Tapa
O começo desse capítulo é a continuação do anterior, tá! VOTEM E COMENTEM GENTE!
Miami Beach, 20h12
Point Of View Georgia Banks
Suspirei, olhando o teto.
Escuto meu celular tocar e reviro meus olhos, pegando o mesmo assim que para. Era Townsen. Retornei a ligação rapidamente, vai que aconteceu algo?
— Aconteceu alguma coisa? Você está bem? — disparei nas perguntas.
Ouço sua risada, o que me acalma um pouco.
— Ge, eu estou bem... — ri fraco. — Posso ir ver você?
— Babe... — fraquejei um pouco, droga.
— Por favor! — suspirei.
— Certo. Brooke e Beck irão sair daqui a pouco, mesmo estando tarde, pode vir hoje? — perguntei.
— Óbvio que sim. — riu, e acabei por abrir um sorriso pequeno. — Agora?
— Espere... — sai do quarto, e chamei pelas duas e nenhuma respondeu. — Pode vir.
Resolvo tomar um banho já que não sai do quarto nenhuma vez e também precisava comer algo. Deixei a porta do quarto entreaberta e andei até o banheiro tirando a roupa que estava desde manhã cedo; prendi meu cabelo em um coque, e entrei debaixo do chuveiro sentindo a água quente cair sobre meu corpo, me fazendo soltar um resmungo. Fiz todo o processo no banho e após secar-me no banheiro, sai do mesmo nua e tomei um susto ao vê-la sentada em minha cama.
Porra, mano.
— Como não ouvi você entrando? — a questionei, vendo seu sorriso se abrir aos poucos com a minha proximidade.
— É-é a porta do seu quarto estava aberta... Georgia coloca uma roupa, por Deus! — resmungou, colocando o travesseiro na cara, e gargalhei indo me vestir. Após estar tampada, pulei na cama e fiquei a olhando. — Senti saudades. — passou o polegar pelo meu lábio.
— Eu também. — lambi meu lábio, sem me importar com seu dedo. — Por que brigamos tanto? Nunca fomos de ficar tanto tempo uma longe da outra. — ri sem vida.
— Nem eu sei... Será que é um sinal para não ficarmos juntas? — fala amarga, e desviei o olhar. — Geo, por favor, vamos conversar.
— Foi só pisarmos em Miami Beach que tudo começou a desmoronar, percebeu? Nunca tivemos ciúmes um das outras por qualquer coisa que seja. E agora tivemos várias. — comecei a dizer. — Acho que só esse pouco tempo de afastamento, deu para ver o quanto precisamos melhorar em alguns requisitos, não?
— Mas, quais? — seus olhos já estavam ficando marejados.
— Não sei... — olhei em seus olhos. — Só queria que você entendesse que não gosto e nunca vou gostar dessa tua amizade com a Laila piranha. — falei, por fim.
— Desde aquela nossa primeira conversa, parei de falar com ela. — arqueio a sobrancelha, ela pega o celular e colocou em minha frente. — Apague o contato dela e bloqueia, pronto. Só quero ficar em paz com você.
Sei que não é assim que se faz, mas nunca me sentirei bem sabendo que essa Laila sempre estará presente em sua vida. Mordo meu lábio, desbloqueando o celular com a minha digital e entrei em seus contatos logo vendo seu nome, mas fui até suas conversas e vejo que Townsen a ignorava de fato desde nossa briga; bloquei-o seu número e apago tudo que envolvesse ela e até mesmo fotos.
— Estamos bem agora? — assenti.
Seu rosto se aproximou do meu, comigo olhando apenas para seus olhos e já os dela para minha boca. Sei que ela não irá fazer nada até que eu mesma faça, o que chega a ser engraçado. Puxei sua nuca a selando de uma vez e sinto-a abrir um sorriso entre o beijo, Townsen sentou-se em minha barriga, comigo puxando seu cabelo ora ou outra. Passei meus beijos para seu pescoço sentindo-a se arrepiar.
— Geo, sua mãe... — a calei, mordendo seu lábio.
Ela por intuito meu começou a rebolar lentamente em meu colo. Gemeu fraco. Sorrio, vendo-a apertar seu próprio seio, ela realmente está se controlando. Por estar apenas de blusa, Townsen o retirou de mim, fazendo-me sentir o ar gelido tocar meu busto. Ela da uma risada. Sua mão tocar meu seio esquerdo, o que me fez fechar os olhos assim que ela o beija, logo lambendo-a de maneira lenta.
Porra.
— Que caralho é esse, Georgia Banks? — ouço o grito de Brooke, e vejo minha garota tremer em cima de mim. Seu olhar era de medo e isso me deixou confusa. Alisei sua coxa tentando passar segurança. Peguei minha blusa e a vesti, tirando com cuidado Townsen do meu colo, que por algum motivo ficou atrás de mim. — O que essa puta faz aqui?
Estreito meus olhos em sua direção, levantando-me da cama, mas voltei a sentar-me com o puxão de Townsen, a faço vir até a beirada da cama e fiquei em sua frente, ainda olhando Brooke.
— 'Tá chamando quem de puta, Brooke? — perguntei, sentindo dedos sendo entrelaçados com os meus.
— Essa garota, ué. — debochou, olhando-a com superioridade.
— Essa garota é a minha namorada, e quero respeito. Não é porque brigamos, que você tem o direito de dizer tais coisas a ela, isso é errado de qualquer forma. — esbravejei, ficando nervosa.
— Vocês voltaram? — pergunta, incrédula.
— Amor, acho melhor ir embora. — ouço o sussurro de Townsen e assinto, andamos até a porta, mas sou empurrada por Brooke que puxa o cabelo da garota a minha frente e dando-lhe um tapa na cara. Imediatamente, tirei minha mãe de perto dela, olhando-a com incredulidade.
— Saia do meu quarto, Brooke! — seu olhar era de arrependimento, mas eu não ligava para isso. — Sai agora! — e, por fim, ela saiu de cabeça baixa. Vire-me para a garota que se manteve calada o tempo todo, levei-a até minha cama e a deitei na mesma.
— Ge... — desatou a chorar. Fechei a cortina, tranquei a porta e liguei o ar.
— Estou aqui, babe. — puxei seu corpo e abracei-a.
(...)
Duas semanas depois.
15h32
Depois daquele dia fatídico no quarto, Brooke resolveu ficar em um hotel, por motivos maiores — palavras dela. Townsen apenas iria me ver hoje, como disse para ela, mesmo que já tenhamos nos resolvidos. Já havia comprado meu vestido com Beck, ela me ajudou e aproveitou para comprar várias coisas para si mesma, e entre outras presentes que iria dar a alguém especial, e é óbvio, um para mim.
Após seguir para a área de trás da casa no intuito de descansar, com um copo de suco em mãos, sentei-me na grama, aproveitando o sol que ainda não tinha ido embora.
Soltei um suspiro.
Tudo está dando errado, não sei como. Minha vida virou de cabeça para baixo de uma forma bem rápida, que nem eu mesma sei como dizer o porquê ter acontecido. Meu relacionamento indo por água abaixo, brigas constantes com Townsen, Beck e Brooke para acabar com tudo, né. E entre outros motivos. Só queria minha vida de volta, ficar em paz, nem que seja por alguns segundos e, nem isso estou tendo mais. O ruim de não saber o quê fazer é ficar sem sentido algum pra onde ir, se isso está certo ou errado.
Por incrível que pareça nem percebi que já chorava silenciosamente.
Em uma golada só, bebi o restante do suco. Escuto passos e olhei para trás, vendo que era apenas minha amiga, que sentou-se ao meu lado e encostou a cabeça em meu ombro.
— Por que está chorando? — questionou-me, limpando meu rosto.
— Tudo está dando errado, não percebe? — falo, já cansada.
— Também estou farta de tudo. — riu amarga, e ergui meu olhar. — Que tal férias antecipadas?
Neguei levemente a cabeça.
— Querer não é poder, certo? — assentiu, dando de ombros. — Preciso me arrumar ainda, me ajuda no cabelo?
— Sério? Agora? — arqueou a sobrancelha e neguei. — Você ainda tem tempo.
Concordei, deitando-me em seu colo e fechando os olhos. Respiro fundo. Levanto-me da grama e andei para dentro da casa, direcionando-me para meu quarto e deitei na cama. Pego meu celular que estava ao meu lado e vejo duas mensagens:
"Posso pegar você em sua casa? Aliás, é o Owen." — Desconhecido.
Decido respondê-lo, já que iríamos para o mesmo lugar e não sei que horas Townsen iria para a festa.
"Me pegar em casa não sei, mas você pode acompanhar-me para a festa, querido." — Georgia.
E, por fim, vejo a outra:
"Que horas irá a festa, amor? Quero vê-la logo... :)" — Babe.
Cacete...
"Acho melhor nos encontrarmos por lá mesmo." — Georgia.
Engulo a seco. Recebo outra, respiro aliviada.
"Uh, certo, tudo bem... Nos vemos em breve então. Te amo." — Babe.
Respondo-a e decido tomar banho ao ver a hora; tiro minha roupa tomei um banho bem demorado, pois havia lavado o cabelo. Termino o banho, seco-me e saio do banheiro dando de cara com Beck sentada já com todo o necessário e minha roupa em minha cama com minha bota. Vou ao meu guarda-roupa e vesti minha lingerie substituindo meu sutiã por um sem alça, o vestido pedia por isso.
— Comece. — disse, sentando-me na cama em frente a ela.
Algumas horas depois.
Beckett alisou meu cabelo completamente, logo prendendo-o com uma chuchinha branca, mas passando o cabelo por ela, tampando-a. Ela ajudou-me a fazer minha maquiagem que, basicamente, o que destacou mais foi o delineado perfeito e o batom rosa claro. Coloquei o vestido curtinho, preto e cheio de plumas com um decote de ombro a ombro e por fim, minha bota de salto preta que vinha até minha coxa.
Olhei-me no espelho. Gostosa da porra!
Pare de ser convencida, meu anjo. — Gritou, meu subconsciente.
— Você está muito gata! — Beck lascou um tapa em minha bunda e dei uma risada histérica com seu ato. Joguei o cabelo para o lado e fiz cara de deboche.
— Sempre fui, né. — deu de ombros e saiu do quarto, segui a mesma e sentei-me no sofá a espera do bom samaritano.
Em questão de minutos a campainha toca e Beck corre para atender, dou uma leve risada e levantei-me indo até a porta logo vendo o homem parado com a testa franzida.
— Vamos. — falei, passando pela porta e parei até sentir Owen por sua mão em minha cintura. Abusado ele, viu. Andamos até o carro luxuoso que estava parada mais a frente, ele é um sonho. Entrei no mesmo logo fechando a porta, e soltei um suspiro.
Espero que isso acabe logo, sério. Owen sendo o safado que é se aproveitou e colocou a mão em minha coxa; dou-lhe um tapa nela, que rapidamente a tirou dali.
— Amigos, esqueceu? Eu namoro e amo minha namorada, escutou, Owen? — digo, tentando não ficar nervosa. Apesar de conhecê-lo pouco, tenho a sensação que deveria confiar nele. Não sei, algo me diz que alguma coisa irá acontecer em breve, mas não sei dizer se é bom ou ruim.
— Namorada? — indagou confuso, já ligando o carro e saindo em alta velocidade.
Soltei uma risada abafada.
— Sim, algum problema? — respondi rude e olhando-o de soslaio.
Calma é só ter calma.
— Não de mim ter algum problema com isso, claro, que fiquei assustado por você ser lésbica... Quero dizer, você não aparenta ser, entende? — fala se embolando e gargalhei dele.
— Owen, não aparento porque não há necessidade disso independente de ser ou não, respeite. E a forma como você falou, foi totalmente ridículo. — disse, lambendo meus lábios e sentindo o gosto do batom que era ruim pra cacete.
Ele assentiu, desistindo de dizer alguma coisa. Sempre deixo as pessoas sem palavras...
O local da festa era um tanto que longe, já que, todos queríamos privacidade em relação a tudo. Realmente, por ser tão distante demoraria um pouco, levaria em torno de meia hora e já estávamos devidamente atrasados, cerca de 30 minutos apenas. É bastante tempo para ficar em um carro com um homem, que havia se calado.
— Me fala um pouco de você, Georgia. — ouço sua voz arrastada e o olho.
— Acho que não tem muito o que falar. — dou de ombros. — Chamo-me Georgia Banks, moro com minha amiga Beckett, mudei-me para Miami Beach por uma chance de ser modelo. — sorri, olhando para a janela ao lado. — Meu pai traia minha mãe, Brooke, que também mora por aqui, e namoro com Townsen, que é filha de Darcy uma modelo aposentada.
— Devo conhecer essa Darcy... — resmungou, virando uma rua.
— Então, é só isso. — falei, por fim. — Sua vez.
Ele respira fundo.
— Sou Owen Leroy, moro sozinho, não tenho familiares por aqui e agradeço por isso. Nunca namorei ninguém, mas estou de olho em uma pessoa que é super interessante, mas namora. Meu irmão morreu assassinado, então, agora sou filho único, o que é bom. — apertou o volante. — Sou dono de várias empresas que ajuda encontrar modelos para revistas, sempre preferi manter tudo no sigilo, nunca ninguém descobre nada. Aliás, tenho 24 anos.
A forma em como ele dizia tudo era fria e totalmente rude. Parecia que ela guardava uma grande mágoa dentro do coração que o fez ser assim.
— Chegamos, gata. — voltei a realidade, e olhei para fora vendo que estávamos em frente a uma mansão. Ele deu um sorriso. Sai do carro sendo acompanhada pelo mesmo que segurou na minha cintura, entramos no local e logo pude avistar Townsen que está perfeita com aquele vestido vermelho de com um decote na perna que ia quase até sua vagina. Respiro fundo.
Largue-me de Owen, andando até a mesma que se assustou ao se deparar comigo atrás.
— Amor! — deu seu típico grito, e abraçou meu corpo que foi retribuído de uma forma que desse para sentir seu calor. — Quem é aquele homem? Aliás, você está uma delícia.
— Um amigo. — respondi, olhando-a de cima a baixo. — E essa roupa, Townsen?
Riu.
— Sabia que iria gostar. — disse com seu tom malicioso.
— 'Tá gostosa, tá. Mas, está extremamente... Sexy demais. — suspirei. Vejo seu olhar para o chão e mordo meu lábio. — Babe, você está incrivelmente espetacular e gostosa pra caralho! — selei sua boca apressadamente, sentindo o gosto de uísque após tocar em sua língua.
Sinto alguém me cutucar e virei-me de supetão.
— Essa é sua namorada? — era Owen.
— Townsen. — ele sorriu estranho. — Vamos conversar logo?
Ela me puxa e logo estamos no jardim, sentamos no banco que estava perto de algumas flores.
— Voltamos, certo?
Assenti a olhando. Ficamos conversando por um bom tempo e nem percebemos que alguns carros pararam em frente a casa. Resolvemos entrar e comer algo. Andei até a grande mesa cheia de comida e pego o que irá matar minha fome, sentamos em uma mesa vazia e começamos a comer.
Alguns homens entraram no local totalmente vestidos de pretos e logo Owen aparece em minha frente ofegante.
— Precisamos ir embora, Banks. — sua voz estava falha.
— Por que?
— Não pergunte, apenas vamos! — tornou a dizer.
Olhei para Townsen.
— Acho melhor ir, Ge. — ela fala estranhando a reação dele. Levantei da cadeira já sentindo um pressentimento estranho e peguei em sua mão.
Escuto vidros sendo quebrados e me assusto olhando para o homem à minha frente. Owen nos puxou em direção a área que dava para o jardim, logo comecei a escutar tiros sendo disparados. O problema era que nós somos os alvos.
Eles querem nos matar? Que porra!
— Para onde estamos indo? — minha garota pergunta, mas é ignorada.
Puxam meu cabelo e sinto uma ardência em meu ombro, Leroy olhou para trás e retirou uma arma de suas costas e atira no homem que havia me puxado.
Eu levei um tiro? Por que raios me sinto fraca?
— Georgia, fica acordada, cacete! — suspirei fraco.
— Certo-o. — digo trêmula.
Levar um tiro dói pra porra. Pegaram-me no colo e gemi.
— Isso foi tentativa de homicídio? — ouço alguém dizer. Estava estranho demais.
— Não sei porra, e não pergunta nada! — uma voz grossa grita.
— Não grita comigo.
Dou uma risada.
— Vão se foder vocês, e me levem logo para o hospital. — falo alto, não tendo noção de mais nada.
— Georgia, cale a boca, mulher. — é normal não saber distinguir quem estava falando?
— Caladinho. — movi minha mão até minha boca e fazendo um bico. — Esse vestido era novinho...
Sinto-me molhada.
— Fiz xixi gente. — ri.
— É sangue, Ge. E fique quieta. — uh, exigente.
Comecei a ficar cansada. Era sono? Dou um último suspiro e apaguei por completo.
"Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência."
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