Capítulo 52 - Eu Te Amo !

Alguns dias depois...

Sara caminhava pelos corredores do laboratório rumo à sala de Grissom pra lhe entregar seus relatórios. Ao chegar à porta da mesma, que por sinal estava encostada, Sara ouviu Catherine perguntar ao supervisor algo que de início, a perita morena não entendeu.

_Você vem trabalhar amanhã? Pergunto isso porque normalmente nesse dia não vem. – justificou a loira ao amigo.

_Eu sei. Só que esse ano eu venho. Não vou ficar em casa como costumava fazer nos anos anteriores. Eu mudei, Catherine!

_Isso é bem evidente!

_Vou ao cemitério pela parte da manhã. Levarei flores pra ela e quando for a noite venho trabalhar.

Por essa resposta dele, Sara já fazia idéia de quem eles falavam, era da esposa falecida de Grissom. E Sara não estava errada. Amanhã faria três anos da morte de Susan, por isso a conversa dos dois amigos.

Sara virou-se pra sair dali e voltar depois, já que aquela conversa não lhe dizia respeito. No entanto, antes de dar o primeiro passo, a morena escutou Catherine lançar uma pergunta à Grissom que lhe fez estancar e ficar ali pra ouvir a resposta do namorado. Sabia que talvez pudesse não gostar do que ouviria, mas quis ouvir mesmo assim.

_Já conseguiu esquecê-la, Gil?

Houve um instante de silêncio que fez Sara imaginar que ele estivesse pensando na resposta que daria. Após uns segundos, Grissom respondeu, e como Sara prévia sua resposta não lhe agradou em nada.

_Pessoas como a Susan não se esquece, Catherine.

_Isso é. – a loira concordou com o amigo. _Susan era uma pessoa boa demais pra ser esquecida. Ela era como se fosse um anjo.

A loira deu um meio sorriso ao supervisor. Havia criado um laço muito forte de amizade com a esposa falecida de Grissom. As duas eram grandes amigas, tanto que quando Susan morreu, Catherine assim como Grissom sofreu muito com a morte dela, mas ao contrário do amigo, ela conseguiu superar essa perda mais rápido e seguir em frente.

_É, verdade. Ela era um anjo e de anjos não nos esquecemos.

Ao ouvir Grissom falar desse jeito tão carinhoso e saudosista de Susan, Sara sentiu uma pontada de ciúmes. Inevitavelmente algumas caraminholas começaram a surgir em sua cabeça em virtude disso que sentiu e das palavras que Grissom disse.

_Você ainda a ama, não é?

Sara ouviu de novo Catherine perguntar. Porém, dessa vez, ela resolveu sair dali porque aquela resposta não queria ouvir. Tinha medo de se magoar mais ainda.

Havia sido demais saber que ele não se esquecia da outra e ouvir que talvez, ele ainda a amava, seria pior. Assim sendo, Sara se foi antes de Grissom falar. Só que ao fazer isso, ela perdeu a resposta que o supervisor deu a amiga e que era totalmente contrária ao que Sara achava que ele daria.

_Não, Catherine!

A CSI loira abriu a boca em surpresa pela resposta dele.

_Meu amor por Susan não é mais desse jeito. Aquele amor enorme que pensei que ficaria em mim para o resto da minha vida, se transformou em apenas um carinho e nada mais.

_Como?

Ela não conseguia entender até pouco tempo atrás, seu amigo morria de amores pela esposa falecida, agora não? O que o mudou?

_O que sinto por ela é completamente diferente do que sentia antes. Agora, tenho um carinho e afeto enorme pela lembrança dela. Susan foi uma pessoa maravilhosa comigo Cath e que teve uma importância muito grande em minha vida, daí o fato de não conseguir esquecê-la. Ela me proporcionou momentos incríveis, só que o amor que eu sentia por ela mudou. Não me sinto mais preso à ela e sua lembrança como antes. Consegui superar a perda da Susan!

****

Dirigindo pra casa, Sara não conseguia esquecer o que ouviu Grissom dizer de Susan. Sentiu uma dor incomoda dentro de si a cada instante que as palavras dele vinham em sua mente. Pegou-se imaginando qual teria sido a resposta dele à pergunta que Catherine lhe fez e que ela não ficou pra ouvir.

Será que ele tinha dito que sim?

Por uns instantes, Sara achou que não, porque ele nem sequer falava mais na ex. Só que a forma como ele falou dela pra Catherine deixou Sara em dúvida. Logo um festival de perguntas invadiu sua cabeça.

Será que Grissom estava com ela, Sara, porque realmente gostava dela ou só por carência?

E será que ele sentia algo mais forte por ela ou era apenas um simples gostar?

Ele chegará um dia a amá-la pelo menos metade do que amou Susan?

Essa mulher seria uma sombra no relacionamento deles?

Será que quando ele está com ela pensa na outra ou lhe compara a ela?

Sua cabeça parecia uma panela e as perguntas eram pipocas que estouravam dentro dela sem dar tréguas. Confundindo-a. Machucando-a. Fazendo-a duvidar do que seu namorado talvez sentisse por ela.

Sara estacionou em frente a sua casa e desceu. Entrou e subiu direto para seu quarto, nem parou na cozinha pra falar com Any que estranhou vê-la subir rápido. A babá foi atrás dela. Chegou ao quarto e encontrou Sara jogada na cama com as mãos cobrindo o rosto.

_Sara aconteceu alguma coisa?

_Não! – respondeu sem descobrir o rosto. _Liv já acordou?

_Não. Ainda está dormindo, sabe que quando é férias, ela acorda tarde.

O quarto ficou em silêncio por segundos até que o toque do celular de Sara quebrou o silêncio.

Sob o olhar atento de Any, Sara sentou-se na cama e pegou de dentro da bolsa seu celular, olhou no visor e viu que era Grissom. Não estava com a mínima vontade de atendê-lo, só que se rejeitasse a ligação seu namorado insistiria até que ela falasse com ele, então olhou pra Any e lhe estendeu o aparelho.

_Atende pra mim?

Any pegou o celular e viu o nome do supervisor.

_Mas é o Grissom?

_Atende, por favor, e diz que eu cheguei com dor de cabeça, tomei um remédio e agora estou dormindo.

A loira mesmo sem entender porquê daquilo atendeu a ligação.

_Alô, Grissom!

_Any?

_Sim!

_Eu queria falar com a Sara.

_Sabe o que é Grissom. Ela chegou reclamando de dor de cabeça e tomou um remédio, agora está dormindo. Algum problema?

_Não. É que fiquei preocupado, ela foi embora do laboratório sem falar comigo e antes que, eu dispensasse o pessoal. Me preocupei com isso.

_Deve ter sido por causada dor de cabeça.

_É, deve ter sido. – falou mais pra si mesmo do quê pra Any. _Mais tarde, eu ligo pra ela para saber se melhorou, está bem?

_Está!

_Então, tchau Any.

_Tchau, Grissom!

Any encerrou a ligação e olhou pra Sara.

_O que ele queria?

_Saber de você. Disse que ficou preocupado por você ter vindo embora antes do horário e sem ter falado com ele.

Depois de sair da frente da porta da sala de Grissom, Sara não quis mais ficar no laboratório e resolveu ir pra casa sem avisá-lo, mas antes de ir pediu à Greg que entregasse seus relatórios e avisasse ao supervisor, que ela teve que ir um pouco mais cedo.

_Ele disse que vai ligar mais tarde.

Any viu a expressão de pouco caso que Sara fez e se incomodou. Algo lhe dizia que tinha acontecido alguma coisa, agora o negocio era fazer Sara lhe falar o que era.

_Sara o que houve, porque não quis falar com ele? Vocês brigaram?

_Não!

_Então o quê foi? – Any insistiu e sentou-se em frente a Sara.

Depois de alguns minutos em silêncio, Sara contou o que tinha ouvido da conversa entre Grissom e Catherine. Em seguida, contou sobre as dúvidas que se formaram dentro de sua cabeça após ter ouvido o que ouviu.

_Sinceramente Sara, eu acho que está vendo coisas onde não tem. - a babá opinou após ter escutado Sara.

_Não estou, Any. – ela suspirou e baixou a cabeça. _Você tinha que ouvir o jeito todo carinhoso e... Amoroso com que ele falava dela. O Grissom ainda ama a ex dele, Any, por isso não a esquece.

A babá não compartilhava dessa opinião. Inclusive ela via o quanto Grissom realmente gostava, ou melhor, amava Sara. Suas atitudes, seu carinho, atenção, cuidado e principalmente, seus olhos demonstravam o quão verdadeiros eram seus sentimentos pela mãe de Lívia. Só ela que não via o mesmo.

_Sara, ele gosta de você mais que isso. Pra mim, o Grissom já superou o que sentia pela ex dele e agora ele te ama. – Sara a olhou no mesmo instante. _O fato de ele falar assim dela não quer dizer nada, pelo menos pra mim não. Ele te ama e isso está escrito bem na testa dele com letras garrafais, basta você enxergar. E se ele ainda não te disse isso, não é porque ele não te ame, é porque ainda não chegou o momento pra ele.

_Momento? – questionou a perita. _Não chegou e nem nunca vai chegar Any, porque ele não me ama apenas gosta de mim ou sente uma atração sei lá. Amar? Ele só ama a Susan e acho que vai ser assim pelo resto da vida dele.

Ela parecia irredutível nisso. Parecia que nada podia mudar ou tirar esse pensamento dela, só que Any não queria deixar com que Sara ficasse se martirizando por algo que não fazia sentido.

_Sara presta atenção, ele...

O que quer que fosse que Any diria, Sara não deixou que ela prosseguisse.

_Any chega! Vamos parar por aqui. Eu quero descansar, por favor.

_Tudo bem! – Any se levantou da cama. _Fique aí então se machucando e pensando em coisas que não fazem sentido algum. Eu vou terminar o café e depois acordar a Liv.

Any saiu do quarto. Assim que ela fez isso, Sara se jogou na cama. Pôs-se a pensar em tudo que Any disse. Será que ela tinha razão? Duvidou.

Relembrou tudo o que ouviu até agora e ficou pensando em cada coisa. Um tempo depois acabou pegando no sono.

~~O~~

_Você tem alguma coisa?

Grissom perguntou à Sara enquanto dirigia pra cena de crime deles. Ela estava tão calada e séria que aquilo incomodou um pouco o supervisor.

_Não. – mentiu.

Na verdade tinha sim algo, e se devia ao fato dela ainda pensar naquela conversa que infelizmente ouviu. Seu peito estava apertado e sua cabeça confusa. Não conseguia evitar se sentir dessa forma. Aquilo lhe afetou de uma forma que não imaginou que afetaria. Mas não diria nada ao seu namorado.

_Mas parece que tem. – ele insistiu.

_Só que eu já disse que não. Por que acha isso?

Ela perguntou sem olhá-lo. Encarar a noite luminosa pela janela do carro, era mais fácil do que encarar seu namorado. Não conseguia encará-lo, pois a cada vez que fazia isso àquela frase dele vinha em sua cabeça e pra não se lembrar disso, Sara evitava olhar para Grissom.

_Porque está estranha. – a mão direita dele largou por alguns segundos o volante do carro e segurou a mão de Sara.

A morena vendo que seu namorado não a deixaria em paz se não fosse mais convincente então o olhou, forçou um sorriso e lhe disse:

_É impressão sua.

_Humm... – ele a olhou rápido e resolveu não insistir mais. Talvez fosse apenas impressão sua como ela mesma disse.

Durante a investigação toda do caso Grissom percebeu o semblante dela quase o tempo todo sério. Ela não sorriu uma única vez. E ele ainda não a ouviu soltar nenhuma de suas pérolas engraçadas ou seus comentários pra provocá-lo. Ela também não o olhava da forma que costumava olhar. Estava tão quieta e concentrada como ele nunca tinha visto. Parecia até uma máquina trabalhando e falando sobre o caso. Com isso, de novo, seu comportamento o incomodou.

No fim do turno como era de costume Grissom chamou Sara pra ir para a casa dele pra ficarem um pouco juntos, mas ela rejeitou o convite e alegou que estava muito cansada e que preferia ir pra sua casa descansar lá, deixando o namorado mais ainda desconfiado do seu comportamento.

_Tem alguma coisa acontecendo com ela. – Grissom falou a si mesmo vendo Sara ir embora.

~~O~~

No turno seguinte foi a mesma coisa e no seguinte também. E isso foi fazendo com que Grissom achasse cada vez mais estranho o jeito de Sara. Ela estava distante com ele e toda vez que ele a chamava pra ir a casa dele, ela inventava uma desculpa pra não ir.

Essa situação seguiu por mais três dias até que Grissom não agüentou mais aquilo e no fim do turno, chamou sua namorada na sala dele antes de dispensar todos.

_Mandou me chamar? – ela perguntou da porta.

_Sim, entre. – fez um sinal com a mão pra ela.

_O que foi?

_Assim que dispensar todos, quero que vá pra minha casa pra conversamos – ela já ia cortá-lo, mas o supervisor não deixou. _E não quero desculpas, senão for lá, eu vou à sua casa e conversaremos lá. Acho que não vai querer que façamos isso na frente da Liv, não é?

_Não.

_Ótimo!

Minutos depois, ele dispensava sua equipe e saía pra sua casa. Chegou lá e dez minutos depois Sara chegou.

_Entra! – disse ao abrir a porta.

Ela se dirigiu ao sofá e sentou-se ali e Grissom sentou-se bem a frente dela.

_O que está havendo com você, Sara? – foi direto. _Há cinco dias que está fugindo de mim, me evitando, não olhando e nem falando direito comigo. Além disso, esses dias todos você não veio aqui em casa. Posso saber o por quê desse comportamento comigo? – despejou tudo de uma vez.

Como ela nada disse, ele então continuou.

_Saiba que você só vai sair daqui quando me disser qual é o problema. – ela continuou calada. _Vamos, estou esperando Sara. O que está acontecendo?

Talvez ela estivesse exagerando ou fazendo uma tempestade num copo d'água com toda aquela situação, mas a verdade é que não podia evitar agir como vinha agindo.

De um jeito totalmente inesperado aquele pequeno trecho da conversa lhe incomodou, mais que isso, lhe magoou de uma forma que ela não esperava que fosse magoar.

Era algo desconfortável que a fez repensar se realmente valia à pena estender mais esse relacionamento, já que na concepção dela, Grissom ainda amava Susan.

Ela se levantou do sofá e caminhou até o lado oposto da sala onde ficava a janela, tudo isso sob o olhar atento de Grissom. Depois com uma voz baixa, ela começou a falar:

_Eu ouvi sem querer um pouco da sua conversa com Catherine dias atrás.

_Conversa? Quê conversa, Sara?

_Sobre a Susan.

_E daí? – perguntou sem entender.

_Daí que o jeito como falou e o que falou da sua esposa falecida me fizeram ver que... Você ainda está ligado demais a essa mulher, Grissom. Mais do que isso, me fez ver que você ainda a ama e que sempre vai amá-la, não importa com quem esteja se relacionando.

_Mas o que você está falando? – ele murmurou só pra si.

Sara não ouviu o que ele disse, porque estava distante dele. Sendo assim, a morena continuou a falar.

_Eu não duvido que você goste de mim, Grissom, mas me amar? Você só vai amar à Susan. Deve ter sido isso que respondeu à Catherine quando ela te perguntou, não foi? – Sara se virou pra olhá-lo e pôde ver sua expressão totalmente incrédula.

Ele não conseguia dizer nada, parecia até que tinha desaprendido a falar. Queria fazê-la entender que não era mais aquela sua realidade. Agora, ele amava a mulher diante dele. Era Sara quem ele amava, mas estranhamente de sua boca não saía nenhum som, nada.

_Não precisa responder, porque eu sei que foi isso... Sabe... Esses dias todos, eu fiquei pensando e acho que o mais certo é acabar por aqui...

_Não! – ele disse alto e rápido, interrompendo-a.

_Vai ser bom, Grissom, pra nós dois.

_Talvez pra você seja bom, mas pra mim não. – ele se levantou do sofá e devagar começou a caminhar até Sara enquanto lhe falava: _Me diz como vai ser bom pra mim ficar longe da mulher que eu amo?

Ele terminou de falar parando bem à frente dela.

_A mulher que você ama está morta, Grissom. – ela rebateu ainda sem entender que o que ele havia dito tinha sido pra ela.

_Não! – ele segurou seu rosto entre suas mãos. _A mulher que eu amo, está bem na minha frente dizendo que quer terminar comigo, porque acha que eu ainda amo outra.

Sara arregalou os olhos ao ouvi-lo dizer isso.

_O que você disse, Grissom?

_A mulher que eu amo é você, Sara! Susan ficou pra trás, é passado. Agora, eu amo você.

_Mas você disse que não a esquecia.

_Porque ela foi alguém muito especial e que tinha me dado momentos bonitos, mas isso não quer dizer que eu ainda a ame da mesma forma de antes. Meu amor por ela se transformou em um simples carinho. Foi isso que eu disse à Catherine, Sara. Eu superei a perda da Susan e me desprendi dela. Na minha vida e aqui dentro... – ele apontou para seu coração. _Só tem você, Sara e mais ninguém.

Os olhos dela já estavam cheios de lágrimas que logo começaram a descer por seu rosto.

_Você está dizendo que...

_Eu te amo sua maluca! – ele disse e sorriu.

_Me ama? – ela parecia não acreditar no que ouvia.

_Com todo meu coração! Nunca pensei que fosse amar alguém assim como eu te amo, Sara... E você, me ama?

Ela passou uma das mãos no rosto enxugando as lágrimas que caíam.

_O que acha?

_Que sim?

Ela confirmou positivamente com a cabeça.

_Quero ouvir sua resposta, Sara.

_Sim... Eu te amo, Gil! – deu um sorriso pra ele.

Seu olhar se fixou no dela e seu dedo polegar deslizou pelos lábios dela. Depois ele a beijou delicadamente. Instantes depois, estavam no quarto dele se desfazendo de suas roupas pra que pudessem se amar.

Apenas com suas peças íntimas, eles se deitaram na cama e ele a olhou bem em seus olhos castanhos pra depois lhe dizer com a voz quase em um sussurro:

_Não duvide do meu amor, Sara, porque ele é verdadeiro!

_Eu não duvido, não mais!

E como num filme em câmera lenta, eles se amaram como se fosse à primeira vez. Como se o mundo lá fora não existisse, como se só existissem eles dois no mundo.

Após o ato de amor com eles já quase adormecidos, ele a chamou.

_Sara?

_Hum... – ela murmurou de olhos fechados e com a cabeça em seu peito.

_Você é minha vida!

Ela sorriu de olhos fechados.

_Você também, Gil! – disse em resposta.

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