patronos e lembranças

#2 | fluffy | magic universe |
484 palavras
• em que Sirius tem uma surpresa ao tentar conjurar seu patrono.

Sirius tentou se concentrar, sentindo a varinha pesar em sua mão e o suor escorrer por suas costas. Ele esteve tentando pelo que pareceram horas, mas fazer um patrono não era exatamente uma tarefa fácil.

O problema de Sirius — pelo menos o maior deles — era a dificuldade de escolher uma memória feliz. Ele sabia que alguns dos amigos estavam usando memórias da infância, momentos com suas famílias. James conseguira um patrono na semana passada, lembrando-se de quando foi comprar seu material escolar no Beco Diagonal com os pais, da sua empolgação para ir à Hogwarts e do orgulho de sua mãe. Pandora também conseguiu, usando uma memória da viagem que fez com a família nas férias.

Mas Sirius nunca conseguiria. Ele bem que tentou usar uma lembrança dele com Regulus, os dois correndo pelo jardim da mansão dos Black como se nada mais importasse. Sangue. Descendência. Origem. Todas aquelas bobagens. Mas enquanto eles corriam em círculo em torno da mansão, Sirius pensava que gostaria de correr para longe. Que gostaria de fugir de sua família e levar apenas o irmão consigo. Por isso essa memória não servia.

Então ele precisaria usar uma memória em Hogwarts. Sirius pensou, procurando um momento que se destacasse entre os muitos dias de alegria que tivera com os amigos. Imaginou que o ideal seria um instante daquela alegria eufórica, que comumente aparecia durante uma festa ou após uma vitória no quadribol. Talvez a lembrança de alguma pegadinha que tivessem planejado juntos, ou do instante em que o Mapa do Maroto finalmente tinha ficado pronto.

No entanto, o que lhe veio em mente foi um momento muito diferente: Uma tarde que passou com Remus, caminhando pelos jardins da escola, se perdendo no olhar do agora namorado. Passando os dedos por seu cabelo macio, beijando seus lábios preguiçosamente. Sirius levou chocolates da Dedos de Mel e firewhisky, e eles comeram juntos enquanto sorriam um para o outro.

Ficaram assim, juntos e trocando carinhos, até que a lua caiu e eles retornaram para o dormitório, onde dormiram juntos e abraçados na cama de Remus. Sirius se lembrava daquela noite, das pernas de Moony se enroscando nas suas, da textura da pele macia de Remus em seus lábios quando ele deixou beijinhos por todo seu rosto. Ele se lembrava — suspeitava que nunca esqueceria — de ouvir a respiração do namorado-ainda-não-oficial suavizar ao seu lado quando ele finalmente pegava no sono, deixando de pensar em tudo que o incomodava durante o dia. Porque eles estavam ao lado um do outro, e isso era suficiente para esquecerem de todos os problemas.

Sirius abriu os olhos, que acabou por fechar enquanto se concentrava em sua lembrança, e encarou seu patrono. Imaginou que seria um cachorro, como sua forma animaga, mas estava redondamente errado.

Porque entre os fios de cabelo que caíam sobre seu rosto, Sirius Black enxergou claramente um enorme e lindo lobo.

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