CAPÍTULO QUATRO

Acordo de um terrível pesadelo com muitas náuseas, me levando enjoada e vou correndo para o banheiro, vomitar toda minha janta no vaso.

Estou me sentindo muito mal, deve ser sido por causa do doce. Lavo minha boca na pia e vou me deitar novamente.

Tento dormir me ajeitando na cama, mas não consigo adormecer. Tento me remexer na cama tentando achar uma posição confortável e nada.

Acendo a luz do abajur e olho as horas do meu celular, marcava duas horas da manha.

Vendo que eu não iria conseguir dormir tão fácil assim, decido pegar meu casaco e caminhar de madrugada pelas ruas.

Sentir a melodia e a brisa da noite sempre me ajudava a aquieta os nervos quando estava nervosa. Esse era um hábito que eu mantia frequentemente quando me sentia desse modo.

Quando retornei ao meu doce lar, puder sentir toda a adrenalina indo embora do meu corpo dando o lugar para a mais plena e profunda paz.

Relaxei como nunca antes caindo no sono e adormecendo serenamente, tendo sonhos leves e descontraídos.

[ • • • ]

Eu tive de tomar a decisão de seguir as instruções do médico e me demitir do emprego, antes de tudo possa piorar de vez.

Estava séria, sem muito ânimo para aquele dia, afinal isso era apenas o começo desse inferno.

E talvez eu deva viver menos do que jinyoung previu, isso era, por causa do desenvolvimento acelerado da doença.

Meu corpo todo estava congelando por causa da alta temperatura no pequeno escritório. Mil vezes merda, tava frio e nada do meu chefe dar um sinal de vida.

Estava quase dando o braço a torcer, quando ele finalmente chegou e adentrou a sala, onde apreensivamente eu tava aguardando por ele.

Ele se incomoda sem pronunciar uma palavra, digita algo em seu computador e eu continuo aguardando. Me irrito pelo seu silêncio e dou a iniciativa.

— bem, o senhor sabe da minha condição – mumurrei – nesses últimos dias eu venho dando uma piorada e não estou mais em condições de trabalhar.

Continuo expectando.

— preciso que seja rápida, não estou com tempo livre hoje... – diz sem muita importância.

— seguindo as instruções que me falaram, eu tenho que deixar esse emprego que tanto me ajudou – decido ir direto ao ponto.

— e que me pague tudo o que o senhor me deve nesse mês.

Concorda deixando o que estava fazendo e abriu a gaveta de dinheiro separando uma quantia e me passando. Confiro se está tudo certo e ele me dá uma carta de demissão para que eu possa assinar.

Fiz o que deveria e entrego novamente a carta para ele. Ele pegar mais uma vez a carta e a guarda em um lugar e o ouço dizendo.

— como já tá tudo resolvido, peço que se retire dessa sala pois a senhorita tomou muito do meu tempo precioso – com um pouco de indignação, ando para fora do local.

Muito antes de mim começar a trabalhar aqui, ele age de um modo seco e ignorante, mas ainda sim, eu era grata por eu ter conseguido uma vaga nesse escritório.

[ • • • ]

No dia seguinte, taehyung veio me ver aqui em casa, estava toda felizinha por ver lo praticamente depois de anos. Dou uma gargalhada com uma coisa que ele disse, enquanto preparo um chá para a gente.

— faz tempo que eu não fico sorrindo desse jeito – respondo me virando e me apoiando de costas na bancada.

— deveria ficar mais vezes feliz, seria mais que bom para você.

— tá ocorrendo tantas coisas na minha vida que até me esqueço disso – respondo tristemente.

— mas vamos falar sobre outra coisa – digo e me direciono para o fogão o desligando e pegando o canecão com água fervente.

Desprezo todo o líquido em duas xícaras e depois abro o armário pegando dois saches de chá botando no conteúdo dentro do vidro.

Aguardo paciente para ficarem prontos, e depois de algum tempo, pego as duas xícaras pondo na mesa e estregando uma para ele.

— que tipo de assunto você se referia minha querida amiga? – diz fazendo graça, sorrio.

— você conheceu alguém no tempo que esteve fora da cidade?

— isso é uma pergunta bem interessante – ergue a xícara até a sua boca.

Estava curiosa para à resposta.

— sim, eu conheci uma pessoa - simplesmente diz – mas o nosso relacionamento não foi oque eu planejava.

Murmurou olhando para baixo, fico confusa e ele ergue a cabeça continuando a explicar.

— ela não era o que eu imaginava ser, muito pelo contrário, comigo agia de um jeito e a noite me traía com um namorado que tinha a anos.

Não faço ideia de quem seja.

— e quem era essa garota?

Jennie Kim – transmite seu olhar de dor –  tinha um relacionamento aberto com namorado, que eu nem sabia, fui apenas um amante.

Fico perplexa com essa revelação do meu amigo, eu não imaginava que isso tinha acontecido com ele. As vezes decepções amorosas acontecem nessa vida.

Tento passar alguns conselhos que sei para ele, entretanto taehyung parecia ter superado essa história, me deixando contente por isso.

Terminou de beber sua bebida, acompanhado de mim. Vou para a pia e lavo as xícaras fazendo elas ficarem brilhando.

Seguro meu celular e mexo nele relembrando daquele papel com o número daquele homem do hospital. Vou buscar o papel guardado em minha bolsa e diante disso retornei o segurando na mão.

— conheci um homem em uma das minhas consultas diárias – digo – e no dia que fui a loja ele me reencontrou e me deu esse número.

— se ele deu o número para você, talvez esteja interessado em alguma coisa - faço uma careta de confusão e franzo as sobrancelhas.

— mas será?

Pode ser uma possibilidade, nada certo ainda.

O taehyung dar de ombros.

— O que eu devia fazer, ligar para ele ou não?

— acho que você devia ligar e ouvir o que ele tem a falar – acabo concordando com a ideia enquanto ele ouvia música clássica no rádio.

Ao anoitecer da noite, vou para o quarto e recordo da minha escolha, resolvendo discar o número e ligar para seu celular ouço sua voz intensa.

Lisa?

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