Capitulo 3

SINERGIA 

« eun soora »

Kim Taehyung ele disse, eu sabia! Eu não estava louca, aquele rosto nunca saiu da minha cabeça.

Sempre temi reve-lo, sentia vergonha por ter me entregado tão fácil, ele certamente achou que eu era daquelas de uma noite só e adeus.

Deixei a água cair em meu corpo para relaxar, ao finalizar o banho, vesti meu pijama e me deitei. Procurei por algum canal e a falta de programação boa na TV me deu sono. A desliguei novamente e dormi.

Acordei com o despertador me avisando que estava na hora de levantar para trabalhar. Na tela tinha uma notificação do Hae In oppa.

"Consegui fazer a reserva onde me pediu. De nada ♡"

O respondi educadamente. "Parabéns, não fez mais que sua obrigação. Hahaha."

"Ingrata."

"Você sabe que eu te amo."

Deixei o telemóvel de lado e comecei a me vesti para o trabalho, prendi meu cabelo e fiz uma leve maquiagem.

Na cozinha appa e omma terminavam de preparar o café da manhã.

— Que flores bonitas. — Comentei assim que notei o jarro que não estava ali no dia anterior. — Appa a presentou, foi?

— Não. — Sorriu. — Um cliente nosso nos enviou, pelos cinco anos. — Explicou.

— Que gentil, deveríamos retribuir de alguma forma.

Me sentei e me juntei a eles, comemos enquanto falávamos sobre o restaurante. No fim, eu fiquei com a louça e partimos com o meu carro.

Os funcionários chegaram pouco a pouco, mas como sempre pontuais.

— Hey!!! Não vai me desejar um bom dia? — Puxei Hae In pela camisa, depois dele ter cumprimentado meus pais e passar direto por mim.

— Quando você aprender a dizer "obrigado", eu penso se será possível. — Cruzou os braços.

— Oh, essa briga eu já sei onde vai dar. — Minha mãe disse rindo, enquanto puxava meu pai para a cozinha.

— Em... Obrigada, você é um anjo na minha vida. — Eu disse com uma voz bem fofa, bem irritante e ele me olhou com reprovação.

— Bom trabalho, Soora.

Ele me virou e me empurrou devagar até a escada, eu caminhei rindo.

— Jung Hae In oppa. — O chamei com a mesma voz irritante e ele se virou com uma cara de indignação. Fiz um pequeno coração com os dedos e subi as escadas correndo, antes mesmo dele pensar em me xingar.

Pela manhã, eu entrei em contato com nossos fornecedores para reabastecer o estoque. Troquei e-mails e tirei alguns minutos para organizar a sala, que ainda estava decorada com a comemoração do dia anterior.

Desci morrendo de fome, normalmente Hae In me salva subindo algo para eu comer, mas dessa vez eu preferi descer para comer com os meus pais.

Sentamos em uma mesa, como clientes comuns. A única diferença é que nós mesmo nos servimos. Minha mãe aproveitou a passagem pela cozinha para convidar Hae In para se juntar, meus pais o adoram e sempre o trataram como filho.

Ele agradeceu pela comida e começamos a comer. Resolvi a começar a dizer coisas a respeito da surpresa que eu tinha para eles.

— Omma, appa! Nós temos um jantar importante amanhã a noite. Vocês precisam ir.

— Um jantar importante? Do que se trata? Você finalmente vai pedir a nossa filha em casamento? — Direcionou a ultima pergunta para Hae In. Achamos engraçado.

Mas antes mesmo de começarmos a ri, ouvimos uma tosse de engasgo muito próxima. Olhamos rápido para onde vinha e meu coração parou por um instante.

— Taehyung-ssi? — Me levantei rápido demais e arregalei meus olhos quando ele se engasgou novamente. O chamei da mesma forma que a primeira vez, lá no hotel, e me senti envergonhada por isso.

Hae In se aproximou com um copo de agua e o ofereceu.

— Esse aqui é o amigo do Hae In, Kim Taehyung.

Ele se curvou para cumprimenta-los. No entanto, minha mãe disse que já o conheciam.

— Já??? — Perguntei assustada.

— Muitos amigos do nosso Hae In almoçam aqui, minha filha.

Até aí eu sei, mas que Kim Taehyung, o carinha que eu transei sem conhecer, almoça no restaurante dos meus pais e eu nunca soube disso? E pior, eles já se conheciam? Era muita informação para mim.

— Junte-se a nós, hoje por
nossa conta. — Meu pai o convidou puxando uma cadeira de outra mesa, ele agradeceu e se sentou.

 "Obrigado." Ele respondeu, pediu o que chamou de "o de sempre" e a garçonete sorridente trouxe. Achei um absurdo todos o conhecerem a tanto tempo e eu nunca ter o visto por aqui.

 O silencio se instalou na mesa, não tínhamos um assunto em comum. Trocávamos olhares, eu tentava disfarçar e sentia que ele fazia o mesmo.

— Volto a jogar depois de amanhã. — Hae In comentou ao terminar de mastigar.

— Tem certeza? — Perguntei preocupada. Ele assentiu convicto.

 Jung Hae In sofreu um acidente meses atrás, o que fez ele ficar afastado do time por um tempo por recomendação médica.

— Faz bem meu filho, mas tome cuidado. — Minha mãe o encorajou, pousando mãe em cima da dele dando leves tapinhas. 

— Também joga depois amanhã, Taehyung? — Perguntei, tentado introduzi-lo na conversa.

 Ele estava com a boca cheia, com a mão na frente dela, engoliu rápido para responder. — Hm, sim... Jogarei.

— Certo, então a gente vai se ver lá. — Eu disse sorrindo. 

 No dia seguinte, depois de fecharmos o restaurante, parti para a casa com meus pais. Nossas roupas estavam em cabides devidamente passadas. Vesti uma camisa branca de botões, saia e blazer xadrez na mesma estampa. Meu cabelo prendi um rabo de cavalo no alto. Na maquiagem decidi ousar com um batom vermelho.

 A buzina no lado de fora anunciava a chegada de Hae In, saímos os três pra nos encontrar com ele. Meu pai o acompanhou no banco dianteiro, eu e minha mãe no de trás. Eles estavam tão curiosos para saber a importância do jantar, já eu ansiosa pra eles saberem no que tanto trabalhei no ultimo mês.  

 Chegamos na frente do hotel Sun Plaza e logo omma tratou de perguntar se o jantar seria ali, apenas afirmei animada. O manobrista veio cumprimentar o motorista cordialmente, Hae In, eu preciso ressaltar o quão elegante estava, entregou as chaves a ele.

 Respirei fundo ao olhar para a entrada do hotel, me lembro da ultima e unica vez que estive ali. Uma festa incrível que acabou de forma inesperada. Meu amigo falou sobre a reserva e um dos funcionários nos direcionaram até o restaurante, que ficava no mesmo piso da recepção.

 Meus pais ficavam a todo tempo tentando arrancar da gente alguma coisa, só sabíamos rir do nervosismo deles.

 Um casal se aproximou da mesa e o rapaz disse: — Espero que não tenham nos esperado tanto.

— Taehyung? — Perguntei confusa.

 Por que ele resolveu aparecer em todos os lugares que estou de repente?

 Por questões de educação, nos levantamos para cumprimentá-los.

— Eun Soora? — Perguntou irônico. — Bom, essa aqui é a Secretária Lee. Acredito que vocês tenham se falado muito nos últimos dias. 

 Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Apesar da surpresa, sorri para a moça. Nos sentamos e Taehyung solicitou o menu. Ouvi o garçom o chamar de "Diretor Kim" e um monte de perguntas surgiram em minha cabeça. Depois de começarmos a comer, inciamos o assunto de negócio.

— Sabem. Eu fiquei feliz quando a Secretária Lee me comunicou o interesse de vocês em abrir um novo restaurante aqui. JalMeogda se tornou meu restaurante favorito e claro que no meio de tantas propostas que recebemos, a de vocês mais me animou.

— Espera. Filha, essa era a surpresa? — Minha mãe perguntou sem acreditar. Meu pai sorria, ouvindo atentamente.

— Sim. — Também sorri.

 Abrir novas unidades era o próximo passo almejado por eles, quando li um artigo no qual o tal Diretor Kim anunciava que buscava um restaurante de comida típica coreana para fazer parte do time de restaurantes do Sun Plaza Seoul, candidatei o nosso JalMeogda. A principio eu não tinha esperança, mas a cada troca de emails com a Secretária Lee, eu estava mais perto de realizar o sonho dos meus pais.

 Ouvimos a proposta de Kim Taehyung, e era inacreditável. Não precisaríamos entrar com nenhum valor, ele arcaria com tudo. Da nossa parte ele só pediu, além do nome, o padrão de atendimento e qualidade. E quanto aos lucros, meio a meio.

 Eu me senti receosa e preocupada com a verdadeira intenção dele. Ninguém dar coisas fácil assim. O que ele iria querer em troca?

 Meus pais ficaram tão felizes, que eu não pude rejeitar a proposta dele, até porque não sou proprietária, portanto a decisão final não é minha.

 Nós iriamos permanecer na sede, mas visitaríamos a nova unidade frequentemente para manter tudo em ordem. Além disso, Hae In e meu pai passariam o primeiro mês por lá para ensinar todas as receitas e empratamento, minha mãe assumiria o controle nesse período.

 Depois de tudo acordado, finalmente Taehyung e meu pai assinaram o contrato. Sorri em ver os olhos do appa brilhar.

 Para comemorar, o Diretor pediu uma garrafa de espumante e todos nós brindamos, após isso a conversa era descontraída e já não envolvia mais o restaurante. Pedi licença para ir ao toalete, lá passei um tempo me olhando no espelho, pensando na felicidade dos meus pais, eu sorria sozinha.

 Saí após retocar o batom, ao passar pela porta, meu corpo foi puxado pelo braço, fazendo meu corpo colar em quem me puxou. Meu coração batia acelerado, não só pelo susto, mas também por estar tão perto dele. Eu conseguia sentir sua respiração.

— Eun Soora... — Pude sentir o halito, de tão perto que estava.

— Sim... — Eu não sabia o que dizer.

— Estar nesse prédio com você me faz lembrar de algumas coisas. — Ele disse.

— E-eu não sei do que está falando. Le-lembra que coisas? — Eu estava nervosa, sempre menti muito mal.

 Ele riu dando passos para trás, coçando a cabeça ele respondeu: — Não acredito em você.

— Sinto muito por isso, talvez esteja me confundido.

 Taehyung voltou a se aproximar, eu dava passos para trás enquanto virar a cabeça pra ver se alguém nos via.

— Claro, seu namorado, por um momento me esqueci dele... — Espera, ele disse namorado? — Bom, senhorita Eun Soora, vai ser um enorme prazer trabalhar com você. — Estendeu a mão para mim, receosa eu a apertei e ele sorriu quadrado.

 Saí de pressa dali, me sentei ao lado de Hae In e entrei no assunto deles, como se nada tivesse acontecido, minutos depois Taehyung se sentou a lado de sua secretária e me encarou em alguns momentos. Na tentativa de faze-lo parar de olhar, me aproximei de Hae In, aproveitei do fato dele achar que somos namorados.

 O jantar não durou muito depois disso, nos despedimos dos dois e a volta para casa meus pais não se cansavam de me agradecer pela surpresa. Apesar de tudo, eu estava muito feliz. 

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top