas brancas, tingindo-as de um tom suave de castanho. O trabalho de Harry era o que liderava a pilha, e consequentemente acabou por ser o primeiro atingido. Seu trabalho também formava várias camadas de papel, de modo que serviu como um tipo de "escudo" para os trabalhos de seus colegas de classe, ou seja: apenas Harry perdeu seu trabalho.

Quando Harry entrou naquele bar; ele se dirigiu diretamente até o balcão no fundo, esbarrando rudemente em alguns dos clientes do lugar, e até trocando xingamentos com quem ousasse reclamar com ele. O jovem de 23 anos se sentou ruidosamente no banco alto do bar, por ser baixo demais, suas pernas ficavam suspensas há alguns centímetros do chão.

Aquilo deixou Harry ainda mais zangado. Ele estava puto! E só conseguia pensar em como poderia ser bom socar a cara do primeiro azarado que brotasse em sua frente.

ㅡ O que gostaria de beber, senhor? ㅡ a voz do barman se fez presente, em um esforço de ser ouvida acima da alta música local.

Harry o mirou por detrás dos óculos de aros arredondados. Os olhos verdes ardiam em raiva, e o barman coçou a cabeça nervosamente.

ㅡ Tem sangue de lixo inútil? ㅡ Harry atirou para o pobre barman. Aquilo só deixou o coitado ainda mais nervoso. ㅡ Quero me deliciar com o sangue de pessoas inúteis, incompetentes, burras e acéfalas!

Harry gesticulava exageradamente enquanto explicava suas preferências.

O barman pigarreou:

ㅡ Bom... Eu creio que isso não temos aqui, senhor. ㅡ Harry bateu os punhos na mesa, com desgosto. Aquela ação barulhenta atraiu alguns olhares curiosos, mas o rapaz mal se importou. O barman se apressou em contornar a situação. ㅡ Mas talvez eu tenha algo que possa ser tão bom quanto...

Sem esperar uma resposta de Harry, o homem já se movia habilmente pelo pequeno espaço atrás do balcão, pegando garrafas aqui e ali. Ele as misturou, as agitou, e então as serviu em uma bonita taça para drinks, pondo um morango avermelhado na borda do copo, decorando-o.

Harry observou o líquido cor de pêssego. Será que isso é bom mesmo?, o rapaz se perguntou, mesmo que suas mãos já envolvessem o copo. Ele o levou até os lábios, e cheirou um pouco, em curiosidade. Tinha cheiro de morango e álcool, nada muito surpreendente. Harry deu um gole cauteloso.

Os olhos verdes subitamente se arregalaram, e o rapaz dirigiu sua atenção para o conteúdo do copo. O sabor que aquilo tinha rapidamente se espalhou por sua boca. Deliciosamente doce. A queimação satisfatória desceu por sua garganta. Harry logo tomou tudo, deleitoso.

Olhos esmeralda emitiam um brilho de excitação enquanto encaravam o barman com expectativa. O pobre homem sentiu as mãos suarem, temendo que a bebida que ele tinha acabado de criar não tivesse agradado aquele cliente irritadiço.

ㅡ Quero mais disso! ㅡ Harry gesticulou para sua taça vazia. ㅡ Faça o bastante para que eu esqueça meu nome, eu não ligo para quanto vá custar.

O barman soltou um enorme suspiro de alívio. Quem diria que sua mais nova e improvisada invenção seria tão apreciada? Em seu coração, ele já via Harry com outros olhos. O considerando seu cliente de melhor bom gosto.

ㅡ É para já, senhor! ㅡ deu as costas à Harry, e retomou seu prazeroso trabalho.

Se aquele jovem rapaz pretendia beber até cair, ele não o impediria. Afinal, conseguir dinheiro ao satisfazer um cliente, era o que aquele barman mais apreciava em sua ocupação.

O estabelecimento já estava quase vazio. Os poucos clientes que ainda restavam, estavam em pequenos grupos, espalhados pelo local. Cada um fazendo algum esforço para se manter longe do jovem escandaloso que vez ou outra fazia barulho no bar.

Harry estava com a testa pressionada contra a madeira do balcão. Ele não estava dormindo, apenas se viu obrigado a tomar essa atitude quando sua visão pareceu desfocar pela décima vez na noite. Os cabelos castanhos e selvagens espalhavam-se livremente por sua testa, cobrindo os olhos que estavam livres dos inseparáveis óculos de aros redondos
Estes que estavam frouxamente presos por sua mão esquerda.

O garoto tinha uma aura tão frágil naquele instante, que quem não tivesse testemunhado os escândalos causados por aquele jovem ao longo de toda noite, certamente tomaria a sua imagem atual como a de alguém indefeso. Mas as pessoas que estavam ali, já haviam visto demais do garoto para se deixarem enganar por sua aparência angelical.

Aquilo era um pequeno demônio disfarçado.

Harry gemeu, enquanto lutava contra a forte tontura que recaía sobre ele agora. O rapaz pressionou as mãos contra o balcão, e se esforçou teimosamente para que pudesse se sentar no banco desconfortável abaixo de si. Era tão irritante porque seu corpo queria ceder para todas as direções, totalmente desequilibrado. Então no fim, a posição mais digna que ele conseguiu se ajustar, foi uma que deixava metade de seu bumbum para fora do assento. Apesar de ser uma posição chata, ela o manteve ereto. Ou o mais ereto que alguém mortalmente bêbado conseguiria estar.

O rapaz elevou os óculos até seus olhos, pretendendo colocá-los ali, mas as mãos temulavam pateticamente. Harry soltou um poderoso bufar alcoólico. À sua frente, o pobre barman disfarçadamente tapou o nariz. Harry não pareceu notar aquilo.

Aliás, no modo em que estava, o quê ele notaria?

Harry pelejou um pouco até conseguir recolocar os complicados óculos. Os olhos verdes formaram duas pequenas fendas, enquanto sua visão se ajustava a luz. Por estar sobre forte efeito do álcool, a luz parecia dolorosa o bastante para forçá-lo a fechar os olhos, mas o teimoso rapaz apenas manteve os olhos abertos com alguma dificuldade, e voltou sua atenção para centésima taça que bebia naquela noite.

O copo repousava à poucos centímetros de sua mão palida, até que foi agarrada em um aperto trêmulo. Seu conteúdo jazia pela metade, quando Harry terminou de sorver tudo.

ㅡ Mais! ㅡ rugiu para o barman, ao bater o copo no balcão.

O barman dirigiu a Harry um olhar complicado. Embora aquele exagerado bêbado fosse lhe render um belo lucro, o seu estado atual não era nada bom. Ele se perguntou quando tempo levaria até aquele infeliz desmaiar ali mesmo. Isso até poderia assustar seus outros clientes e os afugentar.

Ele teria que mentir para o rapaz?

ㅡ Perdão, senhor. Mas os ingredientes para sua bebida já acabaram. ㅡ com certeza aquela desculpa soaria convincente. E também não deveria ser complicado enrolar um bêbado, certo?

Errado.

ㅡ Bom, me dê vodka! Eu realmente não ligo.

E dando ênfase as suas palavras, Harry estendeu sua taça vazia.

O barman realmente não tinha desculpas para aquilo. Ele encarou o jovem embriagado, ele pensou quantos problemas o rapaz ainda lhe renderia por essa noite. Com certeza não seriam poucos, com aquela cara de inocente, mas aura de encrenqueiro. Sem ter muito o que fazer a respeito, se deu por vencido e escolheu a garrafa de vodka que julgava a "mais leve" entre as muitas que haviam ali. Embora isso talvez não fosse sequer ajudar o rapaz já completamente bêbado.

Harry observou suas ações o mais atentamente possível para alguém embriagado. Em sua cabeça embaralhada, todos os problemas acadêmicos já haviam sido empurrados para o fundo de sua mente. Dando lugar para a leveza de se estar bêbado. Ele poderia até voar se quisesse. O rapaz sorriu para o nada, satisfeito.

Quando visualizou a taça novamente cheia, estendeu sua mão instável, ansioso para se servir. Mas ele talvez tenha sido tão instável que beirou a lentidão, já que uma mão surgiu do nada e usurpou a sua bebida.

A mão de Harry agarrou o ar, enquanto o jovem se viu atordoado. Quem roubou sua bebida?

Um bico repousou em seu lábios rosados, quando ele se virou para encarar o azarado que ousou lhe saquear.

O homem a sua frente parecia ser uns bons anos mais velho do que ele. Talvez tivesse uns 30 anos? Harry notou como ele possuía uma boa aparência, e presença dominante. Os olhos esmeralda iam desde os cabelos negros, até as sobrancelhas espessas daquele desconhecido, que davam destaque a olhos vermelhos envoltos em cílios vastos. Quando os olhos verdes de Harry recaíram nos lábios do desconhecido, se viu pensando em como eram sensuais e atraentes.

Com certeza eram perfeitos para um beijo.

ㅡ Você é muito bonito. ㅡ Harry confessou repentinamente. O outro apenas o encarou, em silêncio. ㅡ É tipo, totalmente o meu do meu agrado! ㅡ o jovem gesticulou exageradamente para cada parte do corpo daquele estranho.

Dessa vez, traços de um sorriso surgiram nos lábios pecaminosos, mas apenas um pequena linha rígida se desenhou ali. Mesmo com aquele sorriso de quem está com dor de dente, o homem ainda era muito atraente. Harry choramingou. O homem à sua frente era um exímio deus grego, e verdadeiramente o seu tipo!

Mas a taça de vodka - a vodka de Harry! - que descansava relaxadamente em sua mão esquerda parecia querer relembrar a Harry a raiz de um problema.

ㅡ Mas você roubou a minha vodka. ㅡ os olhos de Harry se fixaram de maneira obsessiva na taça. ㅡ Eu não queria, mas vou ter que te odiar mortalmente! ㅡ Harry ergueu o queixo. ㅡ Você não tem nada a dizer em sua defesa?

O outro baixou o olhar para o copo que repousava em sua mão. Ele o sacudiu para Harry. Pequenas fendas verde esmeralda encararam o homem em resposta a sua provocação.

ㅡ Se refere à isso? ㅡ uma voz grave questionou, Harry acenou copiosamente. ㅡ Quando fui pedir algo ao barman, você não saía da frente, então...

ㅡ Então você saqueou minha bebida? Simples assim?

ㅡ Sim.

Em um salto súbito, o jovem já estava em pé. Ele deu um passo a frente e logo estava cara a cara com o desconhecido. Harry ergueu um punho "ameaçadoramente", e inclinou seu rosto para olhar para cima. Aquele homem era bons centímetros mais alto do que ele. Harry precisou ficar na ponta dos pés, para de fato encará-lo de perto.

ㅡ Sabe, eu sou alguém muito justo na maioria das vezes. ㅡ um embriagado Harry começou. ㅡ E você tem esse rosto que me atrai, e é tão complicado de achar alguém assim, que atenda todos os meus requisitos. ㅡ o corpo do garoto balançava levemente para frente e para trás, dando a entender que ele cairia a qualquer momento. ㅡ Opa! ㅡ Harry realmente teve de se apoiar no outro homem para não cair. Ele observou sua mão espalmada naquele peitoral tão... ㅡ Duro.

O rapaz apenas deu risada para a conclusão divertida, e voltou sua atenção para o outro homem. Este apenas mantinha seus olhos carmesins fixos em si.

Harry passou a cutucar despretensiosamente o peitoral do homem enquanto falava:

ㅡ E porque eu sou justo, e porque você é muito bonito, ㅡ ele começou. ㅡ então eu vou te deixar escolher. ㅡ o dedo indicador pressionava atrevidamente o peitoral alheio à cada frase.

ㅡ Me deixar escolher? ㅡ Harry olhou para cima quando o ouviu falar, naquele tom imponente e marcante. Os olhos que antes o encaravam, agora observavam seu dedo "batucador de peitorais", com um par de belas sobrancelhas franzidas.

Harry parou seu dedo. E então, em contraste com suas ações anteriores, a mão do rapaz agarrou a gola da camisa preta que o outro usava. O tecido era macio, e parecia ser bem caro. Aliás, todo o conjunto de roupas "simples" daquele homem pareciam ser.

Ele combina bem com preto, o rapaz pensou, admirando a figura atraente envolta nas peças negras. Chega, Harry, não se distraia!

Harry puxou a camisa do desconhecido, junto do mesmo, para ele. Seus corpos se encostavam agora.

ㅡ Sim. Eu deixarei que escolha. ㅡ o aperto ao redor do tecido aumentou quando ele falou: ㅡ Entre levar um soco nessa sua bela cara, e devolver minha bebida, qual vai ser, hein?

Os dedos dos pés de Harry já começavam a doer em seu esforço para se manter na ponta deles, e seu corpo encharcado em álcool parecia pesar toneladas, mas o garoto não se atreveu a desistir. Direcionou um par de olhos verdes em fendas para o outro homem, e o encarou diretamente.

Mas o homem não disse nada.

ㅡ Você não vai responder? ㅡ Harry apontou um dedo trêmulo para a bochecha do homem e cutucou ali. A pele debaixo do dedo ficou levemente avermelhada pela pressão. ㅡ Você é lesado?

O outro homem não parecia nenhum pouco incomodado por ser segurado daquela forma por um jovem rude e embriagado. Tampouco demonstrava algum interesse em respondê-lo. Harry se irritou para aquela demonstração de indiferença, mas antes que pudesse resmungar e ofender a excelente mãe que concebeu aquela obra prima, o jovem viu orbes vermelho sangue descerem avaliativamente de seu rosto para algum lugar abaixo dele.

Quando seguiu a linha de visão alheia, Harry pôde perceber o que era encarado: três botões de sua camisa branca estavam desabotoados, formando um pequeno decote e expondo aos olhos do outro o centro de seu peitoral. Mas o que realmente atraía a atenção ali, era o desenho de uma pequena borboleta preta, que parecia se destacar entre os tons claros de sua pele e camisa.

Harry ergueu uma sobrancelha e dirigiu um olhar cético ao seu contemplador.

ㅡ Você parece gostar do que vê. ㅡ sua voz soou divertida, e seus olhos verdes brilharam enquanto viam o outro ainda mirando sua tatuagem.

Em um gesto corajoso, talvez desencadeado pelo excesso de álcool, o rapaz libertou a roupa do outro homem de seu aperto, e com aquela mesma mão, ele tocou a pele do queixo másculo. Harry apertou aquele local de pele firme com certa brutalidade, e o ergueu. Dois pares de olhos divergentes se encaravam.

ㅡ Ninguém nunca te ensinou que encarar demais é feio? ㅡ o sorriso zombeteiro que brotou nos lábios rosados, apenas aumentou quando olhos carmesim se fixaram ali. Harry passou a língua ao redor, em um gesto provocativo. ㅡ Sabe, se realmente gosta do que vê, você pode simplesmente comer.

Em resposta, os olhos vermelhos do outro homem adquiriram um brilho perigoso. Harry sentiu os pelos em sua nuca eriçarem.

ㅡ Essa é a primeira vez em toda essa noite, que você diz algo que faz algum sentindo para mim. ㅡ aquelas meras palavras enviaram uma rajada de arrepios por toda a espinha de Harry.

E de repente, enquanto observava que embora trajasse roupas de aspecto tão comuns, como jeans pretos e uma camiseta justa, o homem não parecia ser comum em nada, Harry se pegou pensando se havia sido... Radical demais.

Bom, foda-se! Não razões para ter medo, há?, o rapaz pensou impulsivamente, enquanto via o outro simplesmente largar o copo outrora tão desejado sobre o balcão, e jogar várias notas de dinheiro para o barman, que parecia embasbacado com a estranha interação que presenciara.

ㅡ Isso cobre a conta dele também. ㅡ o imponente homem apontou para Harry. O pobre barman apenas acenou constantemente em concordância, enquanto via o jovem problemático ser arrastado para fora de seu bar, para só Deus sabe onde, e fazer... Ele nem queria imaginar!


E não é que o filho da puta realmente está me comendo?, as sobrancelhas de Harry estavam ligeiramente franzidas, os fios de sua franja selvagemente grudados a testa, e seus dentes estavam firmemente cravados em seu lábio inferior. Contendo os sons constrangedores que insistiam em fugir.

O rapaz esforçava-se em quicar sobre o enorme pênis que o penetrava. Na posição em que estava, seus movimentos o faziam afundar ainda mais em seu interior, e Harry gemeu com a sensação.

ㅡ Cacete! ㅡ o rapaz ofegou e ajustou suas mãos no peito musculoso abaixo de si. ㅡ Você é... Muito grande!

O homem deitado na cama o observava com enorme interesse. Se Harry não estivesse tão submerso em seu próprio prazer, poderia ter captado o brilho de fascínio que os orbes carmesins emanavam.

ㅡ É muito para você? ㅡ a voz antes grave, agora estava profundamente rouca.

Harry sentiu quando mãos quentes e fortes envolveram sua cintura, e apertaram ali, o auxiliando em seus movimentos. Com o apoio do outro homem, os movimentos de Harry se intensificaram em força e agilidade, Harry não conteve um grito quando sentiu um ponto específico ser atingido dentro de si. Suas paredes se comprimiram ao redor do membro rijo que o fodia fortemente.

O aperto em sua cintura aumentou.

ㅡ Eu... ㅡ não posso admitir que ele é muito para mim. Seria patético!, Harry negou com um aceno e zombou. ㅡ Esse graveto não faz nem cócegas.

ㅡ Oh! É mesmo? ㅡ o tom de voz era mortalmente perigoso. ㅡ Então tenho que fazer algo para compensar isso, não acha?

Com rápidos movimentos, o homem subitamente pôs Harry deitado com as costas na cama, e em menos tempo ainda o pau majestoso já o penetrava, sendo engolido vorazmente pela pequena cavidade macia. Harry arqueou as costas, sentindo uma de suas pernas ser elevada com flexibilidade em um aperto de aço, e posta sobre um dos ombros largos do outro. Abrindo-o mais, e dando ao outro mais acesso a seu interior.

ㅡ Oh, minha nossa! ㅡ Harry mal conteve um gemido.

ㅡ Agora é muito para você, eu suponho. ㅡ aquele maldito gostoso investiu maldosamente contra Harry ao falar, o garoto gemeu.

Harry sentiu seu próprio pênis latejar em excitação, e levou sua mão para lá, rodeando-o tremulamente em uma carícia. Sob o olhar de seu parceiro, Harry masturbou a si mesmo, se entregando complemente ao voluptuoso prazer. Os olhos cerrados e a boca atraente escancarada enquanto ele gemia, eram a visão que o outro contemplava de cima, sem sequer desviar o olhar.

Na cama, as pobres costas de Harry eram arrastadas para lá e para cá, enquanto seu pequeno buraco era torturado e alargado simultaneamente. As sensações diversas e intensas nunca haviam sido experimentadas pelo rapaz antes. Em toda sua vida, desde que entrou no mundo sexual, nunca alguém o tinha fodido daquele jeito.

Harry soltou um sôfrego suspiro.

ㅡ Com certeza... é muito para mim. ㅡ finalmente admitiu, e logo os movimentos em sua mão aumentaram, enquanto ele lutava para manter o aperto sobre seu pênis. Harry sentiu uma mão grande se sobrepor a sua, e ajudá-lo em seu prazer. ㅡ Porra! Com certeza é muito... Ah!

Os gemidos melodiosos envolviam todo o recinto, até chegarem aos ouvidos aguçados do homem maior. Ele tomou aquilo como uma enorme motivação, e então removeu a mão do garoto de seu pênis mediano, e passou a masturbá-lo ele mesmo. Em resposta foi agraciado com bela visão de um corpo atraente se contorcendo sob o seu, enquanto seu pau afundava no pequeno buraco, deslizando para dentro e para fora com facilidade, sumindo na caverna úmida. Seus dedos contornavam o membro do rapaz, o polegar tocando a glande rosada, e pressionando a pequena fenda que já liberava pré-sêmen, enquanto seus quadris arremetiam com força em certo ponto específico.

Com os movimentos pontuais do enorme homem, aquele pequeno ponto de luz era repetidamente atingido, fazendo Harry ver estrelas entre as pálpebras trêmulas. Sob tamanho estímulo, não demorou muito para que Harry atingisse um estrondoso clímax, e tivesse seu abdômen banhado em sua própria porra.

Seu pequeno buraco rosado tensionou rigidamente em resposta, e suas paredes pressionaram o mastro grosso e grande que se enterrava ali. Acima dele, o outro homem ofegou. Harry se permitiu suspirar ao sentir a essência daquele homem jorrar em abundância dentro de si, a sensação morna o aquecendo, enchendo-o por dentro, era avassaladora.

O corpo suado e cansado despencou no confortável colchão, e o rapaz sorriu em felicidade. Aquele sem dúvidas havia sido o melhor sexo da sua vida! Seria esse o poder de alguém experiente?

Sentindo a mente turva, o rapaz ergueu um braço, e circundou a nuca alheia, agarrando delicadamente alguns fios localizados ali. Ele trouxe aquela personificação de deus grego para si, fitando com desejo os lábios carnudos e fodidamente sexys, antes de tomá-los para si, em um beijo repleto de línguas, mordidas, e intensidade.

Quando terminou de brincar com aqueles lábios viciantes, Harry os mordiscou de leve. ㅡ Qual é o seu nome?

Harry absorveu a calmaria do breve silêncio que se abateu ali. Ele não culparia o outro, caso ele não quisesse responder. Afinal, quem daria seu nome a um rolo de uma noite?

Mas Harry também pareceu esquecer que aquele homem adorava surpreendê-lo:

ㅡ Tom.

É um bonito nome, Harry pensou. Um nome bonito para um cara bonito.

Um singelo sorriso se desenhou nos doces lábios do rapaz. Harry estendeu uma mão, e timidamente tocou a bochecha alheia, acariando-a brevemente.

ㅡ Bom. É um prazer, Tom. ㅡ Harry saboreou como a pronúncia do nome soava em seus lábios. ㅡ Sou Harry.

Tom pareceu processar a recente informação.

ㅡ Seu nome combina com você. ㅡ foi a única coisa que falou.

Tingido de curiosidade, Harry sussurrou audível:

ㅡ Por ser comum?

Tom estalou a língua, em um gesto que Harry tomou como desdém.

ㅡ Por ser bonito.

Harry ofereceu a ele um sorriso terno, em gratidão, ao que foi retribuído quando os lábios carnudos do outro homem se abriram, expondo os perfeitos dentes brancos. Diferente de quando sorriu mais cedo, desta vez Tom soava sincero. O rapaz então gravou a bela imagem daquele lindo rosto sorridente bem fundo em sua mente. Algo tão belo só poderia ser lembrado para sempre. Como uma obra de arte.

Ainda acariciando gentilmente a face alheia, Harry puxou Tom com suavidade, e logo capturou aqueles lábios em mais um intenso beijo. Tom o retribuia desejosamente, e Harry o sentiu se deitar sobre si, pressionando seu pequeno corpo sobre a cama, começando por contornar a atraente borboleta tatuada em seu peito com os dedos, e logo as mãos hábeis já traçavam os caminhos secretos de seu corpo. Redesenhando-o em toques marcantes, e destruindo suas estruturas.

Mãos irrequietas exploravam avidamente sua pele, puxando, apertando, pressionando, em busca de contato, e Harry mais uma vez cedeu aos encantos de Tom. Se permitindo se entregar aquele homem, e ao seu próprio desejo luxurioso. Sem ao menos tentar resistir.

Retomando, com prazer, as ações carnais, e envolvendo o corpo másculo com suas pernas delgadas, enquanto se via ser deliciosamente subjugado por aquele perfeito símbolo do erotismo.

Pois aquele possuidor de exóticos olhos vermelhos só poderia ser o perfeito exemplo do que deveria ser verdadeiramente quente.

Como o inferno, é claro.

E ele queimava impiedosamente dentro de si.

Foram 4128 palavras, uau! Nem eu acredito kkkk

Bom, olá à todos! Essa short surgiu de um pequeno vislumbre de inspiração que caiu sobre mim esses dias, então eu pensei: "Por que não escrever?". A princípio, a ideia original era de fazer 3 capítulos dela, e aí finalizá-la, mas acabou que não rolou. Eu sou ansiosa, quis postar logo. E também tem o fato de eu estar escrevendo outros projetos futuros. Por essa razão eu não quis "cansar" muito a minha mente, por assim dizer.

A única história que tenho aqui na plataforma foi escrita em 2019, e depois disso eu desenvolvi um belo bloqueio criativo por motivos pessoais. Esse bloqueio se estendeu até o final do ano passado, quando eu apenas comecei a anotar as ideias que vinham.

Eu sei que isso não tem nada a ver com a história, mas eu achei que seria bom explicar, tendo em vista que eu literalmente não escrevo nada uns bons 2/3 anos. Caso o enredo acima esteja muito maçante, com muitos erros graves de ortografia, ou até mesmo... ruim? Talvez se deva a isso kkk

Mas caso tenha sido algo do seu agrado, eu peço humildemente que me expressem isso ao votar ou comentar na história. Sou uma escritora que curte ver as reações de meus leitores, e tendo em vista que estou suuper insegura depois de tantos anos afastada da escrita, essas interações com leitores me motivam a criar mais.

Obs: Acho que puderam notar que eu amo um Tom de olhos vermelhos? Se acostumem, pois é o que verão em minhas obras kkkk

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