Adrenalina

Miami Beach, 18h34

Point of View Georgia Banks

— Então, quem vai começar? — olhei em volta esperando.

— Georgia, tentei impedir que eles entrassem sem você aqui... — Beck começou, e encarei o homem ao seu lado, que continha um sorriso nos lábios.

— Tentou tanto que trouxe um homem pra dentro de casa, né? Mesmo sabendo que não gosto de ninguém aqui quando não estou. — balbuciei nervosa, vendo o arrependimento em seus olhos.

— Ge, até que seu amiguinho aqui é bonito... — Darcy olhou para Ryan testudo. De soslaio, vejo Beck fechar as mãos em punho e seu olhar enfurecido.

— Pra você é Georgia. — a cortei, vendo Townsen negar a cabeça me olhando. Dou de ombros, não ligando.

— Darcy, deveria sentir vergonha de dar em cima de alguém tão mais novo que você, querida. Não acha? — dito e feito, Beck fala alto, chamando atenção de todos, e um olhar incrédulo do desconhecido, mas ele dá algumas risadas.

— Não se meta, pivete! — Darcy gritou.

Já começo a prever a grande merda que isso irá dar.

— Cale a boca. Se ponha em seu lugar, mãe. — Townsen tomou frente, parando ao meu lado, tentando pegar em minhas mãos, mas cruzei meus braços.

— O que Ryan testudo e Justin fazem aqui? Já não falei que não os quero dentro da minha casa? Já não bastou discutirmos ontem e ainda querem mais uma discussão? Se querem, vá procurar outro lugar. Eu já estou estressada a ponto de meter a mão na cara de alguém. — explodi, encarando todos.

— Você? Bater em alguém? — Darcy riu, e vi Beck se aproximar dela, não irei me meter. — Georgia, você não teria coragem de bater em mim.

— Ela não tem mas eu tenho, sua sem vergonha!

Em segundos vejo a mão de Beck ir em direção ao rosto de Darcy, que virou com o impacto do tapa. Townsen tentou ir em direção a ela, mas a segurei. Se ela fosse se meter, iria sobrar para ela.

— Chega droga! — gritei. — E o que você faz aqui Ryan testudo?

— Pra que me chamar de testudo sendo que tu pode me chamar de amor... — tentou seduzir, mas levou um tapa de Beck.

Ela tá amando dar tapa na cara hoje.

— Porra, Beck. — resmungou colocando a mão no rosto, agora vermelho. — Vim aqui saber se tu de fato é lésbica. Ainda não consigo entender isso. Logo você, uma gostosona... — parou de falar após levar um tapa e um soco no nariz de Townsen. Selvagem ela. — Porra mano!

Esse gosta de apanhar.

— Não sei porque está querendo saber, até porque quem ficava com você era Beckett. — expliquei.

— Como disse antes: tu é gata. Por que ser lésbica? — sua fala veio com um ar de incredulidade.

Apenas sinto minha nuca ser puxada e os lábios da minha garota em contato com o meu. Ótima maneira de responder o testudo. Seguro em sua cintura a puxando mais, sentindo sua língua pedindo passagem, imediatamente cedi, sorrindo um pouco. Movimentava minha cabeça de acordo com a sua, chupo sua língua dando uma mordida, recebendo um gemido de leve. Voltei a beijá-la, agora com mais precisão, com ela mordendo meu lábio. Parei o beijo dando alguns selinhos em sua boca.

Respiro fundo. Não deveria, mas gostei. Éramos para estar brigando, mas não estamos.

— Isso responde sua pergunta? — Townsen arqueia uma sobrancelha.

— E como... — murmurou, sentando-se no sofá.

— Que cena foi essa? — Darcy puxou Townsen que sorria boba.

— Eu beijando minha namorada? Nada demais, oras. — sorri debochada.

— Não acredito que você é lésbica. — ouço Justin dizer, virei-me para ele fechando a cara.

— Não acredito em você que teve a audácia de entrar na minha casa, onde você não é nada bem vindo por ninguém. Então fora! — disse firme.

— Não vou mesmo. Precisamos conversar direito, droga. — neguei com a cabeça.

— Justin, não quero conversar com você. Aliás, não temos o que conversar. Lembra que foi você que partiu? Então, vá embora. — peço calma.

Mordo meu lábio logo sentindo o gosto metálico do sangue.

— NÃO! Não vou ir embora com você me odiando. Uma hora ou outra irei falar com você. Apenas lembre-se que moro na casa ao lado. — gritou, me fazendo franzir o cenho.

Escutei a porta abrir e bater com violência. Olhei em direção a mesma vendo Alfredo.

— CHEGA! Acabou a discussão, da pra ouvir de longe vocês gritarem. — concordo, sentindo minha cabeça doer.

— Eu quero todos vocês fora da minha casa. — apontei pra porta.

(...)

22h03

Pulo da cama ao escutar algo caindo no chão. Olho em volta tentando entender o que aconteceu, deito minha cabeça no travesseiro e suspiro baixo ao senti-la latejar. Depois da confusão de mais cedo e quando todos foram embora, fui para o quarto e capotei com a merda da dor na cabeça que até agora não passou. Ainda estava morrendo de sono e a dor não me deixava dormir. Meus olhos chegavam a doer com isso.

— Ge, você está bem? — o sussurro perto do meu ouvido me fez murmurar, parecia que ela havia acabado de gritar. — Desculpa, amor.

— O que você quer, Townsen? — usei o mesmo tom que ela, mas é possível que tenha sido mais baixo ainda. Quando fico com dor de cabeça fico lenta e não consigo raciocinar muito bem.

— Vou dormir aqui hoje. — assinto lentamente não ligando. — Já tomou banho? — neguei.

— Só quero dormir... — murmurei.

— Primeiro vamos tomar banho, tá bom?

Depois de muita insistência ela ajudou-me a levantar e a tomar banho. E por fim, joguei-me na cama nua. Estava tão cansada que não estou ligando pra roupa, e ao que parece, nem ela.

— Não quer tomar algum remédio? — nego, virando minha cabeça para o lado. — Por favor, tome pelo menos um.

— 'Tá. — ela sai do quarto, mas logo volta com uma garrafinha de água e uma cartela de remédio. Peguei um e engoli junto à água. — Apague a luz e amanhã não me acorde.

— Eu te amo, amor. — suspirou.

— Eu amo você, babe. — por fim durmo ao seu lado.

(...)

Dia seguinte.

13h09

Remexi-me na cama e me sentei encostando as costas na cabeceira da cama. Respiro aliviada ao perceber que não sentia mais dor. Me levanto da cama, indo para o banheiro, onde fiz minha higiene e vou até o guarda-roupa. Coloquei uma lingerie, uma blusa de mangas pequenas e uma saia, com uma rasteirinha branca.

Saí do quarto, escutando vozes. Suspiro.

— O que é essa barulheira?

— Ainda bem que acordou, dorminhoca. — Townsen andou até mim, selando-me demoradamente. Sorriu. Apesar de tudo estávamos bem.

— Temos algo hoje? — questiono.

— Você irá me ver posando hoje. — abro um sorriso, concordo.

Point of View Justin Bieber

Estávamos havia pouco tempo em Miami e sem fazer nada de adrenalina me deixava um pouco agoniado. Estar aqui nesse lugar com Georgia Banks morando ao lado é difícil, até porque ela foi e continua sendo importante para mim. Queria, sim, contar tudo a ela, mas sei que agora não é momento certo para isso, então terei que adiar esse assunto o máximo possível.

Não quero dar mais desgosto a Geo do que já dei quando sumi por tanto tempo.

E não, não estou bolado ou algo do tipo com esse novo relacionamento dela. Eu acredito que se ela está com essa garota é por amá-la demais e sentir-se confortavelmente bem ao seu lado. Georgia pode parecer durona mas, com o pouco do tempo que passei com ela, sei que se ela é assim é por motivos óbvios. Longe de mim querer seu mal — apesar de ter ido embora —, o seu bem é a minha motivação antes de tudo.

Bufei, lembrando de tudo que comecei a fazer em minha vida, o que não foi pouco.

— Drew, precisamos de adrenalina cara. — tomei um susto ao escutar a voz saindo diretamente do lado da minha orelha. Viado.

— Alfredo se você fizer isso mais uma vez, eu mato você, caro amigo. — o fuzilei.

— Que isso cara, relaxa. — riu, sentando-se ao meu lado e logo os outros se apossaram do sofá.

— Não temos nada para hoje? — perguntou Ryan.

— Irá chegar uma carga valiosa em Miami de um tal Noah Conrad. — Beadles diz, jogando seu notebook.

— Quem coloca Conrad no nome? — ergo uma sobrancelha, ouvindo os garotos rindo. — Ao que parece ele é dono da maior parte de Miami... — abro um sorriso.

— Quer mexer mesmo com ele? — apenas olhei para Alfredo, que levantou os braços em forma de rendição.

— A carga irá chegar hoje a tarde. — Christian pega o notebook, me fazendo concordar. — Dentro do caminhão terá drogas e aparenta ser nova.

— Certo, já conseguimos roubar dois caminhões em um dia, conseguiremos roubar um. Porém, fora da nossa área. — levanto-me cruzando os braços. — Estaremos assinando nossos caixões, nós não conhecemos ele e nem como ele age. Mas hoje precisamos de ação em nossas veias.

— Concordo, Drew. — Ryan se pronuncia.

— Irei preparar as armas com os silenciadores. — afirmo para Alfredo, que sai.

— Verificarei as câmeras de onde a carga vai sair e quais ruas irá passar. — Chris se levanta. — É melhor arranjar outro caminhão para por as drogas... — me olhou.

— Vou providenciar isso. — Butler toma frente e sai.

Dou de ombros. Todos já sabem o que fazer. Assim que Christian saiu, fui até a garagem; preciso deixar os carros do lado de fora já.

(...)

17h37

Precisei convocar alguns de meus melhores seguranças, foi rápida a vinda deles. Os carros se encontravam em ordem, todos pretos por precaução. Os garotos estavam ao meu lado, com Alfredo orando.

— Prontos? — questiono calmo e assustando Ryan.

— A próxima vez que você me assustar assim eu te mato. — Butler fala, soltando um riso fraco.

Já havíamos visto as câmeras e revisto várias vezes. Eu sei que estou mexendo com fogo, mas é com o fogo que eu gosto de brincar.

— Vamos lá, cada um em seus carros. E Chris, nossos pontos já estão nas orelhas. — digo. Chris também iria conosco.

Ambos concordaram e verificaram seus pontos. O lugar onde aconteceria era um lugar distante. Isso não me preocupa, assim poderiam correr como carro. Tinham, no máximo, três carros com seguranças, foi o que pude trazer. O caminhão nos esperava na rota da carga que iríamos roubar.

Em poucos minutos já havíamos chegado na estrada. Um caminhão vinha em nossa direção com mais dois atrás. Espero esse Noah. Estávamos em uma distância longa da cidade, o que era ótimo. Após o caminhão passar por nossos carros, viramos os mesmos atirando nos dois carros a frente, até que ambos homens que dirigiam saíssem do carro e meus seguranças atirassem neles.

— Fila. — balbucio, vendo os carros atrás de mim. — Ryan e Alfredo, já. — logo os dois vão para cada lado do caminhão, eu continuo atrás.

— Chris vai. — Beadles se direciona para frente do caminhão que começa a reduzir a velocidade. Em cada carro tem um segurança no banco do passageiro, caso aconteça algo. O plano é eu sair do carro e abrir a porta do caminhão de trás. Troco de lugar com o segurança e vou para o outro lado. Saindo pela janela, fiquei sentado sob o capô do carro.

— Mais perto. — falo ao segurança, que aos poucos chega perto o bastante, consigo abrir a porta e entrei por trás do caminhão.

Após entrar, escuto um som de tiro, pego minha arma. Droga, o motorista descobriu. Vou pra trás do caminhão e mando o segurança vir mais pra frente para que eu pudesse pular. Quando o carro tinha o espaço adequado para pular, o caminhão acelera, fazendo eu cair pra trás. Levanto-me, chamando-o novamente, agora é a hora. Contando até três, pulei no capô, entrando no carro e logo vou para o banco do motorista.

— Justin. — escuto Chris chamando-me pelo ponto.

— Diga.

— Vou tentar entrar pela frente e fazer com que o motorista pare o caminhão. — disse, escutando-o respirar fundo.

— Certo, mas tome cuidado. — falo, após ver o carro de Ryan ir mais a frente para dar apoio.

— Eu sempre tomo. — percebo que o mesmo coloca o cinto e o cabo para se pendurar no caminhão. Escuto som de tiro e começo a ficar nervoso. Droga Christian. Respiro fundo.

— Chris. Inferno, o que foi isso. — questiono.

— Drew, o filho da puta tem uma espingarda. — resmunga.

— Calma. — outro som de tiro. — Christian?

— Bieber – fala com certa dificuldade.

— Que foi? – Pergunto aflito.

— A desgraça do cabo enroscou no meu braço. — murmura, e dirigi para o lado e vejo ele pendurado pelo braço.

— Ryan vai pelo outro lado e tenta entrar no caminhão pela frente. — ouço seu "ok". — Alfredo fica perto do Chris, para tentar pegar ele.

O motorista jogou o caminhão pro lado de Ryan, fazendo-o frear. Está mais difícil que eu pensei.

— Justin, vem pra frente e pega o Christian. Irei fazer com que o motorista de uma freada e quando ele fizer isso, pega o Beadles.

— Certo. — balbucio, indo para o lado onde Alfredo estava e vejo Chris pendurado, mas com seu braço cheio de sangue. Mando o segurança trocar novamente de lugar, e sentei-me na janela para pegar Jacob.

— Bieber? — escuto Ryan pelo ponto.

— Que? – questiono impaciente.

— Estou atrás do caminhão. Já estou dentro dele, e tem uma janela que vai até o motorista. — explica.

— Não faça nada, Christian ainda está preso. Apenas mande ele diminuir a velocidade. — escuto "ok".

Mando o segurança ir mais para o lado de Chris e consigo segurá-lo, vou desenroscando o cabo preso. Retirei algo para tentar soltar ele, e depois de longos minutos o puxo após desprendê-lo. O coloquei para dentro do carro, deitando-o no banco de trás.

— Alfredo freia o carro e se segura. Ryan atira no motorista quando eu avisar. No três vocês dois fazem tudo ao mesmo tempo. — respiro. — Se não for ao mesmo tempo, não irá sair do jeito certo.

— De acordo. — ambos falam.

— Um... Dois... Três... Já! — mando e foi questão de segundos até o caminhão ser jogado para o lado e o carro de Fredo não capotar. Meu plano deu certo. — Ryan?

— Ótimo. — protesta.

— Todos os seguranças, venham. E tragam o caminhão. — mando pelo ponto, pedindo ao segurança ao meu lado para ir rapidamente para o hospital.

"— A única coisa segura é a insegurança.."

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GOSTARAM? Gente, acho que não teremos mais o pov do jus, por enquanto, mas prometo que irá ter, ok. Justin não explicou porque não era o momento certo, tá. Mas, o que vocês acham que pode ter acontecido esse afastamento? 

Comentário são sempre bem-vindos. 

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