VLive, Hongjoong e nós dois
Um soluço.
Choi San continuava chorando encolhido na cama, embora os braços fossem firmes ao redor da sua cintura. Wooyoung não precisava perguntar o motivo do choro; era o mesmo das outras vezes, ele sabia. O Jung encostou a testa na nuca do companheiro, os olhos se fechando e um suspiro cansado escapando dos lábios bonitos. Ele se lembrou das Atinys, suas fãs, e da expressão de felicidade de cada uma delas quando conseguia um contato mais próximo através de fanmeetings e hi-touchs. Pensou também nos seus colegas de grupo e no quanto era injusto que acabasse com o sonho de todos eles. Pensou em seus pais e no quanto temia que eles ficassem decepcionados.
Wooyoung apertou mais o corpo de San contra o seu.
— Eu sinto muito. – Sussurrou, embora ambos soubessem que a culpa não era de nenhum deles.
— Estou cansado de esconder tudo isso. Eu já nem consigo disfarçar tão bem há algum tempo. – Respondeu o moreno no mesmo tom, a voz trêmula e rouca, seguida de breves soluços que se acalmaram depois.
— Olha pra mim, San. – Pediu Wooyoung, a voz cuidadosa e suave, afrouxando o abraço minimamente para que o Choi pudesse se virar.
Com calma, o loiro enxugou o rosto molhado de San com um dos polegares e a manga do moletom, deixando-o um sorriso gentil que fez com que o moreno se apertasse contra o seu corpo.
— Na hora certa. Faremos isso na hora certa. Não é justo com os outros.
San fez que sim com a cabeça lentamente; ele sabia disso. Havia passado dias a fio pensando sobre como resolver esse problema sem prejudicar seus amigos do Ateez sem encontrar nenhuma solução a não ser esperar. Não significava que doía menos.
— Você acha que as Atinys iriam nos odiar? – A voz fraca e incerta de San surgiu após alguns segundos de silêncio. Wooyoung riu soprado.
— Está brincando, Sannie? As Atinys estão esperando por isso desde o debut. – Murmurou, esticando os dedos para acariciar os fios bagunçados de San.
Ele era sempre tão cuidadoso com o Choi que se perguntava zilhões de vezes diárias por que exatamente aquilo era tão errado. Wooyoung observou o rosto do companheiro sem pressa, sua pele quase brilhando devido à luz da lua lá fora que entrava pela janela parcialmente aberta.
Choi San era como uma obra de arte para Jung Wooyoung. Seus fios macios que caiam por sobre os olhos às vezes, tão pequenos, mas tão bem-desenhados, a pele branca como porcelana, mas o toque tão macio quanto algodão, e ele se viu perdido mais uma vez na imensidão de San e todos os seus sentimentos mais profundos, como se fosse um mar que ele não fazia questão de sair, embora não soubesse nadar.
— Por Deus, você é o homem mais lindo que já existiu. – San sorriu. Ele achava que aquelas pequenas coisas é que faziam Wooyoung tão especial. Porque ele fazia com que San se sentisse o único no planeta, e aquele jeito que o loiro o olhava... O moreno suspirou baixinho.
Suas mãos timidamente correram pelas costas do companheiro, o abraçando contra si enquanto o toque em seus cabelos descia, o polegar acariciando suavemente sua bochecha. Wooyoung se recusou a desviar o olhar de San por um longo tempo.
— Por favor, não chore mais. Eu sinto como se tudo dentro de mim se quebrasse quando você chora. – Pediu calmamente, recebendo um aceno do Choi antes que este finalmente desviasse os olhos; mas só porque os fechou. Wooyoung estava perto demais.
Seus lábios se tocaram e foi como uma explosão dentro de cada um, mesmo que fizessem isso o tempo todo longe das câmeras. Longe dos superiores da empresa. Longe dos fãs. Longe de todo mundo que não fossem os outros membros do Ateez, porque era impossível esconder algo deles. E a boca de San era suave na dele, o gosto salgado das lágrimas que Wooyoung mesmo fez com que parassem de cair. Ele era sempre tão.. Atencioso. Se apertaram um no outro, e a certeza de que, por tudo que fosse mais sagrado no mundo, o que importava é que eles se amavam e aquilo bastava. Tinha que bastar. Tinha que ser o suficiente para que aguentassem guardar aquele segredo do mundo.
San apertou os olhos fechados quando os lábios de Wooyoung deslizaram até o seu pomo de Adão.
— Temos uma gravação mais tarde.
— Apenas esqueça disso agora, Sannie. Eu e você estamos aqui; isso é tudo o que importa pra mim.
O moreno não teve como responder, porque seus lábios foram cobertos mais uma vez, dessa vez num beijo carinhosamente molhado, os dedos trilhando uma linha de fogo por onde tocassem, como o verão guiado através da neve. Choi San esqueceu. Esqueceu porque era tudo que ele tinha a fazer. Wooyoung o apertava e era sólido. E as coisas que ele dizia em seu ouvido eram reais, reais demais, embora se perdessem na madrugada afora, porque eles eram reais. Ele tinha que se lembrar. Ele tinha que se lembrar de que fazia isso porque o amor era verdadeiro, o amor existia e se chamava Jung Wooyoung.
Cerca de duas horas depois, Wooyoung fitava o teto em silêncio, os fios loiros espalhados pelo travesseiro, a respiração calma de San em seu pescoço, seus corpos nus se tocando e as pernas mais entrelaçadas que videiras. O moreno em seus braços ainda não estava dormindo, mas igualmente perdido em pensamentos, os dedos rodopiando carinhosamente pelo peito do amante formando desenhos invisíveis. Eles foram cuidadosos dessa vez. Nenhuma marca suspeita. Isso era incrivelmente triste, Wooyoung achava. San pertencia a ele, no fundo; ele queria que as pessoas pudessem ficar felizes por ele também. Ele se sentia feliz. Injusto.
— Woo..?
Wooyoung desviou os olhos para baixo, onde San o encarava, seus próprios um pouco sonolentos. Apesar disso, ele mostrou um sorriso.
— Você pode ficar aqui até a hora de nos levantarmos dessa vez?
O loiro ergueu o pulso para olhar pelo relógio. Ainda tinham algumas horas, sim. Talvez se a staff não viesse acordar o Ateez, então ele poderia.. Ela tinha deixado de vir há alguns dias por estar bastante atarefada - eram muitos programas, a agenda estava cheia devido às promoções do comeback recente.
— Sim, Sannie. Eu fico com você a noite inteira. Agora vá descansar um pouco, sim? Você precisa ter energia para demonstrar a nossa dança no programa de hoje. – Disse suavemente, recebendo um aceno em concordância e um Choi San aconchegado novamente com o rosto na curva do seu pescoço, a respiração calma contra a sua pele.
Cerca de dez minutos se passaram em silêncio total.
— Woo..?
Wooyoung repetiu o que tinha feito antes. San abriu os olhos com dificuldade; a presença do Jung o deixava tão calmo que nesse exato momento estava sendo realmente complicado permanecer acordado.
— Eu amo você, certo?
— Certo, Sannie. Eu também amo você. – Respondeu baixinho, afundando a mão delicadamente nos fios castanho-escuros um pouco longos demais para os acariciar devagar.
Choi San realmente dormiu dessa vez. Wooyoung suspirou, sabendo que seria uma daquelas noites intermináveis em que via o sol raiar.
Eles trocaram um único olhar cúmplice durante o programa mais tarde. Um único olhar que entregaria tudo. Se sentaram lado a lado e, sabendo que as demonstrações afetuosas entre "WooSan" - como eram chamados - se mostravam comuns, San deslizou a mão cuidadosamente pelo pulso de Wooyoung, que riu com o ato que fez cócegas, mas não demonstrou objeção nenhuma quando os dedos se entrelaçaram juntos. Wooyoung apertou a mão de San, e eles respiraram aliviados silenciosamente enquanto respondiam a pergunta feita. Algo sobre os hábitos estranhos de outro integrante. Choi San não poderia saber. Estava com o olhar perdido na figura de Wooyoung enquanto o loiro estava distraído; provavelmente rindo de Yunho ou alguma coisa assim, sem afrouxar as mãos um segundo sequer.
Mais tarde naquele mesmo dia, o CEO os encarava furioso atrás da mesa. Wooyoung suspirou, evitando olhar para a tela do computador virada na direção dos dois, mas San estava chocado demais para simplesmente olhar para outro lugar.
No vídeo mostrado, eram eles. Eles, Choi San e Jung Wooyoung. Se beijando apaixonadamente, como costumava ser sempre, e não teria nada de diferente nisso, exceto pelo fato de que não deveria ter um vídeo. É claro, não dava pra ver os seus rostos completamente. A imagem era amadora e mostrava apenas suas bocas, mas o formato do rosto, suas roupas, até as vozes que sussurravam no vídeo, eram definitivamente deles. San não tinha nada a dizer.
— Não existem provas de que somos nós. – O loiro se recostou na cadeira e cruzou os braços na frente do peito. Sua postura estava relaxada, os olhos entediados, mas o coração batia com força contra as costelas, como se fosse explodir a qualquer momento.
"Nós não deveríamos estar fazendo isso aqui."
— Está me dizendo que não são vocês aqui, Jung Wooyoung? – A voz raivosa do CEO o teria feito desistir na hora da sua atuação. San engoliu em seco.
"Shh, Sannie. Não deveríamos estar fazendo isso em lugar nenhum, lembra?"
— Pessoas fazem isso o tempo todo. Cosplayers. Look-a-likes. Quem sabe? – Wooyoung deu de ombros. Aquele era um jogo perigoso. Mas todas as cartas estavam na mesa; ele não podia perder. Não queria ver o moreno chorando mais uma vez. As fãs estavam enlouquecidas e o moreno respirou fundo e balançou a cabeça, se recostando também.
Silêncio na sala.
Nesse momento, Wooyoung só podia agradecer a qualquer divindade existente que San não parecia nem um pouco culpado. O CEO bufou, os dispensando com um aceno desgostoso, e ambos resolveram deixar a sala antes que ele falasse mais alguma coisa.
— As Atinys realmente aceitaram bem WooSan. Mesmo que agora vá ser um casal de "cosplayers". – Murmurou San, no corredor, alguns minutos de silêncio depois. Wooyoung riu baixinho.
— A resposta dos netizens.. Você sabe que vão haver muitos comentários negativos sobre isso, não sabe? – San fez que sim lentamente. O Jung enfiou as mãos no bolso do casaco. – Mas também vão haver comentários positivos. Tente absorvê-los mais do que as coisas ruins, certo?
— Estou preocupado com a imagem do Ateez, para ser sincero.
Wooyoung demorou a responder.
— Eu também.
Foram bombardeados de perguntas assim que abriram a porta do dormitório. As mais frequentes e compreensíveis soando como "vocês são loucos?" e "como isso aconteceu?", mas Seonghwa parecia sentir alguma pena. Conteve os outros e deixou que Hongjoong fosse o único a se aproximar realmente. E ele puxou o casal para um dos quartos.
— Eu não vou perguntar nada. – Disse o líder, o tom ameno, sorrindo de canto com as interrogações que vieram silenciosas. – Eu vou dizer que não há problema algum por nós como Ateez se vocês não quiserem mais esconder.
Wooyoung pareceu chocado.
— Mas a imagem do grupo.. Eu não quero um disband. Nós não queremos. O período de trainee até aqui foi muito difícil pra estragarmos tudo dessa forma. – Murmurou San, uma vez que o loiro parecia momentaneamente incapaz de dizer alguma coisa.
— Nós daremos um jeito. Se houver um disband, nos juntaremos em outra empresa e então vamos recomeçar. E se houverem comentários negativos demais, apenas permaneceremos aqui, unidos. Sempre estivemos aqui por vocês, Sannie.
— Mas.. Por que? Por que você está disposto a se arriscar assim? – Balbuciou o Jung, ainda confuso. Hongjoong deu de ombros.
— É só que.. Eu acho que todos nós estamos cansados de ver vocês dois infelizes da porta pra fora. – Ele fez um gesto com a mão um tanto vago, suspirando pesado. – Tivemos essa conversa durante a reunião com o CEO. Eu perguntei se alguém se opunha a minha ideia. Ninguém disse nada. Aliás. Yunho disse que estava esperando que alguém finalmente sugerisse isso.
San e Wooyoung trocaram um sorriso. Entretanto, não demorou a murchar.
— O CEO vai ficar com muita raiva se formos dizer isso a ele agora.
Hongjoong soltou uma risada.
— Vocês não vão dizer isso a ele.
Assim, Jongho posicionou o celular no suporte de maneira que todos os oito coubessem na telinha de um jeito ou de outro, pressionando o botão para iniciar uma live no aplicativo do VLive.
Foi divertido. Eles tentaram aliviar todo o peso da polêmica falando sobre assuntos engraçados ou brincando uns com os outros; mas pouco a pouco, membro por membro, reduziam o Ateez na live até restar Wooyoung e San, sentados na beira da cama e ansiosos com o celular à frente.
— As nossas Atinys estão perguntando sobre o vídeo. Muitos comentários, realmente muitos comentários. – Comentou San, em certo ponto, as bochechas adquirindo um tom suave de rosa, e Wooyoung não conseguiu evitar uma gargalhada pela falta de jeito do outro.
— Bom. A empresa soltou uma nota agora há pouco, não foi? O que as Atinys estão dizendo sobre isso?
San esperou alguns segundos para os comentários aparecerem e se esforçou para ler antes que eles sumissem de volta na tela devido à rapidez com que apareciam e substituíam os antigos.
— Estão dizendo que WooSan é real. Olha só, esse usuário aqui diz que não acredita na nota.
Wooyoung pigarreou disfarçadamente.
— Nossos fãs.. Vocês realmente apoiam WooSan? Vocês realmente veem Sannie e eu como um casal? – Ele passou os dedos nos fios para arrumá-los para trás e envolveu os ombros de San com o braço. O chat ficou uma loucura depois disso. Wooyoung se aproximou, usando a mão livre para impedir que seus lábios fossem vistos pela câmera quando foi sussurrar no ouvido de San. – Você tem certeza?
Se afastou para receber a resposta. Um aceno tímido em concordância, mas um sorriso grandioso. Wooyoung sorriu de volta. Ele achava que aquele sorriso era capaz de iluminar até os cantos mais sombrios do seu coração. Então, desde que San estivesse ao seu lado, estava tudo bem.
— Mingi e Yeosang estavam tão nervosos quanto eu há alguns minutos. – Comentou San, distraidamente.
Silêncio.
O chat da live continuava sem parar durante um segundo sequer, quase tão barulhento quanto os corações da dupla.
Wooyoung estalou a língua no céu da boca.
— Bem, existe algo que era como um segredo entre os membros do Ateez.. Acontece que nós somos realmente ruins em guardar segredo durante muito tempo, então foi uma surpresa que não fomos descobertos logo no debut ou algo assim. – San foi quem tomou a iniciativa dessa vez, o tom rosado das suas bochechas ficando gradativamente mais forte até que ele soltasse uma risada sem graça e escondesse o rosto atrás de uma das mãos.
Wooyoung o fitou carinhosamente.
— Eu não gostaria que isso fosse um segredo. Na verdade, eu quis desde o começo que todo mundo soubesse. – Disse o Jung firmemente, não para a câmera, mas para San ao seu lado, que, envergonhado, alternava o olhar entre Wooyoung e a tela do celular de Jongho. As mensagens subiam tão rápido que era impossível até tentar ler alguma.
— Tinha muita coisa em jogo.. – Tentou. Wooyoung sorriu.
— E continua tendo. Mas eu só.. Nenhum de nós aguenta mais.
Seus dedos subiram até os fios castanhos de San e o acariciaram brevemente, o moreno fechando os olhos e umedecendo os lábios após respirar fundo e concordar devagar com a cabeça. E Wooyoung se aproximou.
Se aproximou até encostar a testa na de San, que abriu os olhos por um instante apenas para que pudessem trocar um olhar intenso antes que os fechasse de volta e Wooyoung fizesse o mesmo, logo juntando suas bocas num selar casto, que mesmo assim não demorou a evoluir para um beijo longo, as línguas se entrelaçando e se acariciando, as mãos correndo e contornando os corpos do outro até terminarem pouco ofegantes e nervosos, a centímetros um do outro, com medo demais para olhar para a tela, mesmo que o restante do Ateez comemorasse na sala ao lado com bastante barulho. Wooyoung percebeu com um pequeno susto que a barulheira havia começado logo que juntou seus lábios nos de San.
Eles se afastaram um pouco mais, meio sem jeito, e o moreno se aproximou do celular.
— Bem.. Os espectadores da live estão aumentando assustadoramente rápido. – Riu.
— Acho que isso é uma resposta positiva, então. – Respondeu Wooyoung com um sorriso, puxando San pela barra da camisa para trás e voltando a beijá-lo, abraçando sua cintura. E o Choi resolveu se entregar, porque não tinha mais nada a perder. Porque o resto do Ateez e suas Atinys o apoiavam e isso era tudo; tudo que importava, ao menos.
Wooyoung empurrou San para que se deitassem, então, os corpos fora do alcance da câmera a exceção de uma movimentação ou outra, risadinhas e outros ruídos sendo abafados, porque eles não deveriam estar fazendo aquilo ao vivo, mas estavam tão felizes que não podiam conter.
Yunho entrou no quarto minutos depois, pegando o celular às pressas e virando o foco para o próprio rosto, que sustentava uma expressão brincalhona.
— Vocês são tão pervertidos- Isso não é muito inapropriado para se fazer ao vivo? – Indignou-se, rindo com a confusão que o chat estava agora, e gargalhando ainda mais alto quando teve que desviar de um travesseiro errante.
— Ei. Espera!
Wooyoung se levantou às pressas, rindo divertido ao pegar o celular. Quase pôde ouvir os gritos das internautas quando sua clavícula apareceu na tela, deixando silenciosamente explícito que não estava usando a camisa.
— Atinys. Nós amamos vocês. Do fundo do coração e com todo o nosso ser. Obrigado por serem esse fandom incrível.
Yunho tomou o celular de volta com um revirar de olhos, e empurrou Wooyoung de volta para a cama.
— Oh, eu estou saindo desse quarto da perversão agora mesmo. – Zombou.
A última coisa que as Atinys viram na live porém, depois de ouvirem a bagunça dos outros membros e as risadas de Yunho, foi um borrão de Jung Wooyoung sem camisa se inclinando para voltar a beijar um Choi San, também sem camisa, voltando a se deitar, abraçados com força um com o outro como se tudo fosse um sonho e eles fossem acordar. Mas não era. E eles lidariam com as consequências depois, com o CEO e a empresa. O Ateez inteiro se dispôs a lidar. Lidariam com a situação todos juntos, mas depois, agora não.
Agora Jung Wooyoung e Choi San estavam apenas verdadeiramente felizes para pensar em qualquer outra coisa.
E tudo bem.
Choi San nunca mais voltaria a chorar por isso.
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