13. silence
――――. °🌑 . °――――
Angel suspirou, ao mesmo que era sugada para fora de seu doce mundo, forçada a retomar a consciência. Ela estava deitada em sua cama, isto era claro, contando que uma maca seria fria e duro, não como tal, o que pra ela teria sido o abismo do desconforto. Os olhos azuis abrindo-se e fechando quase ao mesmo tempo, a luz invadida a deu uma cegueira instantânea, ela forçou as mãos para cima, foi quando se deu conta da quantidade de tubos transparentes que estavam ligados a ela. O bip chegou a seus ouvidos, aquele irritante barulho que aquele aparelho hospitalar fazia.
Ela tentou novamente, dessa vez a missão obteve sucesso, seus olhos se abriram e sustentaram a luz que lhe invadia. As figuras e formas desfocadas, aos poucos se encaixavam em sua visão, ela olhou para o lado apenas para ter o vislumbre da sacada do quarto de Jasper e Alice, coberta por persianas brancas, ela então tentou fazer esforço para se levantar, quase ao mesmo instante que a lembrança de tudo que havia ocorrido a atingiu, precisava contar a Alice sobre James, precisava ter certeza que eles estavam bem.
– Não, permaneça deitada. – a voz firme de Jasper a atingiu, havia um tom diferente que a fez tremer a espinha. Ele estava chateado, era claro. Ela poderia ter morrido por simplesmente não conseguir seguir as regras.
– Jass... – ela gemeu baixinho enquanto corria a mão para sua cabeça, que fisgou com o acumulo de informações de tudo que havia acontecido e agora relembrando suas conversas com o gatinho maluco. Quanto tempo passou no Pais das Maravilhas e não se deu conta?
Ele cedeu ao sentir a suas mãozinhas tatearem incapaz de mover-se pela dor para acha-lo, ele a ajudou, encostou suas mãos frias em seus dedinhos finos e delicados. Ele abaixou apenas para encontrar seus lábios e deixar um beijo delicado, como se a qualquer momento você fosse quebrar.
Alice abriu a porta tão de pressa que te assustou,
ela saltitou por todo o quarto e seus olhos conseguiram acompanhar isso, seus passos eram danças coreografadas, seu coração retomou as batidas normais que haviam se tornaram irregulares pelo susto. Você sorriu pra ela, ela retribuiu antes de parar ao seu lado, enchendo-lhe de beijos.
– Oh, eu sinto muito. – Alice disse, suspirando sem necessidade. – Eu deveria ter ficado com você, ninguém sabe cuidar bem dessa criancinha espoleta, eu deveria ter previsto que aprontaria. – riu, enquanto apertava suas bochechas.
Alice estava o oposto de Jasper. Ele já havia assumido uma postura mais tranquila do que a anterior, mas a sua cara ainda dizia a Angel que ele estava profundamente irritado com ela, mas Alice mantia-se completamente plena, como se ela não tivesse feito absolutamente nada de errado.
– Alice, ele...
– Eu vi. – cortou-lhe a fala. – Quando percebemos e voltamos correndo para Forks, minhas visões mostraram. Tudo que aconteceu, eu vi. Absolutamente tudo. – disse, ao mesmo que deu de ombros enquanto fazia carinho em seus cabelos.
— Você viu tudo? – Angel fez uma pequena careta com a ideia.
– Tudo. – balançou a cabeça.
Ela esperou que eles tomassem alguma atitude sobre, falassem ou perguntassem, mas tudo que lhe sobrou foi um silencio. Era um silencio reconfortante, mas ao mesmo tempo ensurdecedor.
– Bella ficou bem?
– Sim. – Jasper disse. – Apesar de ter sido arremessada em um espelho e mordida por Victoria, ela está mais que bem. – terminou irônico.
– Ela se tornou uma ? – Angel perguntou assustada com tudo que havia acabado de ouvir.
– Não. – Carlisle disse, ao entrar no quarto com sua maleta, provavelmente para examina-la, ô único problema foram as carrancas que o seguiram de todos os membros de sua família. Ela suspirou, preparando-se pro esporro. – Edward sugou o veneno, Bella só tem uma perna quebrada. Diferente de você, não é mesmo? – seu avô disse em um tom sério, foi a primeira vez que o viu assumir tal postura com ela.
– Você simplesmente descumpriu tudo que eu combinei com você ! – Rosalie não estava gritando, mas estava claramente falando sério.
– Me desculpe, mãe. Edward não estava lá, algo estava me chamando, não era James, era alguém mas ele me pegou no caminho e... – soltou um suspiro frustado, eles sabiam o que havia acontecido depois.
– Pipoquinha, não nos de esse susto de novo. – Emmett disse com um sorriso meio estranho. Havia algo de muito errado naqueles rostos, uma expressão de alguém que havia visto seu reflexo se mover no espelho ou sentiu uma mão tocar seus pés durante a noite. Era como se Angel fosse esse fantasma que os assombrava, estavam inexpressivos, estranhos, totalmente frios.
– Estão estranhos. – Angel afirmou. – Isso tem haver com tudo que aconteceu, não precisa mentir, eu sei que tem. — ela cortou todos que abriram a boca em intuito de dizer algo sobre. – Eu quero saber o que os assusta. É meu poder? Foi o que eu fiz? – perguntou um pouco desesperada, com medo que eles não a vissem como antes. Ela ainda era só a Angel, apenas a Angel.
– Não, querida. – Jasper sentiu seu pavor o amenizando, tocou os labios em sua testa e suspirou contra ela. – Não tem nada haver com isso.
Ela olhou para Esme, que desviou os olhos para a janela em que Carlisle estava parado. Rosalie e Emmett estavam encarando os próprios sapatos, enquanto Jasper e Alice trocavam olhares tensos.
Se havia uma coisa que não se encaixava em Angel, era a lerdeza. Ela percebia as coisas quase ao instante que acontecia e então ela entendeu no ar, segurou o mistério nas mãos e os espremeu enquanto sorria vitoriosa consigo mesmo por entender.
– Quem são a Primeira Linhagem?
Houve um silencio, foi como um silencio de estar em uma caverna sozinho, como se suas palavras ecoassem e repetissem solitárias pra si mesmo, porque como em um eco, ali também ninguém pretendia responde-la. Parecia proibido ou então assustador demais mencionar, talvez fosse a família ou talvez fosse a parte em que era contada sobre ela nas lendas de sua família.
Ela de fato sempre soube que havia nascido para grandeza, não a surpreendia que sua família fosse de um alto respeito, mas talvez seja até mais do que ela mesma possa imaginar.
Carlisle afirmou que não sabia, ele era o vampiro mais antigo, ele deveria saber mais do que todos responder a aquela pergunta. Mas ela ficou preenchida por um vazio, ele disse que não sabia, como ? Angel ficou decepcionado e desconfiada, então Jasper sem que ela percebesse usou seu dom para persuadir a ela de que Carlisle estava falando a verdade.
Eles sabiam que era errado, completamente errado. Mas eles precisavam adiar o máximo que desse o momento em que ela descobrisse, dando lhe o direito de ter mais tempo para uma vida um pouco normal. Ela descobriria sozinha e na hora certa quem eles eram. E havia mais uma coisa que os Cullens haviam se esquecido de mencionar a ela, o fato de que haviam conseguido destruir Laurent, mas Victoria havia escapado. E naquele momento, em uma outra cidade repleta dos mais diversos seres, a mulher de cabelos cor de fogo, ajoelhou-se diante deles.
– Eu a achei ! – berrou, antes que o homem elegante retirasse sua cabeça fora, para então terem sua divida paga. Ele parou, todos pararam.
– Aonde ? – outro homem disse impaciente, ele era mais rude e um tanto mais assustador. Ele agarrou-a pelo pescoço e apertou. – Não minta, a matarei de todo jeito. – rosnou.
Ela puxou de dentro de sua calça, uma pequena fotografia da garota ao lado de Jasper e Alice, o suficiente para que todos no local sorrissem em conjunto.
– Aonde ? – Repetiu um mulher de cabelos loiros, a voz doce como nuvens ao sabor de algodão doce.
– Eu os levarei lá.
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