XV - Monstro

Uma mídia da nossa protagonista porque sim!


Azura

Desde nova, sempre tive a especialidade de lidar com situações difíceis, afinal eu passei anos morando com uma sociopata louca e maníaca por religião, lidar com a rejeição de Nowa era o de menos naquele instante, ele poderia até ter abalado meu ego dizendo que eu sequer era uma opção, todavia ele nunca iria saber disso. Por isso, fiz minha refeição normalmente assim que ele saiu do quarto como se nada houvesse ocorrido, e sem me dar ao trabalho de focar nos últimos acontecimentos ou nas lembranças que me visitaram em forma de sonhos, não era o momento e ainda tinha um objetivo em mente para cumprir. No momento que terminei de me alimentar, a porta do quarto foi aberta e uma figura loira e desagradável fez - se presente com toda sua pose inatingível e com a cara que eu adoraria socar. Sophia. Tive que me conter para não revirar os olhos com sua simples imagem, no entanto não tive o mesmo sucesso quando ela abriu a boca.

─۫─̸ Seu irmão quer te ver, então anda logo porque não tenho o dia inteiro... ─۫─̸ Como sempre, um doce de pessoa. Guardei as palavras ofensivas para mim e sai do cômodo seguindo - a, sem dizer palavra alguma. De todos os membros da corte infernal, Sophia de longe é que a mais me odeia, e o mais engraçado é, eu nem imagino o motivo, mas retribuo seu sentimento. Caminhamos em um silêncio nada confortável pelos os corredores de pedra, o som dos saltos da manceba contra o piso eram irritantes. Na verdade, ela em si é irritante ─۫─̸ Por Deus primeiro, não tem roupas melhores? E outro sapato além desse? És ridícula...─۫─̸ Ela quebra o silêncio com suas afirmações que nada servem para mim, contudo continuo andando para seja lá qual for o lugar que vamos, mostrando que a opinião dela sobre meu estilo de roupa, não me afeta ─۫─̸ Agora é surda também?

A manceba parou de supetão, fazendo-me trombar nela. Suas alegações só mostram o quão desesperada ela estar por minha atenção, e de verdade, eu sentia um pouco de pena da mesma. Sophia era como as patricinhas do ensino médio, possuíam um rosto bonito e nada mais a acrescentar em seu histórico, e por isso optavam por ser maldosas com os mais fracos, entretanto ela escolheu o alvo errado, e principalmente, no dia errado.

─۫─̸ Por que me odeia tanto? ─۫─̸Perguntei verdadeiramente curiosa e com a voz suave, encarando a manceba de fios loiros, e esta parecia surpresa com a petulância do meu questionamento, as bochechas avermelhado- se e a respiração tornando-se mais pesada.

─۫─̸ Você é patética, sempre a mocinha precisando de atenção! E... ─۫─̸ Ela pareceu respirar fundo mais uma vez, colocando seu indicador sobre meu peito obrigando - me a dar passos para trás até sentir a parede fria atrás de mim. A raiva e a mágoa transparecendo nas íris azuladas, pelo menos estava sendo franca desde nosso primeiro encontro. Deixei que continuasse, deixei que pensasse estar no controle da situação ─۫─̸ E mesmo assim, vai ter a coroa da minha irmã, simplesmente por existir, sem ter nada de especial, e sem merecê - la!!!

Absorvi as palavras com uma calma avassaladora, algo que a Azura recém chegada em Adalasiah não conseguiria. A antiga Azura apenas engoliria em seco, concordaria e sairia em disparada, querendo um canto vazio para chorar em segredo, estava contente por não ser mais ela. Ademais, ainda estava surpresa com a sentença da loira. Irmãs? Ela era irmã de Adalasiah? Em parte era impossível de imaginar que a manceba diante de mim sentisse algo por outra pessoa ou tivesse alguém, além dela mesma; por outro, tudo tornava- se mais claro finalmente, Sophia queria estar no meu lugar. Um sorriso involuntário cresceu em meus lábios, e a succubus pareceu irritar - se ainda mais com a visão, acertando - me um tapa no rosto com força. A surpresa veio para ambas, e nem a loira sabia o que iria fazer, foi movida pela raiva momentânea, mas eu não. Minha destra foi até o local atingido, massageando- o, provavelmente ficaria marcado e isso sim me deixava irritada. A succubus encarava - me atônita.

─۫─̸ Luna, eu...─۫─̸ Ela tentou dizer algo, a voz mais branda do que uma vez já ouvi, todavia intervir, aproximando - me da mesma, meus lábios próximos ao seu ouvido, minha voz incrivelmente baixa.

─۫─̸ Você quer me odiar? Ótimo demônio, me odeie...─۫─̸ As sílabas deslizavam pela minha língua com veneno contido, a magia percorrendo minhas veias, querendo se libertar. No entanto, não permitiria, não me igualaria ao nível de Sophia ─۫─̸ Irei te dar um motivo plausível para isso, além da sua inveja... ─۫─̸ A garota rosnou e tentou me acertar outra vez, mas desviei afastando- me, não era a porra do saco de pancadas de ninguém ─۫─̸ Porém, a culpa não é minha se a sua irmã me escolheu. Não acha que se ela confiasse em você Sophia, a coroa não seria sua? ─۫─̸ Eu sabia que havia concluído meu objetivo no instante que as íris brilharam em um forte vermelho, pronta para me atacar ─۫─̸ A última mulher que me acertou no rosto, teve uma bala enterrada no meio da testa, e a única parte ruim disso, foi que não fui eu quem disparou a arma... ─۫─̸ Sorri de maneira cínica ─۫─̸ Mas na próxima, esse erro não vai se repetir ─۫─̸ A moiçola estava prestes a retrucar, fervendo de ódio, no entanto, os sons de passos aproximando - se fez presente e logo Roy surgiu com uma expressão preocupada por um dos corredores.

─۫─̸ Hey, que demora é essa? Se perderam no meio do caminho? ─۫─̸ Apesar de tentar manter o bom humor, eu conseguia sentir a tensão em seu corpo, mesmo sem entender o motivo. Sophia continuou a me encarar por segundos afinco, até seus olhos voltarem a cor habitual, e então sem palavra alguma, ela voltou a caminhar, esbarrando seu ombro no meu propositadamente e sumindo no corredor mais próximo. Gardier começou a coçar a nunca desconfortavelmente enquanto eu tentava manter a fúria escondida dentro de mim, o colar estava assustadoramente quente e por impulso, escondi meus pulsos rachados.

─۫─̸ Ta tudo bem com ela? O que houve entre vocês? ─۫─̸ Franzi o cenho com a pergunta. Eram amigos e eu não sabia?

─۫─̸ Desde quando se importa com ela? ─۫─̸ O maior empalideceu e começou a tossir. Em outros momentos, me sentiria mal por estar sendo tão babaca com todos. Contudo, passei sete malditos dias desacordada, presas em lembranças confusas e havia acabado de descobrir que o carinha que eu pensava me odiar, na verdade era o primeiro amor da minha primeira versão. Eu tinha total direito de querer pular no pescoço de qualquer um, inclusive no pescoço do meu melhor amigo ─۫─̸ Bastou um mês juntos e viraram melhores amigos? Inseparáveis?

Roy novamente parecia prestes a desmaiar.

─۫─̸ Não...─۫─̸ Respondeu apressadamente ─۫─̸ Não é isso Azul...

─۫─̸ Tanto faz Roy...─۫─̸ Revirei os olhos voltando a andar e o anjo seguiu em meu encalço ─۫─̸ A única coisa que quero, é ver meu irmão...

Bastou apenas mais alguns minutos para pararmos em frente a uma das inúmeras portas daquele castelo, vozes baixas indicando que Marcos não estava sozinho. Adentrei o cômodo sem anunciar minha presença, e ali estava Brianna - a Whitmore cacheada - colocando um pano úmido sobre a testa do enfermo. Marcos estava exatamente igual como nas minhas lembranças, nenhuma cicatriz a mais, e parecia bem apesar da expressão abatida e pálida. Havia um sorriso genuíno em seus lábios assim que me viu, e lágrimas borraram minha visão ao encara - lo, instantaneamente corri na direção do mancebo, abraçando-o forte e um gemido de dor escapou do mais velho, seguido de uma gargalhada quando me afastei rapidamente, sentando-se ao seu lado com suavidade. Apesar de não ter todas as lembranças comigo, e ainda estar ali naquele corpo mortal, as emoções de Luna Gregori crepitavam dentro de mim, todo o amor surreal que ela sente por sua família ardia em meu interior e consequentemente fazendo - me notar que eu também - Azura Lacaster - os amava.

─۫─̸ Cuidado garota! Seu irmão ainda está frágil! ─۫─̸ A bruxa brandou bufando e Marcos a dispensou com um aceno de mão ─۫─̸ As asas estão quebradas e ele precisa descansar...

Em outra ocasião, ficaria confusa quanto a recuperação dele e o porquê não havia se curado ainda já que é um celestial. Mas, agora eu tinha ciência que as asas são os nossos únicos membros que não regeneram - se como os demais, e levam meses para se recuperarem, principalmente porque um anjo em seu estado lúcido não as mostraria para um estranho, nem mesmo para um curandeiro.

─۫─̸ Obrigado por me ajudar até agora, mas quero um momento a sós com a minha irmã, Brianna...─۫─̸ A moiçola pareceu um pouco magoada com o anjo guerreiro, todavia deu de ombros com sua expressão debochada de sempre. Sete dias e Marcos Gregori já estava conquistando corações?

─۫─̸ Como quiser...─۫─̸ Resmungou de má vontade e caminhou até a saída, onde Gardier esperava como um perfeito cão de guarda, ele abriu a porta para a menor e fez menção de sair logo atrás, todavia Marcos pigarreou, ganhando nossa atenção, agora restava nós três no quarto. O cômodo era tão grande quanto o meu e o de Lia, e os lençóis eram de um azul escuro, não havia decorações nas paredes ou qualquer outra coisa para enfeitar o ambiente, exceto por uma cômoda, um abajur e duas portas, provavelmente sendo uma o banheiro e a outra o closet.

─۫─̸ Roy pode ficar... ─۫─̸ Marcos murmurou com um singelo sorriso, batendo no colchão vago ao seu lado. Gardier sentou no local determinado, ainda sem me encarar no rosto e com as bochechas vermelhas, o motivo da sua vergonha? Eu sequer imaginava ─۫─̸ Devo te agradecer por cuidar da minha irmã por tanto tempo, a maldição e todas essas reencarnações, não deve ter sido fácil, principalmente tendo que lidar com seres inferiores como os humanos, demônios e toda essa corja que vive aqui...

Franzi o cenho instantaneamente não acreditando no que meus ouvidos captaram, Roy teve a decência de negar com a cabeça pelo menos, e meio segundo depois eu já estava de pé, os braços cruzados, e a atenção do meu irmão sobre mim. Quando li a carta, quando vivencei as primeiras lembranças, tive ciência do quão preconceituoso Marcos poderia ser quanto aos humanos, mas não sabia sobre as outras raças e sinceramente, poderia não lhes conhecer completamente e odiar a minoria - Sophia e Nowa, no entanto isso não dava direito para que meu irmão xingasse eles, e muito menos falasse assim sobre o meu povo.

─۫─̸ Você não pode esta falando sério! ─۫─̸ Afirmei com veemência, querendo acreditar que havia algum erro ali. O Gregori relaxou sobre o travesseiro atrás de si e encolheu os ombros.

─۫─̸ O que? Disse alguma mentira? São demônios, vampiros, caídos. Acha que são iguais a nós? Não são Luna, temos asas, e por mais que Miguel esteja no comando, somos abençoados por Deus primeiro, eles não... ─۫─̸ O guerreiro explicou com uma calma nojenta, fazendo meus olhos faíscarem ─۫─̸ Não são dignos de estar aqui, e creio que a entrada de todos no nosso reino é apenas a magia enfraquecendo, Adalasiah em si era fraca. Contudo, isso vai mudar quando a coroa for sua...

Não. Não. Não.

Aquele definitivamente estava sendo um dos piores dias, e estava quase desejando retornar para o quarto e permanecer dormindo.

─۫─̸ Roy não cuidou de mim, e muito menos você! Quem cuidou de mim foram eles! Foram os demônios, vampiros e caídos que você tanto julga! ─۫─̸ Berrei a pleno pulmões, sentindo o calor apoderar - se das minhas veias ─۫─̸ Foi Nowa que me salvou quando uma louca quase me matou enfiando um crucifixo no meu coração! Foi ele! ─۫─̸ Os dois pareciam completamente atônitos com a minha explosão, e Roy logo levantou - se tentando se aproximar, contudo não permiti. Talvez eu estivesse sendo egoísta afinal Gardier esteve presente em grande parte da minha vida, porém naquele momento, eu não queria saber, eu não queria ouvir nenhum deles e muito menos um discurso preconceituoso daquele que pensei que seria um abrigo, meu apoio, meu irmão. E novamente a verdade bate na minha porta, ele não poderia ser, porque Marcos Gregori não conhece Azura Lacaster, porque Marcos Gregori sente repulsa por ela.

─۫─̸ E desde quando precisa ser salva? Você é uma Gregori! Não precisa de ninguém além de si mesma! ─۫─̸ Marcos retorquiu com ódio. Ótimo, éramos dois descontrolados.

─۫─̸ Se sabe sobre a maldição, também sabe que não sou como você, não sou como os outros Gregori's ─۫─̸ E não havia nada de errado nisso ─۫─̸ Eu sou uma humana, inferior de acordo com seus paradigmas e lamento muito por ter sido você e não Darck... ─۫─̸ Afirmei com o coração querendo sair pela boca ─۫─̸ E para sua informação, meu nome é Azura!

Com a última sentença sai do quarto, fechando a porta com força atrás de mim, o ar parecia não adentrar meus pulmões o suficiente, e aquele calor familiar tornava - se um veneno, como se estivesse querendo tomar o controle do meu corpo, como se quisesse acabar comigo. As veias escuras subiam pelos os meus braços, enfeitavam minha pele alva e a dor, céus doía tanto quanto a primeira vez. Escutei a voz de Gardier chamando meu nome, então corri.

Corri o mais rápido que conseguia, fugindo do anjo de guarda e perdendo- me naqueles inúmeros corredores, o único som presente era do meu all star contra o piso de pedra, até que em um dado momento, a luz do sol me cegou, e pela primeira vez dentro de uma semana eu estava na arena, estava abaixo do céu azul de Adalasiah, estava no centro de tudo. Foi ali que me deixei cair de joelhos, e gritei, expulsando tudo o que parecia me engolir; as chamas negras fazendo ondas em volta de mim, construindo uma muralha resistente, inatingível, os únicos presentes eram as fênix sobrevoando acima do castelo, e nem elas atreviam - se a descer mais próximo. Aos poucos o pico de adrenalina foi cessando, o fogo de escuridão foi se acalmando, assim como as batidas descompassadas do meu coração, e pela primeira vez desde a morte de Rosete, eu invoquei aquele poder sinistro e assustador, pela primeira vez tive certeza que aquilo não estava presente em Luna Gregori, e muito menos nas suas outras vidas, era exatamente isso que me fazia diferente de todas, um monstro sobre a pele de carneiro.

No outro dia não houve treinamento, até porque de acordo com o Mike, eu sequer parecia capaz de me manter em pé, e realmente era verdade, depois do episódio principal e depois de ficar uma semana desacordada, meus pulsos continuavam rachados, com aquele luz fantasmagórica escapando dos mesmos e não havia feitiço algum que reveste-se aquilo. Ademais, tudo parecia fora de ordem dentro de mim, descontrolado, e em alguns momentos, não conseguia me conter, uma prova disso foi o que aconteceu na arena, e desde então, me sentia ensaurida como se tivesse corrido uma maratona de salto alto e eu nunca usava salto alto. Óbvio que não relatei o episódio com o fogo para ninguém, e estava fazendo um ótimo trabalho alegando estar bem, quando obviamente não estou.

Todavia, apesar de não haver treinamento, teríamos uma reunião com Selene, e eu esperava realmente que a bruxa houvessem descoberto algo relevante. Assim que acordei fui diretamente para o banho, deixando que a água morna relaxasse meus músculos. Escolhi uma roupa confortável que consistia em uma calça jeans, uma camiseta dos guardiões da galáxia e por fim, meu amado all star vermelho, prendi os fios castanhos em um rabo de cavalo e segui até o escritório de Nowa; onde encontraria com os demais. Assim que cheguei na sala estavam presentes; Nowa, Mike, Selene e por fim, o vampiro de estimação dela; Edward, não quis questionar onde estava Lia e Sophia - a última eu esperava realmente que estivesse no inferno.

─۫─̸ Agora que todos estão presentes... ─۫─̸ Havia certa ironia no tom do demônio que fiz questão de ignorar enquanto sentava - me em uma das poltronas confortáveis. Aquela que coloquei fogo na última vez, não estava mais ali. Mike estava do meu lado e apesar de ainda não termos conversado sobre o meu coma, a raiva pelo o caído já havia desaparecido, afinal era minha companhia para ver crepúsculo e depois da explosão que tive com Marcos, eu de fato preferia os membros da corte ao meu lado que o meu próprio irmão egocêntrico e preconceituoso ─۫─̸ Selene chegou a conclusão de que precisamos de um solo sagrado para entrar em contato com Hécate, e obviamente não receberemos respostas aqui em Adalasiah...

─۫─̸ Por que? ─۫─̸ Mike perguntou curioso ─۫─̸ Ela não tem sinal aqui? Porque olha, eu uso a operadora da Vivo e meu 4G é muito bom!

Por um instante tive que conter minha risada, e não consegui. Não ao observar a expressão séria com a qual o caído afirmou isso, ele de fato acreditava na sua sentença. Pobre frango depenado, às vezes tão bonito, mas às vezes tão burro! O restante dos presentes não pareciam achar tanta graça da piada como eu.

─۫─̸ As terras de Adalasiah respondem a outra Deus, Hécate responderá apenas sobre seu território... ─۫─̸ Selene resmungou secamente. Estava na poltrona mais proxima de Nowa, os braços cruzados e uma expressão entediada ─۫─̸ Precisam estar fora do reino e em solo sagrado para a deusa...

─۫─̸ É perigoso para Nowa sair daqui... ─۫─̸ Antes que me desse conta, as palavras deslizaram pelos os meus lábios com naturalidade. Minhas bochechas coraram fortemente, e dessa vez quem riu foi o caído.

─۫─̸ E desde quando você se importa comigo? Achei que me odiasse... ─۫─̸ O príncipe cantarolou com uma voz farsante, o suficiente para que não fizesse apenas minhas bochechas avermelharem,ademais o meu rosto inteiro assemelhava - se a um pimentão. Desgraçado! Era lógico que me preocupava com ele, minha parte Luna Gregori gritava para que cuidasse do mesmo e havia uma voz no meu interior zombando, dizendo que não era apenas Luna Gregori que temia pela a segurança do ex arcanjo. Puff, sabe o que eu precisava? De terapia, ou logo estaria louca e como a Anastácio de 50 tons de cinza, com uma deusa interior trocando dicas.

─۫─̸ E odeio... ─۫─̸ Dei de ombros voltando minha atenção para a discussão ─۫─̸ Mas te colocar em risco, é me colocar em risco. E se demônios forem atrás de você, provavelmente vão atrás de mim! E eu não quero meu traseiro no inferno!

Ótimo, era uma desculpa convicente o suficiente. Nowa revirou os olhos parecendo nada satisfeito, mas Selene parecia concordar com meu raciocínio.

─۫─̸ Já pensamos nisso... ─۫─̸ A manceba constatou com um sorriso orgulhoso ─۫─̸ Edward, um passo a frente... ─۫─̸ Ela ladrou como se estivesse falando com um cão castrado, e como ordenado, o cão deu um passo para o centro da sala, todos os presentes com os olhos sobre o rapaz ─۫─̸ Existe algo chamado armadilha de Hécate, conhecem?

─۫─̸ Sim... ─۫─̸ Mike e Nowa responderam em uníssono.

─۫─̸ Não... ─۫─̸ Respondi como se fosse óbvio. Ninguém naquele ambiente parecia disposto a me dar aulas sobre o mundo sobrenatural, se não fosse minha curiosidade e minhas perguntas petulantes, provavelmente até hoje eu não saberia a diferença gritante entre Caos e Ordem.

─۫─̸ Como o próprio nome sugere, foi algo criado pela a própria deusa, um feitiço que quando lançado em um determinado local, prende quaisquer anjos ou demônios que transpassem a barreira... ─۫─̸ A bruxa começou sua explicação diretamente para mim, a única leiga ─۫─̸ Inibe todos os poderes e habilidades, deixando-os vulneráveis. É a nossa maior arma contra vocês... ─۫─̸ Acenei em concordância, satisfeita por ela não ter usado essa arma ali ─۫─̸ Existe um lugar que possui uma armadilha de Hecate há anos. Demônios e anjos não arriscam - se lá, e uma vez dentro, não haverá assinatura de poder do Nowa...

─۫─̸ É um local sagrado? ─۫─̸ Questionei e Edward grunhiu em resposta, recebendo um olhar ameaçador de sua senhora.

─۫─̸ Digamos que sim, há um altar para a deusa da lua, e isto deve ser o suficiente... ─۫─̸ Selene deu de ombros parecendo satisfeita com o seu trabalho. Apesar de ser irritante, ela não parecia ser uma má pessoa como Sophia.

─۫─̸ E onde é isso? ─۫─̸ Mike voltou a perguntar.

─۫─̸ A casa da minha avó... ─۫─̸ Este foi Edward que respondeu, deixando claro pelo o tom de voz que nunca esteve de acordo com o plano ─۫─̸ Vamos para o México...

E aí leitores antigos, conseguem imaginar o nome do próximo capítulo? Já querem dar na cara do Marcos ou sou só eu? Selene abaixo. Rainha 🦋

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