« Chapter Twenty Two »

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Os dias de suspensão se passaram e eu já estava de volta no campus, queria poder dizer que Josh estava comigo, mas ele ainda não se recuperou cem por cento para poder voltar a ativa. Após minha chegada todos abaixaram a cabeça quando passei por eles e eu nem mesmo sabia o porquê disso.

— Amiga. — Sabina veio correndo ao meu encontro e logo atrás dela estava o resto do meu grupo de garotas. — Você fez falta.

— Eu sei que fiz, isso aqui sem mim não é a mesma coisa. — falei rindo fraco.

— Não é mesmo. — Heyoon disse e me abraçou. — É bom ter a rainha do campus de volta. — ela me lançou uma piscadela.

— Que isso aqui na minha frente? — Sina questionou com ciúmes e eu revirei os olhos.

— Você é a rainha do meu coração, sem ciúmes. — a Jeong disse e Sina a beijou.

— Acho bom mesmo.

— Tem novidades? — eu questionei para as meninas, enquanto olhava ao redor.

— Nada que seja "minha nossa que novidade". — Joalin disse. — Mas, eu descobri que Jason foi preso.

— E isso não é nada demais para você? — eu perguntei sinceramente chocada. — Fale mais. Por que ele foi preso?

— Encontraram ele andando com drogas em um desses bairros de subúrbio, ele foi detido, mas, com certeza, com o dinheiro da família dele, já foi solto. — contou.

— Tinha que ser. — neguei com a cabeça. — Esse garoto é um caso praticamente perdido.

— Conseguiu descobrir se foi ele quem vazou aqueles vídeos? — Sina perguntou curiosa.

— Não, eu não achei nada que comprove que foi ele, mas só pode ter sido ele, quem mais faria algo assim.

— Você pode ter inimigos onde menos pensa. — Sabina falou e eu a encarei com o cenho franzido.

— Que horror, Sabina, tá vendo muita novela mexicana. — Heyoon disse e Sabina balançou os ombros e acendeu um cigarro.

— Nunca se sabe. — ela disse e uma tensão se instaurou.

— Vocês viram Savannah e Krystian? — perguntei quebrando o silêncio e elas negaram.

— Eles estão estranhos ultimamente, parecem estar escondendo algo. — Joalin disse desconfiada.

— Verdade. — Sina concordou. — Ontem eu vi eles juntos conversando sérios sobre algo, quando eu cheguei perto eles trocaram de assunto.

— Talvez seja uma coisa muito íntima. — falei balançando os ombros.

— Não acho, se fosse teriam contado, a menos que o assunto seja uma de nós. — Heyoon disse sincera.

— Eu vou investigar isso. — falei e elas concordaram.

O sinal não demorou a bater, então logo fomos para nossas respectivas áreas. Horas mais tarde Savannah e Krystian apareceram no nosso horário de pausa dizendo que tiveram que sair, gerando ainda mais desconfiança nas meninas e em mim.

Eu chamei Savannah em um canto.

— O que você tem? Sumiu por horas e está estranha e misteriosa. É alguma coisa sobre a gang? — perguntei sendo direta com ela.

— Krystian sabe sobre toda a história, ele está me ajudando com algo do meu pai. Sei que as meninas acham que estou de segredos, mas eu não posso metê-las nessa bagunça, é isso o que você quer, não é? — ela disse contando em baixo tom. Eu simplesmente assenti.

— É só isso mesmo, Sav? Você sabe que pode confiar em mim. — falei segurando sua mão.

— É só isso, Any, sério, eu sei que posso confiar em você e eu confio. — sorriu fraco e me abraçou. Eu retribui um pouco mais tranquila com relação a isso.

— Bom, então me fala o que está acontecendo, quero te ajudar. — sugeri e ela negou com a cabeça.

— Eu não quero te envolver em mais algum detalhe, é coisa pouca o que estou fazendo com Krystian, não se preocupe. — ela disse tentando me convencer.

— Tudo bem. — eu suspirei.

— Como está Josh? A volta para o apartamento foi tranquila? — perguntou e eu assenti.

— O Sr. E Sra. Thompson, um casal de vizinhos, se ofereceu para cuidar dele, enquanto eu não puder. Logo ele voltará. — eu sorri me lembrando do ato de bondade do casal que cuida de Josh como se fosse o filho deles.

— Que ótimo, logo eu farei uma visita para vocês. — ela disse e se afastou um pouco. — Amanhã haverá uma festa dos meninos, você vai?

Me perguntou antes de sair do meu dormitório.

— Não sei, quero ficar com Josh, não tenho cabeça para festas agora. — falei com desânimo.

— Vamos Any, vai ser bom, você precisa distrair a sua cabeça. Josh não vai morrer por ficar um tempinho sem você. — insistiu.

— Vou pensar, depois te falo. — eu acendi para ele e fechei a porta do quarto.

— Ela está muito estranha. — Joalin falou deitada em sua cama. Agora nós dividimos o mesmo quarto.

— Sim, mas eu quero confiar nela, ela disse que só está com uns problemas com o pai. — eu falei sem entrar no assunto sobre a gang, já que Joalin não sabia diretamente sobre ela.

Eu tomei um banho e troquei de roupa. Enquanto penteava os cachos liguei para Josh por vídeo chamada e ele atendeu em segundos.

Oi, meu amor.

Oi, linda. Achei que não ia dar sinal de vida. — dramatizou só porque não respondi suas mensagens de duas horas atrás.

Deixa de ser dramático, sabe que estou com muita matéria acumulada, tenho tentado me virar e por isso não tive tempo de te ligar antes.

Tudo bem. — ele suspirou falsamente. — Você vem para casa hoje? — perguntou e eu neguei. Um bico de decepção se formou em seus lábios.

Eu tenho prova amanhã e tenho que estudar, já vivi longas semanas como uma universitária vagabunda, minhas notas não estão das melhores. — contei e ele choramingou.

Poxa. — soltou um suspiro frustrado.

A vida do estudante não é fácil, eu é quem deveria estar choramingando, você está ai de boa. — eu o adverti.

Mas lembre-se que estou aqui porque tomei um tiro, Gabrielly. — revirou os olhos.

Tanto faz. — fiz pouco caso e ele mostrou a língua.

Ok, mas você vem amanhã? — perguntou.

Não sei, Savannah me chamou para ir em uma festa que a fraternidade dos caras vão dar amanhã, estou pensando em ir, aproveitar para me divertir depois do provão. — falei pensativa.

Se você for eu também vou. — ele disse sério, já com ciúmes.

Você não está em condições.

Estou sim. Não acho seguro você ir para essas festas sem alguém para cuidar de você, ainda mais quando fica bêbada e ainda mais com Jason por aí. Falando nele, o viu hoje?

Você é muito paranóico, para de pensar bobagens, nada vai acontecer, eu não vou me embebedar. E não, eu não o vi, ele parece que foi preso por ser pego com drogas. — contei e ele não pareceu surpreso.

Ele não presta mesmo, não sei como você conseguiu se envolver com ele. — Josh disse negando com a cabeça.

Olha, nem eu sei. — falei sincera e começamos a rir.

Any. — reconheci a Sr. Thompson.

Como vai? — eu perguntei sorrindo ao vê-la no vídeo-chamada.

Estou bem, e você querida? — respondeu sorrindo meiga.

Estou ótima. Josh está dando muito trabalho? Porque se estiver quando eu voltar vou dar umas palmadas nele. — falei quase séria. A mulher de cabelos brancos riu.

Ele está se comportando, mas não quis comer a sopinha que eu fiz. — falou e eu estreitei os olhos para Josh que do outro lado da câmera fez uma careta.

Não estou com febre ou algo do tipo. — ele contestou.

Não importa, você tem se alimentar bem para a recuperação ser mais rápida. — falei séria de verdade desta vez.

Ok, eu vou comer tudinho depois, viu mamãe. — ele debochou da minha cara e eu ameacei a bater nele antes de ter a chamada interrompida com as batidas na porta.

Eu me despedi e desliguei, só então reparei que Joalin não estava no quarto para atender a porta.

Ao abrir a porta eu encarei minha mãe.

— Oque você está fazendo aqui? — minha voz saiu rude.

— Eu vim ver a minha única filha, não posso? — ele perguntou invadindo meu quarto.

— Você nunca veio me ver antes, o que você quer agora? — eu perguntei direta.

— Vim falar sobre seu relacionamento com um Beauchamp. — ela disse e eu respirei profundamente. — E não é sobre o que você está pensando, não vim dizer para que se separem, mas para que vocês fiquem mais unidos do que nunca.

Eu ri alto, ri ao ponto de me contorcer.

— Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. — eu falei cessando a risada. Ela me encara séria e fria.

— Eu não faço nada por brincadeira, Any Gabrielly, ou você se esqueceu disso? — ela questionou com um voz mais grave e forte.

— Não.

— Então me escute. — ela disse em um tom mais alto. — Sílvio e Ron estão se juntando só para separar vocês dois, isso mesmo o que ouviu. Eles querem vocês dois afastados de qualquer maneira e não importa se matar um de vocês seja necessário para isso.

— Como eles podem ser capazes de tanto? Eles são nossos pais. — eu perguntei mais para mim mesma, com indignação.

— O poder está acima dos filhos para homens como eles. Eu nunca quis isso para você. Eu sei que não sou uma boa mãe, mas eu não posso permitir ver tudo isso acontecer debaixo do meu nariz e não fazer nada. Eu vim alertá-la de que tudo virá contra vocês, tomem o máximo de cuidado. — ela disse e pareceu sincera, mas eu sabia que ela iria querer algo em troca disso.

— E o que você quer com tudo isso?

— Apenas quero que essa rixa acabe, eu não aguento mais viver em guerra, se isso acabar tudo fluirá. A muito tempo você e Josh foram prometidos um para o outro, seu avô e o de Josh antes de brigarem fizeram um acordo que assim que uma das duas famílias tivessem uma menina e um menino de idades semelhantes eles iriam juntos fortalecer o que era a fire skull, a maior gang já conhecida. É uma promessa feita e que não poderia ser quebrada, mas poucos sabem disso.

Eu estava realmente surpresa. Nunca fui informada sobre isso, sobre muitas coisas da história de minha própria família.

— Vocês precisam parar essa guerra e só podem fazer isso se unindo de uma vez e se impondo para que Sílvio e nem Ron possam ser capazes de ultrapassar vocês. Tráz a união de volta, é tudo o que eu peço a você. — ela disse e logo respirou fundo.

— O porquê só agora, mãe?

— Estou doente, Any, nesses dias tenho pensado seriamente nas mais mínimas coisas e sei que meu arrependimento não será capaz de fazer você me perdoar por tudo, mas se eu realmente for, quero ter feito algo certo uma vez. — ela disse e eu senti meu coração se apertar.

Eu reparei nos seus olhos que eram tão marcantes, agora estão marejados, ela está pálida e mais magra do que a última vez que a vi.

— Sinto muito por você e agradeço pelo ato de coragem. — eu me aproximei e a abracei. — Eu não posso dizer que te perdôo, mas eu vou aprender a dar esse perdão.

— Você é a luz dessa família, é a alma boa no meio das perversas. — ela acariciou meu rosto, algo que ela nunca havia feito.

— Eu penso que sou a ovelha negra.

— Pensa assim porque não foi te dado o devido valor, mas no fundo você o sabe. — ela limpou uma lágrima que escapou dos meus olhos sem permissão.

— Josh tenta me mostrar isso.

— Ele é um bom rapaz. — ela disse e fechou o semblante. — Ele quase morreu uma vez por essa guerra, não pode acontecer de novo.

— Não vai, eu farei de tudo para protegê-lo. — falei e senti meu peito doer. Eu lembro de quando disse sobre meu medo de perdê-lo.

Isso não pode acontecer, em hipótese alguma.

— Eu tenho que ir. — ela disse se afastando.

— Tchau. — eu acenei para ela e me joguei em minha cama tentando raciocinar tudo o que escutei de minha mãe.

To be continued???

Voltei com essa fic, estão gostando?

Nessa reta final está tudo ficando
cada vez mais tenso.

Será que há um traidor entre eles? Será que alguém vai morrer? E será que eles vão conseguir ficar juntos no final?

Só o destino ( a autora) sabe!

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