Capítulo 73 - Decisão/ Aqui?/ Sara vs Teri - round 2
_O que disse filha?
Dylan perguntou alguns segundos depois de Liv ter falado. Não queria acreditar no que acabara de ouvir de sua borboletinha. Seus ouvidos só podiam ter escutado errado!
Após a pergunta do pai foi que Lívia se deu conta do que tinha contado.
Sujou! Ela contou o que não devia. E agora?
Sabia que sua mãe iria ficar brava com ela por ter contado aquilo, pois ela havia lhe dito que não era pra dizer nada, pois ela quem diria a seu pai sobre Grissom.
O que ela faria?
Esperta, a menina na hora achou um jeito de desconversar e desviar a atenção do pai pra outra coisa que não fosse o que acabava de ter dito.
_Sorvete, pai!
Ela apontou o sorveteiro que passava com seu carrinho mais adiante. Antes que Dylan tentasse dizer algo, Liv desembestou a correr até o sorveteiro deixando seu pai para trás. Ao chegar ao carrinho de sorvete, ela chamou de lá mesmo o pai pra que viesse lhe comprar um sorvete.
Sem dizer nada Dylan chegou onde ela estava, pagou-lhe o sorvete e logo em seguida, ele levou-a até um banquinho vazio que havia bem próximo deles. Sentou-se com Liv ali e novamente a questionou sobre o que ela havia dito instante atrás. Precisava ouvir de novo pra ter certeza de que tinha ouvido aquilo mesmo.
Mais uma vez Liv tentou desconversar agora dizendo ao pai que já queria voltar pra casa da avó.
_Nós já vamos voltar querida, mas antes o papai gostaria que repetisse o que disse há pouco... Quem é Gil mesmo?
Ele refez a pergunta torcendo pra não ouvir a mesma coisa de ainda pouco, mas para seu total desgosto isso não aconteceu.
_O Gil é o namorado da mamãe!
Foi de cabeça baixa e com uma voz baixa que Liv disse aquilo novamente.
Mesmo ela tendo dito aquilo baixo, quase num sussurro, Dylan ouviu e ouviu muito bem, como se ela tivesse dito em alto e bom som.
E ao ouvir o que a filha disse de novo, foi como se o mundo de Dylan tivesse vindo abaixo. Sentiu um desgosto horrível seguido de um aperto no peito e uma dor no estômago. Dor essa que se assemelhava a como se tivesse acabado de levar um soco ali.
Aquela descoberta de que Sara já tinha um namorado realmente foi como levar um soco na boca do estômago pra Dylan.
Ele ainda era muito apaixonado por Sara, mesmo após o fim da relação. Ainda amava a ex com a mesma intensidade de quando ainda estavam juntos. Arrependia-se muitíssimo por tê-la traído. Ter feito isso fora a maior estupidez que cometera na vida, pois isso colocou fim em seu feliz e harmonioso casamento com uma mulher que ele sabia bem, jamais encontraria igual.
Tentou reconquistá-la de todas as formas após a separação, mas não conseguira.
“Nós não temos mais volta Dylan."
(...)
"Acabou!"
(...)
"Eu não te amo mais, entenda!”
Eram as frases que várias vezes ela lhe repetia. E ele não queria aceitar aquilo e insistia.
Agora descobria que a mãe de sua filha já tinha um novo alguém e isso era tudo o que não queria que acontecesse. Saber que ela já estava com outro era a pior coisa que ele podia descobrir.
_Faz tempo que sua mãe tem esse namorado, filha?
Ele agora queria saber tudo sobre essa relação da ex e nada melhor do que saber pela boca da sua própria filha.
_Um pouquinho! – ela respondeu no mesmo tom que havia respondido há pouco. _A mamãe vai ficar brava comigo porque ela disse que não era pra eu dizer nada sobre o Gil para o senhor. Era ela quem ia dizer.
Agora ele entendeu porque de sua filha querer desconversar e fugir do assunto. Tentou despreocupar a menina pra que ela sentisse confiança em lhe contar tudo mais que queria saber sobre esse tal Gil.
_Ela não vai ficar brava com você porque o papai não vai contar a ela que me disse sobre o namorado dela, tá bem?
Ela olhou para o pai.
_O senhor não vai contar?
_Não, borboleta... Mas você também não pode dizer a ela que me contou isso.
_Eu não vou dizer papai. – ela sentiu-se mais aliviada por seu pai dizer que não contaria a sua mãe que ela havia dito sobre Gil.
Vendo que a filha parecia menos reticente em falar, Dylan a questionou a respeito do namorado de Sara.
_Agora me diga como é esse namorado dela? Quem é ele?
A menina deu uma provada em seu sorvete antes de responder.
_O Gil é legal, pai... Ele trabalha junto com a mamãe. Gosta de borboletas e me ensina um monte de coisas sobre elas. – ela contou sem esconder um sorriso. Gostava de Grissom e não era pouco, era muito.
Dylan não gostou nada de ver a filha falando desse jeito todo alegre desse tal de Gil que ele já odiava mais que tudo.
Esse sujeito pelo que pode notar conquistara sua filha e ainda por cima estava com sua mulher, porque pra Dylan Sara ainda continuava a ser "sua mulher", mesmo que estivesse separado há mais de um ano dela. Ele ainda a considerava como sua esposa e não ia deixá-la ficar com outro. Sara era sua e de mais ninguém... Não ia deixá-la com esse sujeito... Ia lutar por ela, pra tê-la de volta. E já sabia até o que faria pra começar...
_Vem, Filha... Vamos pra casa da vovó. O papai lembrou que tem uma coisa pra fazer agora.
_Tá bom! – ela levantou-se do banco junto com ele.
Dylan não quis mais ficar perguntando nada sobre Grissom. A descoberta sobre esse namorado de Sara o fez decidir ali mesmo que tinha que tomar uma atitude e tomaria. Há um tempinho já vinha pensando em fazer isso que tinha em mente e agora faria.
****
De volta a Vegas...
_Gil ??
_Oi !!
Eles agora se encontravam deitados e abraçados sobre o capô do carro do supervisor, admirando a bela paisagem do lugar que estavam e também aproveitando pra namorarem após terem se reconciliado.
_É possível alguém aparecer nesse lugar e nos ver aqui? - ela quis saber.
_Impossível, querida!... Creio que somente eu saiba desse lugar e venha aqui... Mas por que essa pergunta? – beijou o topo da cabeça dela que pousava sobre seu peito.
Sara gostou de saber daquela resposta de seu namorado. Sua mente fértil acabara de lembrá-la de uma coisa que Grissom lhe devia por conta de certa brincadeira sem graça que lhe fizera uns dias atrás. Na ocasião do ocorrido, ele havia lhe dito e prometido que faria qualquer coisa pra se redimir pela brincadeira se ela o desculpasse. Sara o desculpou porém até agora não havia lhe cobrado o prometido. Mas ali, naquele lugar lindo e calmo, após uma reconciliação, ela teve uma ótima idéia do quê pedir a ele. E viu uma boa oportunidade de fazer aquilo ali.
Hora de cobrar o “qualquer coisa” que ele lhe disse que faria!
_Lembra-se que uns dias atrás, após uma brincadeira sem graça que fez, você disse que faria qualquer coisa pra se redimir caso eu te desculpasse pela brincadeira? - ela brincava com a mão dele.
_Lembro-me... Mas pensei que tivesse se esquecido disso porque não tocou mais no assunto.
_Pois não esqueci... Apenas estava esperando ter uma boa idéia do que pedir e uma boa oportunidade de onde fazer meu pedido. E isso aconteceu agora. Já sei o que pedir e o lugar me parece perfeito para o que quero.
_É?
_Humrum!
_Ok... Peça então... O que quer de mim? Ou melhor, o que quer que eu faça?
Sara levantou a cabeça do peito de Grissom e fitou-o bem antes de dizer o que queria dele.
_Então... Aproveitando que estamos sozinhos nesse lugar... Lindo e deserto...
Enquanto falava Sara ia passando a ponta dos dedos de uma das mãos pela abertura da camisa de Grissom tocando assim sua pele. O supervisor dividia sua atenção em olhar pra namorada e para aqueles dedos acariciando sua pele. Estava um pouco curioso com aquilo e com o que ela iria lhe pedir. Algo lhe dizia que vinha coisa por aí!
_... Eu quero pedir pra... Pra você fazer amor comigo aqui onde estamos deitados agora. E com essa paisagem de plano de fundo!
_Quê??
A expressão de surpresa e quase espanto que ele tinha estampada no rosto fizeram Sara rir logo após ele ter dito aquilo.
_Isso é brincadeira sua não é?
Ainda rindo ela balançou a cabeça em negação.
_Ficou maluca Sara? Aqui? – apontou o capô do carro onde estavam.
_Sim aqui, por quê?
_Ainda pergunta? Vai que alguém aparece!
_Ué?... Agora pouco disse que isso era impossível de acontecer!
Ele abriu a boca, mas logo a fechou por não conseguir argumentar nada.
_Eu te avisei que tinha a mente fértil e que podia te pedir coisas que nem imaginava.
_É, eu tô comprovando isso... Mas tem certeza de que é isso que quer?
_Absoluta e você vai ter que fazer, porque me prometeu que faria o que eu pedisse... Senhor!
Ele olhou ao redor, depois voltou seus olhos pra mulher que estava a sua frente.
_Ok... – disse após uns segundos. _Seja feita sua vontade então moça!
Ele a viu sorrir e também sorriu.
Olhou para sua boca e perdeu o juízo. Com as duas mãos segurou o rosto dela e o trouxe pra bem perto do seu. Cara a cara, ele a beijou. Beijou-a com todo amor que cabia e gritava dentro de si.
Era mágico o sentimento que tinha por aquela mulher. Algo verdadeiro puro, que não tinha tamanho e nem proporção. O tempo parecia não passar quando estava ao lado dela. Amava-a e sabia... Era pra toda a eternidade!
“Pra ter o teu sorriso descubro o paraíso
É só ver a sua boca que eu perco o juízo por inteiro,
Sentimento verdadeiro eu e você ao som de Janelle Monáe,
Vem, deixa acontecer
Me abraça que o tempo não passa quando cê tá perto,
Dá a mão e vem comigo que eu vejo como eu tô certo,
Eu digo que te amo cê pede algo impossível,
Levanta da sua cama hoje o céu está incrível.”
Com cuidado Grissom virou-se deixando Sara sob ele. Ela o fez tirar o casaco e logo em seguida a camisa que usava.
Ele pegou as duas peças embolou-as e colocou-as sob a cabeça de Sara pra lhe dar conforto. Depois se ajeitou sobre sua namorada.
_Só você pra ter essa idéia de fazer aqui!
Ele beijava seu pescoço enquanto suas mãos habéis trabalhavam em abrir os botões da blusa de Sara.
_Vai dizer que não gostou da minha idéia?
_Ainda que no começo tenha tomado um susto... – ele levantou a cabeça de seu pescoço perfumado e encarou seus olhos castanhos. _... Agora estou adorando a idéia!
Novamente ele tomou a boca dela em um beijo tão profundo quanto o de segundos atrás. Segundos depois desceu sua boca e beijou mais uma vez seu pescoço, em seguida seu colo e os seios ainda cobertos pelo lindo sutiã azul com detalhes em renda.
Suas mãos iam se encaminhar para as costas dela pra abrir o feixe de seu sutiã pra assim tirá-lo dela, mas Sara o impediu de fazer isso.
Sem entender o porquê dela ter detido suas mãos, Grissom a olhou. Logo em seguida ouviu dela o motivo pra ter feito aquilo.
_Esse abre pela frente, amor!
Ele assentiu sorrindo. Logo já tinha aberto o pequeno feixe que ficava bem no centro da peça e sua boca já trabalhava em seus montes macios que ele tanto adorava.
Beijou-os... Sugou-os e roçou sua barba bem por cima do bico dos seios, fazendo-a gemer com aquilo. Ela adorava aquela carícia e ele adorava ouvi-la gemer com aquilo.
Depois com a ajuda de Sara, Grissom abaixou sua calça jeans deixando-a na altura de seus joelhos. Voltou a beijar sua boca enquanto isso sua mão se encaminhou pra dentro da calcinha de Sara e ele então tocou em seu centro que já estava úmido.
Com seus dedos experientes, ele acariciou-a ali em suas carnes macias até que ela já não suportando mais pediu com a respiração acelerada.
_Por favor, amor... Preciso de você agora!
Você me põe de joelhos
Você me faz testemunhar
(Ooh!)
Você consegue fazer um pecador mudar seus hábitos
(Ooh!)
Abra seus portões porque mal posso esperar para ver a luz
(Ooh!)
E bem aí é onde eu quero ficar
(Ooh!)
Porque seu sexo me leva para ao paraíso
Sim, seu sexo me leva para o paraíso
E isso transparece
Sim, sim, sim, sim
Porque você me faz sentir como
Se eu estivesse impedido de entrar no céu
Por muito tempo
Por muito tempo
Sim, você me faz sentir como
Se eu estivesse impedido de entrar no céu
Por muito tempo
Por muito tempo
Sem perder tempo ele abriu o botão de sua calça, desceu o zíper e com a ajuda de Sara abaixou sua calça juntamente com sua cueca e em um golpe penetrou sua namorada com seu membro duro feito aço.
Com movimentos ritmados e acelerados, Grissom começou a possuir aquela mulher que era tudo pra ele.
Sara segurou-se em Grissom pra aguentar a pressão de seus movimentos acelerados e ele segurou-se na dobra entre o para-brisa e o capô do carro pra assim ter impulsão pra fazer seus movimentos.
Desacelerou um pouco e começou a fazer movimentos circulares levando Sara a loucura com isso. Os gemidos de ambos se misturavam com o canto de alguns pássaros que por ali revoavam.
Um casal de amantes se amando intensamente a céu aberto e tendo uma paisagem espetacular como plano de fundo!
As unhas de Sara castigavam as costas de Grissom, mas ele pouco se importava com isso. Não sentia dor alguma e sim um prazer indescritível. As mãos da morena desceram então para as nádegas dele, apertou-as e com a boca colada no ouvido de seu amante vigoroso, ela pediu que ele recomeçasse seus movimentos acelerados e assim, Grissom fez. Deixou os movimentos circulares e voltou ao vai e vem, acelerado, rápido e fundo.
Segundos depois os dois juntos chegavam ao clímax, o ponto alto daquele tórrido momento de amor em que estavam envoltos.
_Você é maluca! – ele sussurrou ofegante e com a cabeça escondida no pescoço de Sara.
_Eu sei disso! – ela disse tão ofegante quanto ele. _Mas você me ama mesmo assim não é? – acariciou sua nuca úmida pelo suor.
Ele levantou a cabeça pra olhá-la.
_Sabe que sim! – beijou seus lábios rapidamente.
Grissom saiu de dentro de Sara e posteriormente, de cima dela. Deitou-se ao lado de sua namorada. Subiu sua cueca e sua calça que estavam na altura de suas coxas. E Sara fez o mesmo com as suas peças e depois fechou seu sutiã e sua blusa.
_Foi uma experiência que jamais vou esquecer, Sara!
_Nem eu... Já tinha feito alguma vez assim, sobre o capô de um carro?
_Não. Essa foi à primeira vez!... E você já tinha feito?
Ela não sabia se ele iria gostar da respostar, mas mesmo assim optou por contar a verdade.
_Já!
Ele franziu a testa ao ouvir sua resposta.
_Já? – ela assentiu.
Grissom ficou calado por uns segundos processando aquela resposta. Perguntou-se mentalmente com quem ela devia ter tido essa experiência antes. Talvez um ex-namorado ou quem sabe o ex- marido. Sem conseguir se conter o supervisor quis saber dela.
_Posso saber com quem foi?
_Foi com alguém!
_Eu sei que foi com alguém, Sara.
_Então por que me pergunta com quem foi?
_Por acaso fez isso com o... “Besta” lá? – ele arriscou.
_Besta? Que besta, Gil? Quem é besta?
Ela o viu fazer um bico desgostoso antes de lhe responder.
_O pai da Liv! – disse com desagrado.
Sara não se aguentou e deu uma gargalhada ao ouvir a resposta dele.
Besta? De onde ele tirara aquele apelido para pôr em seu ex?
_Do quê está rindo? – meio emburrado ele a questionou sem entender seu riso.
Ainda rindo ela se chegou mais perto do rosto de seu namorado e o questionou sobre o motivo daquele apelido que ele pôs em Dylan.
Sem fazer cerimônia Grissom respondeu a pergunta de Sara.
_Porque um cara que é casado com uma mulher incrível como você e tem a coragem de te trair, só pode ser um besta ou idiota!... Eu jamais vou fazer isso com você, Sara, pode ter certeza!
E ela tinha. Como?
Seu coração lhe dava essa segurança. E também os olhos do homem a sua frente lhe faziam crer nisso. Aqueles olhos azuis transmitiam verdade assim como suas palavras.
_Eu sei que jamais vai fazer isso comigo, Gil... – lhe deu um selinho. _... E você tem razão, ele é um besta mesmo pelo que fez comigo... Mas não foi com ele que tive essa experiência.
_Não?
_Não... Foi com um ex-namorado que tive na época da faculdade. Nick até o conhecia. Denzel era o nome dele!... Mas posso te garantir que a experiência que acabei de ter com você, foi anos luz melhor do que a que eu tive com esse ex.
_Mesmo?
_Humrum!
_Eu te amo!
Ele não cansava de repetir isso e ela não cansava de ouvir.
_Eu também te amo!
_Vamos pra casa? O sol está começando a ficar mais forte.
_Vamos!
****
Sara vinha de cabeça baixa entrando numa das salas do laboratório. Ao mesmo tempo em que ela entrava, Teri vinha saindo da mesma sala.
A loira vendo que Sara não vinha olhando pra frente já que sua atenção estava voltada para os papéis que estavam em suas mãos, deu propositalmente um encontrão na morena. Com o tranco recebido no ombro, Sara deixou os papéis que segurava irem ao chão.
_Fez de propósito não foi? - a morena encarou Teri seriamente.
Não foi nem preciso a loira responder com palavras àquela pergunta de Sara. Bastou à morena ver o sorrisinho de deboche que a coisinha insignificante a sua frente lhe dirigia, pra ter certeza de que aquele encontrão fora de propósito mesmo.
_O que quer hein? Não se cansa de me provocar não?
Sara fechou a porta atrás de si e foi caminhando bem devagar em direção a Teri que se encontrava mais adiante dela.
Desde o início do turno que a morena vem notando que Teri a está cercando, lhe olhando atravessado e procurando de alguma forma provocá-la.
_Sabe o que eu quero, quero muito Sidle? É você fora do meu caminho pra ter o Grissom de volta só pra mim. Mas eu vou conseguir isso!
_Ah, é? – Sara riu em ironia._E me diz como vai conseguir tê-lo de volta sua mulherzinha de quinta, se ele já sabe quem você é de verdade e nem quer mais contato algum com você?
_Eu vou reverter essa situação... Vou colocá-lo contra você e ele vai voltar pra mim, vai ver!
_Vai sonhando queridinha!
_Aproveite bem enquanto está com o Gris porque logo ele vai ser meu de novo... E ainda vou ter o enorme prazer de esfregar isso na sua cara Sidle... O mais tardar você vai ver seu namorado comigo, pode ter certeza disso sua desqualificada!
Aquilo foi à gota d'água que faltava pra fazer transbordar a paciência de Sara. Tomada pelo ódio que aquelas palavras de Teri lhe causaram, a morena “avançou” pra cima da outra mulher. Segurando pela gola da blusa de Teri, Sara foi empurrando a loira até encostá-la contra a parede.
_Escuta aqui... Desqualificada é você!... E acho que não levou muito a sério o aviso que te dei ontem, não é? Pois bem, agora vai ter o que merece.
Que se danasse o fato de estarem em pleno laboratório. Sara estava decidida a pôr aquela mulher no lugar dela, novamente!
A morena diferentemente da primeira vez em que brigou com Teri e na ocasião lhe deu dois tapas, dessa vez não fez isso, fez foi dar dois socos seguros em Teri, coisa que aprendera com seu ex-marido que fez boxe durante um bom tempo.
Quando Sara ia dar o terceiro em Teri à loira a empurrou e foi pra cima de Sara. Conseguindo assim também lhe dar um soco que fez sangrar a boca da morena.
Esse soco recebido fez com que o ódio de Sara triplicasse. Aquela fulana tinha lhe batido e agora ela ia acabar com ela por isso.
Sara empurrou Teri e novamente partiu pra cima dela.
Do lado de fora da sala os funcionários seguiam seus trabalhos normalmente no laboratório sem sequer imaginarem o que acontecia dentro daquela sala, pois as persianas dali estavam todas abaixadas impedindo assim de verem o que se passava ali dentro.
Mas és que alguém que em hipótese alguma devia saber que rolava aquela briga ali, passou em frente a essa sala naquele instante acompanhado por dois funcionários, sendo que um desses funcionários era o maior fofoqueiro do laboratório, David Hodges. Os três que por ali passavam escutaram a voz de Teri dizer:
_Sidle me larga, você vai se arrepender disso!
_Tô morrendo de medo de você infeliz... Depois dessa lição vai aprender a não mais mexer comigo.
Os três que estavam do lado de fora só ouviram depois da voz de Sara dois estalos seguidos. Um dos três homens resolveu abrir a porta e eles então se depararam com a cena de Sara estapeando Teri ali.
_Se tocar na Teri mais uma vez está na rua Sidle!
Ecklie falou ao ver Sara levantar a mão mais uma vez pra acertar Teri. A morena deteve sua mão no ar ao ouvir as palavras de Conrad.
_Ecklie me ajude, essa louca surtou... – ela se fez de vítima.
_Largue a Teri agora mesmo Sara! – ele ordenou.
_Se deu mal Sidle! – a loira murmurou vitoriosa a Sara.
Sara a contragosto fez o que Ecklie ordenou. Olhou pra ele e sabia, estava encrencada, mas que se danasse.
_Vá pra minha sala agora Sidle! – falou em tom de ordem pra Sara que bufando de ódio saiu dali pra seguir para a sala de Ecklie.
_Teri como está?
_Parece que um caminhão a atropelou. – Hodges comentou com Archie, o técnico de áudio e vídeo, após verem o estado todo desgrenhado em que Teri se encontrava e também ao notarem o filete de sangue que saía do canto da boca dela.
_É, um caminhão chamado Sara Sidle! – Archie brincou e ambos riram disso.
Ecklie e Teri ouviram tal comentário.
_Os dois circulando e procurando o que fazerem, andem! - ordenou Ecklie.
Os dois rapidamente se escafederam dali como num passe de mágica.
_Conrad essa mulher é uma desequilibrada!
_O que exatamente houve aqui Teri?
_Ela simplesmente me agrediu só porque eu esbarrei nela sem querer. – mentiu.
_Só por isso?
_Sim... – ela levou a mão ao queixo que doía horrores e depois a boca que sangrava um pouquinho. _... Ela é louca Conrad!
_Eu tô vendo que sim... Mas não se preocupe Teri, pois vou tomar uma providência quanto ao que ela acabara de te fazer.
A loira gostou disso. Era exatamente o que queria que ele fizesse. Agora só precisava que essa providência fosse o que estava imaginando. Sendo assim perguntou pra saber.
_E que providência será essa?
_Demiti-la!
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