Capítulo Sete
Eles passaram vários minutos se revezando entre mergulhos e pausas para respirar, sem achar nada até que Dean finalmente o viu em um canto da piscina. Era realmente uma sorte que o dente de um diabrete fosse bem maior que o de um ser humano, pois um dente normal nunca teria sido encontrado.
Dean cutucou o braço do irmão sinalizando que havia conseguido, ambos voltaram para a superfície. Eles saíram da água e Dean entregou o dente a seu irmão.
-Quanto sangue?
-Três gotas- ele disse - pegando algo do bolso da jaqueta que ele havia tirado antes de saltar na piscina. -Toma- disse entregando a ele um lenço de linho branco.- seu sangue tem que ficar aqui.
Dean passou o lenço pelo ombro ferido, apesar de ter saído da água a pouco tempo o ferimento voltara a sangrar bastante. Quando ele devolveu o lenço a Sam tinha a impressão de que havia bem mais que três gotas de sangue ali.
-Vamos acabar logo com isso- disse Sam pegando o lenço e voltando para pegar a mochila onde estavam o resto dos ingredientes.
A mochila estava no chão da sala, ele a pegou e voltou correndo para onde seu irmão estava. Dean se aproximou e começou a ajuda-lo a arrumar os ingredientes sobre a mesa que havia a uma pequena distância da piscina. Ele acendeu as velas e as arrumou na forma de um pentagrama como seu irmão havia ensinado. Enquanto isso Sam colocou as ervas e o sal no pano que continha o sangue dele. Sam então amarrou as pontas do lenço deixando-o muito parecido como um saquinho de bruxa.
Dean se afastou um pouco para deixar Sam concluir o trabalho. Ele viu o irmão colocar os restos do diabrete de volta na caixa. E colocar a caixa no centro do pentagrama, sua atenção no entanto foi desviada quando sentiu algo saltar sobre ele. E de repente ele estava encarando os olhos de gato novamente enquanto as mãos pequenas apertavam com força sua garganta.
-Rápido Sam- disse ele tentando inutilmente se livrar da criatura.
Sam olhou para o irmão prestes a dizer para ele ir se ferrar ao ouvir ele dizer para ir mais rápido. Mas qualquer intenção de faze-lo desapareceu no momento em que viu que o diabrete havia voltado a ataca-lo. Ele estava prestes a abandonar o ritual para pegar sua arma de sal.
-Não, Sam- disse Dean. Como se tivesse lido seus pensamentos - apenas termine isso logo.
Sam obedeceu, apesar cada fibra de seu ser gritar para ele ajudar o irmão, ele sabia que terminar o feitiço era o melhor a fazer. Com as mão tremulas ele aproximou o lenço com os ingredientes da chama de uma vela fazendo com que pegasse fogo e colocou sobre um prato esperando que queimasse totalmente. Ele olhava desesperado do lenço para o irmão que ainda lutava sem sucesso para desvencilhar as mãos do diabrete de sua garganta.
O lenço finalmente queimou por completo e Sam começou a espalhar as cinzas sobre o conteúdo da caixa murmurando as palavras do feitiço:
-Segsh detnt mejva mkordh sriko- ele ouviu o barulho de algo caindo sobre a água e olhou para a piscina bem a tempo de ver seu irmão desaparecer na água. Ele se obrigou a continuar o feitiço, sabia que era a única forma de ajuda-lo. -dibfva phydet mechgy rogkai.- ele finalizou fechando a caixa. A água da piscina se iluminou por um segundo antes de voltar ao normal.
Ele olhou para água esperando o irmão surgir a qualquer momento tossindo e lançando uma série de palavrões como era de seu costume, mas isso não aconteceu.
-Dean- chamou ele -Dean- quando não obteve resposta ele mergulhou na piscina. Ele o encontrou quase imediatamente e o arrastou de volta a superfície. Colocou-o deitado no chão ao lado da piscina e se ajoelhou a seu lado. - Hey Dean, acorda. Vamos lá cara -disse dando leves tapas em seu rosto -Dean por favor. -ele colocou os dedos na frente das narinas do irmão para certificar-se de que ele estava respirando. Nada. -Droga Dean.
Sim eu sei sou má. Mas eu não resisto a uma chance de machucar o Dean. Sorry.
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