24. newly created

recém criados e formatura

LÁ ESTAVA ELA, completamente paralisada enquanto olhava para a mais nova vizinha. Ela comia tranquilamente, enquanto Angel conseguia sentir uma pontada de algo estranho a consumindo. Carlisle e Esme estavam a entretendo em um bom papo, enquanto o resto de sua família focava nela e o quão apavorada ela havia ficado.

– Não vão comer ? – Agatha perguntou, enquanto esticava as mãos para pegar mais um pouco de purê de batata dentro da tigela transparente.

– Não, querida. – Esme disse. – Eles estavam acampando, chegaram agora á pouco e já comeram. – Ela sorriu, e então olhou para Angel.

– Você quer ? – a vizinha suspeita perguntou. – Está me olhando como quem tem muita fome ! – ela sorria simpática que quase conseguia convencer Angel.

– Você...

– Eu... – continuo sarcástica.

Angel respirou fundo, enquanto recebia uma onda de calmaria que estava sendo enviado para ela, a mulher continuava sorrindo e agora ela lutava contra a vontade de voar nela e arrancar cada pedacinho de seu corpo até que ela implorasse perdão por estar invadindo seu mundo.

Angel travou, mas Agatha sorriu mais forte que nunca, ela parecia sentir que havia despertado algo que estava vasculhando dentro da garota. O que ela queria dizer com seu mundo ?

As horas foram arrastadas, e Angel parecia estar prestes a desejar que caísse um meteoro dos céus apenas para não ter que lidar com aquela nova mulher. Para sua sorte, o sol havia sumido do céu, e agora havia uma imensidão escura repleta de pequenos pontos cintilantes, as grandes estrelas.

Estava definitivamente tarde, e Agatha havia decidido que apesar de a conversa estar muito bom, era hora de ela ir. Claro, Angel instantaneamente de pós de pé, só queria que ela sumisse para que ela pudesse correr para seu quarto e descansar no Pais das Maravilhas. Precisa mais que nunca falar com sua irmã.

Agatha estava agora de pé, indo em direção a saída, quando olhou uma ultima vez para Angel e sorriu. E quando a mulher atravessou a soleira da porta, Angel já estava disparando através das escadas, o que causou um pequeno alarme entre todos os vampiros da casa. Jasper e Alice a seguiram até o quarto, encontrando a garota sentada na cama com a Bússola já em suas mãos.

– Rebekah me chamou. – disse, o rosto com esperança, ela desejava os ver novamente mais que qualquer outra coisa. – Eu já volto.

Eles não puderam falar mais nada, o momento foi roubado por uma garota adormecida, sua consciência enviada para outro mundo. O seu mundo, aonde qualquer fantasia e loucura se tornava mais que real.

Ela abriu os olhos, apenas para se deparar com o mais lindo jardim que já havia contemplado em toda a sua existência. O sol encontrava-se baixo no horizonte, lançando faixas alaranjadas sobre o céu limpo.  O tempo no Pais das Maravilhas funcionava diferente da vida real. Árvores cobriam a colina, lançando sombra em grandes manchas azuis sobre o gramado.

Havia um chalé de tijolos a frente de sua visão, embora parecesse abandonado, o jardim era vibrante, repleto das mais diversas cores, o que colaborava para vista. Gardênias, esporas e jacintos enchem o ar com o seu doce perfume. Abelhas e borboletas pairam sobre as pétalas e folhas. Seus sussurros em uníssono alcançam seus ouvidos, atravessando lhe a mente com sua música.

Seu cabelo se mechia, esvoassando o vento em seu rosto. Lá estava ela, seu cheiro alcançou Angel como uma memória de uma musica infantil. Os cabelos loiros caídos pelos ombros, enquanto seu rosto pálido e rosado dava vida a sua aparência.

– Seu rosto me mostra que não veio com boas noticias. – Angel sussurrou, os ombros murchando ao ver o rosto inexpressivo de sua irmã diante dela.

Rebekah sorriu momentaneamente, mas logo após voltou para seu rosto imóvel, como se houvesse um mundo escondido por trás daquele ato.

– Está em perigo. – Sua voz era baixa, mas Angel a escutava perfeitamente. A bruxa abriu a boca para lhe questionar o porquê do perigo, mas ela pareceu perceber e a cortou. — Freya sente algo relacionada a vampiros da especie frios e...

Ela hesitou, mas isso deu a Angel tempo para refletir sobre o que ela havia acabado de mencionar. A algumas semanas que uma serie de desastres estava acontecendo em Seattle, e até então, estava mais que claro que aquilo não estava sendo causado por humanos. Os Cullens já haviam tomado conhecimento disso, mas não era sua função interceptar o que estava acontecendo, mas sim da guarda Volturi, mas as coisas continuavam a pior e não havia sinal algum de intervenção da parte deles. Isso foi um motivo para Angel arrepiar os pelos do corpo, ela conseguia sentir um perigo naquilo.

– E... existe uma Bruxa em Forks. – Rebekah continuou, mas para Angel tudo estava parado. Ela sabia perfeitamente quem era, isso lhe deu total certeza que seu sexto sentido nunca falhava. – Ela está atrás de poder, tome cuidado. – alertou.

Ela acenou para sua irmã, mas a ruiva pode ver através de seus olhos que ela parecia querer mencionar mais, havia muito o que ser dito e estava mais que claro naquele momento. Angel respirou fundo, e então, disse ;

– Me diga o motivo que me pediu para parar na noite que nos conhecemos. – Ela foi direta, e pode ver que Rebekah agora estava com os olhos atentos nela. – Me diga o motivo que a vizinha me perguntou se eu queria refazer a cena. – ela suspirou. – Nada parece ter sentido !

Rebekah ficou em silencio e aquele silencio durou longos minutos, até que a voz rompesse de novo por sua garganta.

— Existe muito o que você deve entender, mas nada que eu te diga vai mudar o que já foi feito. – ela parecia angustiada. – Você nunca vai parar... – aquilo foi como um tiro, provando para ela que havia algo mais errado do que deveria naquilo tudo.

– Parar? O que eu devo parar ?

Rebekah ficou em silencio, mas Angel sentiu que estava sendo levada de volta. Antes de ir, ela pode ver galhos secos, e todo aquele jardim espetacular , completamente apodrecido e seco.

– Precisa nos libertar. – Foi tudo que ouviu antes de acordar.

Jasper e Alice estavam lá, parados no mesmo lugar a esperando. Ela não disse absolutamente nada, apenas encostou a cabeça no travesseiro e esticou as mãos para eles, ela não podia os contar sobre aquilo, seria demais para todos eles.

– Os vampiros de Seattle... – começou.

E então, os olhos de Alice foram roubados para o futuro, a cortando de tudo que havia começado a formular. Ela estava estática, as mãos de Jasper firmes em suas costas a mantendo de pé sempre que parecia querer cair.

— Eles virão para cá se não os pararem.

Houve rosnados que vieram do andar de baixo, o mais forte deles foi o quê Edward emitiu. Em um instante, todos os vampiros estavam no quarto e aquele lugar enorme, agora parecia um pouco pequeno.

– Quando ? – Edward perguntou.

– Por quê? – Foi Carlisle dessa vez.

– Não. – Angel sussurrou. – Quem ?

Houve um momento de compreensão entre eles, como se pensassem e repassem todas as possibilidades entre si.

– Eles estão atras de algo ?

– Ainda não. – Alice afirmou. – Apenas decidiram vir para cá, acho que em um mês ou mais. – olhou para Angel.

– Os Volturis... – Angel disse. – Eles estão deixando !

– Angel, não podemos apontar dedos sem evidencias. – Carlisle a repreendeu, lançando um olhar serio.

– Me poupe, com todo respeito. – Ela havia sido rude, mas estava cansada de tanta tolice. – Existe um caos se espalhando por todo lado, e a guarda não está ciente disso? — ela cuspiu as palavras.

– Angel ! – Esme repreendeu ao mesmo que Edward sorria em concordância com sua irmã.

Houve um minuto de conversa e decisões, Carlisle com sua sabedoria preferiu que deixassem isso nas mãos da guarda Volturi, e mesmo que viessem para Forks para se alimentar, os Lobos cuidariam disso. Claro, eles ainda não faziam ideia de que tudo ficaria pior.

Eles relaxaram, e um a um foi saindo, mas antes que Esme saísse, Angel disse ;

— Agatha é uma bruxa. – Esme se virou rapidamente e a olhou repressiva. – Ela está por trás disso, tenho certeza.

– Querida, se ela fosse uma bruxa nos teríamos percebido, notamos você desde o primeiro dia que a vimos.– Esme disse tranquilamente. – Ela é apenas uma humana comum ! – foi até sua neta e deixou um beijo em sua testa.

– Sei que aparentemente vocês não se deram bem, mas tente dar mais uma chance, tenho certeza que não ira se arrepender. — Carlisle sorriu, ao mesmo que ambos desapareciam do quarto deixando novamente apenas Angel, Alice e Jasper.

– Angel... – Jasper começou, mas ela logo o interrompeu.

– Ok, eu já entendi. – Ela suspirou. – Eu estou cansada, podemos fazer qualquer coisa que não seja debater sobre vampiros e bruxas ? — Qualquer um que a visse acharia que ela havia se dado por vencida, mas ela era um Mikaelson, ela sabia que estava certa e provaria isso.

Jasper sorriu, e então tomou os lábios de Angel em um beijo doce, mas que rapidamente já havia se tornado mais agitado do que deveria. Ela parou apenas pela falta de ar e a dor nos pulmões, ultimamente isso estava mais grave, ela achava que estava mais familiarizada com a Fibrose Cística, mas conforme envelhecia, se tornava mais difícil.

Alice deu tempo para que se recuperasse, e então repetiu o gesto. Foi um longa noite, mas a próxima com toda certeza seria mais agitada, afinal eles se formavam no próximo dia.

ANGEL ESTAVA parada diante de Alice igual uma boneca, enquanto a vidente passava um batom vermelho vivo em seus lábios. Angel se levantou, apenas para poder ver como estava diante do espelho, e ela sorriu com à visão que havia tido. Ela estava com um vestido lilás, ele havia uma pequena camada de um tecido transparente brilhoso, ele era volumoso mais nada que fosse muito exagerado. Lá estava ela, pronta para terminar o último ano, e enfim terminar a tortura que a escola foi para ela em todos os anos de sua vida.

Alice estava tão deslumbrante quanto ela, os cabelos curtos espetados em um novo penteado, enquanto em seu corpo estava um longo vestido azul escuro, aquilo lhe caia perfeitamente bem. Jasper estava ajeitando o terno, o que para Angel foi um momento de suspiro, será que esse homem tinha noção do quão lindo ele ficava desse jeito ?

– Angel, não está disfarçando. – comentou Jasper.

– Não era a intenção disfarçar. — Ela sorriu para ambos.

Alice revirou os olhos, e então a puxou rapidamente para si, enquanto os olhos vagavam para o futuro, e então ela exclamou ;

— Vamos ! Todos, agora ; – Ela estava elétrica, e ninguém ousaria dizer a Alice que ela não estava certa. Seu dom lhe permitia diversas coisas, uma delas era a pontualidade.

Eles foram todos, chegaram deslumbrantes é claro, todos os olhares estavam neles. Até alguns pais dos alunos analisavam todos os rostos pálidos deslumbrados, entre si, eles poderiam ser comuns, mas eram mais atrativos e bonitos aos humanos do que parecia.

O tempo passou, os discursos aconteciam, os chapéus amarelos já brilhavam em suas cabeças. E então, Jessica terminou seu longo discurso, sorrindo para todos ;

— Vivam a vida, até que não exista mais ela ! – disse firme e então gritou. — Formados ! – E todos os chapéus amarelos estavam voando pelo ar, caindo em um lugar qualquer, enquanto o alvoroço e a gritaria estavam vibrantes no lugar.

– Proxima parada, inferno na nossa casa. – Angel disse para Jasper, enquanto ele abria a porta do carro pra ela. Estavam todos saindo do local, cada um entrando em seus devidos carros, isso incluía a família Cullen e os alunos recém formados. A festa havia sido mantida de pé apesar de toda a situação atual, e havia chegado o momento de celebrar.

Alice sorria, enquanto Angel estava com o queixo apoiado na porta do carro, sua expressão mostrava que aquilo era terrível para ela.

— Não vai ser tão ruim ! Eu vejo ! – Alice se virou para o banco de trás sorrindo. Angel sorriu de volta para ela e acenou com os ombros murchos, como se isso não lhe desse esperança alguma.

Ela tossiu, e levou longos minutos tossindo, eles estavam todos em alta velocidade, mas as janelas estavam fechadas e não havia motivo para isso. De alguns tempos para cá, desde que havia aberto o Darkhold, parecia que algo a estava sugando a todo momento.

E claro, cada dia mais os dedos de suas mãos eram tomados por um preto mais escuro, o que para a sorte dela Alice ainda não havia notado. Ela sempre estava de luva, graças ao inverno rigoroso que jamais abandonava a pacata cidade de Forks, e isso estava sendo sua maior ajuda naquele momento.

Notas da Autora

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