capítulo cinco: existe uma explicação biológica para isso
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*solta capítulo como se nada tivesse acontecido depois de um mês*
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Kiyoomi vê Atsumu sem camisa pela primeira vez, no seu terceiro dia de "lua-de-mel" (se "marido" está entre aspas, então "lua-de-mel" também vai estar).
Kiyoomi não queria ter visto, mas infelizmente, ele viu.
Atsumu tem o tempo de atenção de um peixe-dourado, o que significa que ele fica entendiado em menos de três segundo, e já que ele é atlético, ele tem que estar fazendo algo ativo a toda porra de hora. Ele fez uma corrida matinal, fez tipo umas mil flexões, irritou Kiyoomi por três horas seguidas, e de algum jeito ainda tem energia para nadar às dez e meia da noite.
Kiyoomi ama e estima bastante os próprios músculos, especialmente quando ele teve que passar por anos de treinamento físico para consegui-los, então ele aprecia o fato de Atsumu gostar de estar em forma. Mas seria ainda mais apreciado se ele conseguisse o fazer sem tanto barulho, ou preferivelmente vestindo uma camisa.
(Olha, Kiyoomi tem controle próprio, mas quando Atsumu sai da piscina com água escorrendo pelo seu abdome, ele literalmente não consegue não encarar. Ele é responsável, não cego. E também é super gay, o que é um fator contribuinte, acredite ou não)
Kiyoomi está sentado no bar lendo sobre Belarus quando Atsumu entra na cozinha, pingando água, muito pelado pela exceção da sunga. Kiyoomi quase engasga com o ar.
Os músculos abdominais se tensionam com qualquer leve movimento embaixo da pele bronzeada, Kiyoomi quer tocar aqueles braços, passar sua língua pela sua clavícula. E é claro que Atsumu tem que beber água como se fosse modelo em um comercial - Kiyoomi não está encarando, mas talvez ele esteja um pouco. Talvez seja difícil não o fazer quando Atsumu tem o corpo de um deus.
O olhar de Kiyoomi se quebra quando Atsumu vira para ele - os olhos escuros grudados nas palavras do artigo que ele estava lendo, como se fosse a única coisa no mundo que ele consegue ver. Mas as palavras não são processadas, sua mente é tomada pelo pensamento dos bíceps de Atsumu se esticando quando coloca o copo de água na pia.
"Omi 'cê deveria vir nadar comigo!"
Baseado nas palavras que saem da boca de Atsumu e o fato de ele estar sorrindo, um sorriso grande e verdadeiro em vez daquele sorriso sarcástico diabólico que ele sempre usa quando acha estar ganhando algum tipo de competição que está acontecendo somente na sua própria cabeça, Kiyoomi tem a suspeita de que Atsumu não o pegou não-o-encarando.
Ele agradece a cada deidade que ele sabe o nome. A sua vida já é difícil o bastante tendo que conviver tão próximo de outra pessoa a quem ele sente algo perto de ódio, mas adicione o fato de que ele é gostoso e ama o provocar, e você tem a receita de como fazer Kiyoomi se jogar do terraço do terceiro andar.
"Não."
"Ah, vamos lá Omi," ele choraminga, suas sobrancelhas se tensionam enquanto se levantam, o lábio de baixo indo para frente e o dando a impressão de cachorro abandonado. "Não é um crime se divertir às vezes, o tempo todo que a gente passou aqui você não tirou a cara do computador."
"Não, eu também fiquei encharcado de suco de melancia porque você é um filho da puta," o tom de Kiyoomi é claro, um sorriso sarcástico que é tão pequeno que mal se pode considerar um sorriso cresce em seus lábios.
"Ah tanto faz, você estava sorrindo, eu vi." Os olhos de Atsumu se estreitam - olhos castanhos claro que Kiyoomi vai dizer a qualquer um que pergunte que são só olhos castanhos normais, chatos. Atsumu apoia o cotovelo no balcão, apoiando o queixo nas mãos e encarando diretamente Kiyoomi.(ele consegue sentir o olhar do príncipe Miya do outro lado do balcão). "Então, você vai nadar comigo?"
Kiyoomi o manda um olhar penetrante, fazendo questão de manter seus olhos ficarem focados nos de Atsumu em vez de deixá-los viajar pelo seu torso nu - não é estranho que Kiyoomi queira tocá-lo, é uma coisa normal que as pessoas sentem ao verem músculos assim.
"Que parte de 'não' você não entende?"
"A parte do 'não'," Atsumu revira os olhos como se a resposta fosse óbvia. "Omi, nadar é a melhor coisa. E mais, está escuro lá fora ninguém vai te ver, se é o que está preocupado."
"Não é o que estou preocupado," Kiyoomi diz simples - olha, ele é atraente e não tem medo de admitir. Anos fazendo múltiplos esportes e treinamento físico semanal, desde os treze anos de idade fez bem ao seu corpo. O que ele se preocupa é com a possibilidade de que ele possa gostar.
Ou pior, que ele não vá. Mesmo que ele não tenha aproveitado muito do que seria uma viagem relaxante, de suas obrigações como príncipe.
"Então o que é Omi? Sério, eu 'tô solitário," as reclamações de Atsumu até poderiam ser fofas se não fossem como raladores de queijo para os ouvidos - como ele acha que isso vai convencer qualquer um sobre qualquer coisa? "E você é literalmente a única pessoa aqui. Por fa-"
"Você vai calar a boca se eu disser sim?" Kiyoomi pergunta ríspido. Se olhares pudessem matar, Atsumu estaria partido em mil pedaços como naquele jogo fruit ninja. Mesmo que Kiyoomi pudesse admitir que tem algum charme sobre o jeito que seu rosto se ilumina como uma árvore de natal. Você pode achar o que quiser de Atsumu Miya, mas seu sorriso é encantador.
"Preferiria morrer."
"Bem, então estamos esperando pela mesma coisa." Atsumu o ignora, sorrindo orgulhosamente para si mesmo enquanto volta praticamente correndo para a piscina.
O cabelo de Atsumu ainda está molhado, pingando gotas de água nos músculos das costas - Kiyoomi quer sentir o jeito que eles se movem sobre seus dedos- Depois Kiyoomi passa por todos os cenários que o fariam acabar tocando as costas de Atsumu do jeito que ele quer, e sua mente se fecha momentaneamente.
Atsumu o deixa, fechando a porta de vidro, e Kiyoomi acorda de seu momento em um pequeno choque. Isso acontece até a sua garganta secar, ele balança a cabeça e respira fundo, a tarefa sendo mais difícil do que deveria ser.
Ele se lembra que isso é uma reação completamente normal a se ter sobre o corpo de alguém, especialmente quando aquele corpo é perfeito. Você chamaria uma obra de arte feia só porque você não gosta do artista? Não. Então, está tudo bem que Kiyoomi queira encarar aquele abdômen.
Depois de um momento sentado no mesmo lugar, piscando para tirar as imagens que se passam na sua cabeça, Kiyoomi se levanta com atitude, concordando com si mesmo quando se lembra de todas as razões que o fazem odiar Atsumu Miya.
Todos seus traços de personalidade se encontram de um lado da escala, e seu corpo perfeito de outro. Esse é o equilíbrio em que ele se encontra seguro. Quem liga se ele é gostoso? Pessoas gostosas são cuzonas na maior parte das vezes, Kiyoomi sendo um exemplo delas.
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Kiyoomi encara a água turquesa com apreensão. Ele não tem realmente nadado desde seus dezessete anos - ele parou suas aulas de natação de uma vez depois de seu estúpido instrutor russo o chamou de 'viadinho' pela nona vez. Os seus pais não tinham visto o problema com isso na época, eles também não sabiam, que ele era gay, ainda.
Toda vez em que ele foi chamado por um xingamento homofóbico por Demetri Korokov passa pela sua cabeça nesse momento, enquanto ele olha os azulejos do chão da piscina. Ele não está traumatizado ou algo do tipo, mas as memórias são o bastante para tirar qualquer tipo de divertimento da atividade.
Pessoas abandonam hipismo toda hora por quebrar um osso. Kiyoomi abandonou a natação porque ele teve um pedaço de sua identidade constantemente utilizada como um xingamento. Mesma coisa.
Ele ainda está passando pelas suas "divertidas" memórias de sua curta carreira na natação, quando sente uma mão se encaixar bem no meio de suas costas. Sem qualquer tipo de aviso, ele cai de cara na água.
Cloro faz seus olhos e nariz arderem quando entram em contato - ele tem o bom senso de segurar sua respiração antes que encha seus pulmões de água de piscina. Kiyoomi consegue segurá-la por quase sete minutos, então não está preocupado. O que é a razão de ele decidir ficar flutuando lá mesmo, só para assustar Atsumu.
Leva um minuto - um minuto e trinta e sete segundos para ser exato - mas eventualmente, Atsumu pula na piscina ao seu lado, colocando uma mão em seu peito e o forçando a flutuar na água.
"Porra Omi não se afoga!" os olhos de Atsumu estão arregalados e redondos, uma mão segurando o ombro de Kiyoomi, a outra ainda em cima de seu coração como se checando para ver se ainda estava batendo - é um gesto surpreendentemente carinhoso, e esse momento faz Kiyoomi sentir seu coração esquentar.
Esquentar por várias razões - porque o toque de Atsumu é estranhamente gentil considerando o quanto eles supostamente se odeiam, porque Atsumu parece genuinamente preocupado, sem sinal de brincadeira ou sarcasmo, porque Kiyoomi sabe que o príncipe Miya consegue sentir o seu coração batendo nos seus dedos.
Kiyoomi inspira levemente para para repreencher seus pulmões, e o estalo de volta para a realidade é instantâneo - ele agradece seu cérebro por não ser facilmente distraído. Atsumu continua o observando como se ele fosse se despedaçar a qualquer instante.
"Que merda foi essa?!" Atsumu também está de volta em um instante, batendo de leve no lado esquerdo do peito de Kiyoomi. O seu olhar indignado está de volta como se estivesse tentando voltar ao seu relacionamento usual, Kiyoomi pode sentir o universo se realinhando.
"Foi você quem me empurrou," Kiyoomi diz dando de ombros, só para irritar Atsumu um pouquinho. Tem um quase sorriso presunçoso nascendo em seus lábios mas ele não o deixa surgir porque seria como admitir que mesmo que pouco, Atsumu o faz sentir alguma coisa.
"Você é tão fodidamente dramático, sabia disso?" Atsumu fala como se ele mesmo não fosse o maior drama queen do mundo inteiro. "E se eu não te salvasse? Você só se afogaria?" Atsumu balança as mãos em ênfase - Kiyoomi suprime de novo outro sorriso.
Eles jogam um tipo de versão para duas pessoas de voleibol aquático (o que Kiyoomi nem sabia que era uma coisa até Atsumu entrar na sua vida). Não é exatamente emocionante porque não tem literalmente nenhum elemento de competição envolvido em passar a bola para frente e para trás - não que tenha sido um problema para algum dos dois.
Não é como se sentissem a necessidade de competir em um nível pessoal. É mais para duas pessoas extremamente competitivas que acontecem de guardar um tipo de desgosto uma pela outra. Também porque Atsumu costumava jogar volei e todas as ideias de Kiyoomi eram "Chato Omi chato chato chato." Atsumu realmente consegue ser pior que uma criança birrenta às vezes (ou sempre).
Atsumu, mesmo que Kiyoomi nunca fosse admitir, tem um braço muito forte, que ele usa para quase quebrar a cara de Kiyoomi ao meio com uma bola de praia - só pega alguns centímetros de seu rosto, mas é o bastante para fazer sua alma sair do corpo e voltar.
Kiyoomi não se incomoda em retornar com uma resposta verbal, em vez disso ele franze as sobrancelhas e escolhe o caminho que ele sempre pega: vingança.
Kiyoomi não se considera uma pessoa vingativa, mas quando a vida te deixa com poucas outras opções, Kiyoomi aprendeu que esse é um dos melhores motivadores. E como Atsumu Miya consegue inspirar uma quantidade incrível de vingança em Kiyoomi.
Lançando seu braço para trás, Kiyoomi saca a bola para cima com sua mão oposta, acertando do outro lado da piscina em Atsumu Miya que não tem o bom senso de guardar seu rosto com suas mãos. A bola o atinge bem no meio do rosto, Kiyoomi tenta segurar o riso mas não consegue tão bem quanto acha - Atsumu consegue escutar muito bem, mesmo que do outro lado da piscina. Se eles tivessem vizinhos, eles os odiariam.
"Au, mas que porra?!" Seu nariz está vermelho. Não é fofo não é fofo não é fofo não é fofo. Olha, não é fofo. É um sinal de dano, que se estivesse pior eles provavelmente teriam que checar. Mas para o momento, como Atsumu só o esfrega insistentemente, Kiyoomi se permite a uma quase risada que sai de algum lugar no fundo de sua garganta.
"Era para você pegar, não só deixar acertar sua cara," Kiyoomi repete de seu primeiro dia de "lua de mel". E aí Atsumu ri com sua risada adorável - tão clara e linda, mesmo que Kiyoomi vá dizer que é irritante. Você não controla a reação que tem a voz de alguém, sua risada, seu corpo, seu sorriso, Kiyoomi se diz.
O que você controla é o como você sente sobre alguém. E como Kiyoomi se sente por Atsumu Miya é algo que ele não vê mudando em nenhum momento próximo.
"Eu te odeio!" Mas ele está sorrindo quando diz isso, então Kiyoomi não realmente acredita .
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Kiyoomi leva pelo menos dez minutos para dormir - ele sabe, ele contou, obviamente - mas seu estúpido jogo de voleibol aquatico (ele tem que procurar se realmente é um esporte de manhã) acelerou o processo. Se tem algo bom em ser forçado a passar tempo com Atsumu Miya, é que pelo menos, o cansa.
Sono está quase pronto para o afogar em si mesmo quando a porta de seu quarto se abre com um barulho de batida extremamente alto. Kiyoomi está acordado e sentado antes mesmo que ele consiga processar o que está acontecendo.
Quando ele vê a pessoa que dá origem aos pesadelos em sua porta, ele se joga no colchão com um suspiro. Ele pega um travesseiro do outro lado da cama, tapando suas orelhas - talvez se ele não ouvir Atsumu, ele só vá embora.
"OmiOmi eu estou com frio e solitário!" Atsumu resmunga às três da manhã enquanto entra no quarto de Kiyoomi. Kiyoomi estava errado, a voz de Atsumu é como mil agulhas furando seus ouvidos, ou talvez uma grande faca de gelo. De qualquer jeito, passa pela sua barreira de travesseiro em segundos.
Kiyoomi geme de dor, como se Atsumu estivesse o esfaqueando. E talvez ele esteja, ele já é o inferno na Terra. Não pode ficar muito pior que isso.
Atsumu abraça um travesseiro do próprio quarto - eles concordaram em dormir em quartos separados pela semana, já que podiam ter esse luxo.
Kiyoomi tem que admitir que tem algo fofo em sua cara de sono e atitude chorosa que se faz presente enquanto ele enfia o rosto no grande e macio travesseiro. Seu cabelo está levemente amassado, olhos castanhos cheios de sono de um jeito que quase poderia se considerar bonito, os largos ombros encolhidos.
Mas Kiyoomi Kiyoomi o manda um olhar mal-humorado mesmo assim, se espalhando ainda mais pela cama.
"Você está fazendo isso só para me irritar," é a verdade, ele sabe. Atsumu não faz nada que não tenha o objetivo de irritar seu "marido".
"É, talvez, mas você realmente vai me fazer ir embora?" Atsumu é um diota se acha que seus olhos de cachorro abandonado farão algum tipo de efeito em Kiyoomi. Ele aprendeu como bloquear cerca de setenta por cento de suas emoções com a idade de quinze anos - olha, mesmo só a ideia de ser gay não é muito bem recebida na comunidade real. Não só porque a maior parte das pessoas tem algo contra ser assim. Só porque seria um péssimo traço para se ter sendo uma figura pública. O que é na verdade, é quase pior.
"É, eu vou."
"Que pena, eu sou seu marido," Atsumu pula na cama como se estivesse pulando na piscina, e Kiyoomi franze o nariz pela invasão de seu espaço pessoal. Atsumu é quente ao seu lado, um fato que ele escolhe ignorar em favor de manter seu olhar no teto.
"Eu vou literalmente te chutar para fora dessa cama," Kiyoomi ameaça, sono embora dando lugar a sobriedade frustrante. Ele nunca vai voltar a dormir agora - se Kiyoomi sabe alguma coisa sobre si mesmo, é que ele é delicado com sono. Se qualquer coisa por qualquer motivo o acorda no meio da noite, ele pode dizer adeus a qualquer oportunidade de uma noite completa de sono.
"Mmm, não 'cê não vai," Atsumu nega, quase como se estivesse cantarolando. Kiyoomi quer socar a cara dele. "Especialmente não quando eu posso fazer uma ligaçãozinha para te fazer casar de novo em um segundo."
"Você não pode ser tão mesquinho a esse ponto?" Kiyoomi manda um olhar ameaçador para ele de canto de olhos - os olhos castanhos claros já estão indo para a inconsciência.
"Eu cresci com um irmão gêmeo," Atsumu boceja, rolando para ficar de lado e encarar Kiyoomi. O homem de olhos escuros faz um som de desgosto, que Atsumu não presta atenção, ou só convenientemente escolhe ignorar. "Eu sou o rei de ser mesquinho, E mais como você vai se apaixonar por mim se..." o resto de sua frase é ininteligível. Kiyoomi revira os olhos tão lentamente que deve ter quebrado um recorde.
Atsumu cai no sono tão fácil quanto respira, um fato que só faz Kiyoomi gostar ainda menos dele, e o faz querer gritar.
Dois minutos depois, enquanto Kiyoomi se ocupa ponderando se deveria ou não mover todas as suas coisas para outro quarto às três da manhã, Atsumu substitui o travesseiro por ele. O príncipe Miya joga um braço casualmente sobre o torso de Kiyoomi, e pressiona o rosto contra os ombros de Kiyoomi. Ele sente que está vivendo sua primeira noite juntos de novo - ele está preso num pesadelo.
Depois de um tempo ele desiste de tentar - ele tentou tirar as mãos de sua cintura e agressivamente afastar o rosto de Atsumu de seu ombro. Ele tentou chacoalhar ou gritar até ele acordar. Atsumu é tão teimoso de noite como é de dia. É enfurecedor.
Kiyoomi aceita sua nova realidade, se permite relaxar enquanto Atsumu o abraça como um bicho de pelúcia e o chuta ocasionalmente debaixo das cobertas. Não é que ele esteja se acostumando com isso, ele só perdeu a vontade de resistir. Ele não estaria ganhando nenhuma hora a mais de sono, então porque se importar em tentar?
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Kiyoomi na verdade dorme naquela noite - mesmo com Atsumu falando às vezes enquanto dorme e o apertando tanto que ele achava que iria explodir, o príncipe Sakusa consegue encontrar calma no meio do mar de pensamentos que cobrem sua mente.
Ele dá crédito do milagre, à exaustão que as corridas que fez causaram ao ser corpo. Se diz que não tem nada haver com a presença de Atsumu, que, mesmo que Atsumu estar lá seja um fator, só serviu como um obstáculo no caminho de Kiyoomi com seu relaxamento.
E mesmo que talvez, talvez se tivesse uma pequena minúscula chance de a presença de Atsumu ser um fator contribuinte em ajudar Kiyoomi a dormir, tal fenômeno pode ser facilmente explicado pelo silêncio.
Tocar outra pessoa faz seu sistema soltar dopamina e serotonina, o que é facilmente convertido em melatonina o que ajuda você a dormir, não, não tem nada especial sobre Atsumu além do fato de ele ser uma pessoa e Kiyoomi também.
E mais, não importa, porque Atsumu Miya é um filho da puta e Kiyoomi preferiria dormir sozinho de qualquer jeito-
É o que ele se diz quando Atsumu enterra o rosto na curvatura do seu pescoço, lábios macios perto de seu ponto de pulso, e uma onda de afeto o atinge.
Está tudo bem, existe uma explicação biológica para isso, é seu último pensamento antes que ele esteja dormindo.
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