Capítulo 48 - Marca de amor

Permiti que meu coração se abrisse e que alguém especial viesse novamente fazer morada dentro dele.

Ela chegou e me fez melhor, provocou em mim sensações que não pensei que voltaria a sentir e mostrou a magia que existe em estar ao lado de um novo alguém com tanto encanto quanto ela.

Quando pude olhar bem dentro de seus olhos, consegui ver neles um universo maravilhosamente novo e assim entendi, que tinha o direito de tentar buscar de novo a felicidade que antes havia sido tirada de mim.

(de um desconhecido)

–--§---

Depois daquele almoço alguns dias foram se passando e durante esse tempo o namoro de Grissom e Sara foi ficando com os laços mais fortes. O sentimento que um tinha pelo o outro só fazia crescer à medida que os dias se passavam. No laboratório pra disfarçar por enquanto na frente dos outros que não sabiam sobre eles estarem juntos, os dois se comportavam como eram antes de estarem juntos, com implicâncias e provocações só que isso era apenas ali no trabalho, pois fora dele, Sara e Grissom se comportavam como um casal de namorados que a cada instante juntos, iam se mostrando mais apaixonados um pelo o outro.

Mas pra conseguirem ter seus momentos juntos como um casal costuma ter, eles passaram a se encontrar depois do trabalho no apartamento de Grissom. Por uma boa parte da manhã que é quando Liv está na escola, Sara então ficava com seu namorado no apartamento dele. Depois por volta das onze, ela ia pra sua casa, pois onze e meia sua filha saía da escolinha e ela queria estar em casa quando a menina chegasse. Assim, dessa forma, eles iam se encontrando as escondidas quase todos os dias. Quando estavam juntos tinham ótimos momentos no apartamento do supervisor. Costumavam tomar café, conversar, namorar e iam muito além do que só namorar.

A sala, o quarto e o banheiro já haviam sido palco de alguns bons momentos íntimos do casal nas poucas horas que tinham pra ficarem juntos.

Havia um entendimento, uma harmonia entre eles e seus corpos quando se amavam, que era diferente de tudo que ambos já tenham experimentado antes em seus antigos relacionamentos. Era como se fossem feitos um para o outro exatamente assim. E quem sabe, não fossem mesmo!

Enquanto a relação entre o casal progredia muito bem, as coisas entre o supervisor e sua agora enteada Lívia não seguiam esse mesmo ritmo. Liv ainda não sabia de fato que sua mãe e Gil estavam juntos, já que Sara protelava contar à garota isso por receio da filha não aceitar sua relação com Grissom. Mas como Liv era uma garotinha bem esperta, já desconfiava disso, pois seu amigo Gil de uns tempos pra cá vire-mexe estava indo em sua casa pra visitar e almoçar lá.

A menina desde a conversa que tivera com Any havia parado com a birra e voltado a falar com Gil, porem não era aquela Lívia que era antes com ele.

O supervisor podia sentir certo distanciamento de Liv para com ele, só que mesmo assim Grissom fazia o possível pra tentar quebrar essa barreira imposta pela menina, e assim tentava agradar sua enteada. E por mais que ela não quisesse dar o braço a torcer ao supervisor, acabava no fim das contas se rendendo à ele e sendo mesmo que por uns instantes, aquela Liv que costumava ser com ele.

Pra Grissom, talvez fosse preciso mais um pouco de tempo e jeito pra que sua princesinha voltasse a ser completamente a mesma com ele.

–--§----

Passava um pouco das cinco da manhã quando o turno se encerrou cedo por conta da eficiência e rapidez com que a equipe havia resolvido os casos daquele turno.

Os “meninos” tinham acabado de sair da sala de armários pra irem para suas casas enquanto Sara e Catherine ainda permaneceram na sala guardando suas coisas e conversando.

_Até que esse turno não foi tão cansativo assim, o que é raro de acontecer.

_É verdade.

_Bem que podia ser assim todo o turno. – a loira disse esboçando um sorriso e fazendo Sara também esboçar um.

_Quem dera, Catherine! - Sara falou ainda com um sorriso.

Nesse momento Grissom que também se encontrava no laboratório apareceu onde as duas estavam pra pegar umas coisas em seu armário e depois ir pra casa.

_Quem dera o quê?

Ele perguntou ao ouvir o fim da conversar das duas.

_Que todo o turno fosse igual à esse que tivemos, não tão cansativo.

Catherine foi quem respondeu a pergunta dele.

_Hum... – disse displicentemente enquanto abria seu armário.

_Bom, vou indo. Tchau pra quem fica! – a loira disse antes de sair da sala.

Depois que ela se foi, o supervisor fechou a porta de seu armário e olhou pra Sara que acabava de fechar o seu também.

_Vamos? – ele a perguntou.

_Vamos! – ela o respondeu com um meio sorriso.

Com uma diferença de poucos minutos, eles saíram cada um em seu carro do laboratório pra instantes depois se encontrarem em frente ao prédio onde o supervisor morava. Ao entrarem no apartamento, Hank que já havia se acostumado com a presença quase que constante de Sara ali, veio recepcionar os dois todo saltitante.

_Oi, garotão!

Sara se agachou em frente ao cão e lhe acariciou a cabeça enquanto ele lambia o rosto dela, lhe fazendo rir do “carinho” dele.

Grissom que assistia a cena dos dois, não deixou de rir das tentativas dela de se esquivar das lambidas de Hank. Ela havia conquistado mesmo seu filho de quatro patas. Hank toda vez que via Sara ali fazia uma festa enorme pra ela chegando, às vezes, a ignorar a presença do próprio dono e dando atenção só a morena.

Passado mais alguns segundos, Grissom levou Hank para onde ele costumava ficar preso e voltou à sala onde encontrou Sara deitada no sofá.

_Como ainda é bem cedo você podia tomar um banho aqui, depois comer algo e em seguida descansar um pouco antes de ir pra sua casa. O que acha? – sentou-se no sofá pegando as pernas dela e colocando-as sobre as suas.

_Acho uma ótima ideia, desde que você me acompanhe no banho. – disse de olhos fechados e depois dando um sorriso.

Ele riu dela. Há uns dias, ela havia lhe confidenciado enquanto tomavam banho, que desde que começaram a ficar juntos, tomar banho com ele era mil vezes melhor, porque quase sempre quando faziam isso acabavam fazendo amor também.

_Você sabe que te acompanho. Vem!

A espuma cremosa do sabonete cobria sua pele branca enquanto isso a esponja macia passeava por seu corpo. Mas logo a esponja foi substituída por um par de mãos grandes e fortes. O efeito que o toque delas causava em contato com sua pele lhe fez arrepiar da cabeça aos pés.

Habilidosa as mãos iam lhe acariciando e massageando os pontos mais sensíveis de seu corpo enquanto uma boca quente beijava e mordiscava de leve seu pescoço alvo lhe arrancando involuntariamente gemidos roucos.

De olhos fechados, ela só sentia as maravilhas que a boca e as mãos de seu namorado lhe proporcionavam. Devagar, ele virou Sara de frente pra ele e beijou sua namorada com fome e desejo. Enquanto se beijavam, ela sentiu seu corpo ser pressionado à parede do banheiro coberta por lajotas fria.

Grissom desceu seus lábios para o pescoço de Sara e chegando bem perto de seu ouvido, murmurou:

_Você não faz idéia do quanto me enlouquece, Sara. Com você me sinto outro! – ele lhe deu uma leve mordida na orelha que fez a morena gemer no mesmo instante.

Era incrível como só vê-la assim ao natural, sem peça de roupa alguma fazia o desejo dentro de si triplicar milhões de vezes em frações de segundos.

O corpo dela provocava sua líbido de uma maneira que às vezes o assustava. Em seus antigos relacionamentos incluindo seu casamento pelo que se lembre, o desejo falava alto, mas com Sara, ele (o desejo) não falava e sim, gritava à plenos pulmões.

_Então me mostre agora o quanto te enlouqueço, Gil! – ela sussurrou roucamente em seu ouvido.

Sem dizer mais nada, ele pressionou-a mais ainda contra à parede e suspendeu o corpo de Sara fazendo com que ela circundasse suas pernas em seu quadril largo. E em um único movimento, Grissom a possuiu, arrancando um gemido alto de sua boca.

_Te machuquei? – se preocupou em perguntar ao ouvir o gemido dela.

_Não, querido. Continue!

Com cuidado pra não se desequilibrarem e caírem, Grissom que segurava Sara pelas coxas pra lhe dar sustentação, começou os movimentos de vai e vem. Aos poucos, ele foi acelerando o ritmo dos seus movimentos.

Os gemidos de ambos eram abafados pelos beijos que eles trocavam. Grissom alternava os beijos, ora ele beijava Sara na boca, ora beijava a namorada no pescoço, local que ele descobriu ser seu ponto mais sensível.
Enquanto o supervisor a presenteava com seus movimentos cada vez mais rápidos e beijos urgentes, as mãos de Sara que seguravam forte nos ombros dele desceram por seu peito másculo, depois foram para suas costas.

Os movimentos se aceleraram mais um pouco e após mais algumas estocadas, eles chegaram ao ápice. Por uns instantes, ficaram imóveis e agarrados um ao outro na mesma posição que tinham acabado de se amarem. Depois Sara tirou suas pernas da cintura de Grissom e ao ficar de pé, lhe falou:

_Minhas pernas estão tremendo, amor!

_As minhas também! – ele disse com o rosto escondido na curvatura do pescoço dela.

Após se recuperarem, eles se lavaram e acabaram do banho. Se enxugaram e Grissom vestiu o short de seu pijama e deu à Sara a camisa. Foram pra cozinha onde o supervisor preparou algo rápido pra eles comerem e instantes depois, estavam no quarto cochilando abraçados.

Horas mais tarde, eles foram acordados pelo despertador do celular de Sara que ela havia deixado programado com esse intuito.

_Bom dia!

_Bom dia! – ela respondeu se espreguiçando.

_Já tem que ir, não é?

_Sabe que sim!

_Queria ter mais tempo com você.

_Eu também, mas você sabe que tenho que ir pra casa por causa da minha filha.

_Eu sei... – ele a olhou. _Como vamos fazer pra nos vermos pra semana? Você disse que a Liv já ia ficar de férias, não é?

_É. Por isso não vou poder ficar vindo todos os dias como venho fazendo.

_Então temos que aproveitar essa semana que temos, não é?

_Exatamente!

Ela chegou mais perto dele e lhe deu um beijo. Grissom então puxou-a pra cima dele, beijando sua namorada com mais intensidade. Quando ele desceu seus lábios para beijar o pescoço dela viu uma marca bem evidente ali.

_Opa! – olhou pra Sara.

_Que foi?

_Durante o nosso banho acabei te deixando com uma marca no pescoço.

_O quê?

Ela se levantou de cima dele e saiu da cama indo até o enorme espelho do closet do quarto.

_Eu não acredito, Grissom! Você me deixou com um chupão enorme! – ela disse vendo a marca em seu pescoço.

_É só uma marca de amor! – ele falou se sentando na cama, quase rindo da cara que sua namorada fazia ao ver aquele vermelhidão em sua pele.

_Marca de amor? – virou-se pra ele. _Pois eu também vou te deixar com uma marca de amor. – falou se encaminhando lentamente até a cama.

_Ah é? Vai me dá um chupão também? – disse arqueando uma das sobrancelhas.

_Não, vou te dá um tapão, seu cretino!

Ela correu em sua direção, mas ele se levantou da cama em um pulo e correu pra fora do quarto.

_Não foge, Grissom, seu cachorro de uma figa!

Ele corria pelo apartamento com ela bem atrás de si.

_Como você faz isso, Grissom? Olha a marca horrorosa que deixou em mim.

_Foi sem querer, Sara. No calor do momento. – dizia rindo enquanto tentava fugir dela.

_Calor do momento, sem vergonha?

_Sim, querida!

Ele correu de volta para o quarto e ela conseguiu alcançá-lo e os dois caíram na cama com ela por cima dele.

_Agora você não escapa de mim.

_O que vai fazer comigo, querida? – ele dizia ofegante por ter corrido.

_Essa marca vai te custar muito caro sabia, limão azedo?

_Não diga?!

_Digo sim!

Ela segurou em seus pulsos e os ergueu até a altura de sua cabeça.

_Então me diga o quanto vai me custar?

Ela sentou sobre seu quadril e começou a fazer leves movimentos circulares.

_Sara não me provoque!

_Sabe o que essa marca vai te custar? - ela o indagou ignorando suas palavras.

_Não! – disse gemendo.

_Uns bons dias sem sexo. - parou de movimentar sobre o quadril dele.

_O quê?

_É isso que ouviu, Limão azedo. Só vamos voltar a ter relações quando essa marca que fez em mim desaparecer. – ela exibia um sorriso maldoso.

_Não está falando sério, está?

_Estou! – se segurou pra não rir da cara de desespero que ele fez.

É claro que não faria isso, mas ia lhe maltratar um pouco pelo que havia feito nela.

_Sara isso não!

_Por que não?

_Porque não consigo ficar sem tocar em você. Seu corpo é meu abrigo, meu refúgio. É onde eu recarrego minhas energias e onde também perco algumas. Então não me prive disso.

Ela ficou literalmente de boca aberta ao ouvi-lo. O que era pra ser uma brincadeira acabou lhe rendendo uma declaração e tanto.

Ela chegou bem perto do rosto dele e lhe disse:

_É claro que não vou fazer isso! Era só uma brincadeira, seu bobo!

Ele sorriu aliviado.

_Mas o que eu disse não era só pra você saber! - ele retrucou ao fitar bem nos olhos de sua namorada.

Depois disso eles se beijaram e inevitavelmente acabaram se amando de novo.

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