Debochada

Miami Beach

08h01

Point Of View Georgia Banks

Remexo-me na cama mais uma vez e solto um suspiro de frustração e nervoso. Estava preocupada com Brooke, até agora ela não mandou notícias. Sei que ainda está cedo, mas não aguentava ficar na cama, então levantei-me sem pressa e andei até o banheiro, fiz minha higiene e troquei de roupa. Saí do quarto lentamente e, assim que coloquei meus pés na sala, vejo Darcy sentada no sofá.

Arqueio uma sobrancelha, confusa por ela estar em minha casa e a essa hora.

— O que faz aqui? — não queria ter sido rude, mas agora já foi.

— Cadê ela? — virou-se para mim. — Aliás, preciso que você termine seu namoro com ela, isso está a desconcentrando e é ruim para ela.

Solto uma risada.

— Não sou eu que está fazendo ela ficar desconcentrada. Sabe, tudo isso é muita pressão para ela, você deveria saber, já que passou por isso na sua fase de modelo. — suspirei irônica e indo pra cozinha. Abri a geladeira, tirando a jarra de suco e um pote de presunto e queijo, fechei-a e coloquei as coisas na mesa. Olhei para o lado e peguei o pão; preparo tudo e coloquei o suco no copo. Vejo ela entrar na cozinha com um semblante descontente.

— Realmente passei por isso e não quero que jamais aconteça com ela. — olhou para o lado. — Desculpe-me por ter "invadido" sua casa, já vou, mande um beijo para ela.

A olhando assenti e Darcy saiu da cozinha e logo ouço a porta se fechando. Após terminar de comer, limpei tudo e deitei-me no sofá ainda sonolenta. Ela não é de fazer isso, e posso até estar errada, mas tem algo a mais nisso tudo. Não quero Townsen preocupada por bobagens. Ainda estava confusa por Laila ter feito o que fez; se possível iria fazer a vida dela um inferno, para que nunca mais ouse mexer com minha garota.

Ouço um estrondo e pulo arregalando os olhos.

— Ge, ouviu isso? — dou um grito olhando para o lado encontrando ela. Que susto, droga! Seu cabelo bagunçado e sua cara sem maquiagem me fez soltar uma risada. — 'Tá rindo do que, palhaça?

— Nada. — me recomponho. — E sim, eu ouvi o barulho. Mas não sei de onde veio. — dou de ombros.

— Foi no vizinho novo. — chegou perto e selou-me rapidamente. Andamos até nosso quarto e pela janela conseguimos ver que eles ainda tiravam coisas das caixas empacotadas. O engraçado é que dava para ver tudo o que eles faziam dessa janela, e pelo visto eles não sabiam disso. Tonwsen saiu de perto e entrou no banheiro. Continuei a olhar pela janela, até que vi o rosto de Ryan; ele carregava algo, mas só dava para ver sua testa enorme e o que ele carregava estava impossível de ver, porque tem uma cortina preta o tampando. — Ainda está aí?

Ouvi mais um estrondo e voltei a olhar. Tampei minha boca surpresa ao ver que o Ryan testudo continha uma arma em mãos. Mas, pode ser apenas por segurança, correto? Fechei a cortina, suspirando e molhei meus lábios.

— Que mensagem recebeu ontem? — me assusto com sua proximidade e dou um passo para trás.

— Por quê? — cruzei os braços e abri um sorriso debochado.

— De quem era? — se aproximou mais, seu rosto estava a poucos centímetros do meu.

— Não se preocupe, não é nenhuma mulher que deva ficar enciumada. — a empurrei indo em direção a porta, e virei-me para olhá-la. — Foi minha mãe... Aliás, não seria capaz de traí-la.

Saí do quarto e fui pra sala, pegando as chaves do carro. Bati a porta com força e entrei no carro, saindo em disparada.

(...)

14h20

Estava na praia havia um bom tempo; comprei um biquíni preto, guardando minha roupa no carro. Meu humor não estava um dos melhores depois daquela pequena discussão. Só queria entender esse ciúmes todo que ela teve, até porque jamais faria algo assim com ela. Sei o quão ruim é ser traída. A única coisa que me dava raiva é saber que ela não confia em mim como antes e saber disso me dava uma aflição. Em meu celular tocava Rachel Platten - Stand by You, e isso de alguma forma me animava, suas músicas me acalmavam.

Sentei-me na areia quente, mas mudei de ideia e coloquei minha sandália para sentar, não iria queimar minha bunda nem morta. Olhei para o lado e vi Ryan testudo me olhando, assustei-me quando percebi ele andar em minha direção. Cacete.

Mordo meu lábio.

Ao seu lado tinha mais dois caras, lindos por sinal. Assim que ele parou ao meu lado, senta-se bem perto de mim e os outros fazem o mesmo. Sinto meu coração querer sair pela boca. Continuo olhando pra frente, de soslaio o vejo olhar para mim. Ferrou, hoje eu morro.

— O que faz aqui? — questionou.

— Meu querido, Ryan testudo, o que se faz em uma praia? — debochei e tampo minha boca ao ouvir o que falei. Ouço os garotos ao meu lado gargalharem e faço o mesmo ao ver sua cara de indignação.

— Cara, que pergunta mais idiota foi essa? — mordo meu lábio. — Aliás, Alfredo, mas me chame de Fredo... — foi interrompido pelo outro.

— Chame ele de bolo fofo. — riu, fechei a cara logo em seguida. Ele não tinha nada de gordo.

— Pelo menos ele é bonito, diferente de você, que tem uma cabeça enorme, não é? — falo irônica, e ele para de rir. — Prazer, Georgia. — pisquei em sua direção.

— Sua desgraçada! — o cabeçudo fala, apenas o encaro com tédio.

— Beck não responde minhas mensagens, ela está bem? — respiro fundo.

— Sim, está. Ela não responde porque você deu em cima de mim, idiota. — disse, olhando pra frente. — Só pra deixar claro, eu gosto da mesma fruta que você, sacou? — estalo a língua.

— Gostei de você, Ge. — olhei para Fredo sorrindo. Ouço algum celular apitar, dou de ombros por não ser o meu. Alfredo resmunga, e se levanta. — Drew acabou de mandar a gente ir pra casa, temos algo novo. Foi bom falar com você, nos vemos em breve.

— E ela que mora na casa ao lado da nossa, imbecil. — dando de ombros eles saíram em direção a um carro bem chamativo. Levantei-me e pego minha sandália e andei até meu carro entrando nele, e dando partida. Após alguns minutos na estrada, parei meu carro em frente a casa, peguei minhas coisas dentro do carro e acionei o alarme. Entrei em casa, e Beck saia do corredor mais branca que vela.

Franzo a testa.

— Vá tomar banho e depois venha aqui. — assinto, e vou para meu quarto. Tomei um banho super rápido, apenas para tirar a areia do corpo, aproveitei e lavei meu cabelo. Sai do banheiro, e visto uma roupa leve. Tonwsen não estava em casa. Voltei pra sala, sentando-me ao lado de Beckett. — Sua mãe ligou e disse que seu pai foi lá novamente e, que teve que chamar a polícia, porque ele não queria sair de perto da casa. Ele foi preso, mas logo será solto. — respirou fundo. — E pediu pra você tomar cuidado, pois ele sabe onde tu mora, digo, em Miami Beach.

Certo. Ele quer acabar com a minha vida? Porque não é possível esse cara não largar do meu pé. Relaxo no sofá, jogando minha cabeça pra trás, sentindo Beck fazer carinho em meu cabelo ainda húmido. O que ele queria comigo? Sinto minha cabeça latejar e murmuro baixo. Eu só queria que minha vida fosse pra frente sem ele fazer algo com alguém, principalmente, minha mãe. Precisava tirar ela de lá o mais rápido possível.

— Cadê ela?

— Foi tirar fotos, talvez só volte amanhã. — bufei socando o sofá. — Mas, uma garota veio buscar ela... Uma tal de Laila.

Merda. O que essa Laila iria fazer em uma sessão de fotos? Por que ela não chamou-me? Isso de fato me deixou triste. Depois que aconteceu aquilo, pensei que ela iria se afastar. Pelo visto pensei errado.

Decidi deixar isso de lado, e ficar perto de Beck. Fazia tempo que não ficávamos juntas. Ouvi meu celular apitar, peguei e vejo quatro mensagens:

"Irei voltar apenas amanhã." — Babe.

"Laila pediu desculpa e a levei comigo para ver meu ensaio de fotos." — Babe.

"Te amo, irei dormir na minha mãe." — Babe.

"Acho melhor ter cuidado com sua amada..." — Desconhecido.

Mostrei as mensagens para minha amiga, que negou com a cabeça.

— Quem será esse desconhecido? Que loucura. — murmurou.

— Não sei... Acha que devo me preocupar? — pergunto indecisa. Respondi apenas a terceira mensagem e deixei o celular na mesinha à frente. Beck nega e olhou para o lado. — Ryan perguntou de você e o motivo de ignorá-lo, e também não é só ele que mora ao lado, tem mais dois, Fredo e o outro não sei o nome, porque não fiz questão de perguntar. Parece que ele gostou de você.

Ela ri batendo em minha coxa.

— Se gostasse não teria dado em cima de você. — balbuciou, mordendo o lábio. — Mas, como não temos nada sério, acho que irei continuar com ele. — dou de ombros pela sua decisão.

— Como vocês se conheceram? Até porque mal chegamos e vocês já estavam se pegando. — a olhei.

— Ele esbarrou em mim, discutimos e depois começamos a conversar e, por fim, ficamos. — suspirou. — Ele beija super bem, você não tem noção, Ge. — riu fraco.

— E nem quero saber disso, prefiro minha namorada mesmo. — abro um sorriso de lado. — São que horas?

— Nove e dezoito. Quer fazer ou pedir algo? — pergunta, me olhando de soslaio.

— Não sei, talvez é melhor fazermos, nunca mais fiz nada. — ela concorda, e nos levantamos e fomos direto pra cozinha. Decidimos preparar algo bem simples como pizza, e cada uma iria fazer a que gosta. Começamos a fazer a massa e a deixamos crescer um pouco, fomos para a parte do molho que era fácil também, mas apenas eu sabia fazer então ela ficou na parte de pegar os outros ingredientes. Após terminar de fazer o molho, abrimos a massa, colocamos o molho e o recheio que queríamos. E por fim, deixamos ela no forno.

Encostei-me no balcão, enquanto Beck colocava os pratos e copos no mesmo.

— Não acha estranho sua namorada sair com outra mulher, sem ser você? — olhei estranho para ela, e neguei levemente a cabeça e mordo meu lábio.

— Gosto muito de você, mas não acha que está se metendo muito no meu relacionamento? — disse rude, a fazendo me olhar rápido. Não gosto que falem do meu namoro. Tirei a pizza do forno a colocando em cima do balcão, cortei meu pedaço e sentei-me na cadeira. — Ela sabe o que faz e se ela me trair, vai ser um problema nosso, não seu.

— Georgia! Sei que não gosta que falem disso, mas não precisava ser tão rude, só foi uma pergunta. — fala indignada, sentando-se à frente.

— Se sabe, não fale. Odeio e você sabe disso, droga! — resmunguei, bebendo meu vinho. — Você falando assim me faz pensar que ela está sim me traindo...

— Ela é apaixonada por você, nunca iria fazer uma coisa assim. — peguei a pizza com a mão mesmo e mordi um pedaço grande. — Essa Laila não é tão confiável, correto? — assenti, mordendo mais um pedaço, logo acabando com ele, e cortei mais um pedaço.

— Se possível mandaria Tonwsen se afastar dessa cachorra. — falei, olhando-a.

— Não era ela a ciumenta da relação? — ri, dando de ombros. — Esse Alfredo é gato?

— Ela me deixa louca e você não sabe o quanto. — resmunguei, bebendo mais um pouco. — Sim, bastante. Vocês iriam se gostar.

Ficamos mais um pouco na cozinha comendo e jogando conversa fora, e por fim acabamos com a pizza toda e uma garrafa de vinho. Arrumei tudo na cozinha e Beckett tinha ido dormir há alguns minutos, enquanto eu ainda terminava de apagar todas as luzes. Sai de casa e vou até meu carro e tiro alguns lixos que se encontravam ali; terminando de jogar tudo fora, acionei novamente o alarme. Andei até a porta de casa, parando assim que ouvi a voz de Alfredo gritando por um nome, que eu conhecia muito bem:

— Justin, vamos logo!

**********

  AAAA JUSTIN CHEGOU GALERA!! Espero que realmente estejam gostando da história! Quem não gosta da Laila levanta a mão! ksjfdf

Comentários são sempre bem-vindos! <3 

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top