Capítulo Três
Já passava das 15:00 quando eles voltaram para o Hotel. Jenny não tinha sido capaz de dizer muito mais sobre o caso do que eles já sabiam exceto que a caixa misteriosa havia chegado pelo correio um dia antes. Ela nunca soube o que havia dentro dela. Ela disse também que havia continuado a trabalhar na casa para a família Athan e que o garoto pouco antes de morrer disse ter falado com uma menina. Ela não havia visto ninguém e assumiu que era uma amiga imaginária.
-Então temos um espírito de uma garota que não é humana nem animal que foi dada a Anthony em uma caixa e que mata quem toca nos restos dela.- disse Dean
-Sim- disse Sam - isso resume bem as coisas.
-Nunca ouvi falar de nada assim antes.
-Nem eu.
Eles passaram o resto do dia pesquisando mas não conseguiram nada até que quando já eram quase meia noite Sam exclamou:
-Achei
Dean que estava quase adormecendo sobre os livros em que estava lendo, se assustou com a voz do irmão e sentou-se ereto.
-Achou?- disse ele disfarçando um bocejo -O que é ?
-Um diabrete
-Diabete sufoca as pessoas?
-Não diabete, Diabrete. É um tipo de monstro. Esse é o espírito de um diabrete.
-E isso significa...?
-Diabretes são monstros que habitam especialmente florestas, são os principais causadores de alguns tipos de acidentes que ocorrem em acampamentos e também desaparecimentos. Eles normalmente estrangulam suas vítimas e levam seus corpos para sua casa no fundo dos rios onde nunca são encontrados.
- Se eles vivem no rio porque esse estava em uma caixa?
-Segundo a lenda não é possível matar totalmente um diabrete. Se você destrói seu corpo sua alma permanece intacta. Mas ele estará vinculado a seus restos mortais.
-Então é só queimar como sempre- disse Dean.
-Não é tão simples.
-Claro que não, nunca é- resmungou Dean.
-Se o corpo de um diabrete for queimado ele não estará mais preso a nada e estará livre para ir para onde quiser. Poderia matar quem quisesse.
-Deixe-me adivinhar- disse Dean - O único jeito de se livrar dele verdadeiramente é prende-lo em uma caixa como a que está no sotão da casa de Snape.
-Sim confirmou Sam. Uma caixa talhada com a imagem dos sete guardiões das almas segundo a cultura do povo Vashety. Popularmente conhecida como Caixa de Pandora.
-Então tudo o que temos que fazer é colocar o cabelo e a unha de volta na caixa?
-Não é assim tão simples.
-Odeio quando você fala isso. Então o que temos que fazer? Dar as mãos e cantar Cumbaiá?
-São dois feitiços na verdade. Quando se mata um diabrete é preciso colocar na caixa um pedaço de seu cabelo, uma unha e um dente e lançar sobre eles um feitiço de unificação, para reforçar o laço entre o espírito e o corpo e um de purificação para que sua alma esteja em paz. O feitiço de purificação é o motivo pelo qual ele só mata as pessoas que tocam em seus restos. Porque essas pessoas tiram a paz do espírito.
-Então se eu teoricamente tivesse tocado nas provas na delegacia, o diabrete viria atrás de mim?
-É ele...- Sam parou no meio da frase - Dean?
-Sim?- respondeu ele apesar de já saber o que viria a seguir.
-Você fez isso não é? Tocou nas provas.
-Bem, eu posso ter tirado do saco e colocado em meu bolso. Achei que era só um espírito, que poderíamos terminar isso logo e sair dessa maldita cidade.
-Ok- disse Sam com um suspiro de resignação. No final das contas não era culpa de Dean - Nós só temos que refazer o feitiço antes que o diabrete pegue você.
-De que precisamos?
-Sal, ervas, velas e um pouco do seu sangue.
-Meu sangue?
-Sim, o sangue da última pessoa que tocou no corpo dele.
-Isso é realmente ótimo. E ainda temos que pegar a caixa e encontrar o maldito dente.
-É, a diversão nunca acaba.- concordou Sam -Vamos.
-Vamos para onde?
-Procurar os ingredientes, claro. Temos o sal e algumas ervas mas precisamos de alecrim e sálvia e de velas.
-Sam já passou da meia noite.- disse Dean - onde acha que vai conseguir essas coisas uma hora dessas?
-A gente acha. Temos que ser rápidos.
-Sammy, se acalma. Eu vou ficar bem até amanhã.
-Como você pode saber?
-Com toda essa sua leitura você apenas não reparou no óbvio.
-E o que seria?
-Essa criatura só ataca quando as vítimas estão sozinhas. O tempo entre o momento em que tocaram nos restos mortais e a hora em que morreram varia.
Sam percebeu que seu irmão estava certo. Anthony Snape morrera um dia após receber a caixa. O policial morrera dois dias depois de recolher a evidências. Ele não sabia quanto ao garoto mas devia haver uma variação também.
-Tudo bem- disse por fim o Winchester mais novo. -Mas assim que amanhecer vamos atrás dos ingredientes.
-Como quiser maninho- disse Dean - agora que tal dormirmos um pouco?
-Pode dormir.- disse Sam- eu estou sem sono.
-Você não vai fazer isso Sammy.
-Fazer o que?
-Ficar acordado para me vigiar. Essa coisa não vai me pegar no quarto Sam.
-Eu sei Dean. Não tem a ver com você. Eu só quero pesquisar um pouco mais sobre o diabrete.
-Nerd- disse Dean se jogando na cama -não vá se divertir demais.
-Ei, alguém nessa família tem que pensar e sem ofensas mas esse não é você.
Ele esperou o irmão retrucar mas quando olhou para ele viu que já havia adormecido.
Espero realmente que estejam gostando. Comentários são bem vindos.
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