CAPÍTULO TREZE

Ela solta uma risada gostosinha de ser ouvida. Ela estava meio para baixo, aí eu resolvi testar alguns dos meus truques de fazer rir e deu certo.

Agora estou tentando fazer ela comer pelo menos uma parte do lanche.

- aish não quero! - fala fazendo birra.

- mas é para o seu bem estrela - tento convencer ela.

Pego uma colher de gelatina e tento fazer tipo aviãozinho. Ela como protesto vira o rosto para outro lado.

- por que não quer comer? Não quer melhorar logo lisa? - digo colocando a colher de volta na bandeja.

- estou com o estômago enjoado.

Eu me forço à entender a situação dela e retiro a bandeja de cima dela colocando na bancada. Depois das vinte e quatro horas da gente estando aqui, ela deu uma piorada e meu medo é que a saúde frágil dela continue assim.

Sei que parece pouco tempo desde que nós se conhecemos, menos de um ano, mas sinto que conheci minha alma gêmea e sei que elas são destinadas à cruzar o caminho da outra, e nem sempre a ficarem juntas.

Uma triste verdade que pode ser dolorida.

- o que quer fazer agora? - volto para perto dela.

- eu queria ir para fora - seu olhar está na paisagem da janela que tinha no cômodo.

Será que é seguro ela ir para o pátio do hospital nesse estado? Se depender de mim ela ficava nessa maca e não saía daqui até ficar melhor, para o bem dela.

- por favor jung! - ela implora com os olhos de cachorrinho caido e com as mãos cruzadas, igual quando a gente faz uma oração.

- tá bem, eu levo amorzinho.

Ela deu um pequeno sorriso alegre ao ouvir minha resposta, eu ficaria horas admirando a minha pequena. Eu vou para fora do cômodo e peço permissão à jinyoung que estava em seu horário de descanso.

- você pode levar a lisa para respirar o ar livre lá fora, ela só não pode ficar por muito tempo.

Assinto, pego uma cadeira de rodas e entro novamente no quarto deixando o objeto perto da maca. Eu a ajudo levantar com cuidado e ela se abaixa sentando-se.

- eu preciso de ar fresco, não aguento mais ficar nesse lugar - bufa fazendo biquinho.

- isso é para o seu bem.

- não sei o que eu fiz para merecer isso, eu posso morrer a qualquer momento!

- não diga besteiras.

- besteira? Isso não é brincadeira, é algo sério! - me adverte.

- você não vai morrer - conto uma mentira.

- e por que você acha isso?

- estamos chegando lá fora - falo em uma tentativa de escapar daquela pergunta.

Tomo cuidado com o pequeno barranco, e caminho empurrando a cadeira parando ao lado de um dos bancos que ficava ao meio do pátio, em frente ao hospital.

- o que vai fazer quando eu morrer jung?

Ela indaga assim que eu me acomodo ao lado dela.

- você sabia que isso aconteceria quando me pediu em namoro.

- não irei deixar que isso aconteça com você, você é muito valiosa para mim. - estou olhando para seus lindos olhos.

- não tenho tanta certeza assim. - demonstra insegurança na fala.

- tente pensar de uma maneira positiva, você vai ver como tudo vai dar certo no final. - minhas mãos então entre as da minha namorada. eu roubo um selinho dela.

- você vai me amar mesmo quando eu estiver sem cabelo? - perguntou, concordo com ela e a beijo, ela retribui.

Sim, eu sabia muito bem onde eu me meti no momento que resolvi tentar me aproximar dela e quando conseguir acabei me apaixonando por ela.

Quando a pedir ajuda nesse lugar, uma coisa dentro de mim falava para tentar saber mais sobre ela, tipo uma conexão entre vidas passadas.

E se esse for o destino dela, eu não me arrependeria de passar com ela os últimos dias da vida dela.

- eu te amo jung. - fala pela primeira vez, seus olhinhos estão brilhando.

- eu também te amo meu amor.

Os outros dias foram até que tranquilos, sem muita preocupação. Por causa da quimioterapia que decidimos continuar, a queda do cabelo da lisa se intensificou o triplo e ela achou melhor raspar de uma vez.

Estamos no banheiro, eu estava com a maquininha na mão e a lisa estava de frente para o espelho. Ela estava com um olhar vazio.

- você achar que eu irei ficar bem sem cabelo?

- você é bonita de todo jeito, até careca lisa.

Vejo no reflexo ela sorrindo de ladinho.

Ela me dá a permissão de começar, eu faço todo o ato com todo cuidado do mundo, e quando eu terminei, eu viro ela para o meu lado.

- viu, você continuou linda - beijo sua testa.

O tempo se passava, mas o tratamento parecia não fazer efeito nela, o jinyoung tinha avisado que isso poderia ter acontecido. Ela estava cada vez mais apagada e sem vida, e isso não deixava eu dormir à noite.

O relógio apontava duas horas da manhã, e eu ainda estava acordado prestando atenção em qualquer mínimo detalhe que à prejudicava.

- por que você não descansar um pouco? - ela está sonolenta, vejo ela olhando para mim da cama.

- volte à dormir estrela, estou cuidando de você.

- você também precisa dormir um pouco, para o bem da sua saúde mental - ela diz se despertando.

Ela vira seu corpo na cama, escuto a mesma dizer.

- sendo sincera, as chances de eu sobreviver são poucas, nem o meu médico está conseguindo disfarçar esse fato.

- não fale isso. - eu a repreendo.

- estou sem brilho e quase morta, a quimioterapia foi em vão, você achar que estou com alguma esperança?

Quem eu tô querendo enganar? Ela teve razão em tudo o que disse, mas o meu subconsciente está em negação com tudo o que está acontecendo com ela.

Eu me aproximo da maca e me deito na beirada dela, e ela volta a ficar de lado me abraçando, ouço ela soluçando é fiquei sussurrando que iria ficar tudo bem, até que ela adormeceu novamente.

Ela não despertou pelo resto da noite, e embora isso me causava uma mistura de sentimentos, eu conseguir pegar no sono e dormir junto à ela.

No dia seguinte, ao final da tarde, fui pegar alguma coisa para comer e quando retornei ao quarto, ela estava tendo um ataque cardíaco. Antes que eu pudesse ao menos reagir, um monte de médicos entraram na sala e eu tive que esperar lá fora.

Dessa vez conseguiram salvar ela, mas todo cuidado era pouco agora. Jinyoung recomendou que os amigos e familiares viessem se despedir dela, Rosé estava contando toda a história da amizade das duas, e a lisa ouvia tudo atentamente.

- enfim amiga, vou sentir muita sua falta quando você for - enxugar as lágrimas com o lenço.

Ela se afasta e é a vez do Taehyung dá o adeus para sua amiga.

- não acredito que você está morrendo aos poucos - seus olhos estão vermelhos de tanto chorar - você é uma garota muito especial para mim, vou sentir saudades mesmo tendo vivido muitos anos sem contado.

Depois dele se despedir, foi a vez da senhora morgan e de outros familiares. A tarde toda foi assim, com muito choro e despedida. Eu não esperava que ela fosse tão rápido assim, não agora.

Quando a noite passou, e o dia apareceu, um milagre aconteceu. A lisa estava em pé com um sorriso no rosto com a energia totalmente renovada. Estava olhando a paisagem pela a janela.

- isso é real? - da porta vou para à janela, ela se vira para mim.

- sim meu amor, isso é real. - ela estava com uma peruca loira.

- mas como? - não estou reconhecendo ela.

- coincidências da vida jung.

A enfermeira que cuida dela adentra o cômodo, ela derruba a bandeja de mingau.

- senhorita manoban, que milagre.

A lisa se vira sorrindo e à cumprimenta. A enfermeira saiu do quarto e trouxe o jinyoung para examinar a minha namorada.

- isso é algo raro para a medicina - põe o aparelho na mesa - em anos um paciente em estado terminal não melhora para um dia para o outro assim.

- isso pode ser considerado uma coisa boa? - indago esperançoso.

- de qualquer modo, é sim meu jovem. - pegar uma caneta e assinar uma coisa. - tome, isso é uma alta para à paciente manoban.

Eu pego o papel.

- pode arrumar as coisas dela e passar o máximo de tempo com ela.

Eu faço o que ele me pediu. E quando estava tudo arrumado, eu passei no meu apartamento, e depois levei ela para o mesmo lugar onde foi o nosso primeiro encontro.

[ • • • ]

- jinyoung, como isso foi possível? - indaga. - nunca vi um milagre desse em todos os meus anos de carreira.

- é uma melhora que o paciente dar nos tempos finais dele, é como uma despedida. - responde colocando o óculos - como eu disse, esse evento é muito raro para a medicina.

- então ela vai morrer de qualquer modo?

- infelizmente sim, está chegando a hora dela.

[ • • • ]

- lembro do nosso primeiro encontro como se fosse ontem.

- eu te trouxe por isso, para relembrar àquele dia.

O moço do picolé parou perto em nós, pergunto a lisa se ela quer um e ela diz que sim. Eu pego o sabor que ela pediu e um para mim também.

Dou o dinheiro para ele e ela me puxa para o banco que tem a vista para a lagoa.

- sinto falta dos nossos bons momentos juntos, a gente se divertia demais.

- eu também sinto, e não me arrependo de nada das minhas decisões. - respondo.

Os nossos rostos estavam perto um do outro, então a beijei com toda a intensidade que eu sentia naquele momento.

Depois da gente lembrar de alguns momentos nossos, a gente continuou caminhando pelo o parque.

Tinha escurecido, o tempo passou tão rápido ao lado da minha neném que eu não tinha nem percebido. Estávamos no meu apartamento. Ela chegou até em mim e seus braços foram para à trás dos meus ombros.

- faça amor comigo. - como eu poderia negar o pedido dela?

Eu à peguei nos meus braços e à levei para a cama onde tirei a nossa roupa e realizei o seu pedido com todo cuidado, como se ela fosse quebrar a qualquer momento.

Quando acordei, ela não estava no meu lado, vesti uma boxer e fui direto para o banheiro. A Lisa não estava nada bem, tinha vomitado sangue e aparentava que iria desmaiar a qualquer momento.

Depois de arrumar eu e ela rapidamente, pego o carro e ando o mais rápido que posso para chegar lá. Entro desesperado procurando ajuda e um cirurgião mandou as enfermeiras trazer a Lisa em uma maca para um cômodo.

Sento no banco pensando no pior e horas depois, o jinyoung que estava conversando com o líder da cirurgia, chegar até em mim e conta a pior notícia da minha vida.

- sinto muito, ela não resistiu à cirurgia e não está mais entre nós.

Sinto as lágrimas rolando em meu rosto e meu coração se quebrando em pedaços. Eu abraço ele com todas as minhas forças e jinyoung bate na minha costas me consolando.

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