Capítulo 78 - Ele não serve pra você!

Estática no meio da sala, Sara viu seu namorado ir embora de sua casa. Ela ainda pensou em ir atrás dele logo que a porta fora batida por Gil, mas desistiu e permaneceu onde estava. Seus olhos encaravam a porta fixamente enquanto a morena tentava supor a gravidade do estrago que a presença de seu ex-marido já havia causado em seu relacionamento com Grissom, nesses poucos minutos.

Sua vontade naquele instante era de subir até o quarto em quê Dylan estava, lhe esbofetear e colocá-lo pra fora de sua casa por conta das coisas que havia dito a Grissom, mas ela não podia fazer isso por causa de Lívia. Só que isso não queria dizer que seu ex não ouviria poucas e boas dela  porque ele iria. Foram demais desagradáveis e deploráveis suas palavras a Grissom e ela não deixaria isso assim.

_O Gil já foi?

Sara se assustou ao ouvir a pergunta de Lívia. A morena estava tão pensativa no que tinha ocorrido ali que nem percebeu a volta da filha pra sala. Virou-se pra menina pra lhe responder.

_Sim, filha. – disse após uns segundos. _Ele recebeu um chamado do laboratório e teve que voltar pra lá às pressas. – inventou de imediato pra contornar a situação.

A menina fez uma carinha descontente ao ouvir isso.

_Puxa, ele foi e nem se despediu de mim! – ela reclamou fazendo um biquinho triste.

Sara se sentiu péssima com isso e tentou amenizar aquilo com outra mentira.

_Era um assunto urgente Liv, por isso ele foi sem se despedir. Não podia esperar. Mas me pediu pra te dizer que deixou um beijo pra você. - detestava inventar mentiras a filha, mas não podia contar à menina o que tinha acontecido de verdade.

Lívia não ficou nada contente por Grissom já ter ido. Ela achava que seu amigo iria ficar mais e assim, ela poderia lhe contar tudo o que fez e os lugares em que foi passear em Chicago, mas não foi bem isso que aconteceu.

Alguns segundos após Sara ter contado sobre Grissom, Liv perguntou sobre o pai já que não o vira ali. Sara lhe respondeu que ele havia subido para o quarto de hóspedes.

Mudando drasticamente de assunto a menina então reclamou que já estava com fome. Sara lhe disse que logo o entregador do restaurante chegaria com o almoço e pediu à filha que ajudasse Any a terminar de pôr a mesa, coisa que Liv adorava fazer, enquanto Sara subiria pra tomar um banho. Com um pequeno sorriso nos lábios a garotinha se virou pra sua babá chamando-a pra irem pôr a mesa.

_Vai indo na frente Liv que já vou. – a menina fez o que sua babá pediu. Logo que ela se foi Any questionou Sara a respeito do que tinha acontecido já que ela demonstrava uma expressão nada boa.

Antes de responder Sara deu um longo suspiro.

_Depois te conto o que houve, Any. Agora eu preciso de uma boa ducha gelada pra esfriar a cabeça senão sou capaz de ir até o quarto de hóspedes e cometer uma loucura como, por exemplo: estrangular meu ex-marido!

Sem dar tempo pra que a outra mulher contestasse aquilo, Sara se encaminhou para as escadas e foi subindo-a rapidamente.

_Pelo visto o Dylan aprontou alguma! – Any murmurou a si mesma depois que Sara sumira de suas vistas.

Já dentro de seu quarto e sentada à beirada de sua cama, Sara suspirou novamente. Que ódio! Por que Dylan tinha que dizer aquelas coisas horríveis?

Como seu namorado devia estar agora? Com certeza uma fera com ela e com tudo que ouviu do babaca de seu ex-marido.

Olhou para o telefone. Pegou o aparelho e discou os primeiros números do celular de Grissom, mas ao chegar ao quarto dígito parou e desistiu de ligar. Voltou o telefone ao lugar em que estava anteriormente. Algo lhe dizia que Grissom não atenderia de forma alguma sua ligação naquele momento. Sendo assim, era melhor nem perder tempo ligando. Deixaria pra tentar falar com ele mais tarde.

Encarando o chão de seu quarto ela pensou em como eram as coisas. Até duas semanas atrás seu relacionamento com Grissom seguia tranqüilo e sem sofrer um abalo sequer, mas aí teve a vinda de uma ex dele e as coisas deram uma conturbada. As primeiras rusgas e desentendimentos surgiram. E se não bastasse ter a ex de seu namorado por perto, agora aparecia seu ex, pai de sua filha, pra azedar mais ainda as coisas.

Sara tinha certeza que Dylan não havia desistido de reconquistá-la e que tinha vindo na intenção clara de tentar isso e temia que essa insistência dele pudesse acabar causando algum abalo sério em sua atual relação com Grissom.

_Mas que inferno! Por que diabos ele tinha que vir pra Vegas? – resmungou irritada a morena.

De repente, ela ouviu uma leve batida na porta. Em seguida a mesma fora aberta e Sara viu Dylan aparecer ali com a cara mais deslavada possível.

_O que quer aqui Dylan? – perguntou rispidamente enquanto o encarava seriamente. Estava morrendo de raiva dele e também dela mesma por ter aceitado deixá-lo ficar em sua casa.

Pela entonação da voz de Sara e a forma como ela lhe encarava, Dylan pode perceber que sua ex estava furiosa com ele.

_Como você não foi conversar comigo como disse que faria. Eu resolvi vir atrás de você.

Sem seu consentimento ele entrou em seu quarto e trancou a porta atrás de si.

_Nem se atreva a se aproximar de mim! – falou friamente assim que percebeu suas intenções ao se caminhar em sua direção.

No mesmo instante em que ela disse isso, ele estancou no meio do caminho.

_Sabe qual é a minha maior vontade nesse momento Dylan? – ela se pôs de pé pra encará-lo.

Em resposta ele apenas balançou a cabeça negativamente.

_Colocar você agora mesmo pra fora da minha casa! Só que não faço isso por causa da Lívia.

Ele ergueu os ombros e se fazendo de desentendido teve a cara de pau de perguntar por que ela queria fazer isso.

Sara olhou bem pra ele. Ele só podia estar de gozação com a sua cara.

_Não se faça de idiota, porque de idiota você não tem nada, Dylan!

_Ei! O que há com você, Sara? Nunca falou assim comigo.

_Eu estou a ponto de enfiar a mão nessa sua cara de pau.

_Pode me dizer o que está acontecendo? Qual o motivo de toda essa agressividade comigo?

_Vai fingir que não sabe o motivo? Pois bem, eu refresco sua mente Dylan Felton. Você foi extremamente grosseiro e desagradável com o meu namorado agora a pouco, dizendo que ele é velho demais pra mim. Lembrou agora?

Fazendo cara de paisagem, ele simplesmente enfiou as mãos no bolso de sua bermuda e sem se abalar com o olhar furioso com o qual Sara lhe fitava, falou:

_Mas eu só disse a verdade, Sara... Esse sujeito mais parece seu tio do que seu namorado...

_Cala a boca, Dylan!

Ela lhe disse em um tom baixo e tentando manter-se calma, mas estava difícil. As palavras que ela acabara de dirigir ao ex foram ignoradas pelo mesmo que continuou a denegrir Grissom.

_... Ele é um velho sim! E não tem nada a ver com você que é uma mulher jovem, linda, cheia de vida...

_Cala a boca!

Novamente ela repetiu e mais uma vez ele ignorou sua fala.

_... E intensa. Aposto que essa coroa não tem fôlego suficiente pra te satisfazer como EU te satisfazia na cama!

_Cala essa sua boca! – ela disse com altivez e em seguida lhe desferiu uma tapa no rosto.

Aquelas palavras dele haviam sido o cúmulo e tinham lhe sugado o resto de paciência que ainda a muito custo tentava manter.

Dylan a olhou surpreso pelo que ela havia lhe feito. Pelo visto esse sujeito havia feito à cabeça dela à ponto de Sara ser capaz de agredi-lo pra defender o tal namorado.

_Jamais pensei que fosse ouvir de você coisas tão deploráveis como essas que acabou de dizer, Dylan!

_Não são deploráveis, Sara e sim verdadeiras! – ele retrucou alisando o lugar onde a mãe de sua filha havia lhe batido.

_Eu não quero ouvir mais nada de você.

_Qual é Sara? Esse cara não serve pra você!

_Quem sabe quem serve pra mim, sou eu mesma Dylan e não você! E nesse momento quero que saía do meu quarto já escutei besteira demais da sua parte. – apontou a porta do quarto pra ele.

Sem ter outra opção ele saiu.

*****

Grissom chegou em casa fervilhando de ódio. Jogou com certa força as chaves sobre a mesa de estar. Seguiu até o sofá onde se jogou logo em seguida. Por dentro se corróia de muita raiva e principalmente, muito ciúme.

Apoiado com os cotovelos sobre as coxas e escondendo o rosto entre as mãos, ele tentava se acalmar. Sua cabeça e seu coração estavam um mix de sentimentos conflitantes que bagunçavam e tumultuavam tudo dentro de si.

“Você é velho demais pra ela!... velho demais... velho demais...”

Essas malditas palavras vieram ecoando em sua cabeça o caminho todo até sua casa.

Era fato que até antes de ouvir essas palavras, Grissom pouco pensava ou sequer se importava com o fato de ser mais velho que sua namorada. Porem bastou ter isso esfregado em sua cara pelo ex de Sara, o qual já odiava imensamente, pra ele parar e pensar de verdade naquele fato mencionado.

Ele era sim mais velho que ela!

Uma diferença de quinze anos. Não era pouca coisa, mas também não chegava a ser algo tão absurdo assim. Porem era uma diferença considerável. E se não bastasse essa diferença de idade ainda tinha também a coisa da “estética”.

Enquanto Sara mostrava juventude e se encontrava em toda a sua beleza, não demonstrando ter a idade que tinha, por ainda possuir uma aparência de garota, apesar de já ser uma mulher madura e também mãe. Ele com sua aparência e seus cabelos com alguns fios grisalhos já davam a idéia de que havia passado facilmente dos 40 e beirava os 50 que era sua idade real.

Isso podia ser cruel, lhe doer e magoar, mas era a verdade e não tinha como negar. Tinha que ser realista e concordar com o que fora dito por Dylan. Realmente ele era velho. Talvez não demais como aquele sujeito enfatizara, mas era velho pra Sara que ainda era linda e jovem.

Um suspiro abafado e logo depois suas mãos descobriram seu rosto.

Ele encarou um ponto qualquer da sala. Só pra lhe atormentar e torturar, a imagem daquele sujeito descamisado, que era mais novo que ele, mais forte que ele, com porte de atleta e pinta de galã, o qual teve o desprazer de conhecer na casa de sua namorada e que descobrira ser o ex dela, se pintou diante de seus olhos lhe fazendo criar caraminholas nada boas na cabeça.

A insegurança se instaurou no supervisor. Aquele tal de Dylan ficaria sob o mesmo teto que Sara, sendo que ele era ex-marido dela e tinha vivido sete anos de sua vida com ela? Isso era complicado de lidar. E se não bastasse isso, ainda tinha o fato dele continuar nutrindo sentimentos fortes por ela, o que deixava Grissom muito enciumado e inseguro quanto a essa proximidade entre sua namorada e o ex dela.

Outro suspiro e Grissom se recostou no sofá, fechando os olhos logo em seguida. Uma náusea lhe veio ao pensar que aquele sujeito passaria o dia todo na casa de Sara e ainda dormiria lá. Por mais que sua namorada tenha lhe dito que seu ex ficaria apenas um dia ali e que o motivo pelo qual ele ficaria tinha sido por causa de Lívia, a cabeça e o coração do supervisor não conseguiam aceitar aquela “justificativa” dada por Sara.

Criou-se dentro de Grissom um ressentimento e uma mágoa por conta desse fato. Ele era homem e ciumento, e a idéia de ver Sara dividindo o mesmo teto com outro homem, sendo esse outro alguém com quem ela manteve um longo e sério relacionamento num passado que se podia dizer que não era tão distante assim, era algo duro de entender e difícil de aceitar.

Pensamentos desagradáveis, suposições, questões e muitas outras coisas, vieram conturbar mais ainda sua mente enquanto permanecia naquele sofá com os olhos cerrados.

Segundos se passaram, assim como também os minutos. Dois... Cinco... Dez... E logo o supervisor foi vencido pelo cansaço de um dia de trabalho e adormeceu ali mesmo onde se encontrava.

*****

Até agora ela mal havia tocado na comida posta em seu prato. Seu corpo podia até estar ali naquela mesa, porem sua mente se encontrava bem longe dali. Ela estava mais precisamente, em certo supervisor que saíra de sua casa um tempo atrás, visivelmente aborrecido e magoado com ela ao saber que seu ex ficaria em sua casa.

Céus! Como gostaria de ter tido coragem de rejeitar o pedido de Lívia, pois se tivesse feito isso teria evitado que seu namorado saísse do jeito que saiu dali.

O silêncio dela ali e sua completa ausência e falta de apetite não passaram despercebido aos olhos dos demais a mesa, principalmente de sua filha que apesar de ser pequena pôde perceber que sua mãe não parecia 'legal' como de costume.

_Você está triste mamãe?

Ao levantar a cabeça de seu prato ao qual encarava, Sara se deparou com três pares de olhos lhe fitando e dentre eles, o de sua filha foi o que lhe chamou mais a atenção por demonstrar certa preocupação com ela.

Na intenção de tirar o que via nos olhos de Lívia, Sara negou que estivesse triste quando na verdade estava sim só que sua garotinha não tinha porque saber disso.

_Está sentindo alguma coisa Sara? Porque mal tocou na comida.

_Não Any. Apenas estou sem apetite só isso... Liv, meu amor, você já terminou de comer? – a menina balançou positivamente a cabeça. _ Então vamos subir, escovar os dentes e depois você me conta o que fez todos esses dias que esteve longe de mim, está bem?

_Hãham!

_Você vai ficar sem comer nada Sara? – Dylan resolveu questioná-la assim que a viu se levantar da mesa sem sequer ter tocado na comida.

_Eu disse que estou sem apetite, você não ouviu? – foi curta e grossa com ele. Estava irritadíssima com seu ex e não tinha vontade alguma de trocar nem meia palavra com ele, mas como Lívia estava ali não podia ignorá-lo por causa da menina. Sendo assim, tratou de lhe dirigir a palavra, porem com bastante rispidez. Em seguida sem dar tempo de Dylan replicar o que havia dito a ele, Sara emendou: _Vem filha, vamos subir! Ah, Any quando você acabar aí vai lá ao quarto que quero falar com você.

_Pode deixar, Sara.

Logo após isso Sara saiu acompanhada de Liv e sem sequer dirigir mais nenhuma palavra a Dylan que seguiu a ex-mulher apenas com o olhar.

_Faz tempo que a Sara já está com esse... Senhor, Any?

Foi com um tom amargo e certo desagrado que Dylan perguntou isso. Não agüentou a curiosidade e resolveu questionar a babá da filha a respeito disso assim que se viu sozinho com ela.

Any pensou um pouco antes de responder a pergunta de seu ex-patrão. Segundos depois ela fez isso e ainda disse mais.

_Sim, Dylan. E me desculpe se o que vou dizer é algo desagradável pra você, mas tem que saber. Sara e Grissom se dão super-bem e se gostam de verdade. Ele faz Sara muito feliz e se você a ama de verdade como tantas vezes já ouvi você dizer a ela, então não destrua a felicidade dela e nem o relacionamento bonito que ela vem construindo com o Grissom!

*****

Grissom chegou ao laboratório muito mais cedo do que de costume, cerca de duas horas e meia antes do turno começar. Cruzou os corredores e rumou direto pra sua sala.

Nem bem se acomodou em sua cadeira e sentiu o celular vibrar novamente no bolso de sua jaqueta. Já podia até imaginar quem fosse. Tirou o aparelho de dentro do bolso e constatou que era quem imaginava ser. Mais uma vez era Sara.

Durante seu trajeto para o laboratório ela tinha lhe ligado várias vezes assim como havia feito horas antes, quando ainda se encontrava em casa se arrumando pra vir para o laboratório. E assim como fizera com suas outras ligações, essa ele também não atendeu.

Colocou o aparelho ainda vibrando sobre sua mesa e apenas ficou olhando pra ele. O celular ainda recebeu mais umas cinco chamadas dela até que nenhuma ligação veio mais. Com isso Grissom deduziu que ela tivesse desistido, o que fora melhor mesmo.

Por hora ele não queria falar com ela. Estava chateado e magoado demais por conta dos acontecimentos e fatos presenciados por ele na casa dela. Ainda precisava de tempo pra assimilar e digerir o fato de ter conhecido o descamisado ex dela e dele passar a noite em sua casa.

Novamente o celular vibrou sobre a mesa só que dessa vez foi rapidamente. De sua cadeira Grissom pode ver que agora era uma mensagem de Sara. Pegou novamente o aparelho pra ler a mensagem mandada:

“Queria ouvir sua voz e conversar com você pra te explicar a situação. Será que poderia me dar a chance de fazer isso, por favor? Aguardo sua resposta.”

Ele leu e releu aquilo algumas vezes até que se decidiu responder.

“Não sei o que quer me explicar, mas reconheço que temos que conversar. Sendo assim, te espero amanhã de manhã na minha casa.”

Após a mensagem enviada, o supervisor devolveu o aparelho celular a mesa.

Longe dali...

Sara estava mais aliviada ao receber uma resposta de Grissom. Contudo, também ficou preocupada com o tom frio que aquela mensagem lhe soou.

_Conseguiu falar com ele? – Sara olhou pra porta de seu quarto e viu Any parda ali.

A babá já sabia do rolo que havia acontecido envolvendo Sara e os dois homens apaixonados por ela, porque a própria Sara tinha lhe contado isso. Any ficou estarrecida ao saber o que Dylan tinha dito na cara de Grissom. Seu ex patrão foi extremamente desagradável e mal-educado pra não dizer coisa pior.

_Não, mas consegui arrancar um SMS dele dizendo pra amanhã eu ir a sua casa pra conversarmos.

_Já é alguma coisa né?

_Sim! - confirmou não muito animada, pois as coisas ao que parece estavam bem complicadas para o seu lado e com razão.

_Bem, eu preparei um lanche você vem?

_Não. Quero evitar olhar pra cara do Dylan por hoje.

_Então vou te trazer algo aqui no quarto pra não ficar sem comer nada.

_Não precisa, Any.

_Precisa sim. Já volto!

*****

Sala de convivência... Meia hora antes de o turno começar.

_Que bom que o Greg volta hoje, pois assim nos livramos da insuportável da Teri!

_É verdade Cath, eu já estou saturado de tê-la aqui na equipe, ainda mais depois dela ter quase causado a demissão da Sara.

_Se você já está saturado dela, eu estou muito mais, já que sou o que mais faz dupla com ela. – Warrick comentou insatisfeito.

_E aí gente fina? Sentiram a minha falta? Ah, nem precisam responder porque eu sei que sim!

Os três CSI'S olharam pra porta e viram um Greg sorridente vindo até eles. Rapidamente se levantaram pra dar-lhes boas vindas por seu retorno. Abraços e beijos de Catherine, e abraços e tapinhas nas costas da parte de Nick e Warrick foram recebidos pelo CSI mais novo do grupo.

Tinham que admitir aquele garoto fazia falta ali. Ele era quem dava graça e fazia a alegria daquela equipe.

Assim como seus amigos sentiam falta dele, Greg também sentia deles. Os dias em Boston participando do curso de atualização tinham sido ótimos e lhe renderam bons conhecimentos, porem já sentia falta de seu trabalho e principalmente, dos seus amigos.

_Como foi lá no curso cara?

Todo empolgado ele contou que foi bastante gratificante e proveitoso pelas coisas novas que aprendeu e viu.

_E você conseguiu subir de nível?

Ele fez uma cara que todos pensaram que diria não, mas logo um sorriso largo surgiu em seus lábios.

_Sim. A partir de agora sou nível três! – contou mais sorridente ainda.

Novos abraços seguidos de felicitações por sua promoção de nível lhes foram dadas pelos amigos que estavam contentes por ele. Sabiam o quanto ele merecia isso, eram testemunhas de seu grande empenho em crescer dentro do laboratório e principalmente da equipe.

_Valeu gente! – ele agradeceu as palavras que cada um lhe dirigiu enquanto lhe felicitavam.

De repente Greg se deu conta de que faltava mais alguém ali além de seu chefe.

_Ué? Cadê a morena mais linda do laboratório que eu ainda não vi até agora? Ah, já sei! Aposto que ela está lá na sala com o chefinho, não é? – sorriu com certa malícia. Os outros esboçaram um sorriso por isso e na sequência balançaram a cabeça negativamente em resposta a sua pergunta.

_A Sara anteontem pegou suspensão de quinze dias Greg e por isso não está aqui! – Nick foi quem contou sem floreios.

Greg arregalou os olhos de surpresa.

_O que aconteceu pra ela pegar suspensão?

_Isso é uma longa história Greg.

_Bem... – ele deu uma rápida olhada em seu relógio. _... Ainda temos vinte minutos até o Grissom vir distribuir os casos Cath, então dá tempo de vocês me contarem o que houve com a Sarinha.

_Ok, senta aí então!

Todos se acomodaram em suas cadeiras e logo em seguida cada um dos amigos se revezava em contar a Greg o que tinha acontecido nesses dias em que ele esteve fora. Assim que eles terminaram de contar, Greg não deixou de brincar com a situação como era de seu feitio.

_Caraca... – ele deu uma coçada na cabeça. _Eu fico fora duas semanas daqui e um tsunami de coisas acontece? Que sacanagem comigo! – ele riu e os ouros não agüentaram e riram junto com ele. _Mas agora falando sério. Que bom que a Sara não se machucou muito e nem perdeu o emprego por culpa da Miller.

_É verdade... E que bom que você voltou Greg porque assim nos livramos daquela sonsa aguada. – Catherine contou toda empolgada só que sua empolgação durou pouco.

_Acho que não é bem assim, Cath.

_Como não, Warrick?

_Dêem uma olhada ali pra frente!

Com discrição o moreno apontou com a cabeça para a direita e o grupo pode ver Grissom vindo em direção a sala acompanhado de Teri!

Nem bem ele pôs os pés dentro da sala e Catherine já foi logo lhe questionando sobre o que Teri ainda fazia ali, já que Greg a quem ela substituía já estava de volta e dessa forma, não tinha mais nenhum motivo pra estar ali.

Foi com desprazer que Catherine e os demais ouviram do supervisor, que por decisão de Ecklie, Teri ainda permaneceria auxiliando a equipe enquanto Sara estivesse de suspensão pra que assim a equipe não ficasse incompleta.

_Você está de brincadeira não é?

_Não, Catherine!

A loira olhou pra mulher que se encontrava ao lado do amigo.

_Aposto que foi você quem pediu isso não foi?

Teri não respondeu ficou calada. Por dentro ria da insatisfação de Catherine. Realmente ela havia pedido a Ecklie isso e ele não vendo problema alguma aceitou seu pedido.

_Catherine, por favor sem discussões. – advertiu Grissom. Não estava com cabeça pra apartar brigas hoje. _Greg que bom que voltou! Espero que tenha aproveitado ao máximo o que pode do curso que participou.

_Sim, aproveitei Grissom. Tanto que voltei como CSI nível três.

_Ótimo! Não esperava menos já que te mandei a esse curso pra isso mesmo!

A frieza em suas palavras e seu comportamento ali causou estranheza em todos.

_Aconteceu alguma coisa Grissom?

_Não, Nick. – mentiu. _Vamos aos casos.

Ele separou as duplas e entregou os casos. Decidiu pra evitar mais interrogatórios acerca do que tinha, fazer dupla com Greg e não com Catherine ou um dos demais amigos.

O turno todo ele passou sério e de cara fechada gerando comentários entre os amigos sobre o motivo pelo qual estivesse assim.

Logo que o turno terminou um pouco além do horário habitual , ele dispensou sua equipe e saiu voando dali pra evitar que eles viessem lhe abordar pra querer saber qual era seu problema, como já tinham feito algumas vezes durante o trabalho.

Chegou em casa e foi direto tomar uma longa e relaxante ducha fria. Minutos depois já terminava de tomar seu café. No momento em que se levantou da cadeira pra ir a pia lavar a louça suja, escutou a campainha tocar. Aquele horário só podia ser ela, Sara. Colocou a xícara na pia e foi atender a porta pra conversarem de uma vez.

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